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Estamos captando recursos para a construção de centro cultural


 

Estamos em busca de captação de recursos para realizar a primeira fase de implantação do Sobrado Centro Cultural, aprovado na Lei de Incentivo à Cultura do Estado, LIC-RS. Empresas com sede no Rio Grande do Sul e que pagam ICMS podem destinar uma parte do imposto ao projeto. Como retorno de divulgação pelo patrocínio, a marca da empresa será veiculada em audiovisuais produzidos em diversas etapas da obra, além de outdoors pela cidade, placa na obra, impulsionamento em mídias digitais, folders de divulgação do projeto e do espetáculo Estação Santa Maria.

Temos até dezembro para captar no mínimo 20% do valor total do projeto, para que a Secretaria de Cultura do Estado conceda a autorização para o início do projeto. O valor aprovado para captação é R$ 896.105,77. A época do ano não é favorável para a equipe, já que a maioria das empresas que costumam patrocinar projetos culturais por meio da LIC-RS já destinaram seu imposto no início do ano. Por isso, estamos buscando empresas que acreditam na proposta e que ainda podem patrocinar a iniciativa neste ano, ou que tenham interesse para colaborar em 2020.

O projeto prevê a recuperação de uma construção centenária na região do centro histórico de Santa Maria. O casarão foi construído por Evandro Ribeiro e 1916. Natural de Caçapava do Sul, engenheiro civil formado pela Escola de Engenharia de Porto Alegre, mudou-se para Santa Maria com o sonho de ser poeta. Ribeiro integrou a Academia Literária Sul-rio-grandense e a Academia de Letras do Rio Grande do Sul. O primeiro dono do sobrado promovia saraus literários no espaço até o começo dos anos de 1920. Em 2010, o jornalista e nosso parceiro, Marcelo Canellas, comprou o espaço e nos doou, no ano de 2016, em comemoração aos nossos 20 anos da associação e centenário do prédio. A ação foi um gesto de apoio ao trabalho social e cultural desenvolvido pela TV OVO.

Além da restauração do edifício, o espaço irá abrigar mais um centro de cultura em uma das regiões mais importantes da cidade. A obra está prevista para ser executada em três fases. A primeira delas, para a qual buscamos recursos no momento, é para a recuperação do imóvel histórico que se encontra atualmente em avançada degradação e sem cobertura. Para isso, prevê a estrutura necessária que deverá abrigar, no primeiro andar, uma biblioteca audiovisual, sala de leitura, museu da imagem e som e um café, e, no segundo andar, uma sala multiuso em que funcionará cineclube entre outras atividades culturais como exposições, encontros e oficinas.

Sobre o espetáculo Estação Santa Maria

O projeto em captação prevê uma contrapartida social que é um espetáculo de contação de histórias para 200 crianças do 5º ano de escolas públicas. Voltado para a educação patrimonial, as atrizes Denise Copetti e Camila Borges encenam personagens do passado e partem da Gare num trenzinho (dimdinho) com a criançada, percorrendo a Avenida Rio Branco, principal rua dos tempos áureos da ferrovia, para reconhecer a história e traços culturais e arquitetônicos de formação de Santa Maria. Das malas elas tiram recordações, relembram o passado, a construção da ferrovia e da Vila Belga, do que o trem trouxe e o que ficou de patrimônio para a cidade. Falam sobre um passado ainda presente em construções, símbolos e memórias. Um patrimônio vivo e que precisa ser reconhecido e preservado.

Sobre a TV OVO

Nossa trajetória iniciou na Vila Caramelo, região Oeste de Santa Maria, a partir de oficinas de vídeo para adolescentes em 1996. São 23 anos de trabalho coletivo como uma associação sem fins lucrativos, o que nos tornou reconhecidos nacionalmente com projetos de Ponto e Pontão de Cultura. Também produzimos filmes premiados e desde o princípio trabalhamos com oficinas de formação audiovisual para jovens, ultrapassando 1,2 mil oficinandos.

Somos peça importante para o cenário cultural da cidade, atuando principalmente no registro da memória santa-mariense a partir da narrativa documental, seja ela material ou imaterial, do campo ou da cidade. Histórico esse que já nos rendeu prêmio como Cultura Viva e Prêmio de Mídia Livre pelo Ministério da Cultura,e  Prêmio Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus. Também somos tidos como Utilidade Pública pela Câmara Municipal de Vereadores.

Muitas pessoas das mais variadas áreas de estudo e localidades já passaram por aqui. Para que a nossa história continue a crescer e a se consolidar, investimos  na construção do Sobrado Centro Cultural, cujo prédio é tombado como patrimônio histórico do município. A obra como um todo, além de contemplar os espaços previstos na primeira fase (biblioteca audiovisual, sala de leitura, museu da imagem e som, café cultural, sala multiuso para cineclube, exposições e oficinas), pretende restaurar as fachadas leste, sul e norte do prédio eclético de 1916, e reabilitar a fachada do galpão ao fundo de estilo art déco, de 1940. No galpão será construído um prédio de 4 andares com estúdio de cinema/TV, que também se transforma em teatro de arena. Haverá estúdio de áudio e salas destinadas para formações e encontros. Toda a estrutura e trabalho vai girar em torno das diferentes manifestações artísticas, tendo como ênfase projetos sociais voltados para a formação audiovisual, nosso motivo de existir.

 

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Foto de Neli Mombelli


Lelé voa para escolas públicas de Santa Maria


O Lelé João-de-Barro não aguentou ficar parado e, durante o mês de junho voou para a rede pública escolar em Santa Mari, pousando nas escolas E.E.E.F João Belém, próxima ao centro histórico de Santa Maria,  E.B.E. Cícero Barreto, no bairro Nossa Senhora do Rosário, E.M.E.F Adelmo Simas Genro, na Nova Santa Marta, e E.M.E.F Padre Gabriel Bolzan, em Camobi.

Ao total, foram doados 115 livros para estudantes dos 3º anos das escolas públicas para que o patrimônio e a história da cidade possam integrar o conteúdo trabalhado em sala de aula a partir das atividades propostas pelo livro Lelé João-de-Barro: arquiteto de histórias.

Entre as atividades do livro está a dobradura de um origami do personagem principal do livro. Produzimos um tutorial como montar o Lelé de origami, que está disponível em nossas redes sociais e no nosso canal do youtube. E, na penúltima página do livro, tem um espaço para que as crianças desenhem o Lelé e o Sobrado e um pedido para que fotografem e enviem seu desenho para lele@tvovo.org. Já estamos recebendo algumas fotos que serão publicadas em um álbum nas nossas redes sociais. Os desenhos são lindos demais!

Para quem quiser adquirir o livro, ele está disponível na Cesma e Athena Livraria, em Santa Maria. Desde o lançamento na Feira do Livro deste ano, no primeiro dia de maio, já ultrapassamos a marca dos 300 exemplares vendidos.

Por Thaisy Finamor

Fotos: Juliana Brittes, Lívia Maria, Tayná Lopes e Thaisy Finamor

O Lelé e a criançada. Acima, escolas João Belém (esquerda) e Escola Cícero Barreto (direita). Abaixo, escolas Adelmo Simas Genro (na esquerda) e Padre Gabriel Bolzan (direita).

 

 


TV OVO aprova projeto para restauração do Sobrado na LIC RS


O projeto que prevê a primeira fase de restauração da casa onde está a sede da TV OVO foi aprovado, na última terça-feira, 04, pela Lei de Incentivo à Cultura do estado do Rio Grande do Sul. Cadastrado no sistema em 16 de janeiro deste ano, o projeto intitulado Sobrado Centro Cultural – Fase 1 foi analisado pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC) no dia 30/05 e considerado prioritário.

O projeto prevê a recuperação do casarão eclético datado de 1916, situado em Santa Maria, que será transformado em um centro cultural com ênfase para o audiovisual e projetos sociais ligados à área da cultura, comunicação e memória. Nesta primeira fase, o foco é a recuperação do imóvel histórico que se encontra atualmente em avançada degradação e sem cobertura. Para isso, prevê a estrutura necessária que deverá abrigar, no primeiro andar, uma biblioteca audiovisual, sala de leitura, museu da imagem e som e um café, e, no segundo andar, uma sala multiuso em que funcionará cineclube entre outras atividades culturais como exposições, encontros e oficinas. Após esta etapa, a casa abrigará a sede da TV OVO provisoriamente para que seja possível dar seguimento às próximas duas fases, que contemplarão a construção de um prédio anexo de 4 andares, onde será instalada a sede definitiva, com reabilitação da fachada art déco de 1940 do galpão, e a restauração das fachadas leste, sul e norte do casarão.

Conforme o documento publicado no Diário Oficial do estado, o valor aprovado para captação via Sistema Pró-Cultura RS  é de R$ 896.105,77 . Pela Lei, para que o projeto possa iniciar a execução, a equipe tem 6 meses para captar 20% do valor total, entendido como sinal de potencial para tirar a ideia do papel. Empresas que pagam ICMS (imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços) no estado, desde que não tenham aderido ao Simples Nacional e estejam em situação de regularidade, podem destinar percentual do seu imposto para o projeto. A contrapartida, no caso do Sobrado Centro Cultural, é de apenas 5%, em função de ser bem tombado. Esse valor é destinado ao Fundo de Apoio à cultura (FAC/RS) e a empresa terá sua marca divulgada como patrocinadora do projeto. Porém, a partir do novo convênio realizado pelo estado do Rio Grande do Sul com o CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária do governo federal), os incentivos fiscais foram prorrogados até 30 de setembro deste ano. Para garantir a obra, é necessário conseguir os patrocínios com urgência.

A relevância da proposta engloba ampla dimensão cultural, seja pelo ato de tombamento municipal, pelas atividades que a TV OVO desenvolve, seja pelo legado arquitetônico, histórico, social e cultural que carrega. O casarão foi construído por Evandro Ribeiro (1882 – 1960), engenheiro civil formado pela Escola de Engenharia de Porto Alegre. Nascido em Caçapava do Sul, ele veio para Santa Maria com o desejo de viver como poeta, integrando a Academia Literária Sul-rio-grandense e a Academia de Letras do Rio Grande do Sul, motivo pelo qual a casa foi espaço de saraus literários e intensa movimentação cultural. Depois de ter sido residência da família Danesi, de 1940 a 1980, o imóvel foi adquirido por Marcelo Canellas em 2010, e fez a doação para a TV OVO em 2016, quando a associação completou 20 anos.”Esta história faz parte da essência que se articula com as forças vivas da cultura do município de Santa Maria, constituindo um projeto voltado para a cidade e suas demandas, e potencializando as ações de cunho artístico e social já desenvolvidas pela TV OVO no setor audiovisual”, salienta o parecer do conselheiro relator no CEC, Jorge Luís Stocker Júnior, entendendo o projeto como “importante iniciativa de resgate do patrimônio cultural arquitetônico e paisagístico”.

O projeto que começa a sair do papel é gestado de forma coletiva desde 2012. Um chamado público de Marcelo para arquitetos da cidade, em 2012, deu início às discussões. A equipe da proposta  aprovada é formada pelos arquitetos Tita Pereira, Daniel Pereyron e Anelis Flôres; os engenheiros Lucas Jost e Guilherme Angonese; e os produtores culturais Neli Mombelli, Denise Copetti e Marcos Borba.


Coletivo em defesa do patrimônio santa-mariense lança identidade visual


Hoje será lançada a identidade visual e nomeado o Coletivo Memória Ativa, formado por um grupo de pessoas que se uniu em defesa do patrimônio histórico e cultural de Santa Maria. O lançamento será na sede da TV OVO, às 19 horas. O início do grupo se deu há quase um ano por conta da aprovação do novo Plano Diretor da cidade.  Jornalistas, arquitetos, lideranças comunitárias, professores, advogados, artistas, professores, estudantes e agentes culturais se mobilizaram na Praça Saldanha Marinho, em agosto de 2018, para lançar uma nota de repúdio às alterações na legislação que deixavam desprotegido o patrimônio santa-mariense, muito em função da crescente especulação imobiliária.

A arquiteta Márcia Kümmel comenta que o coletivo foi formado por uma ação concreta na sociedade civil, independente e apartidária. e por uma reação que ocasionou uma polêmica da extinção do plano diretor que protegia os prédios históricos de Santa Maria. Segundo ela, trata-se de um grupo multifuncional que não é fechado e abrange todos que defendem a preservação dos símbolos culturais. A promoção do debate é em torno da nova legislação municipal sobre a Lei do Patrimônio que está sendo atualizada. “Nós propusemos a reflexão em cima de um modelo econômico e de desenvolvimento que promova um progresso e geração de novos empregos e negócios, respeitando nosso passado e nossa memória”, salienta Márcia. A arquiteta enfatiza que é necessário amplificar a voz daqueles que acreditam que desenvolver uma cidade não significa demolir para construir o novo.

Orlando Fonsceca, professor, escritor e presidente do Conselho Municipal de Políticas Culturais, que também integra o coletivo Memória Ativa, enfatiza que, desde o ano passado, o grupo vem planejado e executando ações simbólicas na cidade. Foi por atuação do grupo que a prefeitura tombou provisoriamente 135 edificações na cidade. O Memória Ativa pretende dar continuidade à ações pontuais para sensibilizar a população para a importância da memória de uma cidade. Uma das pautas recorrentes é a valorização de espaços históricos, como o Museus Gama D’Eça, por exemplo. Por ocasião dos 50 anos do Museu, o coletivo organizou e participou de um evento comemorativo. Oura atividade surgiu em parceria com a Reitoria da UFSM, com os cursos de Arquitetura e Urbanismo e História e  a Pós-Graduação em Patrimônio Cultural da UFSM, que propuseram um aula inaugural sobre patrimônio cultural com a participação do professor e arquiteto da UFRGS, Paulo Edi Martins.

A ideia é que Santa Maria necessita de um centro-histórico vivo, mas, para isso, é necessário políticas públicas e revitalização para fomentar o turismo na cidade. “‘Nós acreditamos que é perfeitamente possível reservar espaços para o desenvolvimento da construção civil em áreas de expansão urbana, ou que se mesclem com os prédios antigos, mas que não exija a demolição dos mesmos”, reflete Márcia.  Para ela, a educação patrimonial necessita ser discutida para que a comunidade saiba do valor da arquitetura dos prédios e o que isso significa para a cidade e para as pessoas que a constituem.

Isso porque o conceito de cidade vai além da materialidade de ruas e edificações, é também a união dos sujeitos. O trabalho, movimento e a memória daqueles que já preencheram suas ruas é a melhor forma de contar a história, seja das pessoas ou das próprias cidades. Se não houvessem pessoas, a cidade seria fantasma, sem vida, sem alma, sem dinamismo. É fundamental preservar os símbolos de vida que dão identidade e pertencimento a um lugar. E é ao falar em símbolos que surge uma dica da identidade visual do coletivo que será lançada hoje e que não poderia deixar de ser: ela está relacionada a um dos símbolos de Santa Maria.

Por Juliana Brittes


Lelé João-de-barro e o seu grande dia


No dia 1º de maio ocorreu o lançamento do livro infantil Lelé João-de-barro: arquiteto de histórias na 46º Feira do Livro de Santa Maria. De autoria dos arquitetos Clarissa Pereira (Tita) e Daniel Pereyron, e da jornalista e integrante da TV OVO, Neli Mombelli, o livro tem como personagem principal o Lelé, um passarinho da espécie joão-de-barro, que conduz o leitor pelas brincadeiras e pela história do livro, buscando estimular as crianças a reconhecerem e a preservarem o patrimônio histórico de Santa Maria. Há diversas atividades nas 32 páginas que compõe o exemplar, como origami, jogo de tabuleiro, peças para recortar e desenhos para colorir.

O livro fala sobre patrimônio, memória e arquitetura, principalmente, para o público infantil, mas que também envolve os familiares. Neli  explica que a ideia é mais uma ação, dentre tantas outras, para defender, conscientizar e preservar o patrimônio histórico de Santa Maria. “Como conscientizar?! Às vezes, falar com adultos, talvez, não seja tão fácil quanto falar com crianças. Porque elas vão crescer pensando e olhando para a cidade de uma forma diferente”, explica Neli ao ser questionada sobre a escolha do público-alvo do livro. Daniel completa: “É importante criar essa discussão, essa cultura de olhar para um prédio que é antigo, que tem um valor, que representa uma memória muito antes da própria existência dela”.

A feira pelo olhar de Lelé

Lelé estava super ansioso para encontrar seus novos amigos e aproveitou que a quarta feira, dia do lançamento, estava linda, com o céu azul, para ir voando até a Feira do Livro. A gata Pitanga, por sua natureza mais reclusa, preferiu ficar pelo Sobrado, mas pediu para que seu amigo joão-de-barro lhe contasse cada detalhe do evento. Jasmin e o Sobrado, os outros dois personagens, bem, eles não tinha como estar por lá a não ser pelas páginas do livro. Ao chegar na praça Saldanha Marinho, o passarinho encontrou-se com seus autores e ficou de olho no intenso movimento para a sessão de autógrafos, que iniciou às 14h e seguiu até às 17h30.

Enquanto esperava o início das atividades, Lelé aproveitou para conversar um pouco com seus leitores e público. Conheceu a Maria Nunes, de 8 anos, que havia acabado de comprar seu exemplar e estava ansiosa para lê-lo. Sua mãe Lirane Nunes, 43 anos, disse que a filha já havia estudado sobre o estilo dos prédios e sobre o patrimônio histórico de Santa Maria na escola, o que a fez se interessar pelo livro.

Encontrou por lá, também, a Fernanda Bianchin, de 39 anos, que foi prestigiar sua grande amiga, e uma das autoras do livro, Clarissa Pereira (Tita). “Eu vim aqui prestigiar porque eu adoro pintar. Eu tenho vários livros de pintar porque é forma que eu tenho de espairecer”, comentou ela. Ao ser questionada sobre o que havia achado do livro,  foi só elogios: “Eu adorei o livro, a ideia deles está muito legal. Inclusive eu acho que eles tinham que expandir isso para todo o Brasil, para todas as crianças…”. Ou seja, Lelé faz sucesso também entre os adultos.

O movimento foi intenso durante toda a tarde e, para entreter as crianças, Annelise Weber, arquiteta e urbanista que colaborou com a publicação, ajudou os pequenos a fazer o origami do Lelé. Uma das crianças que tirou de letra fazer a dobradura do joão-de-barro foi o Benjamin, de 9 anos, que adorou fazer a atividade e achou o livro bem legal e com cores vibrantes. Outro que também destacou as cores do livro foi o Benjamin Reinehr, de 8 anos: “Eu acho que amarelo combina com roxo”. Já a Joana, de 7 anos, achou o origami difícil, mas achou o livro muito bonito.

O Lelé também quis saber a opinião dos pais sobre seu livro. “Achei muito interessante, especialmente nesse período que Santa Maria luta para manter seu patrimônio intacto em função da especulação imobiliária. Acho legal trabalhar com as crianças essa consciência em relação ao patrimônio”, refletiu Janaina Garcia, de 36 anos, mãe de Clara. A arquiteta Lídia Rodrigues complementou: “Achei muito bom, uma proposta diferente e muito boa pela facilidade de manuseio, porque ele é curtinho, é para criança, mas ele traz informações bem necessárias. Tem informação de arquitetura, de escala e até o mapinha da cidade ”, elogiou.

Devido ao crescente sucesso e público, o evento teve sua duração estendida em uma hora, mas o joão-de-barro não podia ir embora sem conversar com  seus autores e colaboradores. Seu primeiro bate-papo foi com a Annelise Weber. Ela relatou como foi participar do projeto.

“Foi muito legal porque a gente discutiu conjuntamente. Eles fizeram a parte de criação, das atividades e eu participei ajudando com a ilustração dos desenhos, na parte de arte gráfica mesmo, e também com a dobradura do Lelé. ” E ainda completou dizendo que o lançamento superou as expectativas: “Pensamos que ia ter público, mas não tão grande assim e com fila imensa. Esgotou os nossos chaveiros, esgotou as dobraduras…. Está sendo muito legal,  uma experiência incrível, principalmente por participar do livro com eles. ”

Já Tita confessou ao Lelé sua sensação ao ter seu trabalho em mãos. “É fantástico, eu acho que qualquer projeto que a gente faça, que seja de arquitetura, que seja um livro como esse, que é um projeto mais curto, sempre a gente quer ver pronto e eu agradeço muito a Neli. Se não fosse por ela esse trabalho não teria saído do papel. Realmente ela tem um grande mérito em ter abraçado a ideia e colocá-la em prática. ”

Já passava das 18h da tarde quando o joão-de-barro ficou sabendo da estimativa de vendas do seu livro. Foram vendidos, somente no dia do lançamento, cerca de 180 exemplares e, ao final do dia, Lelé se sentia realizado por ter conhecido tantas pessoas incríveis. Ele voltou feliz e animado para compartilhar com a Pitanga, o Sobrado e a Jasmin tudo sobre seu dia.

Por Lívia Teixeira

O livro está entre os cinco mais vendidos desta edição da Feira do Livro. Foto de Juliana Brites


Lelé João-de-barro: livro infantil aborda arquitetura e patrimônio cultural de Santa Maria


Lelé João-de-Barro: arquiteto de histórias é o novo livro que leva o selo do Sobrado Centro Cultural, projeto de restauração do imóvel centenário que abriga a sede da TV OVO. O lançamento será dia 01/05 na 46ª Feira do Livro de Santa Maria, das 14h às 16h30, na Praça Saldanha Marinho. Os autores são os arquitetos Clarissa Pereira (Tita) e Daniel Pereyron, responsáveis pelo projeto arquitetônico do Sobrado, e a jornalista Neli Mombelli, integrante da TV OVO.

Lelé é o personagem que conduz a história do livro infantil. Ele mora na Jasmin, uma linda árvore que fica ao lado do Sobrado. A obra busca interagir com as crianças que encontrarão nas suas páginas jogos, desenhos para colorir, origami, peças para recortar, procurando trabalhar o reconhecimento do patrimônio da cidade e também ensinando sobre o ecletismo, estilo arquitetônico do Sobrado.

Tita, que também é professora universitária e mãe da Martina, defende que “somente o despertar da consciência do público infantil pode contribuir para a preservação da nossa história”. Foi com esse entendimento que Daniel, também professor universitário, atual presidente do Instituto do Planejamento de Santa Maria (Iplan) e pai do Theo e da Bibiana, também abraçou a proposta do livro ao questionar sobre qual legado se está deixando na cidade. “Como as crianças de hoje entenderão o que é patrimônio no futuro?”, propõe ele.

Boa parte do material produzido para o livro foi a partir das plantas que integram o projeto de restauração do Sobrado, que neste momento está com a primeira fase em avaliação na Lei de Incentivo à Cultura do Estado (LIC/RS). Neli, que é professora universitária e trabalha com oficinas de audiovisual para adolescentes, vê no livro a potência para o fortalecimento dos laços de pertencimento dos santa-marienses com a paisagem urbana. “O livro é para os pequenos e para seus familiares também. É uma maneira lúdica de olhar ao redor, reconhecer a identidade de Santa Maria e preservar seu legado histórico e cultural”.

E Tita complementa: “O livro também serve como resposta às transformações da imagem da cidade que estamos vivenciando nos últimos tempos. As construções de interesse histórico vêm sofrendo com o processo de verticalização do centro, que modifica e, por vezes, desconfigura parte da paisagem e da identidade de Santa Maria”.

Para que o livro fosse possível, formou-se uma rede de parceiros que patrocinaram a sua diagramação e impressão. São eles: L’abac Empreendimentos, Lineastudio Arquiteturas, Eny Calçados, AW Eventos, Zacon Zanini Construções, Simultânea Engenharia, MKümel Arquitetura, Criançando em SM, Q_arts Arquitetura e Box Studio Arquitetura.

Quem participar da sessão de autógrafos dia 01/05, receberá um chaveiro do Lelé. Além disso, Annelise Weber, colaboradora do livro, fará uma oficina de origami para as crianças já saírem com a dobradura do personagem principal em mãos. Ainda, serão sorteados 4 kits do livro, um total de 100 exemplares, para escolas públicas da cidade que participarem da feira. O livro estará disponível nas bancas da Cesma e da Athena Livraria pelo valor de R$ 15,00

Para mais informações, acompanhe a TV OVO no facebook/tvovosm e no instagram/tvovosm

Sinopse

Lelé João-de-Barro: arquiteto de histórias

Que tal voar, colorir, recortar, colar, brincar e aprender um pouco sobre arquitetura com Lelé? Ele é um joão-de-barro que mora numa árvore chamada Jasmin, ao lado de uma linda casa de estilo eclético em Santa Maria. Aventure-se nessa história.