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TV OVO aprova três projetos para captar via lei de incentivo à cultura de Santa Maria


Final do ano chegando e os projetos de 2018 da TV OVO encaminham-se para o fim. Nos últimos meses do ano sempre é momento pra repensar propostas, trocar ideias com o grupo, reformular formas de trabalho e planejar as próximas atividades, projetos e sonhos do ano seguinte. Para o ano de 2019 a TV OVO tem muitas metas a cumprir, três delas são a realização dos projetos Por Onde Passa a Memória da Cidade, o Narrativas em Movimento e o Olhares da Comunidade, recentemente aprovados no edital LIC-SM 2019.

Os projetos citados já são atividades marcantes na cidade, os colóquios e workshops integram o Narrativas em Movimento e são esperados anualmente pelos acadêmicos e pela comunidade de Santa Maria atuante no universo da cultura e do audiovisual; os documentários e as produções fílmicas aprofundadas que surgem da TV OVO fazem parte do Por onde Passa a Memória da Cidade; e as oficinas e exibições pelas escolas municipais são resultado do Olhares da Comunidade. Todo grupo que faz o coletivo comemora a aprovação e o reconhecimento dos projetos.  O sentimento de ver os projetos consolidando-se na cidade gera a sensação de dever cumprido e satisfação à equipe.

Agora, iniciamos a fase de captação para viabilizar as propostas do ano que vem. Você pode contribuir doando até 30% do seu IPTU, do ITBI (aquisição de imóveis ou do ISSQN. Esse encaminhamento deve ser feito antes de realizar o pagamento dos referidos impostos. Para contribuir entre em contato com a gente que fizemos todos os trâmites. Nossos canais de comunicação são pela página do Facebook, pelo telefone da TV OVO: 3026 – 3039 (à tarde), pelo e-mail tvovo@tvovo.org ou pelo whats app 55 99104 9166 (Denise Copetti).

 

Sobre nossos projetos aprovados

  • Por Onde Passa a Memória da Cidade – 2019
    Valor Aprovado: R$ 40.000,00

Produção de um documentário que terá como foco a história de origem da formação de Santa Maria, intercalando a versão histórica e a lendária, fazendo uma jornada em busca dos filhos de Imembuí, pois segundo a lenda, todos santa-marienses são fruto de uma relação de amor de um homem branco português com uma indígena. O audiovisual dará ênfase para a presença indígena (minuanos e tapes), celebrada na lenda da Índia Imembuí. Onde está esse povo Minuano? São os que encontramos nas ruas da cidade? Os índios sabem da existência da lenda e compactuam com ela? Como a cultura indígena se manifesta e nos influencia?  Essas são algumas das questões que queremos abordar no documentário.

  • Narrativas em Movimento – 2019
    Valor Aprovado: R$ 29.000,00

Propõe a realização de dois colóquios sobre os temas Memória e Territórios no audiovisual e Audiovisual, jovens e diversidade, e dois workshops, um sobre documentário e um de roteiro para curta-metragem de ficção.

  • Olhares da Comunidade – 2019
    Valor Aprovado: R$ 50.000,00

Prevê oficinas de realização audiovisual para adolescentes matriculados no oitavo e nono ano do ensino fundamental em três escolas da cidade e, no fim do processo, a realização de uma oficina na sede da TV OVO.  Além disso, a proposta aposta na difusão e formação de público para a produção de curtas santa-marienses por meio de exibições cineclubistas onde as oficinas serão realizadas. O resultado das oficinas serão produtos audiovisuais de até 10 minutos, produzido pelos próprios estudantes e que retrate a sua comunidade ou temas que dizem respeito ao universo dos jovens participantes. Os vídeos produzidos em todas as oficinas, um total de oito, serão exibidos em cada escola em sessão cineclubista após a finalização das oficinas.

 

Sobre a LIC/SM 2019

A Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer registrou 42 projetos submetidos para análise da Comissão Normativa, sendo 40 os projetos selecionados. A prefeitura liberou R$ 1,63 milhão para captação junto à apoiadores santa-marienses que podem destinar uma parcela dos pagamentos de IPTU, ISSQN e ITBI para os projetos culturais. A soma de todo o recurso que os projetos culturais necessitariam foi R$ 2.496.892,17, porém cortes foram feitos pelos responsáveis em validar os trabalhos propostos para que as propostas se encaixassem no valor liberado, sendo 335 mil advindos das taxas de IPTU, 1,2 milhão de ISSQN e R$ 95 mil de ITBI.

Compartilhamos a notícia e explicamos o processo de busca por recursos financeiros para nossos trabalhos independentes para que seja compreendida a importância de que pequenas ações mantem grandes projetos, como os nossos da TV OVO. É necessário divulgar e levar o conhecimento destes trâmites burocráticos, afinal, ações que fazem parte do contexto dos santa-marienses a todo ano, como o pagamento destes valores, passam despercebidas em função do turbilhão de afazeres e contas a pagar – mesmo a quem simpatiza, promove e é entusiasta da cultura local.

Confira todos os projetos aprovados.

Por Tayná Lopes

Gravação do documentário “Palma: o 8º distrito”, com direção de Denise Copetti, que integrou o Projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade – 2017. Foto de Renan Mattos.


Narrativas audiovisuais de resistência e de existência


“Juntar as pessoas para conversar, discutir, refletir, teorizar, praticar, criar fluxos, criar histórias, movimentar, resistir e sempre reexistir”. Foi com esse contexto que Marcos Borba, integrante da TV OVO, abriu o colóquio Narrativas Audiovisuais de Resistência, no último dia 19, na Cesma, que integra o projeto Narrativas em Movimento e tem o financiamento da LIC/SM.

Mais de 80 pessoas acompanharam o debate que trouxe como convidados a roteirista e diretora Inês Figueró, gaúcha radicada em São Paulo, e o realizador audiovisual argentino e diretor de arte, Axel Monsú. Entre os trabalhos mais conhecidos de Inês está o filme Era o Hotel Cambridge (2016), no qual atuou como corroteirista e 3ª assistente de direção. Inês ainda trabalha com oficinas de audiovisual com crianças das ocupações ligadas ao MSTC (Movimento Sem Teto do Centro), que iniciou com a pesquisa de pré-produção do filme e seguiu mesmo com a finalização das gravações. Axel é idealizador do Festival Oberá em Cortos e atualmente está como coordenador do Instituto de Artes Audiovisuales de Misiones, da Argentina.

O colóquio reuniu pessoas com diferentes interesses. A recém-formada em jornalismo Arcéli Ramos contou que, mesmo não tendo uma ligação forte com o audiovisual, resolveu comparecer ao colóquio, pois acredita que em momentos de discussão compartilhada sempre se pode aprender ou relembrar saberes importantes para a atuação como jornalista. Mas o motivo principal pelo qual Arcéli participou do colóquio foi “o desejo de me manter ligada às discussões do fazer jornalístico voltado para a resistência. Eu acho importante trazer a temática da resistência, principalmente porque estamos em um momento muito difícil do coletivo e do encontrar pessoas dispostas a participar da resistência, que estejam na mesma luta”. Na visão de Arcéli, trabalhar temáticas como essa no momento atual é uma ação imprescindível para manter a vontade de seguir em frente.

O professor universitário e pesquisador de história do cinema, Alexandre Maccari, relata que assim que teve conhecimento sobre o tema do colóquio se organizou para estar presente. O professor concorda com Arcéli quando afirma que o tema é de extrema importância para a época que vivemos atualmente, e, ainda ressalta que “o debate é o aspecto fundamental na construção do conhecimento. Eu gostei tanto das falas dos participantes quanto das perguntas que geraram o debate. Creio que ouvir a experiência dos realizadores foi, para mim, o momento mais marcante, em especial ouvir o convidado argentino falando das relações e dificuldades de produzir, sendo esse um ato de resistência”.

A jornalista Marilice Daronco participa dos colóquios organizados pela TV OVO desde a primeira edição. Ela considera o momento muito especial, vê que existe uma conversa e uma troca importante sobre a produção audiovisual. “O tema deste último, em específico, considerei ótimo, principalmente pelo momento difícil que passamos em relação a questões como a desvalorização da arte e da cultura. Cada vez mais teremos de ser resistência e acredito que, como em outros momentos de ascensão de regimes autoritários, a cultura será um espaço particularmente importante de expressão”, afirma Marilice. Para ela, unir audiovisual e resistência em um único debate é uma escolha riquíssima para promover a reflexão, pois há uma ligação forte entre as duas palavras, e exemplifica: “Quando pensamos na forma como o audiovisual se desenvolveu, vamos ver como em diferentes momentos sua história está ligada à resistência. Vou citar um exemplo santa-mariense. Nos anos de 1970, quando vivíamos a ditadura, um grupo daqui fez um espetáculo chamado Onde não houver inimigo urge criar um, o qual era aberto com um curta, feito com uma câmera super-8. A narrativa fazia uma crítica às perseguições que aconteciam naquela época. O espetáculo e o filme percorreram o Estado todo. Um material feito com equipamento amador ajudou a conjugar o verbo resistir. Falo desse exemplo porque o cenário que se desenha no país não é nem de longe de incentivo à cultura. Falar sobre o tema da resistência, sobre como estão as produções no Brasil e Argentina nos ajuda a refletir sobre nosso papel, e ver que as histórias que queremos e podemos contar, muitas vezes, estão mais próximas do que imaginamos”, compartilha a jornalista.

Numa perspectiva geral, Inês e Axel trouxeram assuntos como o fato de as narrativas surgirem de encontros como o colóquio ou em festivais, da situação de estar cara a cara com outras pessoas.  Eles abordaram também a desconstrução da produção e do consumo audiovisual focado nos grandes centros, defendendo que é possível buscar e produzir conteúdo sem ser apenas pelo circuito tradicional e hegemônico; reforçaram, ainda, o quanto é preciso, válido e rico sair às ruas, fazer o cinema na rua, levar a tela para as ruas, ampliar os espaços, criar e formar público; e formar redes de colaboração.

Além destas questões, o debate do colóquio tratou sobre como abordar as comunidades e como construir essa relação entre produtor e personagens, de como se pode contribuir com as comunidades e grupos filmados e não apenas utilizar-se deles para obter resultados em um produto, isto é, tudo o que existe e envolve o audiovisual para além de ligar e desligar a câmera.

Neli Mombelli, integrante da TV OVO, foi a mediadora da discussão. Para iniciar o debate, ela leu o poema A Flor e a Náusea, de Drummond de Andrade, que trata justamente de uma metáfora de resistência, de uma flor que nasce no asfalto, em um solo e espaço inapropriado, mas o fato de existir e resistir a torna bela. Que as discussões do colóquio cruzem as barreiras espaço-temporais da noite compartilhada na Cesma, que sirvam de ponto de partida para novos projetos, parcerias e reflexões; e que o poema de Drummond também traga energia e olhares sensíveis ao mundo, inspire e fortifique as pequenas e grandes ações em prol da cultura, do audiovisual e de toda luta por direitos que não firam a existência de ninguém.

[…]

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que é uma flor

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

[…]

É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Carlos Drummond de Andrade.

Por Tayná Lopes

Axel Monsú destacou a importância da construção de redes de colaboração para fortalecer a produção audiovisual que se dá fora dos grandes centros e que se pauta por temas de resistência. Foto de Helena Moura.


Último documentário sobre os distritos registra a história de Pains


O projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, está se encaminhando para o fim. A missão de contar a história em vídeo dos nove distritos que compõe Santa Maria está quase completa. Todos depoimentos dos moradores e as imagens bucólicas e cheias de vida que evidenciam a riqueza cultural e histórica do município estão disponíveis no nosso canal no YouTube. Em breve, o último documentário da série será acrescentado na conta. Agora, as lentes das câmeras tem se voltado para o distrito de Pains.

O trabalho de apuração e pré-produção já foi realizado pela equipe e as informações coletadas serviram de base para a criação da ideia do documentário. Na direção do documentário estão Alexsandro Pedrollo e Heitor Leal, dando o tom do estilo e da narrativa da produção. Ao longo de quatro dias de gravação, os moradores abrem as portas de suas casas para nos receber e compartilharem conosco a relação histórica e afetiva que possuem com o distrito de Pains. “A ideia é conhecer o distrito a partir das pessoas que moram lá. Como se estivéssemos fazendo uma visita e conhecendo essas pessoas no seu dia a dia”, comenta Heitor.

As gravações do documentário ocorrem durante este mês. Alan Orlando, integrante da equipe, é responsável por fazer algumas imagens nas diárias de gravações e conta sobre participar da realização de mais um filme. “É gratificante poder percorrer os distritos fazendo o que mais gostamos. Contamos com a colaboração e hospitalidade dos moradores dos distritos. A ajuda deles com informações sobre o lugar, histórias e indicações de pessoas são essenciais. A possibilidade de fazer audiovisual somada a oportunidade de conhecer mais o lugar em que vivemos me deixa feliz e realizado”.

Por Tainara Liesenfeld

Cena captada na localidade São Geraldo, no distrito de Pains. Foto de Renan Mattos.

 


Oficina de audiovisual: ensinar e aprender na mesma medida


Se pararmos para pensar um minuto de forma profunda, percebemos que a cegueira causada pelo excesso de imagens nos ataca dia a dia. Exercitar o olhar e a criatividade é cada vez mais difícil em meio a tantas cores, sons e formas. E é justamente essa ideia de “cegueira” em meio ao caos de informações que motiva e direciona o trabalho da equipe de oficineiros da TV OVO, nas oficinas formação direcionadas ao audiovisual.

Francine Nunes, integrante do atual grupo de oficineiros, ela ressalta que elas são muito importante,  já que “a TV OVO nasce baseada nisso, na realização de oficinas e formação de jovens para o audiovisual. Então eu fico muito contente que 22 anos depois a gente ainda esteja trabalhando com oficinas, isso é manter uma essência”.

A primeira oficina realizada neste ano foi na escola Tancredo Penna de Moraes, localizada no distrito de Palma. Alan Orlando, integrante da equipe de oficineiros, relata que é muito bom ver o interesse, a curiosidade e a vontade das crianças e adolescentes de entender um universo novo que chega até elas.

Um dos desafios encontrados na aplicação desta oficina foi a idade das crianças, Francine conta que a turma era formada por alunos de diferentes idades, de 10 até 15 anos. “Eu sei que pode parecer que são só cinco anos de diferença, mas nessa fase da vida cinco anos é um abismo, era visível a diferença que cada criança interagia com as atividades e para nós era extremamente desafiador explicar e orientar cada um de um jeito diferente. Mas, no final, o resultado foi excelente, eles conseguiram falar sobre temáticas que perpassam a vida deles, a escola, as vivências adolescentes. Eles conseguiram colocar tudo isso no produto final e fazer um produto que falasse sobre o que eles viam e sentiam. Resultou num vídeo sobre o que é importante pra eles nesse momento”, explica Francine.  Foram produzidos dois vídeos, um sobre o tema ódio e preconceito e o outro sobre respeito a todos.

Francine caracteriza o projeto como um estímulo para que os alunos desenvolvam audiovisualmente o que elas já sabem a partir do cotidiano.  Para ela, a proposta faz pensar sobre o que podemos fazer a partir de nossa experiência em conjunto com domínio da tecnologia e do audiovisual. A partir dessa interface, a oficina propõe pensar sobre a relação com a comunidade em que a gente vive, envolvendo criatividade, habilidades e desejos.

“As dinâmicas escolhidas para compor essa oficina tem apenas propostas que partem da realidade das crianças. Hoje elas já têm muito contato com o audiovisual, elas consomem muito o audiovisual, elas têm acesso ao celular, a câmera, então a gente já sai desse lugar que é o de que nós vamos lá só ensinar coisas. Elas já sabem muito, é uma oficina muito mais de troca. É um estímulo à forma de expressão, ao que eles querem dizer para o mundo, mostrar para as outras pessoas, ao que sentem, ao que pensam e ao que expressam”, finaliza Francine.

As oficinas fazem parte do projeto Olhares da Comunidade 2018 que tem o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (Lic/SM).

Por Tayná Lopes

Exercício de enquadramento no projeto Olhares da Comunidade no distrito de Palma.


Lista dos curtas selecionados para a mostra Olhares da Comunidade


Divulgamos a lista de produções selecionadas no edital Olhares da Comunidade. As obras irão integrar o circuito cineclubista itinerante que vai exibir curtas de documentário e ficção em diversas regiões da cidade.

Os selecionados são:
Pugna
Nada é Perfeito
Linhas Tortas
Um museu de outro mundo
O candidato

A programação tem temática livre busca fomentar diálogo e troca de ideias entre os jovens das escolas e integrantes das comunidades. Os filmes foram selecionados a partir de conceitos como: relevância social, atualidade, narrativa envolvente, fotografia e roteiro. Nossa ideia é promover a circulação de produções, levar o cinema para perto das comunidades, utiliza-lo como ferramenta de debate, compartilhamento de conhecimentos e inspirações.

Além das produções selecionadas via inscrição, vamos exibir dois curtas realizados na primeira fase do projeto Olhares da Comunidade no distrito de Palma. Os alunos da Escola Major Tancredo Penna de Moraes foram os protagonistas dos filme, tanto na roteirização, quanto na produção, gravação e atuação.

As exibições da sessões itinerantes serão realizadas entre os meses de setembro e outubro de 2018, em 6 localidades: Praça Boa Esperança/Bairro Nova Santa Marta, EMEF Vicente Farencena/Bairro Camobi, EMEF Major Tancredo Penna de Morais/distrito de Palma, EMEF Pão dos Pobres/Bairro Nossa Senhora de Fátima, Colégio Estadual Padre Romulo Zanchi/Bairro Presidente João Goulart, EMEF José P. de Oliveira/distrito de São Valentim.

Agradecemos a todos que enviaram suas produções e colaboraram com nosso edital, com a comunidade santa-mariense e com a circulação de produções audiovisuais. O edital é uma proposição da TV OVO através do Projeto Olhares da Comunidade 2018, com o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC-SM).

Por Tayná Lopes


Edital para seleção de produções santa-marienses para integrar circuito cineclubista itinerante


Lançamos um edital para fazer uma curadoria de produções santa-marienses que irão integrar a programação de um circuito cineclubista itinerante por diferentes regiões do município.  A iniciativa propõe a organização de uma programação com temática livre e que contribua socialmente para o diálogo de questões relevantes, pertinentes e atuais, priorizando a articulação e o protagonismo jovem. As incrições vão até dia 18 de agosto e a lista dos selecionados será publicada no dia 25 deste mês.

Para se inscrever, preencha o formulário  e envie o material audiovisual por Wetransfer, Dropbox, One Drive, Google Drive ou Vimeo (desde que esteja habilitada a opção de download) para o e-mail tvovo@tvovo.org, anexando uma foto de divulgação com legenda e a Autorização de direitos de exibição assinada que está no Anexo I do edital. Não existe limitação de número de propostas a serem enviadas por pessoa.

As exibições serão realizadas entre os meses de setembro e outubro de 2018, em 6 sessões, nos seguintes locais: Praça Boa Esperança/Bairro Nova Santa Marta, EMEF Vicente Farencena/Bairro Camobi, EMEF Major Tancredo Penna de Morais/distrito de Palma, EMEF Pão dos Pobres/Bairro Nossa Senhora de Fátima, Colégio Estadual Padre Romulo Zanchi/Bairro Presidente João Goulart, EMEF José P. de Oliveira/distrito de São Valentim.

O edital é uma proposição da TV OVO através do Projeto Olhares da Comunidade 2018, com o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC-SM) e tem o objetivo de expandir a difusão das produções realizadas na cidade, por meio de sessões cineclubistas em diferentes regiões do município.

Acesse o edital: Edital Olhares da Comunidade 2018