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Por que a linguagem documental?


Turma ao final do workshop de documentário. Foto de Lívia Teixeira

Durante os dias 23 e 24 de agosto recebemos o cineasta, jornalista e professor Guilherme Castro para ministrar o Workshop de Documentário. Durante as 10 horas de encontro, Guilherme abordou os estilos e categorias de documentário, a discussão entre realidade e ficção,  a importância do personagem para a obra, entre outros pontos importantes para quem quer produzir documentário. 

Foram mais de 25 inscritos de diferentes áreas de formação. A artista visual Valquiria Navarro comentou que sua relação com o documentário começou quando era criança, pois assistia muito a TV Cultura. Hoje, o fato de não possuir uma televisão lhe instiga a buscar por documentários na hora de se informar, “…então o documentário pra mim é extremamente importante, mais do que outros tipos de audiovisual.”

O workshop foi uma forma de instigá-la para além do ser espectadora. “Desde a graduação eu penso em fazer alguma questão com animação, com filmagem, e agora no mestrado eu retomei essa ideia, que ainda não está madura, mas eu resolvi que eu ia começar a frequentar mais o ambiente audiovisual”, relatou Valquiria,  e também já esboça algumas propostas relacionando com as artes visuais: “A ideia é conciliar, colocar a arte visual junto com o audiovisual, com as minhas esculturas, conciliar com colagens, com movimento dessa escultura na filmagem.” 

A psicóloga Daiana Vieira, que está na fase final do curso de especialização em Cinema e produzindo um documentário como produto final, em parceria com a TV OVO, que aproveitou muito o encontro proporcionado pelo workshop. “Ele trouxe muito da experiência dele e é aí que está a riqueza. Porque a gente ler e estudar é uma coisa, mas quando a pessoa está  na sua frente te dizendo porque ela fez isso, porque ela fez aquilo, qual a estratégia que ela encontrou para resolver tal coisa… essa coisa da prática é muito rica. E isso foi muito legal.”  Ao ser questionada o porquê de ela se interessar por documentário, Daiana pontua: “justamente por causa dessa questão, de ter muita liberdade, de a gente pensar e de propor discussões que, no meu ponto de vista, das questões que eu entendo e defendo, que eu acho que o documentário ele dialoga muito com as pessoas, ele leva temas importantes para a gente pensar, refletir e discutir.”

E para completar, deixamos aqui os quatro documentários mais citados no formulário de inscrição do workshop: Ilha das Flores (1989), Democracia em Vertigem (2019) – disponível na Netflix, Estamira (2006) e Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos (2006). O workshop de docuemntário integra a programação do projeto Narrativas em Movimento e é financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Nossa programação para 2019 inclui, ainda, a realização de dois colóquios. Em breve mais informações, nos acompanhe.

 

Por Lívia Teixeira