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LUZ, SKATE, AÇÃO! Veja nossa série completa!


Acabamos de disponibilizar uma nova série audiovisual completa: Luz, Skate, Ação! A produção conta com 6 episódios de ficção, inéditos e de curta duração. A proposta de produzir a série surge em 2019, mas de fato só se concretiza em 2020 como possibilidade de dar seguimento ao Projeto Cultural Olhares da Comunidade, que tem como foco a formação audiovisual em escolas públicas da cidade de Santa Maria, RS. Como em meio à pandemia da COVID-19 não poderíamos frequentar as escolas, a ideia foi transformar todo conhecimento transmitido nas oficinas nesta super série, assim, de forma online, poderíamos nos conectar com a comunidade escolar, alunos, professores e demais interessados no conteúdo.

Ao assistir os episódios, você vai se aventurar em uma narrativa de aprendizados. Abordamos assuntos como som, roteiro, pré-produção, direção de fotografia e edição, entre vários outros. Além disso, você confere dicas práticas e depoimentos de profissionais da área do audiovisual.

SINOPSE

Depois de participar da oficina de audiovisual da TV OVO, Vini, um jovem skatista, decide compartilhar o que aprendeu sobre o assunto para ajudar outras pessoas e, também, para relembrar e aprender mais. São seis episódios de muita manobra e audiovisual. Vamos lá? Luz, Skate, Ação!

Vini é nosso personagem principal, mas na vida real é Richard Chagas, produtor cultural, ator, skatista e amante do audiovisual. É ele quem guiará você em cada episódio, levando o conhecimento audiovisual de forma segura, clara e didática.

Para assistir é simples e gratuito, acesse a playlist da série no YouTube. Também disponibilizamos no Facebook e Instagram.

 

Além da série audiovisual, produzimos uma cartilha aprofundando de forma teórica e exemplificada os conteúdos abordados no vídeo, buscando complementar os métodos de aprendizagem de quem acompanha a série. Em breve, o material será distribuído a profissionais da cultura, da educação e aos alunos do nosso município. O projeto tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura/LIC-SM.

Se você ainda não se convenceu de que vale a pena curtir esta nova série audiovisual santa-mariense, se liga no teaser.

Por Tayná Lopes


TV OVO estreia nova série Luz, Skate, Ação!


Richard Chagas interpreta Vini. Foto Alexsandro Pedrollo

 

Um dos pilares de nossa trajetória é a formação audiovisual de alunos do 8º e 9º ano de escolas públicas de Santa Maria. Porém, em 2020, tivemos que parar e repensar como levaríamos esse aprendizado de forma segura, clara e didática para esses jovens. Surge assim a série Luz, Skate, Ação!, que estreia amanhã, 10 de abril, nas nossas redes: YouTube, Facebook e Instagram. Então, é com muito entusiasmo que convidamos todxs para acompanhar e curtir os seis episódios que estão por vir!

Se liga na sinopse:

Depois de participar da oficina de audiovisual da TV OVO, Vini, um jovem skatista, decide compartilhar o que aprendeu sobre o assunto para ajudar outras pessoas e, também, para relembrar e aprender mais. São seis episódios de muita manobra e audiovisual. Vamos lá? Luz, Skate, Ação!

 

 

Oficina, audiovisual e pandemia

A ideia para a série surgiu no final de 2019, como um complemento para nossas oficinas de formação audiovisual, mas foi apenas em 2020, com a chegada da pandemia, que o projeto ganhou vida. Para a criação do personagem principal, nos inspiramos em um de nossos alunos que participou do projeto Olhares da Comunidade 2019 produzindo um vídeo sobre skate e preconceito. A partir disso, fomos em busca do nosso ator, skatista e amante de audiovisual na vida real. É aí que entra Richard Chagas, nosso ator que interpreta o Vini e nos guia nessa narrativa de aprendizado.

Perguntamos a ele como foi participar do projeto:

Richard: Foi uma experiência muito inovadora. Eu não sabia o que esperar, mas eu sabia que era um projeto que ia agregar muito na questão do skate e de como poderia ajudar o skate na cidade, de como ele é visto. Esse foi um dos principais pontos que me fez topar de vez participar desse projeto. E participando dele, meu Deus, foi muito bom, porque, tipo, eu já gravo vídeos, né? Eu já participava disso, já ajudava meus amigos, a gente se gravava [andando de skate], mas me deu uma noção mais ampla, assim, de como gravar, como situar… Toda aquela questão do iso, diafragma, todas essas coisas, que ajudam no contexto de como aplicar isso no skate, né? Aplicar  no skate tudo que eu aprendi no projeto foi muito divertido.

TV OVO: E como está a expectativa para os episódios da série?

Richard: Meu coração tá a mil, eu tô louco pra vê como é que ficou e meus amigos também. Eu olhei o primeiro o episódio e fiquei naquela angústia, coração na garganta, assim, louco para ver os outros.

Mas não foi apenas o Vini e o Richard que aprenderam e descobriram mais sobre audiovisual, Francine Nunes e Lívia M. Teixeira de Oliveira se descobriram como roteiristas ao elaborar a série. “Foi um processo bem legal. Eu já me arriscava a escrever algumas coisas, mas apenas para mim, então foi uma experiência diferente expor para as outras pessoas. Eu ainda não acredito que escrevemos uma série!”, relata Lívia.

Já Francine conta sobre sua percepção antes de iniciar a roteirização: “Eu acho que antes de começar a fazer os roteiros eu nem tinha a dimensão do que seria. Eu nem sabia dimensionar. Entender que, nossa, quantas páginas isso vai virar, quantas horas de trabalho isso vai precisar, será que eu sou ou não capaz de fazer isso. Isso nem foi questionado antes da gente começar. Isso eu nem me questionei.” E complementa “Porque na TV OVO a gente sempre tá fazendo coisas novas, então não é uma novidade fazer coisas novas (…) Além de que, claro, existe a segurança de que existem várias pessoas aqui, né, na nossa volta que vão ajudar, que vão colaborar. Então esse coletivo, assim, que a TV OVO representa, também traz segurança nessas aventuras.”

 

Da esquerda para direita: Alexsandro Pedrollo na direção de fotografia, Victor Mascarenhas na captação de som, Richard Chagas como Vini, Marcos Borba na direção, Denise Copetti na produção de elenco e Heitor Leal na produção de set.

 

O formato de produção e gravação da série também foi uma novidade, já que o audiovisual envolve encontros, muita gente, equipes no set. A logística precisou ser realizada à distância e com protocolos de segurança e equipe mínima durante as gravações. Marcos Borba, diretor da série, comenta que essa dinâmica foi muito interessante: “Uma porque estávamos todos receosos com todos os cuidados que tínhamos que ter. No segundo semestre do ano passado Santa Maria ainda não estava nessa situação de bandeira preta, com poucos casos, então a gente se sentia um pouco mais seguro. Estava oscilando entre a bandeira laranja e a vermelha no distanciamento controlado do governo do estado.”

Além disso, ele comenta que recomendações de entidades do setor foram primordiais para guiar a produção. “E foi bacana porque o IECINE (Instituto Estadual de Cinema do RS), a APTC (Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos), e o SIAV (Sindicato da Indústria Audiovisual RS), que são as entidades de classe do audiovisual aqui do estado, fizeram uma cartilha com os cuidados que todas as produtoras e coletivos de produção audiovisual deveriam ter na pandemia. A gente estudou esse material e criamos o nosso próprio protocolo.” completa Borba.

Sobre os cuidados na hora da gravação, Marcos reforça: “Para entrar na locação todos limpavam os calçados com álcool em gel, o uso de máscara era obrigatório, intervalos de 2 em 2 horas para saída para um pátio que tinha na casa onde foi o quarto do Vini, poucas pessoas no set, um monitor de referência onde eu, como diretor, ficava bem longe do ator. Então basicamente naquele espaço só ficava o Richard, que era o ator, o Alex, operador de câmera e o Victor, no áudio. A gente foi se distanciando para poder ficar em segurança e fazer as gravações que eram necessárias.”

O trabalho coletivo, mais do que nunca, se somou nessa produção. Tudo foi pensado nos mínimos detalhes. O quarto do Vini, cenário dos seis episódios, foi elaborado com objetos que a equipe tinha em casa. “Primeiro a gente fez essa parte de conceber qual era a ideia do quarto, como esse quarto seria. (…) E depois a gente teve que cruzar isso com o que tínhamos de objetos e ajustar essas ideias conforme o que tínhamos em mãos. A gente definiu remotamente, pela internet, quais seriam esses objetos para então ir buscar. E o Richard, que interpreta o Vini, também colaborou com alguns objetos dele, foi bem legal.”, comenta Francine Nunes, que também foi diretora de arte.

Tayná Lopes, que integrou a equipe de produção, espera que a série sirva de inspiração e de material de estudo para muitas pessoas. “Como equipe, estamos muito contentes com o resultado, afinal foram inúmeros desafios para se enfrentar e seguir criando e produzindo audiovisual nos últimos tempos. Apesar dos desafios, é uma honra poder trabalhar com uma ferramenta capaz de mobilizar, educar e motivar pessoas como é  a linguagem audiovisual”.

Além dos episódios, ainda dentro do projeto Olhares da Comunidade 2020 que tem financiamento pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, LIC/SM, será disponibilizada uma cartilha digital complementar ao conteúdo audiovisual, contemplando os mesmos temas e fazendo referência aos vídeos.

Se você for assistir aos episódios nas nossas redes sociais, não esquece de deixar um comentário para termos um feedback. E como sempre, para não perder o costume, se inscreve no canal, curte e compartilha com os amigos.

Aí vai um recado do Vini especialmente para você!
“Fala galera, tudo tranquilo? Aqui quem fala é Vini. Vocês ainda não me conhecem muito bem, mas falta pouco para isso acontecer. Dia 10 de abril tem o primeiro vídeo que gravei falando sobre audiovisual, e o que posso adiantar para vocês é que tá muito massa! Não perde, hein! Valeu!”

 

Por Lívia Maria Teixeira de Oliveira e Tayná Lopes

 


Flipando Ideias ganha melhor documentário no FECEA


Nathália Neske, 15 anos, com troféu do FECEA. Foto de Alan Orlando.

O documentário Flipando Ideias foi destaque no Festival Internacional de Alvorada (FECEA) em novembro, levando pra casa o prêmio Eduardo Coutinho de Melhor Documentário – Séries finais. O troféu acabou de chegar via Correios. O filme é resultado das oficinas de produção audiovisual do Olhares da Comunidade, ação que a TV OVO desenvolve em escolas públicas da rede municipal com financiamento da lei de incentivo à cultura de Santa Maria.

A autoria é dos alunos Luis Augusto Pinheiro, Nathália Neske, Ronier Ferreira, Ester S. da Silva, Larissa Trindade , do  8º ano da escola Reverendo Alfredo Winderlich – Vila Santos/Urlândia, e Erica Pilar, da escola Sérgio Lopes – Vila Renascença.

Flipando Ideias também ganhou o prêmio de Melhor Direção no Festival Internacional de Cinema Estudantil, o Cinest 2019, em outubro, e junto com M, outro curta desenvolvido por alunas da escola Sérgio Lopes, recebeu menção honrosa no 13º Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC) pelo trabalho coletivo e pela temática abordada, no início de novembro.

Sinopse:

Em um centro desportivo da cidade de Santa Maria, dois jovens amigos skatistas falam sobre a forma que são vistos pelo resto do mundo e como isso impacta suas vidas.


Documentário de estudantes da escola Winderlich ganha Melhor Direção no Cinest


No dia 18 de outubro, o auditório da Cesma recebeu estudantes de diversas partes do Estado para acompanhar a premiação dos filmes selecionados pelo Festival Internacional de Cinema Estudantil, o Cinest 2019. O documentário Flipando Ideias, produzido pelos estudantes do 8ª ano da escola Reverendo Alfredo Winderlich na oficina de audiovisual que realizamos em maio, ganhou o prêmio de Melhor Direção. Para receber o troféu, os estudantes Luis Augusto Pinheiro, 15 anos, e Nathália Neske, 15 anos, subiram ao palco representando seus colegas.

Luis, que também é personagem do filme, não esconde o orgulho de receber o prêmio. “Foi muito bom ter o trabalho reconhecido, ver que o que eu e o Vitor dissemos não era besteira. A gente não tinha conhecimento do Cinest e ficamos muito surpresos e felizes apenas por participar. E ganhar uma das categorias foi um susto na hora! Muito feliz de ter realizado esse vídeo com meus amigos e o pessoal da TV OVO. Receber um prêmio por isso é muito gratificante!”, comenta Luis.

Já Nathália, que fez parte da captação de imagens do documentário, disse que sentiu um misto de nervoso e ansiedade e que ficou muito feliz ao descobrir que estavam concorrendo a premiação. “Nossa, foi um choque porque quando eu vi que eles tinha chamado um filme ganhador, que era da Itália, eu perdi todas as esperanças e desanimei, mas mesmo assim fiquei até o final. Logo depois nos chamaram e comecei a tremer e suar frio, mas fiquei muito feliz” revelou Nathália.

No documentário, dois jovens amigos skatistas falam sobre a forma que são vistos pelo resto do mundo e como isso impacta suas vidas. O vídeo foi desenvolvido durante a oficina Olhares da Comunidade 2019, financiada pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Após essa experiência, Luís comenta:

“- A visão que eu tinha sobre o audiovisual em Santa Maria e sobre o audiovisual como um todo mudou. Pude ver o tamanho disso tudo dentro daquela sala, as pessoas vibrando com as vitórias, outras abaladas com a derrota, gente vindo de longe, contando relatos de produção e tudo mais”.  E Nathália completa “Agora tenho muito mais amor pelo audiovisual e muito mais o que agradecer a TV OVO por ter permitido realizar esse sonho e por ter feito nós acreditarmos mais em nós mesmos. Eu mesma já estava com um pé no audiovisual, mas agora tenho ainda mais vontade de continuar tentando. E logo mais tem outro festival [referindo-se ao SMVC] e, nossa, se a gente ganhar de novo irei ficar muito mais feliz e confiante com a profissão”

Por Lívia Maria


Olhares da Comunidade exibe resultados nas escolas


Turma da oficina na escola Sérgio Lopes.

O ciclo do projeto Olhares da Comunidade 2019 se encaminha para a reta final. O projeto consiste em oficinas de produção audiovisual para alunos de 8º e 9º ano de escolas públicas municipais de Santa Maria. Depois do trabalho de aproximação e de formação com os participantes das oficinas propomos um momento de exibição, um lançamento, das narrativas audiovisuais criadas pelos grupos de cada escola – para que, assim, possam ver o resultado dos dias de trabalho de uma forma ampliada, apresentando à comunidade os vídeos construídos no coletivo.

Mais de 60 estudantes participaram das oficinas, sendo 15 da escola Reverendo Alfredo Winderlich, na Vila Santos/Urlândia, 21 alunos da escola José Paim de Oliveira, localizada no Alto das Palmeiras no distrito de São Valentim, e 25 alunos na escola Sérgio Lopes, na Vila Renascença. O resultado são 11 vídeos dos mais variados gêneros e estilos. Os alunos estão ansiosos para a sessão cineclubista inteiramente composta pelos vídeos feitos por eles, que começa nesta quinta-feira, dia 29/08, às 14h na escola Sérgio Lopes , segue para a escola José Paim de Oliveira, no dia 31/08, sábado, também às 14h, e encerra dia 04/09, quarta-feira, às 11h, na escola Reverendo Alfredo Winderlich.

Na José Paim de Oliveira, os estudantes propuseram trabalhar o olhar em relação ao rural e criaram uma série documental de três vídeos chamada: Vida no campo. Os episódios abordam o trabalho de uma família de guasqueiros, a história de um domador de cavalos, e o último vídeo apresenta Michael como personagem, jovem que fez parte da oficina, e sua relação com o dia a dia no campo e com o seu futuro.

Na escola Reverendo Alfredo Winderlich trabalhamos temáticas de levada urbana e social. Mundo inverso  aborda o preconceito ao revés; O outro somos nós: uma carta de acolhida trata de uma forma sensível sobre a depressão entre os jovens, um vídeo empático, informativo e que serve de alerta.

Com os alunos da escola Sérgio Lopes os temas escolhidos retratam a comunidade no entorno da escola e falam sobre questões do mundo dos jovens. é um documentário que traz histórias de vida de empoderamento feminino. Lixo humano trata da produção de lixo e falta de consciência ecológica e como isso afeta o Arroio Cadena. Renascença traz depoimentos dos adolescentes sobre o pertencimento em relação à cidade, a falta de lazer, e o preconceito que eles enfrentam.

Os vídeos resultantes da segunda etapa são Flipando ideias, que aborda o tema skate, lazer e preconceito no universo adolescente, LGBTfobia, que traz a história de um casal homoafetivo e  Ser adolescente, proposta que discute a confusão, dúvidas e certezas que permeiam essa etapa da vida.

As exibições nas escolas são só o começo da circulação dos vídeos. Além de serem disponibilizados no nosso canal no Youtube em breve, eles também serão inscritos em festivais, como no Cinest 2019 – Festival Internacional de Cinema Estudantil. O festival será do dia 14 a 18 de outubro no Auditório da Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA). Se você é estudante e possuí alguma produção audiovisual, corra e inscreva-se . Na edição deste ano, também está programada a realização do V Seminário Educação, Cinema e Acessibilidade, nos dias 14 e 15 de outubro.

Siga acompanhando nossas produções e incentivando nossos projetos de formação audiovisual, comunicação comunitária e registro da memória das comunidades. O projeto Olhares da Comunidade tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura – LIC/SM.

Por Tayná Lopes


Jovens e reflexões em narrativas audiovisuais


Jovens de diferentes escolas reunidos na TV OVO. Foto: Francine Nunes

O projeto Olhares da Comunidade continua em movimento. Após os dias de oficina nas escolas Reverendo Alfredo Winderlich, na Vila Santos/Urlândia,  na escola José Paim de Oliveira, localizada no Alto das Palmeiras no distrito de São Valentim, e na escola Sérgio Lopes, na Vila Renascença, reunimos parte da galera de estudantes do oitavo e nono ano dessas escolas para continuar as experimentações audiovisuais, desta vez  na sede da TV OVO.

O Olhares é um projeto financiado pela Lei Incentivo à Cultura de Santa Maria (Lic/SM) e tem como foco trabalhar junto de adolescentes a formação audiovisual nas escolas públicas periféricas da cidade. Mais de 15 alunos vieram até a TV OVO para aprofundar os conhecimentos de gravação e edição. A partir de dinâmicas de apresentação, promovemos interação entre as escolas, discutimos temas para as gravações de três documentários, escolhemos as fontes para as entrevistas e exercitamos o olhar atento e criativo necessário para se ter a câmera nas mãos e para se pensar propostas narrativas audiovisuais. Foram exercícios diversos, de edição, de operação de câmera, de iluminação. Experiências que geraram partilhas, afeto e trocas.

Nos debates sobre o que abordar enquanto temática documental foi marcante a presença de questões com características sociais como feminismo, machismo e racismo. E também assuntos inerentes ao ser jovem perpassando a influência musical, depressão, internet, consciência ambiental, falta de lazer, conflito de gerações e esportes. Dentro dos temas discutidos, os mais votados e que se transformaram em roteiro foram: preconceito, LGBTfobia e ser adolescente. Para a produção, fomos até a Renascença para falar sobre o cotidiano dos integrantes do grupo que escolheram o tema ser adolescente; fomos até o Farezão (Centro Desportivo Municipal) para gravar manobras de skate e abordar o preconceito com jovens, por serem negros e morarem na periferia da cidade; e até a Vila Belga, para contar a história de Carlos Alberto da Cunha Flores (Kalu) e João Jerônimo de Mello Sodré, um casal homoafetivo que vive junto a mais de 40 anos.

Os alunos relataram que não percebiam o quão complexo é o processo de produção de um vídeo, não imaginavam que passa por tantas etapas, desde a discussão, a produção, a gravação, até a edição. Perceberam ainda a importância do trabalho coletivo, o amadurecimento das ideias e como tudo isso fortalece laços. Alguns se encantaram pela prática audiovisual e vão integrar a nossa equipe a partir de agosto.

No mês que vem também voltaremos às três escolas para uma sessão cineclubista aberta a comunidade. Lá exibiremos todos os vídeos produzidos pelo projeto, um total de 11. Após as exibiççoes, os vídeos serão disponibilizados no nosso canal do You Tube e em nosso Facebook. Acompanhe nossas redes para assistir, se inspirar e compartilhar.

Por Tayná Lopes