Notícias

Oficina de audiovisual na escola Dom Antônio Reis


O projeto Olhares da Comunidade 2018 trabalha com formação de jovens por meio de oficinas e promoção de exibições de filmes em diferentes localidades, com aporte da Lei de Incentivo à Cultura (Lic/SM). A ideia é propor o exercício do olhar e o desenvolvimento da criatividade para a produção audiovisual, abordar questões técnicas da linguagem, refletir sobre temas que podem se transformar em narrativas e reforçar a relação dos estudantes com a sua comunidade.

Neste contexto, continuamos a jornada de oficinas pelas escolas municipais de Santa Maria. Nos dias 23, 25, 30 de outubro e 1º de novembro, a escola Escola Dom Antônio Reis, localizada no bairro Medianeira, receberá nossa equipe de oficineiros. Serão 20 vagas que integrarão jovens do oitavo e nono ano. A atividade prevista na Escola Pão dos Pobres, no final de setembro, precisou ser cancelada por não fechar o número mínimo de participantes. Em abril, trabalhamos com alunos do distrito de Palma. A foto abaixo é um dos registros da atividade na escola Tancredo Penna de Moraes

Por Tayná Lopes

Exercício de enquadramento a partir de espelhos. Foto Alan Orlando


Distrito de Pains pelas lentes de nossas câmeras


Outro roteiro, outro destino, outra equipe, mas o objetivo se mantém o mesmo: descobrir, ouvir e registrar histórias por meio da produção de documentários. Não saímos em busca de lugares famosos, cinematográficos e mágicos, mas, em cada cantinho que vamos, é possível encontrar muita magia e encanto nos detalhes dos cenário, nas pessoas, no modo de vida, nas estradas… E falando em estrada, o ritual de juntar toda equipe, conferir o material técnico, revisar o carro e sair desbravando os distritos ao redor de Santa Maria se encaminha para o fim. Esta é a última produção, que incursiona o interior, prevista pelo projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade,  financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Transformamos em vídeo parte da história do distrito da Boca do Monte, de Santa Flora, de Arroio Grande, de São Valentim; trouxemos a cultura e as memórias do distrito de Palma em outro documentário. Santo Antão, Arroio do
Só e Passo do Verde também fazem parte do projeto de representar histórias em documentários. São nove distritos, imaginem o quanto de histórias para contar?! O Por Onde Passa a Memória da Cidade é uma forma de despertar e registrar as memórias dos moradores, contar e recontar a vida do local a partir de uma colcha de retalhos em que cada personagem social colabora com suas recordações, sonhos e anseios. Elabora-se a cartografia identitária do lugar e se faz uma recuperação histórica por meio de fragmentos de lembranças sentidas e contadas em forma de filme.

Dessa vez quem será contado é Pains, um distrito criado no dia 18 de junho de 1861, na época sediado em São Pedro do Sul. Hoje, localiza-se na parte central de Santa Maria, aos fundos da UFSM, e tem crescido como espaço urbano pelo número de indústrias instaladas e pela especulação imobiliária. Para entender o distrito, muita pesquisa vem sendo feita. A equipe de produção trabalha junto dos diretores Alexsandro Pedrollo e Heitor Leal, que dão o tom do estilo e da narrativa da produção.

Alan Orlando, integrante da equipe, é responsável por fazer algumas imagens nas diárias de gravações e pela edição do filme ao fim do processo. Ele conta como são as fases para o nascimento de um documentário: “Na pré-produção e pesquisa é feita a prospecção do lugar para elaborarmos uma ideia audiovisual para a obra. Esta fase compreende levantamento de informações, fontes e personagens. Além da pesquisa em material bibliográfico, vamos para o distrito conversar com as pessoas de lá para saber in loco as histórias e mapear pessoas para as gravações. Depois temos a produção, em que são feitas as gravações de imagens do distrito e entrevistas.  Normalmente temos quatro diárias de gravações. Por fim, vem a edição e a finalização”, relata Alan.

A equipe  já circulou pelo distrito durante dois dias fazendo o levantamento de pré-produção, material que vem dando forma à escaleta do documentário. Para Alan, é sempre empolgante estar envolvido numa produção como essa: “Nós saímos de manhã cedo e só voltamos de tardezinha. Compartilhar momentos assim com meus
colegas de TV é importante para aprender mais sobre audiovisual, fazer o que amamos e fortalecer nossa amizade. São muitas aventuras, nos divertimos muito! Gosto de poder ajudar de alguma forma nessas produções da TV”,
reflete o jovem amante do audiovisual.

Por Tayná Lopes

A cada estrada, novos desafios, personagens e histórias – Distrito de Pains/ Santa Maria . Foto de Taylor Lourenço


Produção do documentário no distrito do Passo do Verde amplia a visão sobre a localidade


O mês de maio foi muito movimentado. Além do nosso aniversário, de exibições em escolas, de debates na Feira do
Livro e lançamento do livro Cronicaria, nos dedicamos à produção de mais um documentário: sobre o distrito de Passo do Verde.

Se aventurar por Passo do Verde foi um desafio para Alan Orlando e Helena Moura, pois é a primeira grande produção na posição de diretores, além de ser uma grande responsabilidade. Essa é a equipe mais jovem a fazer um documentário da série dos distritos do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade.

A motivação e o envolvimento tem dado um toque especial ao trabalho coletivo de pensar e discutir as sugestões de cada membro da equipe. Antes do início das gravações, a equipe fez a pré-produção, etapa onde os responsáveis
foram até o distrito conversar com os moradores para conhecer mais sobre o lugar e buscar os personagens. Com esse primeiro olhar sobre a história de Passo do Verde, as diárias de gravação são marcadas.

Desde a primeira gravação, em fevereiro, na procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, algumas ideias mudaram e outras se expandiram. Embora Passo do Verde seja mais conhecido pelo balneário e pela extração de areia, há muitas outras localidades e histórias para serem exploradas, como destaca o diretor Alan Orlando: “A pesquisa sobre o distrito e as conversas com os moradores nos fizeram enxergar muitas coisas que não podemos deixar de lado, descobrimos um outro distrito através da busca e fala das pessoas.”

Ao conhecer mais sobre o distrito, ficou definido que a produção seria a partir de um olhar voltado para a observação, como destaca Alan: “Pensamos em um documentário onde não será utilizada narração, tudo é dito pelos moradores do distrito. Vamos deixar os personagens livres para contarem suas histórias e do local onde vivem.”

Para além dos depoimentos, as imagens, também em tom mais observativo, ajudarão a compor a narrativa e o registro da paisagem do distrito. Este é o penúltimo documentário da série que iniciou a incursão pelo interior de Santa Maria em 2014. No segundo semestre produziremos o último, sobre o distrito de Pains. O projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Por Fernanda Marques

Os netos de Dona Raquel, que mudou-se para o balneário de Passo Verde em busca de tranquilidade, moram com a avó e frequentam a escola do distrito. Foto de Francine Nunes.


Exibições levam cultura e audiovisual para diversos públicos


O último mês foi de itinerância de exibições dos três últimos documentários produzidos por aqui: Palma, o 8º Distrito, Santa Flora e Cultura de Afetos – todos são projetos financiados pela Lei de Incentivo à Cultura.

O documentário Cultura de Afetos percorreu quatro escolas da cidade, levando aos jovens  histórias de vida, provocando discussões e reflexão, já que as histórias que abordamos são daqui, de Santa Maria. Neli Mombelli foi uma das integrantes da TV que acompanhou as exibições nas escolas, ela que assina a direção e montagem do Cultura de Afetos. Neli explica que o documentário é um produto político que trata questões importantes da nossa vida cotidiana como a diversidade de pessoas, culturas, etnias e gênero, além desses aspectos a produção discute políticas públicas relacionadas à economia solidária, questões ambientais, alimentação saudável e produção sustentável.

Cerca de 200 pessoas, entre alunos e professores, puderem acompanhar a narrativa do filme que apresenta a rede de vidas e histórias tecidas nos 25 anos da Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop). A produção foi até as escolas Pão dos Pobres, EMEF Reverendo Wilderlich, Escola Municipal de Aprendizagem Industrial- EMAI, e a Escola Irmão Quintino. Mas e qual é a motivação de levar todo esse material para a geração de jovens de hoje? Neli relata que apesar dos desafios vale a pena provocar essa experiência aos estudantes, “considero o documentário um filme difícil para ser trabalhado com adolescentes, porque a narrativa traz temas complexos, fala do rural e do urbano, e não tem um ritmo frenético comum das narrativas para jovens hoje em dia. Mesmo assim, levá-lo para as escolas foi surpreendente porque houve muito diálogo. Os temas do documentário são temas presentes nos debates promovidos pelas escolas, como na disciplina de Geografia, por exemplo.”

Pensar em exibir um documentário como o Cultura de Afetos para jovens do ensino fundamental é desafiador. Heitor Leal, que fez a captação de som do filme, também acompanhou as exibições e relata que foi surpreendido: “pensávamos que provavelmente os estudantes não teriam interesse, já que não acessam frequentemente esse tipo de produção, era de se esperar pouca receptividade. Foi aí que nos enganamos. Em todas as escolas pelas quais passamos o documentário foi bem recebido e em muitas teve um debate bastante proveitoso com os alunos”. Os 50 minutos de falas sobre pautas políticas e sociais cativou muitos dos jovens presentes nas exibições. Heitor ainda acrescenta: “o momento mais interessante foi na Escola Municipal Pão dos Pobres, lá os professores trabalham com os alunos, por meio de seminários as questões abordadas no documentário como agricultura familiar, orgânicos e uso de agrotóxicos. Desta forma o debate foi bem produtivo. Mas não dá para deixar de falar de todas as outras escolas. O EMAI é uma escola técnica que reúne alunos de diversas outras escolas e se mostraram bastante interessados pelo tema, assim como os estudantes da Reverendo Alfredo Winderlich. E finalizamos com o nosso maior público na Escola Irmão Quintino, onde o documentário despertou o interesse dos alunos em participar da feira”.

Outra produção que entrou em circulação foi o documentário Palma, o 8º Distrito, dirigido por Denise Copetti. O lançamento foi na Feira do Livro de Santa Maria, no espaço Livro Livre, e seguiu para exibição no Distrito de Palma – no local onde as histórias contadas afloraram. Cerca de 90 pessoas aguardavam a sessão de cinema organizada na Capela de Santa Terezinha.

Mesmo numa noite fria, o burburinho de vozes tomava o salão. Heitor, responsável por montar a tela para exibição, conta, entre risos, que é sempre uma “função”, “mesmo com esses meus quatro anos de TV OVO e todas as projeções que ajudei a montar, ainda sempre sinto um frio na barriga quando começo a preparar os equipamentos para exibir algo. Acho que esse momento é como se fosse o show, montamos tudo e lá está nós e o público, esperando para ver o que preparamos. E tudo tem que dar certo. Até terminar o filme eu fico pensando ‘e se faltar um cabo? E se o computador travar?’ Mas quase sempre dá tudo certo no final e quando ouço as palmas é só alegria.

A comunidade de Palma mostrou-se grata e contente com a produção, muitos moradores ainda relataram morar em Palma desde seu princípio e não terem conhecimento de muitos fatos apresentados no filme. Seu Rógerio Bolson, morador, deu nota 10 à equipe e ao documentário. Ele também diz ter planos futuros para o filme, quando tiver o DVD quer levar aos amigos e parentes: “A exibição do documentário foi ótima, fortalece a comunidade e o coletivo”, finaliza o morador de Palma. Além de Rogério, Noemi Ramiro Vedoin, professora de História, encantou-se com o filme e o define como um regaste da história de Palma que ainda tem muito o que construir.

Após os depoimentos, as conversas e os abraços, tivemos muitos aplausos e uma mesa partilhada para recarregar as energias. Helena Moura, que trabalhou na produção do documentário sempre se entusiasma com as exibições. “O processo de voltar ao distrito para mostrar a obra pronta é muito bom, é um sentimento de alegria, felicidade. A gente se sente preenchido. É muito prazeroso, porque o intervalo de tempo entre as gravações e a finalização do documentário é muito grande. Então, a gente fica muito tempo sem ir ao distrito e sem manter contato com eles. Quando a gente começa a telefonar, a entrar em contato novamente para dizer que o documentário está pronto, eles ficam muito felizes e nós também. Quando a exibição acaba, ainda rola um bate-papo para saber se o pessoal gostou ou não. E quando o retorno é positivo nós ficamos muito gratos. Voltamos para casa com o sentimento de dever cumprido”.

O Distrito de Santa Flora também registrou suas histórias pelas lentes da nossa câmera. A equipe que produziu o documentário Santa Flora, com direção de Paulo Tavares, finalmente pode retornar ao distrito no dia 28 de maio e então proporcionar a sessão de lançamento aos moradores, aos personagens, a quem se identifica com o local. Helena, que também se envolveu com a produção desse filme, conta que o documentário foi muito elogiado pelas pessoas que estavam presentes no salão comunitário de Santa Flora e destaca a participação de seu Amaury, um dos personagens do filme. “Seu Amaury agradeceu muito pelo registro, pois o distrito não possuía nenhuma obra audiovisual.  Esse produto vai ajudar os jovens do distrito a conhecerem melhor suas histórias. Quando estávamos preparando a sala para a exibição, o pessoal estava bem ansioso, pois queriam ver o documentário e saber quem deu os depoimentos, se era alguém que conheciam ou não, se identificavam algum amigo”.

Levar ao público as produções audiovisuais que nascem a partir do trabalho coletivo, da vontade de construir histórias e laços, da cultura e do audiovisual é uma das missões da TV. Heitor revela-se um entusiasta de exibições: “Sou fã de exibições, é um importante espaço para fazermos circular nossas produções – uma das coisas mais complicadas de se fazer. A difusão das nossas obras independentes serve muito para aproximar os produtores de conteúdo dos espectadores. Aí está o grande diferencial desse formato, poder compartilhar a experiência do fazer audiovisual. E não posso esquecer também que essa atividade é uma maneira de descentralizar e democratizar os espaços de assistir cinema, levar o audiovisual a lugares que são pouco utilizados pela sétima arte e de dar visibilidade para a TV OVO, pois muitas vezes é nessas atividades que as pessoas passam a conhecer quem somos”, acredita ele.

Por Tayná Lopes

Exibição do documentário Cultura de Afetos na Escola Municipal Pão dos Pobres. Foto de Neli Mombelli


Exibições de documentários em Palma e Santa Flora: enxergar-se pelo olhar do outro


Em 2017, a TV OVO realizou produções de documentários que contam a história dos distritos de Palma e de Santa Flora, e agora chegou o momento de apresentar os filmes em suas respectivas comunidades. As exibições permitem que as comunidades conheçam o trabalho que contou com a colaboração delas para ser realizado como também é uma possibilidade de enxergar-se pelo olhar do outro.

A exibição em Palma será hoje, 23/05, quarta-feira, às 19h,  no salão da Capela de Santa Terezinha. Já em Santa Flora, será no dia 28/05, segunda-feira, às 18h30, no salão da capela de Santa Flora.

O filme sobre Palma traz quinze entrevistas concedidas pelos moradores da comunidade, que relatam histórias de infância na região, a construção da Escola Major Tancredo Penna de Moraes, a imigração italiana e algumas lendas. Já o documentário sobre o distrito de Santa Flora, a antiga colônia Vacacaí, mostra a luta e a esperança de seu povo em manter viva a sua história. Ambos os documentários fazem parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que conta histórias de lugares e pessoas de Santa Maria, e tem financiamento pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC/SM).

Sinopses

Palma
Uma equipe em busca de histórias. Uma comunidade e a construção de um distrito. Palma, o 8º distrito de Santa Maria, é um dos últimos a ser criado, porém, sua história remonta aos tempos antigos: dos imigrantes italianos, das grandes fazendas, dos escravos, e, antes desses, dos indígenas. São histórias de outras épocas que, às margens da RSC-287, dão forma aos tempos atuais, visíveis na sua gente, nos costumes, nas crenças, nas memórias e na esperança que alimenta o futuro.

Santa Flora
Marcada pela antiga e esquecida presença indígena, pelas sesmarias que garantiram a posse do Brasil Colônia à Portugal na disputa do território com a Espanha e pela recolonização italiana, a antiga Colônia Vacacaí, hoje distrito de Santa Flora, é a principal economia rural do município de Santa Maria. Nem o forte tripé soja-arroz-gado garante um acesso digno de seus moradores ao principal centro urbano do estado do Rio Grande do Sul. O documentário Santa Flora traz, na voz de seus habitantes, a luta, a obstinação e a esperança de manter viva a história do lugar e de seu povo.

Por Larissa Essi

 

Histórias são ouvidas no distrito de Palma.


A melodia do rock virou piloto de série documental que mistura ficção e realidade


Já pensou em voltar no tempo e curtir um rock das antigas? E melhor ainda, acompanhar uma narrativa musical que conta sobre lendas, amores, desamores e o cenário do Rock’n’roll de Santa Maria nos anos 70, 80 e 90?!Tudo isso faz parte do projeto piloto da série documental Rock do K7. Marcos Borba, o diretor e roteirista da ideia audiovisual afirma que Santa Maria tem uma cena musical forte, especialmente com o rock: “a cidade já foi apelidada de Seattle do Sul. Pensamos em fazer um projeto que uma personagem jovem, imersa na tecnologia de hoje, fosse descobrindo esse passado e postando essas descobertas na rede”. Assim surgiu a proposta híbrida, que mistura documentário e ficção.

A exibição de lançamento do episódio vai ser na Feira do Livro da cidade, na praça Saldanha Marinho, às 19h, no sábado, 12/05. Além do episódio, também terá um debate sobre a memória do rock santa-mariense. Então se tu curtes audiovisual, rock e troca de ideias, aparece lá.

Entre acordes, notas, relatos e atuações, o Rock do K7 surge como uma produção autoral e inovadora, que mistura ficção e realidade e busca trazer em cada episódio da série uma banda do contexto do rock alternativo do Rio Grande do Sul. Na parte documental do episódio piloto temos três personagens que formavam a banda A Bruxa: Renato Molina, Gércy Pichinin e o Guido Isaia. É a partir da personagem ficcional Fran (Luiza Prolla) e do seu encontro com uma coleção de fitas cassetes do seu tio Pedro (Paulo Chagas) que toda a história se desenrola. No elenco, ainda está Luiz (Tiago Teles), como pai de Fran.

A proposta audiovisual surgiu a partir da intenção de concorrer a um edital que financiava séries para compor a programação de TV´s Públicas do Brasil. A ideia ainda é compor a grade televisiva de algum canal. O grupo responsável pelo Rock do k7 está mapeando possíveis espaços nacionais pra exibições, e já entrou num edital do Canal Brasil. Parte do recurso para produção do episódio piloto foi financiada pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e a Finish produtora também entrou como parceira da proposta.

Mesmo com poucos recursos financeiros, a equipe abraçou o roteiro e partiu para a produção, já que não foi possível conseguir patrocínios para bancar toda a obra. O jeito foi motivar a equipe com mais de 20 profissionais para dar vida ao projeto.

E para despertar a curiosidade do público, sobretudo para de alguma forma cativar a geração atual de jovens, Marcos diz que a intenção do Rock do K7 é criar o um arco narrativo longo para os personagens de ficção, em que eles vão se modificando e amadurecendo a cada episódio. “Queremos que as pessoas fiquem ligadas no que a personagem da Fran está descobrindo e postando, já que serão criadas redes sociais para que ela divulgue esse acervo. Na parte documental, nosso objetivo é registrar um pouco da história do rock nacional que não é contada, pois a maioria das bandas que o projeto irá registrar teve uma atuação mais local. O projeto também busca mostrar que do lado da gente pode ter um roqueiro da antiga que hoje é dentista, empresário ou funcionário público, por exemplo”.

Agregar bons profissionais e produzir o episódio piloto de uma série que pretende ter outros nove episódios foi o primeiro passo do projeto, que sonha alto: “Temos uma equipe maravilhosa e muito qualificada. Quando estamos gravando, cria-se uma energia que leva o projeto para frente e acredito que iremos emplacar o Rock do K7 na grade de programação de alguma TV nacional”, deseja Marcos e toda a equipe do projeto.

Por Tayná Lopes
Foto de Pedro Piegas

Entrevista com Gércy Pichinin, ortodontista que foi guitarrista da banda “A Bruxa”