Notícias

Inscrições abertas para workshop sobre montagem cinematográfica


Estão abertas as inscrições para o workshop Do plano A ao plano B em 5 lições – Oficina de montagem cinematográfica, ministrado pelo montador cinematográfico Alfredo Barros. O workshop será nos dias 01, 03, 08 e 10 de junho (terças e quintas), das 19h30 às 22h30.

A atividade será realizada através da plataforma Zoom, com 15 vagas disponíveis. Inscrições através do Sympla, com investimento de R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 meia (idosos, estudantes, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda de 15 a 29 anos). O workshop faz parte do Projeto Narrativas em Movimento 2021, financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria – LIC/SM.

O conteúdo programado será dividido em quatro aulas de 3h, totalizando 12h. Nelas serão abordados os seguintes assuntos:

LIÇÃO 1 – HISTÓRIA DA MONTAGEM

1.1. Os primórdios do cinema e as primeiras experiências com o corte, as  contribuições de Edwin Porter, Griffith e Méliès para o surgimento do cinema  narrativo.

1.2. As vanguardas do cinema dos anos 20, teorias e experimentações estéticas  na montagem: Griffith, Eisenstein, Vertov, Kuleshov.

1.3. A influencia das artes populares – Vaudeville, o musical, o teatro e o rádio

1.4. A tecnologia do corte desde a tesoura e cola até os softwares de edição, a  transformação da mecânica da montagem e seu impacto no ofício do  montador.

1.5. O que faz o montador de um filme?

 

LIÇÃO 2 – A MONTAGEM E O MONTADOR/EDITOR

2.1. Os conceitos de montagem – mecânica, técnica e arte.

2.2. A problemática da montagem.

2.3. A fragmentação em busca de uma unidade, a arte da associação de  imagens.

2.4. Quem edita o filme? Cutting vs. Editting.

2.5. O editor roteirista.

2.6. Os 4 problemas do material filmado.

2.7. Ordenação, ênfase, ritmo e fluência.

2.8. As técnicas de raccord.

2.9. O eixo e a regra dos 180º

 

LIÇÃO 3 – A MECÂNICA DA MONTAGEM

3.1. As etapas do processo.

3.2. A equipe do filme e o montador.

3.3. A relação com o diretor/roteirista.

3.4. As planilhas e o roteiro.

3.5. O pós-roteiro do diretor.

3.6. O pós-roteiro do continuísta.

3.7. O gerenciamento de mídia – proxys.

3.8. Organização do projeto de edição.

3.9. Sincronização.

3.10. Tagueamento ou Bins.

3.11. Pré-seleção e marcas de localização.

3.12. Versões de montagem e aprovação com diretor.

3.13. Montagem à distância.

3.14. Uso de trilha de referência ou pré-composições originais.  3.15. Efeitos sonoros de referência.

3.16. Exportação de movies de referência com Start, Bip de fim e TC aparente.  3.17. Exportação de AAF e XMLs

3.18. Listas de efeitos para a pós-produção de imagem e som.  3.19. Archive, backups e segurança de dados.

3.20. Processos de pós em áudio e imagem

 

LIÇÃO 4 – A MONTAGEM E A LÓGICA DAS IMAGENS

4.1. A evolução do plano.

4.2. O plano para a montagem.

4.3. A dramaticidade do plano.

4.4. O plano como espaço plástico.

4.5. Unidade dramática da montagem.

4.6. O espaço criado pela montagem.

4.7. Objetividade e subjetividade.

4.8. Os tipos de cortes.

4.9. O tempo criado pela montagem.

4.10. Dinâmica, ritmo e gênero cinematográfico.

 

LIÇÃO 5 – A MONTAGEM E OS GÊNEROS

8.1. A montagem e a cena de ação.

8.2. A montagem e a comédia.

8.3. A montagem e o drama.

8.4. A montagem e o suspense.

8.5. A montagem de diálogos.

8.6. A montagem-roteiro no documentário.

 

Sobre Alfredo Barros:

Montador profissional desde 2003, Alfredo é jornalista e especialista em Marketing e Comunicação. Trabalhou na Casa de Cinema de Porto Alegre  como assistente de montagem de Giba Assis Brasil. Dentre os trabalhos mais recentes, foi montador da série de TV “Notas de Amor”, “Mulher de Fases” e “Doce de Mãe” (Emmy Internacional 2015). Também montou os longas “Legalidade”, “Yonlu” e “O Método”, além da séries de TV “De Carona com os Ovnis” (Prêmio de Melhor série Documentário pela Rio2C e indicada na categoria Melhor Série Documentário do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019). É professor nos cursos de Publicidade e Propaganda, Design  e Jornalismo da ESPM, onde atua desde 2007.

 

Para conhecer mais sobre o ministrante

Site: https://www.alfredobarros.com.br/

Instagram: https://www.instagram.com/alfbarros/

Assista aqui a mini-bio do Alfredo: https://youtu.be/Paj_WQpCEEU


#tbt Por Onde Passa a Memória da Cidade


Seu Vilmar Da Cruz Penna foi personagem social do documentário Palma – o 8º distrito.

E aí? Você já ouviu falar nesse tal de #tbt? É uma sigla adotada na internet para relembrar momentos do passado. A hashtag é muito utilizada na quinta-feira, já que seu termo em inglês significa throwback thursday, ou seja, quinta-feira do regresso. Então, resolvemos nos apropriar dessa ideia e a edição 2020 do nosso projeto cultural Por Onde Passa a Memória da Cidade ganhou uma nova cara. Ao invés de passearmos pelas ruas, bairros e distritos de Santa Maria em função da pandemia, abrimos o nosso acervo digital de memórias audiovisuais e fizemos um #tbt.  Temos uma série prontinha para apresentar para vocês que é pura memória, repleta de cultura popular, falas sociais, cenários aconchegantes e personagens únicos.

Em função das restrições de distanciamento e isolamento social impostas pelo novo Coronavírus, o mais adequado e seguro para todos foi evitar circular por aí e fazer novas gravações. Nos debruçamos sobre o material bruto dos documentários já lançados, porque sabíamos que muita coisa ficou de fora da versão final dos filmes. As histórias que compõem os episódios são inéditas, mesmo que os espaços e os personagens sociais já sejam conhecidos por quem acompanha as nossas produções. O material arquivado possui grande riqueza de informações e aspectos que merecem ser publicizados e valorizados. Por isso, no dia 5 de fevereiro, uma quinta-feira, dia típico de tbt, vamos disponibilizar online nossa nova série audiovisual, o #TBT Por Onde Passa a Memória da Cidade. São 6 episódios de curta duração que trazem as seguintes personagens: Irmã Lourdes Dill – ep. Mulher de luta; Humberto Gabbi Zanatta – ep. Sábado subversivo; Vilmar da Cruz Penna, Vera Regina Codem, Angelo Tonetto e Terezinha Tonetto –  ep. Aparições; Danilo Toniolo – ep. Diário, Honório Antonio Visentini ep. Aggiusta ossi; e Rodrigo Kuaray – ep. Kyringue’i.

O Por Onde Passa a Memória da Cidade iniciou em 2008, ou seja, lá se vão 13 anos de narrativa documental, da qual temos muito orgulho. Mas, neste momento, a ideia é tentar tornar esse projeto, que tem um conteúdo mais denso e focado na linguagem de documentários, mais popular e voltado para as redes sociais. Afinal, a oralidade, as histórias passadas de geração para geração, é um movimento intenso de transmissão de conhecimento e memória, e que pode ser potencializado pela internet como ferramenta para manutenção da cultura popular, das tradições e de questões de modo geral que integram e enriquecem nossa presença no mundo, mas que vêm sendo apagadas do nosso passado.

Os depoimentos abordam assuntos curiosos como por exemplo: aparições, relacionadas a espiritualidade, e crenças populares, tratam também de questões políticas-sociais e de medicina tradicional. Registrar esses diversos saberes e disponibilizá-los para o acesso de qualquer pessoa que possa conectar-se digitalmente e usufruir da produção de uma forma positiva é super gratificante. Contudo, os assuntos dos episódios não são só esses, viram? Para acompanhar as 6 produções, fique ligado nas nossas redes sociais (Facebook, YouTube e Instagram). O mês de fevereiro vai ser cheio de #tbt do POP, apelido carinhoso do projeto. Esperamos vocês por lá interagindo com a gente.

O Projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade 2020 foi financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, LIC/SM.

Por
Francine Nunes
Tayná Lopes
Lívia Maria


Workshops, documentário e colóquio para 2021


 

Iniciamos 2021 com notícia boa! Os projetos Narrativas em Movimento e Por Onde Passa a Memória da Cidade, já conhecidos por muitos de vocês, terão mais uma edição neste ano. Os dois foram contemplados pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, LIC/SM.

A captação de recursos está em processo e é realizada por meio da destinação de impostos que pode ser feita por pessoas físicas e jurídicas. Você pode doar 30% do seu IPTU, ITBI e ISSQN e transformá-los em cultura. É a partir da doação desses incentivadores que conseguimos colocar em prática nossos projetos e fazer parte do grupo que movimenta a cultura da cidade.

Saiba mais sobre os projetos aprovados

  • Narrativas em Movimento – 2021

Valor aprovado: R$ 40.000,00

O projeto completará sua sexta edição e para este ano planejamos a realização de um colóquio online, para discutir sobre o audiovisual e questões socioambientais, além de três workshops e duas sessões de cinema local. Os temas dos workshops serão: direção de fotografia em documentários, montagem cinematográfica e desenho de som. E nas sessões serão exibidos dois filmes brasileiros, que não chegam a entrar na programação das salas de cinema da cidade.

  • Por Onde Passa a Memória da Cidade – 2021

Valor aprovado: R$ 50.000,00

Para a 12º edição deste projeto, iremos realizar um documentário de curta-metragem chamado Tempos de Peste. O foco é a relação entre o presente e o passado, retratando a peste que assolou Santa Maria em 1910 e a pandemia do novo coronavírus vivida hoje.

 

Lívia Maria Teixeira de Oliveira


“Criolo metido a artista“


A partir deste título, que também foi uma frase proferida pelo ator Flávio Bauraqui, é que daremos início a este texto reflexivo que se apoia nas discussões trazidas pelo Colóquio Audiovisual e Representatividade Negra realizado em formato de live pela TV OVO em agosto, com a participação do ator e cantor Flávio Bauraqui e da roteirista, diretora e produtora Mariani Ferreira.

Qual é o lugar do corpo negro no audiovisual ?

Essa pergunta carrega uma ambiguidade que, para ambas as respostas, traz um desconforto. Se entendemos este questionamento como uma provocação ao buscar entender o local de agência e luta dos artistas negros, esbarramos em respostas cuja as soluções não são fáceis, e raramente dependem apenas de nossas vontades. Se cogitamos interpretar a pergunta de forma maliciosa e racista, nos damos conta que desde o início do audiovisual, ainda que tenhamos progresso, sempre houve uma expectativa de que continuássemos engessados e limitados em nossas capacidades.

Resolvi então, mediante a esta pergunta, refletir e elaborar algumas questões que possam guiar nossos passos para o entendimento da resistência enquanto movimentadores artísticos negros.

Fomos colonizados em nossas mentes. Se estamos iguais em desgraça por um motivo em comum, por que nos colocarmos uns contra os outros numa competitividade doentia e sintomática para a qual a hegemonia chama de produção de material para a indústria?

A articulação entre artistas negros promove, para além de uma coesão de discurso, uma visibilidade que jamais receberíamos de mãos brancas. Além de derrubar o mito do negro único, em que, aparentemente, hoje em dia, faz com que o ego de uma realizador audiovisual negro se equivalha a de um branco, onde ter seus iguais crescendo junto a você significa ameaça.

Não há honestidade na criação das nossas narrativas, arquitetadas por mãos estrangeiras. Coletivos audiovisuais negros já se propõem a lutar por pautas de integração racial no cinema garantido por leis, tais como: petições para que se abra um curso público de cinema e cotas raciais nos editas culturais, de audiovisual e igualdade de salários entre contratados negros e brancos. Ou seja, democratização aos produtores e consequentemente aos consumidores.

Se pensarmos na amplitude dos veículos de audiovisual hoje em dia, veremos que, de alguma forma, ele permeia quase todas as classes sociais brasileiras de formas distintas; seja propriamente no cinema, na TV  e até em celulares. Sendo assim, a arte educação não se promove apenas como teorias e sim com imagens e sons. Levando em consideração o apego popular brasileiro à sétima arte, podemos entender que o alcance massificado, com uma reestruturação dos bastidores até o produto final do que se consome, tem um grande poder no imaginário social acerca dos corpos negros. Falamos de naturalização, equidade, prática e colheita das aberturas de portas aos artistas negros. Quando temos uma manifestação da hegemonia, abrimos automaticamente as possibilidades para uma contra resposta, para olhares opositores e indignados.

“Respeito não vão ter por mim?”
“ Protagonista, ele é preto sim!”
(Mandume – Emicida)

 

Por Caroline Meirelles*

*Diretora de arte e cenógrafa, atuante no audiovisual independente. Natural de São João de Meriti, Baixada Fluminense, é graduada em Cinema e Audiovisual na UFF. Conduz em paralelo pesquisas sobre audiovisual e relações étnicos raciais. Como diretora de arte, assina projetos como os curta-metragens “Memória de quem (não) fui” (2019), de Thiago Kistenmacker, contemplado pelo edital Lab Curta; “Vó, A Senhora É Lésbica?” (2018), de Larissa Lima, selecionado no II Festival Mimoso de Cinema e no Encontro de Cinema Negro Zózimo Bulbul; e o videoclipe “Cardi B” (2020), do rapper Rodd. Também assina a cenografia do espetáculo “Nanã” (2018), de Gabriela Reis, e assistência de arte do clipe “Máquina de Mistério” (2017), para a banda Drápula e o projeto tela preta tv (2018)

 

A live do colóquio foi uma das atividades do projeto Narrativas em Movimento e teve financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.


Debate reuniu indígenas para falar sobre audiovisual e representação


A live de lançamento do documentário Quando te avisto pela página do Facebook e Youtube da TV OVO, na última quarta-feira (30/09), trouxe Patrícia Ferreira, professora e cineasta, Rodrigo Kuaray, advogado indígena, e Yago Queiroz, etnojornalista e fotógrafo, para debater sobre o audiovisual como ferramenta de representação dos povos indígenas (acesse o debate aqui).

Os convidados abordaram questões para refletir e discutir sobre a forma como enxergam os processos da produção audiovisual dentro e fora de suas comunidades, sobretudo, a contradição da percepção de tempo que permeia o mundo indígena e o mundo não indígena. Além disso, o debate, com mediação das diretoras do documentário, Denise Copetti e Neli Mombelli, levantou a resistência e luta desses povos na preservação do meio ambiente e demarcação de terras, causas cuja visibilidade vem sendo potencializadas através de projetos audiovisuais em que os jovens se familiarizam com ferramentas de gravação e técnicas aprendidas em oficinas e nas escolas indígenas.

“A gente usa o audiovisual por necessidade também. Esse olhar é muito importante para registrar esses acontecimentos dentro da aldeia, ou fora dela”, afirma Patrícia. A cineasta e professora, que trabalha com jovens desde 2008, ressalta que os indígenas têm aprendido uma nova maneira de lutar pelas suas causas, e uma delas é através do audiovisual. “A gente não descansa, não cansa de lutar, e acho que falta muito ainda para a gente dizer que está tudo bem”, ressalta.

A captação de imagem nas aldeias foi uma das questões levantadas, já que a oralidade é bastante preservada nas comunidades, especialmente pelos mais velhos, dessa forma, os convidados destacaram a importância de praticar o que Yago chamou de “demarcar as telas”, e que para isto a comunicação tem sido fundamental. E que também o registro realizado por indígenas consegue ir mais a fundo na representatividade porque, entre outros fatores, como o entendimento de como funciona a lógica dos povos indígenas, os mais velhos terão mais confiança para falar com quem é do seu povo do que falar para realizadores não indígenas.

Cerca de 60 pessoas acompanharam a live seguida do debate, entre elas Isabel Cristina Baggio, professora da escola Kaigang Ope Augusto da Silva, da aldeia Três Soitas de Santa Maria. Isabel enfatizou a relevância do evento segundo a sua visão como educadora: “Acredito que o debate foi muito importante, informativo e conscientizador, pois muitas pessoas não conhecem a realidade dos povos indígenas, sobretudo na nossa cidade, suas lutas e resistência para manter a sua cultura. Creio que o conhecimento sobre a cultura é um ponto importante para combater o preconceito que estas comunidades sofrem, fruto da ignorância”.

Ela também comentou a respeito das oficinas que a TV OVO realizou nas aldeias de Santa Maria antes de gravar o documentário Quando Te Avisto, e que deverão ter continuidade pós pandemia, quando for possível circular com todos em segurança.“As oficinas estão sendo bem importantes pelo conhecimento construído juntos. É uma troca de saberes muito linda! Os alunos, além de se apropriarem dos conhecimentos sobre  tecnologia, realizam  ao mesmo tempo uma experiência de comunicação, pois todos tem de refletir e saber comunicar-se em grupo sobre os trabalhos realizados em equipe durante as oficinas.  Este resultado é fruto da delicadeza e respeito da equipe da TV OVO ao se aproximar da comunidade, respeitando seus ritmos e tempos”, argumentou Isabel.

Esse cuidado também foi enfatizado pelas diretoras do documentário, que definiram como desafiador o processo de aproximação e compreensão de um universo cultural que era até então distante. “Para mim, o que ficou foi um aprendizado sobre o tempo, a me repensar enquanto sujeito no mundo. A cultura indígena está muito presente no nosso dia a dia, porém, foi um desafio muito grande ir para as aldeias, a gente teve medo de desrespeitar de alguma forma, e tentamos ter o máximo de cuidado”, afirma Neli.

Ainda, Rodrigo Kuaray e Yago Queiroz comentaram a respeito dos seus trabalhos de conclusão e curso (TCC) recentemente defendidos em terras indígenas e com temas voltado para seus povos. Rodrigo se formou pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e defendeu seu TCC, intitulado Violações aos direitos constitucionais dos povos indígenas: impasses e perspectivas, na aldeia guarani Tekoa Guaviraty Porã. Pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), do Paraná, Yago defendeu a pesquisa intitulada O caminho de volta da universidade para a comunidade: uma reflexão sobre etnoparticipação e etnojornalismo no Projeto Nhandereko Eg Kanhró na Terra Indígena Apucaraninha, da etnia Kaingang.

O evento online foi contemplado no Edital FAC Digital RS, uma iniciativa da Secretaria da Cultura do RS, Universidade Feevale e Feevale TechPark.O curta faz parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade 2019, financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM).

 

Por Eduarda Manzoni


Live de lançamento do filme Quando te Avisto traz indígenas para debate


 

O lançamento do documentário Quando te Avisto (2020, 24’46”), produzido pela TV OVO, será no dia 30 de setembro, quarta-feira, às 19h. Após a exibição do filme haverá um debate  no formato de live com a participação da cineasta indígena Patrícia Ferreira, do advogado indígena Rodrigo Kuaray e do fotógrafo indígena Yago Queiroz. A conversa abordará o audiovisual como ferramenta de representação dos povos indígenas e será mediada por Denise Copetti e Neli Mombelli, diretoras do filme. O encontro poderá ser acompanhado pelo YouTube e Facebook da TV OVO.

O documentário lança um olhar para a presença indígena em Santa Maria e sobre como esses povos participaram da formação da cidade. Também aborda a universalidade da resistência dos povos indígenas e da relação que temos construído enquanto sociedade ao longo dos tempos. Quando te Avisto integrou a Mostra de Curtas Gaúchos do Festival de Gramado deste ano. O curta faz parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade 2019, financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM). E o lançamento foi contemplado no Edital FAC Digital RS, uma iniciativa da Secretaria da Cultura – Sedac/RS, Feevale e Feevale Techpark.

 

Sobre os convidados

Patrícia Ferreira: É professora, realizadora audiovisual indígena da etnia Mbyá-Guarani e atual presidente da Associação Consciência Guarani. Mora na Aldeia Ko’enju, em São Miguel das Missões/RS, onde leciona desde 2006. Em 2007, cofundou o Coletivo Mbyá-Guarani de cinema.

Rodrigo Kuaray: Guarani Mbya da TI Guarita. É assessor jurídico na Comissão Guarani Yvyrupa, membro da Rede de Advogados Indígenas do Brasil, militante em defesa da Terra e povos indígenas.

Yago Queiroz: Indígena do povo Kaingang e Fulni-ô, etnojornalista, fotógrafo e assessor de comunicação da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (ARPINSUL), Terra indígena Apucaraninha (PR).

 

Sinopse do filme

O que acontece quando dois olhares se cruzam? E se esses olhares compartilham de um mesmo espaço, mas se constituem em mundos próprios? O que afasta e aproxima indígenas e não indígenas? Entre colonizações e apagamentos históricos, disputas de territórios, presença e invisibilidade, o legado das comunidades indígenas é o da existência através da resistência ancorada na sua espiritualidade, no respeito às diferenças e no vínculo com a natureza.

Por Lívia Maria T. de Oliveira e Tayná Lopes