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GloboLab Profissão Repórter – Oficina de reportagem com troca de ideias e cocriação


Incentivar com bons exemplos: assim é a oficina de reportagem do GloboLab em parceria com o Profissão Repórter. No dia 12 de março, segunda-feira, viajamos, entre nove pessoas, até Porto Alegre, juntamente com acadêmicos de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria e do Centro Universitário Franciscano para participar da 6ª ediçãodo Globo Lab Profissão Repórter.

A atividade foi conduzida pelos jornalistas Caio Cavechini e Eliane Scardovelli, que compartilharam das suas experiências nas reportagens do programa. Foram apresentados trechos de algumas reportagens produzidas no Profissão Repórter, dando exemplos de abordagens criativas, pautas, construção da reportagem e afins. Tudo isso visando para que os jovens participem de uma seleção realizada pelo projeto.

Os participantes  poderão produzir um vídeo  entre 3 e 5 minutos, em dupla, e enviar o material para a equipe do GloboLab: Profissão Repórter. Serão selecionadas as dez melhores reportagens, e as duplas escolhidas vão participar de uma imersão na redação do programa, em São Paulo, durante uma semana. Além disso, o material será exibido na página do Profissão Repórter na internet. Para saber mais sobre o programa você pode acessar o site.

 

Por Larissa Essi

globolab profissão repórter

Integrantes da TV OVO com Caio Cavechini e Eliane Scardovelli.


Ferramentas tecnológicas para um novo jornalismo


No último dia oito de maio, o Theatro Treze de Maio recebeu o primeiro debate deste ano em comemoração aos 21 anos da TV OVO, o Colóquio Novas Formas de Fazer Jornalismo que apontou a pluralidade das maneiras de se fazer jornalismo atualmente, além das transformações mais evidentes na profissão.

 
Como midiativista, Claudia Schulz, da Mídia Ninja, enfatizou o pensamento de que o coletivo não se enquadra no conceito de mídia alternativa nem mídia de massa, mas sim se posicionam como “massas de mídia” – que seriam as pessoas atuando como a mídia – pois trabalham coletivamente, e não necessariamente de forma jornalística, dando visibilidade às lutas que os grandes veículos normalmente ignoram, o nomeado “Brasil Profundo”. Alem de dar voz às minorias, o coletivo mesmo abertamente com posições de esquerda, visa o equilíbrio das coberturas.

 
Além de falar um pouco sobre o mercado editorial, Sergio Lüdtke, jornalista fundador da Interatores que é especializada em mídias digitais, comentou sobre a desinformação gerada pelas notícias falsas que circulam nas redes sociais e como a chegada das empresas de fact checking no Brasil podem ajudar a controlar esse problema, apesar das barreiras de privacidade impostas pelas grandes corporações como o Facebook ou o Whatsapp. Com foco nas redações, Lüdtke enfatizou a maneira como o jornalismo muda suas exigências, mas nas bases se mantêm a mesma, deixando clara a forma como os jornalistas são avessos a testes.

 
Com a experiência de uma grande emissora, como a Rede Globo, Caio Cavechini, que também integra a Ong Repórter Brasil, compartilha da necessidade de se fazer um jornalismo com equidade e transformador para a população, e demonstrou, a partir das suas produções, como a inserção do jornalista no meio das ações populares ajuda nessa construção. Mesmo com a variedade de novas ferramentas e plataformas digitais, Cavechini foi questionado sobre a precarização e o acúmulo de funções nas redações. Apesar de concordar, ele acredita que há falta de mão de obra e que também há jornalistas  a forma como o jornalistas que preferem executar mais de uma função, e que isso deve ser levado em consideração.

 
Seja a mídia independente (embora esse tema tenha sido questionado, sem um resposta) ou de massa; jornal, agência de notícia, blog, sites especializados, canais de TV ou YouTube, emissoras ou radiosweb o jornalismo passa por mudanças estruturais claras, porém, suas bases (forma de apuração, checagem dos fatos, trabalho de campo) ainda devem se manter, independentemente das ferramentas tecnológicas.

 

Por Valdemar Neto

Foto por Pedro Piegas

Colóquio_novas formas de fazer jornalismo