Olhares da Comunidade na 1ª MAE-SM!

TV OVO integra 1ª MAE-SM e aproxima estudantes do universo audiovisual

Nos dias 11 e 12 de agosto, a TV OVO esteve presente na 1ª Mostra Audiovisual Estudantil de Santa Maria (MAE-SM), com produções realizadas pelos projetos “Olhares da Comunidade” e “NUCAC”. O evento ocorreu no auditório do LabCriativo, localizado no Antigo Mercado da Vila Belga, e foi promovido pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Educação e do Núcleo Audiovisual (NAV) do EduTech, integrando a programação da 53ª Feira do Livro de Santa Maria. 

A MAE-SM tem o intuito de reconhecer e dar visibilidade aos curtas-metragens produzidos com a participação ativa dos estudantes, além de despertar a criatividade, a inovação, a expressão artística e o protagonismo juvenil por meio da linguagem audiovisual. A iniciativa reuniu escolas, estudantes e professores das redes municipal, estadual, federal e privada de Santa Maria, além da comunidade local e de escolas dos municípios de Gramado, Júlio de Castilhos, Novo Hamburgo e São Vicente do Sul, somando um total de 23 instituições participantes

A Mostra contou com 78 curtas-metragens inscritos, dos quais 46 foram selecionados para compor a programação. Dentre eles, 11 produções são vinculadas à TV OVO, por meio dos projetos “Olhares da Comunidade” e “NUCAC”, e foram produzidas entre 2023 e 2024. Os curtas foram exibidos aos estudantes e ao público em geral durante a programação.

Público atento às exibições da 1ª MAE-SM. Foto: João Pedro Ribas

Entre as produções apresentadas, estão trabalhos que abordam diferentes temas e experiências vivenciadas pelos estudantes em seus territórios e comunidades. 

Os curtas “O Método” (2023) e “Qual o lugar do celular na escola?” (2023), dirigidos pelos estudantes da EMEF Aracy Barreto Sacchis; “Olhar” (2023) e “Resgatando o Cadena” (2023), pelos alunos da EMEF Nossa Senhora do Perpétuo Socorro; “Lendas da Vila Caramelo” (2024) e “Por que Caramelo?” (2024), pelos estudantes da EMEF Irmão Quintino; e “Histórias de Quadra” (2024) e “Os guris da Caturra” (2024), pelos alunos da EMEF Lidovino Fanton, foram exibidos durante a Mostra. Também foram apresentados os curtas-metragens “Vida em Projeto” (2024) e “De Jovem para Jovem” (2024), dirigidos pelos estudantes do projeto Núcleo Cultura, Arte e Cidadania (NUCAC), da Nova Santa Marta, e “O que não é visto”, produzido pelos estudantes do projeto NUCAC da Vila Resistência.

Mesa de premiação da 1ª MAE-SM, com os troféus da Mostra. Foto: João Pedro Ribas

🏆 O reconhecimento também celebrou a criatividade e o empenho dos estudantes envolvidos nas produções. Entre os trabalhos, os curtas “Resgatando o Cadena”, “Por que Caramelo?” e “De Jovem para Jovem” foram selecionados como destaques da Mostra. A participação dos estudantes nesse espaço de exibição e troca reforça a importância de dar visibilidade às produções realizadas por eles e abre caminho para que novas histórias e olhares possam chegar às próximas edições da MAE-SM. 

O idealizador da 1ª MAE-SM, Paulo Tavares, destacou que a realização da Mostra possibilita novas experiências e aprendizagens por meio do audiovisual, ampliando as possibilidades de troca e expressão. “Percebemos que o evento trouxe para as escolas e os estudantes, além de levar suas produções para outras escolas e estudantes, também a oportunidade de conhecer o que está sendo realizado por outros estudantes. Nessa troca de exibir e assistir, o universo do aprendizado se amplia, criam-se outras visões e formas de produzir. O evento motiva e aguça a sensibilidade e a criatividade dos estudantes, fomentando a expressão por meio da linguagem audiovisual”, pontua Paulo.

Abertura da 1ª MAE-SM reuniu público e participantes da Mostra. Foto: João Pedro Ribas.

Isadora Machado, integrante dos curtas produzidos pelos alunos da EMEF Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, comentou que a escola sempre foi um ambiente de muitos ensinamentos, principalmente nos aspectos social e cultural. “Estudei na escola durante alguns anos e tenho um carinho especial. Participamos da Mostra porque a TV OVO foi até a escola promover o projeto Olhares da Comunidade, então nos despertou interesse em aprender. Foi muito bom ver os estudantes produzirem os curtas sobre temas que gostam”, destaca Isadora.

Troféu Destaque “Resgatando o Cadena”. Foto: João Pedro Ribas.

Joana Siqueira, que participou da produção e gravação do curta Olhar quando estava no 9º ano na EMEF Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, relatou que já tinha curiosidade sobre como eram produzidos os curtas, então essa experiência proporcionou uma outra visão de como é o trabalho por trás das câmeras. “Produzir um curta foi algo diferente e muito curioso para mim, porque envolve todo um trabalho como roteiro, figurino, iluminação e todos os elementos de cada cena. Lembro que trabalhamos bastante com a iluminação que, por mais que pareça algo simples, faz toda a diferença e muda completamente a cena e o ambiente.”

Ela salientou que pôde aprender a operar uma câmera profissional, além de conhecer mais sobre ângulos e iluminação. Joana também expressou gratidão pela oportunidade de participar da experiência e pelo apoio prestado pela equipe da TV OVO durante o processo de produção. 

Dayan Santos, que participou da produção e gravação do curta “Resgatando o Cadena” quando estava no 9º ano da EMEF Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, disse que a produção do curta-metragem foi uma experiência inédita, pois foi seu primeiro contato com esse tipo de atividade audiovisual. “Para mim, foi uma experiência única, porque nunca tinha participado de algo relacionado à produção de um curta-metragem e não sabia como funcionava. Foi muito gratificante, principalmente porque eu era muito tímido para falar em público e participar de uma entrevista. Também foi muito importante poder falar sobre os meus avós, que moram próximo ao Arroio Cadena”, relata Dayan. 

Para Dayan, a edição dos vídeos foi o principal aprendizado técnico durante a realização do projeto, especialmente pela possibilidade de compreender como diferentes elementos são combinados para construir uma narrativa audiovisual. Ele ressaltou que foi durante a edição que ocorreu grande parte da construção do vídeo, por meio de cortes entre cenas, inserção de imagens e utilização de vozes em segundo plano para acompanhar a apresentação de determinados lugares e ambientes.

Estudantes do EMEF Perpétuo Socorro recebem o prêmio na escola. Foto: Maria Eduarda Rossato.


Texto por.: Isaac Brum
Fotos:. João Pedro Ribas / Maria Eduarda Rossato

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