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Lelé João-de-barro e o seu grande dia


No dia 1º de maio ocorreu o lançamento do livro infantil Lelé João-de-barro: arquiteto de histórias na 46º Feira do Livro de Santa Maria. De autoria dos arquitetos Clarissa Pereira (Tita) e Daniel Pereyron, e da jornalista e integrante da TV OVO, Neli Mombelli, o livro tem como personagem principal o Lelé, um passarinho da espécie joão-de-barro, que conduz o leitor pelas brincadeiras e pela história do livro, buscando estimular as crianças a reconhecerem e a preservarem o patrimônio histórico de Santa Maria. Há diversas atividades nas 32 páginas que compõe o exemplar, como origami, jogo de tabuleiro, peças para recortar e desenhos para colorir.

O livro fala sobre patrimônio, memória e arquitetura, principalmente, para o público infantil, mas que também envolve os familiares. Neli  explica que a ideia é mais uma ação, dentre tantas outras, para defender, conscientizar e preservar o patrimônio histórico de Santa Maria. “Como conscientizar?! Às vezes, falar com adultos, talvez, não seja tão fácil quanto falar com crianças. Porque elas vão crescer pensando e olhando para a cidade de uma forma diferente”, explica Neli ao ser questionada sobre a escolha do público-alvo do livro. Daniel completa: “É importante criar essa discussão, essa cultura de olhar para um prédio que é antigo, que tem um valor, que representa uma memória muito antes da própria existência dela”.

A feira pelo olhar de Lelé

Lelé estava super ansioso para encontrar seus novos amigos e aproveitou que a quarta feira, dia do lançamento, estava linda, com o céu azul, para ir voando até a Feira do Livro. A gata Pitanga, por sua natureza mais reclusa, preferiu ficar pelo Sobrado, mas pediu para que seu amigo joão-de-barro lhe contasse cada detalhe do evento. Jasmin e o Sobrado, os outros dois personagens, bem, eles não tinha como estar por lá a não ser pelas páginas do livro. Ao chegar na praça Saldanha Marinho, o passarinho encontrou-se com seus autores e ficou de olho no intenso movimento para a sessão de autógrafos, que iniciou às 14h e seguiu até às 17h30.

Enquanto esperava o início das atividades, Lelé aproveitou para conversar um pouco com seus leitores e público. Conheceu a Maria Nunes, de 8 anos, que havia acabado de comprar seu exemplar e estava ansiosa para lê-lo. Sua mãe Lirane Nunes, 43 anos, disse que a filha já havia estudado sobre o estilo dos prédios e sobre o patrimônio histórico de Santa Maria na escola, o que a fez se interessar pelo livro.

Encontrou por lá, também, a Fernanda Bianchin, de 39 anos, que foi prestigiar sua grande amiga, e uma das autoras do livro, Clarissa Pereira (Tita). “Eu vim aqui prestigiar porque eu adoro pintar. Eu tenho vários livros de pintar porque é forma que eu tenho de espairecer”, comentou ela. Ao ser questionada sobre o que havia achado do livro,  foi só elogios: “Eu adorei o livro, a ideia deles está muito legal. Inclusive eu acho que eles tinham que expandir isso para todo o Brasil, para todas as crianças…”. Ou seja, Lelé faz sucesso também entre os adultos.

O movimento foi intenso durante toda a tarde e, para entreter as crianças, Annelise Weber, arquiteta e urbanista que colaborou com a publicação, ajudou os pequenos a fazer o origami do Lelé. Uma das crianças que tirou de letra fazer a dobradura do joão-de-barro foi o Benjamin, de 9 anos, que adorou fazer a atividade e achou o livro bem legal e com cores vibrantes. Outro que também destacou as cores do livro foi o Benjamin Reinehr, de 8 anos: “Eu acho que amarelo combina com roxo”. Já a Joana, de 7 anos, achou o origami difícil, mas achou o livro muito bonito.

O Lelé também quis saber a opinião dos pais sobre seu livro. “Achei muito interessante, especialmente nesse período que Santa Maria luta para manter seu patrimônio intacto em função da especulação imobiliária. Acho legal trabalhar com as crianças essa consciência em relação ao patrimônio”, refletiu Janaina Garcia, de 36 anos, mãe de Clara. A arquiteta Lídia Rodrigues complementou: “Achei muito bom, uma proposta diferente e muito boa pela facilidade de manuseio, porque ele é curtinho, é para criança, mas ele traz informações bem necessárias. Tem informação de arquitetura, de escala e até o mapinha da cidade ”, elogiou.

Devido ao crescente sucesso e público, o evento teve sua duração estendida em uma hora, mas o joão-de-barro não podia ir embora sem conversar com  seus autores e colaboradores. Seu primeiro bate-papo foi com a Annelise Weber. Ela relatou como foi participar do projeto.

“Foi muito legal porque a gente discutiu conjuntamente. Eles fizeram a parte de criação, das atividades e eu participei ajudando com a ilustração dos desenhos, na parte de arte gráfica mesmo, e também com a dobradura do Lelé. ” E ainda completou dizendo que o lançamento superou as expectativas: “Pensamos que ia ter público, mas não tão grande assim e com fila imensa. Esgotou os nossos chaveiros, esgotou as dobraduras…. Está sendo muito legal,  uma experiência incrível, principalmente por participar do livro com eles. ”

Já Tita confessou ao Lelé sua sensação ao ter seu trabalho em mãos. “É fantástico, eu acho que qualquer projeto que a gente faça, que seja de arquitetura, que seja um livro como esse, que é um projeto mais curto, sempre a gente quer ver pronto e eu agradeço muito a Neli. Se não fosse por ela esse trabalho não teria saído do papel. Realmente ela tem um grande mérito em ter abraçado a ideia e colocá-la em prática. ”

Já passava das 18h da tarde quando o joão-de-barro ficou sabendo da estimativa de vendas do seu livro. Foram vendidos, somente no dia do lançamento, cerca de 180 exemplares e, ao final do dia, Lelé se sentia realizado por ter conhecido tantas pessoas incríveis. Ele voltou feliz e animado para compartilhar com a Pitanga, o Sobrado e a Jasmin tudo sobre seu dia.

Por Lívia Teixeira

O livro está entre os cinco mais vendidos desta edição da Feira do Livro. Foto de Juliana Brites


Cronicaria na versão livro falado


Um dos livros mais vendidos na Feira do Livro 2018 de Santa Maria agora tem versão em áudio. O livro falado Cronicaria foi publicado na plataforma que originou o livro impresso. Ele pode ser acessado na íntegra ou ouvido em faixas em tvovo.org/cronicaria/livrofalado/, além de estar disponível para download.

O livro falado é uma proposta de tornar a literatura acessível a todos, sobretudo para as pessoas com deficiência visual. A ideia de produzir o Cronicaria no suporte de livro falado veio de uma provocação que Daverlan Dalla Lana, um jovem cego, fez à Marcelo Canellas, em maio, no dia de sessão de autógrafos do livro impresso na Feira do Livro.

A partir de então, iniciamos a produção desse desafio. Com suporte do laboratório do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, realizamos as gravações da locução das crônicas, que foram feitas nas vozes dos próprios cronistas: Manuela Fantinel e Marcelo Canellas. A apresentação e as crônicas produzidas em um workshop do projeto do Cronicaria, que integraram a publicação impressa, foram narradas pela voz de Neli Mombelli, que assina a organização do livro e a coordenação do livro falado. O desafio maior foi realizar as audiodescrições das fotocrônicas. Manuela e Julia Machado precisaram estudar sobre o assunto, além de contar com o apoio do Núcleo de Acessibilidade da Universidade Federal de Santa Maria, sobretudo de Cristian Evandro Sehnem.

Julia comenta que há uma ordem de narração das fotos e das ilustrações para compor o enquadramento e possibilitar a compreensão da imagem. Há também a subjetividade que permeia a leitura de determinadas imagens pelo grau de abstração e interpretação que elas podem conter. “Para esse universo de audiodescrições das imagens, tivemos que fazer muita pesquisa e entrar em contato com quem é deficiente visual, para então conseguirmos compreender e realizar da melhor forma. Nunca tínhamos trabalhado com esse tipo de processo. A consultoria do Daverlan e o apoio do Núcleo de Acessibilidade foi essencial”, afirma Julia, que, além das fotocrônicas, narrou outros elementos do livro como capa e ficha técnica. 

Esta é a primeira produção neste suporte que a TV OVO realiza, assim como o Cronicaria foi o primeiro livro impresso. Essas produções levam o selo do Sobrado Centro Cultural, projeto que prevê a integração de múltiplas artes no espaço onde fica a nossa sede. No que se refere a acessibilidade de obras culturais, temos trabalhado com a legendagem de nossas produções audiovisuais e, em 2015, lançamos nosso primeiro curta de ficção, o Poeira, com audiodescrição. Ainda temos muito o que avançar para naturalizarmos a questão da acessibilidade em nossa rotina produtiva, mas temos incorporado essas iniciativas conforme nossas possibilidades e também a partir de parcerias que vamos estabelecendo pelo caminho.

Sobre o Cronicaria

O Cronicaria é resultado de um processo coletivo que integra cronistas e leitores desde sua concepção. Ele nasce da proposição da TV OVO em conjunto com Marcelo, Manuela e mais 126 pessoas que, por meio de um financiamento coletivo via internet, contribuíram para a publicação de crônicas semanais, às quartas e aos sábados, no site do projeto, entre agosto e novembro de 2017.

A partir das publicações, produzimos uma coletânea reunindo crônicas e fotocrônicas que se transformaram em um livro, lançado na Feira do Livro de Santa Maria em maio deste ano. Em um mês, foram vendidos quase 200 exemplares, além da distribuição gratuita de mais de 800 exemplares para as bibliotecas das escolas da rede municipal, que receberam dez exemplares da obra. O livro impresso pode ser adquirido na Cesma, na Athena ou em nossa sede (Floriano Peixoto, 267).

Por Tayná Lopes e Neli Mombelli

 

Manuela e Marcelo gravaram a locução de suas crônicas no estúdio do laboratório de rádio do curso de Jornalismo da UFN. Fotografia de Neli Mombelli

 


Um pedacinho de Santa Maria exibido na Feira do Livro


O palco do Livro Livre do dia 02 de maio, na Praça Saldanha Marinho, protagonizou a exibição do documentário Palma, o 8° Distrito. Após a exibição, foi aberto um pequeno debate para o público. Surgiram dúvidas em relação a produção do documentário, o tempo que foi necessário para realizar as entrevistas entre outros questionamentos.

Dentre as pessoas que assistiram o filme estavam Tânia e Taís Viero Bezerra. Tânia morou no distrito, e sua mãe foi uma das entrevistadas documentário. Ela disse que achou o documentário maravilhoso: “ele valoriza e instiga a vontade de quem assiste ir conhecer” o distrito. Taís completa a fala de Tânia dizendo que “como a gente tem uma comunidade flutuante muito grande, as pessoas mal conhecem Santa Maria, muito menos vão conhecer os distritos”. Taís também acrescentou que o produto final é muito bom para escolas e também universidades, por ser uma oportunidade de todo este público conhecer um pouco das localidades e criarem o interesse de visitá-las.

Após o filme de Palma, foi exibido o trailler de outro documentário também produzido pela TV OVO, este falando de Santa Flora, filme que em breve será exibido na comunidade.

Ambos os filmes fazem parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade e são financiados pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC/SM).

Por Larissa Essi

Denise Copetti conduziu o debate após a exibição do documentário. Foto de Renan Mattos


São Valentin e Santo Antão na tela da Feira do Livro


No sábado. dia 13 (sábado), penúltimo dia da Feira do Livro de Santa Maria, estaremos no palco do Livre Livre, às 19h, para lançar os documentários sobre Santo Antão (dir. Marcos Borba) e São Valentin (Dir. Jaiana Garcia). Produzidos em 2016, os documentários retratam os dois distritos santa-marienses. Pessoas, lugares, memórias, histórias e Santa Maria: uma terra multifacetada em sua constituição, com diferentes identidades e vocação para o transitório. São esses elementos que dão forma ao projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que na sua sétima edição abarca os dois filmes e tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura da cidade.

Após a exibição terá um bate-papo com os diretores. Traga seu chimarrão.

Gravação em São Vaelentin


Exibição de documentários na Feira do Livro


No próximo sábado, dia 7 de maio, como parte da programação da 43ª Feira do Livro de Santa Maria, exibiremos os documentários Boca do Monte e Cena Cultural – Livro e Literatura, na Praça Saldanha Marinho, à partir das 19h.
O documentário Boca do Monte faz parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que busca retratar a realidade dos distritos de Santa Maria. Segundo a diretora do documentário, Neli Mombelli, uma das características do documentário é a busca por retratar a pluralidade das diversas facetas identitárias do lugar a partir do depoimento de seus moradores. Além disso, o curta evidencia as diferenças entre o urbano e o rural encontrado no distrito, dadas as grandes proporções territoriais de Boca do Monte.
Já o Cena Cultural – Livro e Literatura é um dos episódios de um projeto que visa retratar um dos segmentos culturais da cidade, definidos por lei. O intuito do Livro e Literatura é mostrar o cenário da produção literária em Santa Maria, quais eventos e locais de tradição literária do município e para celebrar a memória de grandes autores que já passaram e  que por aqui ainda estão. Todos os projetos são financiados pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Sinopses
Boca do Monte – direção de Neli Mombelli (documentário, 2015, 24′)

Boca do Monte ou Caa Yara, em Tupi-Guarani, é a origem de Santa Maria. Terra de indígenas, lugar de passagem para o caminho das Missões, campo de litígio entre os impérios português e espanhol. Mais tarde, caminho do progresso pelos trilhos do trem e de quem viajava na maria fumaça. Hoje, após um esvaziamento da paisagem rural, chácaras e casas de fim de semana, aos poucos, vão reconfigurando as transformações que o tempo deixa ao passar em direção ao amanhã. 

Livro e Literatura – direção de Alice Böllick (documentário, 2015, 7′)

Uma cidade povoada por histórias das mais distintas vertentes. Desde a estante de uma casa ou de uma livraria, até  as estantes de uma feira, livros habitam Santa Maria e constroem suas histórias pela ponta do lápis, pelas teclas da máquina de escrever o do teclado de escritores que aqui se inspiram e invocam sua imaginação.

Por Laura Boessio

Captação de áudio no interior da sede de Boca do Monte

Captação de áudio no interior da sede de Boca do Monte

 


Feira do Livro de Caçapava do Sul recebeu ‘A Semi-Lua e a Estrela’


O documentário A Semi-Lua e a Estrela, da TV OVO, foi exibido na Feira do Livro de Caçapava do Sul 2014 no último domingo, dia 18. O audiovisual foi rodado em solo caçapavano em 2013. Cerca de 150 pessoas foram até o Salão Paroquial da cidade para conferir a produção dirigida por Marcos Borba. Após a exibição, os membros da TV OVO presentes na mostra receberam o carinho do público, que mostrou-se satisfeito com o documentário.

-> Clique e confira fotografias da exibição em Caçapava do Sul

A produção

O filme foi gravado entre maio e junho de 2013 e registra o folguedo realizado por diversas gerações e famílias caçapavanas durante a Festa do Divino. O projeto foi financiado pelo Edital Documenta Rio Grande, do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-Audiovisual), da Secretaria Estadual de Cultura (Sedac).

Sinopse

Homens a cavalo empunhando espadas, lanças e pistolas, numa batalha em campo aberto. As cavalhadas são uma representação épica que ultrapassa fronteiras geográficas e temporais e que por muitos anos existiram em diversas cidades do Brasil. O folguedo, que reconta a história da luta entre mouros e cristãos na Europa do século VIII, se reinventa em pleno século XXI em Caçapava do Sul.