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Acervo Joel Saldanha: parte da história do cinema santa-mariense em recuperação

Joel Saldanha (1936 - 2018)

Você já ouviu falar de Joel Romagueira Coimbra Saldanha? Se a sua resposta for não, um dos nossos projetos culturais pretende mudar isso. 

Apesar de ter sido um importante realizador na história do audiovisual de Santa Maria, o desenhista, que nasceu em Quaraí em 1936 e teve sua vida profissional ligada à Universidade Federal de Santa Maria, morreu em 2018 sem ter o reconhecimento que merecia, principalmente, pelas suas animações em Super-8 e 16mm.

Mas a cada caixa do acervo de Joel Saldanha doada pelas filhas de Joel, à TV OVO, surge um novo elemento que é catalogado e a intenção de preservar a memória do audiovisual local avança mais um pouco. O trabalho é delicado, já que cada peça precisa ser higienizada e há maneiras específicas para se fazer isso.

No acervo, que ainda está sendo montado, há desde equipamentos que eram usados por Saldanha em suas filmagens, até objetos antigos, filmes em película e preciosidades, como os desenhos feitos por ele para dar vida a seus personagens em uma época em que as animações eram desenhadas quadro a quadro.

Nos últimos meses, a arquivista Luiza Haesbaert, que trabalha no projeto, tem se dedicado a higienizar e catalogar inúmeras peças que fazem parte dos cenários construídos por Saldanha, muitas delas usando materiais reciclados. “É um trabalho que está sendo feito com muito cuidado para preservar o acervo. Ele foi muito criativo e atento aos detalhes na confecção dos cenários e é preciso tomar cuidado ao identificar cada peça e também em relação à conservação delas”, afirma Luiza.

O projeto está sendo possível devido a aprovação no edital de Fomento aos Espaços Culturais de Santa Maria, da Secretaria de Município de Cultura, através da Lei Aldir Blanc. E também conta com o apoio da Fundação Eny, que custeou a telecinagem de três filmes feitos por Saldanha.

Guido Cechella Isaia assistindo a animações criadas por Joel Saldanha

Ao assistir os filmes, o presidente da Fundação Eny, Guido Isaia, ficou impressionado com a criatividade do desenhista. “Eu já conhecia seus trabalhos como desenhista da Universidade, mas nos filmes é que se vê como ele tinha um olhar apurado para o cinema”, comenta Isaia.

A jornalista Marilice Daronco, que faz parte do projeto e que conheceu Saldanha e o entrevistou para suas pesquisas de especialização e mestrado, também se disse surpresa com alguns dos filmes. “Ele não havia contado sobre suas animações que envolvem aventuras no espaço. Quando assistimos aos filmes, fiquei impressionada com os resultados que ele teve, principalmente sabendo que ele fazia isso por paixão ao cinema, em suas horas vagas,” diz Marilice.

Além de organizar o acervo de Joel Saldanha, nossa equipe está trabalhando em uma série de ações que envolvem a divulgação de sua obra, como uma exposição e audiovisuais sobre o realizador.

Divulgação TV OVO

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