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Documentário busca discutir presença indígena em Santa Maria


Gabriel faz exercícios de enquadramentos na aldeia Guarani. Foto de Tayná Lopes

Neste ano, o nosso projeto Por onde passa a memória da cidade trabalha na construção de um documentário que busca discutir a presença indígena em Santa Maria. A ideia inicial da produção é abordar a formação e origem de Santa Maria, intercalando a versão histórica e a lendária, ambas apresentando os indígenas como parte da história. Junto de entrevistas com membros de comunidades indígenas, antropólogos, sociólogos e historiadores iremos construir uma narrativa que busque documentar a memória destes povos, sempre tão invisibilizados.

Para o desenvolvimento do projeto estão sendo realizadas pesquisas históricas e conversas com diversas fontes, que conheçam a história e/ou tenham relação com ela. Está em curso um levantamento de dados, fontes, registros, documentos e imagens, para então iniciarmos as diárias de gravação.

Foi a partir da pesquisa que visitamos as aldeias indígenas Guarani e Kaingang de Santa Maria e, desde meados de agosto estamos realizando oficinas de formação audiovisual para os jovens da aldeia Guarani, que tem entre 13 e 20 anos.  Em outubro devemos ir fazer o mesmo na aldeia Kaingang. Embora o documentário tenha financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, LIC/SM, as oficinas são uma atividade paralela que estamos fazendo, com nossos próprios recursos, porque não queremos falar da presença indígena pelo nosso olhar, queremos que eles falem de si a partir do seu próprio olhar. Por isso, aos poucos, buscamos trocar conhecimentos e instrumentalizá-los para que possam registrar suas próprias histórias e sua cultura.

Por Tayná Lopes


Olhares da Comunidade exibe resultados nas escolas


Turma da oficina na escola Sérgio Lopes.

O ciclo do projeto Olhares da Comunidade 2019 se encaminha para a reta final. O projeto consiste em oficinas de produção audiovisual para alunos de 8º e 9º ano de escolas públicas municipais de Santa Maria. Depois do trabalho de aproximação e de formação com os participantes das oficinas propomos um momento de exibição, um lançamento, das narrativas audiovisuais criadas pelos grupos de cada escola – para que, assim, possam ver o resultado dos dias de trabalho de uma forma ampliada, apresentando à comunidade os vídeos construídos no coletivo.

Mais de 60 estudantes participaram das oficinas, sendo 15 da escola Reverendo Alfredo Winderlich, na Vila Santos/Urlândia, 21 alunos da escola José Paim de Oliveira, localizada no Alto das Palmeiras no distrito de São Valentim, e 25 alunos na escola Sérgio Lopes, na Vila Renascença. O resultado são 11 vídeos dos mais variados gêneros e estilos. Os alunos estão ansiosos para a sessão cineclubista inteiramente composta pelos vídeos feitos por eles, que começa nesta quinta-feira, dia 29/08, às 14h na escola Sérgio Lopes , segue para a escola José Paim de Oliveira, no dia 31/08, sábado, também às 14h, e encerra dia 04/09, quarta-feira, às 11h, na escola Reverendo Alfredo Winderlich.

Na José Paim de Oliveira, os estudantes propuseram trabalhar o olhar em relação ao rural e criaram uma série documental de três vídeos chamada: Vida no campo. Os episódios abordam o trabalho de uma família de guasqueiros, a história de um domador de cavalos, e o último vídeo apresenta Michael como personagem, jovem que fez parte da oficina, e sua relação com o dia a dia no campo e com o seu futuro.

Na escola Reverendo Alfredo Winderlich trabalhamos temáticas de levada urbana e social. Mundo inverso  aborda o preconceito ao revés; O outro somos nós: uma carta de acolhida trata de uma forma sensível sobre a depressão entre os jovens, um vídeo empático, informativo e que serve de alerta.

Com os alunos da escola Sérgio Lopes os temas escolhidos retratam a comunidade no entorno da escola e falam sobre questões do mundo dos jovens. é um documentário que traz histórias de vida de empoderamento feminino. Lixo humano trata da produção de lixo e falta de consciência ecológica e como isso afeta o Arroio Cadena. Renascença traz depoimentos dos adolescentes sobre o pertencimento em relação à cidade, a falta de lazer, e o preconceito que eles enfrentam.

Os vídeos resultantes da segunda etapa são Flipando ideias, que aborda o tema skate, lazer e preconceito no universo adolescente, LGBTfobia, que traz a história de um casal homoafetivo e  Ser adolescente, proposta que discute a confusão, dúvidas e certezas que permeiam essa etapa da vida.

As exibições nas escolas são só o começo da circulação dos vídeos. Além de serem disponibilizados no nosso canal no Youtube em breve, eles também serão inscritos em festivais, como no Cinest 2019 – Festival Internacional de Cinema Estudantil. O festival será do dia 14 a 18 de outubro no Auditório da Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA). Se você é estudante e possuí alguma produção audiovisual, corra e inscreva-se . Na edição deste ano, também está programada a realização do V Seminário Educação, Cinema e Acessibilidade, nos dias 14 e 15 de outubro.

Siga acompanhando nossas produções e incentivando nossos projetos de formação audiovisual, comunicação comunitária e registro da memória das comunidades. O projeto Olhares da Comunidade tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura – LIC/SM.

Por Tayná Lopes


Por que a linguagem documental?


Turma ao final do workshop de documentário. Foto de Lívia Teixeira

Durante os dias 23 e 24 de agosto recebemos o cineasta, jornalista e professor Guilherme Castro para ministrar o Workshop de Documentário. Durante as 10 horas de encontro, Guilherme abordou os estilos e categorias de documentário, a discussão entre realidade e ficção,  a importância do personagem para a obra, entre outros pontos importantes para quem quer produzir documentário. 

Foram mais de 25 inscritos de diferentes áreas de formação. A artista visual Valquiria Navarro comentou que sua relação com o documentário começou quando era criança, pois assistia muito a TV Cultura. Hoje, o fato de não possuir uma televisão lhe instiga a buscar por documentários na hora de se informar, “…então o documentário pra mim é extremamente importante, mais do que outros tipos de audiovisual.”

O workshop foi uma forma de instigá-la para além do ser espectadora. “Desde a graduação eu penso em fazer alguma questão com animação, com filmagem, e agora no mestrado eu retomei essa ideia, que ainda não está madura, mas eu resolvi que eu ia começar a frequentar mais o ambiente audiovisual”, relatou Valquiria,  e também já esboça algumas propostas relacionando com as artes visuais: “A ideia é conciliar, colocar a arte visual junto com o audiovisual, com as minhas esculturas, conciliar com colagens, com movimento dessa escultura na filmagem.” 

A psicóloga Daiana Vieira, que está na fase final do curso de especialização em Cinema e produzindo um documentário como produto final, em parceria com a TV OVO, que aproveitou muito o encontro proporcionado pelo workshop. “Ele trouxe muito da experiência dele e é aí que está a riqueza. Porque a gente ler e estudar é uma coisa, mas quando a pessoa está  na sua frente te dizendo porque ela fez isso, porque ela fez aquilo, qual a estratégia que ela encontrou para resolver tal coisa… essa coisa da prática é muito rica. E isso foi muito legal.”  Ao ser questionada o porquê de ela se interessar por documentário, Daiana pontua: “justamente por causa dessa questão, de ter muita liberdade, de a gente pensar e de propor discussões que, no meu ponto de vista, das questões que eu entendo e defendo, que eu acho que o documentário ele dialoga muito com as pessoas, ele leva temas importantes para a gente pensar, refletir e discutir.”

E para completar, deixamos aqui os quatro documentários mais citados no formulário de inscrição do workshop: Ilha das Flores (1989), Democracia em Vertigem (2019) – disponível na Netflix, Estamira (2006) e Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos (2006). O workshop de docuemntário integra a programação do projeto Narrativas em Movimento e é financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Nossa programação para 2019 inclui, ainda, a realização de dois colóquios. Em breve mais informações, nos acompanhe.

 

Por Lívia Teixeira


Inscrições abertas para workshop de documentário


 

Se você gosta de assistir, estudar e/ou produzir documentários você clicou em uma boa notícia. No fim do mês de agosto, nos dias 23 e 24, iremos promover um workshop de documentário com o cineasta, jornalista e professor Guilherme Castro.

O curso tem carga horária de 10 horas aula e disponibilizaremos somente 20 vagas. As atividades serão na nossa sede, Rua Floriano Peixoto, 267, sendo na sexta-feira, das 14h às 17h e das 18h30 às 20h30; e no sábado das 10h às 12h e das 13h30 às 16h30. O investimento é de R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia (idosos, estudantes, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda de 15 a 29 anos).

Para se inscrever é necessário preencher formulário e realizar o pagamento da inscrição na nossa sede, ou para algum de nossos integrantes, até o dia 20 de agosto, último dia de inscrições. Pedimos também, que você envie uma mensagem inbox em nosso facebook avisando o momento que irá realizar o pagamento para combinarmos o melhor horário. Atenção: a vaga só será confirmada mediante o pagamento. Já o certificado de participação será enviado por e-mail na semana seguinte ao workshop, mediante 75% de presença.

No conteúdo estão previstos elementos como roteiro, narrativa, método, liberdade criativa, conceitos, entre outros tópicos. O workshop será baseado em estudos teóricos e práticos. Junto de exemplos e exposições trabalharemos pontos essenciais à realização de documentários como:

  • Conceitos gerais, no contexto da discussão sobre o documentário, a realidade e a ficção;
  • Diferentes categorias, modos e estilos de documentário;
  • História do documentário: primeiro cinema, documentário clássico, cinema direto, cinema verdade, documentário contemporâneo;
  • Diferenças entre documentário de cinema e de televisão; e entre documentário e reportagem;
  • Tema do documentário (seleção, interesse, pesquisa);
  • Fontes e materiais diversos;
  • Estruturas narrativas;
  • O off e a narrativa sem off;
  • Entrevistas;
  • Argumento e sucessivos tratamentos de roteiro (montagem);
  • A direção e preparação ao documentário;
  • A reconstituição;
  • O método de aproximação;
  • Equipe e preparação da equipe para o documentário;
  • Captação do material: a fotografia e o áudio em documentário.

Sobre o Guilherme Castro

Guilherme Castro é cineasta, professor de audiovisual e jornalista. Dentre suas produções tem-se a direção dos documentários “Becos”, “Transversais”, “Saúde e Golpe”. Os curtas-metragens “Terra Prometida” e “Boa Ventura”. Entre os especiais para a RBSTV tem-se “Mariazinha”, “O Massacre dos Bugres e Garibaldi – Heroi de Dois Mundos”; na TVE RS, dirigiu programas de teledramaturgia, documentários e jornalismo, e foi diretor de programação. Foi presidente do Conselho Estadual de Cultura e da Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do RS. É mestre e doutorando em cinema pela Universidade Anhembi Morumbi/SP.

O workshop integra a programação do projeto Narrativas em Movimento, que tem financiamento pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail tvovo@tvovo.org, via inbox no Facebook, Instagram e pelo telefone 3026-3039 ou ainda, entrar em contato com integrantes da TV OVO. Esperamos por você!

Por Tayná Lopes


Assista aos documentários Pains e Passo do Verde


Parte da equipe durante as gravações em Pains. Foto de Alan Orlando

 

Disponibilizamos as duas últimas produções da série dos distritos santa-marienses, produzidas entre 2014 e 2018, para acesso no YouTube. Os documentários Pains e Passo do Verde foram produzidos ano passado, e junto com os filmes sobre Santa Flora, Arroio Grande, São Valentim, Palma, Santo Antão e Arroio do Só integram o projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade,  que registra a memória do município de Santa Maria.

O documentário Pains apresenta a história do distrito que surgiu em 1861, sediado em São Pedro do Sul. Localizado aos fundos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a localidade tem crescido com o desenvolvimento de indústrias e especulação imobiliária, embora ainda com inflexão para a agricultura.

Passo do Verde é conhecido pelo seu balneário e fica no sentido Sul do município. O documentário traz diversos personagens que ajudam a compor o cotidiano do local que é marcado, para além do balneário, pela extração areeira.

Você pode assistir a playlist completa dos nosso documentários clicando aqui.

Por Thaisy Finamor


Assimetria divulgará selecionados neste final de semana


A segunda edição do Assimetria – Festival Universitário de Cinema e Audiovisual habilitou 53 produções inscritas para seguir para a fase de curadoria. Foram 19 documentários, 21 ficções e 13 experimentais, abrangendo filmes realizados em 13 instituições de ensino superior da região Sul do Brasil e dos países vizinhos Argentina, Paraguai e Uruguai. A divulgação das produções selecionadas será feita neste final de semana.

O Festival ocorre entre os dias 27 e 29 de maio na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis/SC, com exibições simultâneas na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em Santa Maria/RS. As instituições parceiras alternam o local da realização a cada ano.

Nesta edição, a premiação será na capital catarinense, mas o público presente nas sessões de Santa Maria poderá votar nos filmes para o prêmio de Júri Popular. Além desse, serão entregues troféus para o melhor filme e para melhor direção das três categorias: documentário, ficção e experimental. No mês de maio, a organização também deverá anunciar quem irá compor o júri do Festival. Acompanhe pela página no Facebook.

O Assimetria é um projeto de extensão do Centro de Artes e Letras (CAL) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em conjunto com a TV OVO e o Cineclube da Boca, e conta com a parceria de professores do Curso de Cinema do Departamento de Artes (ART) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em conjunto com o Cine ParedãoCineclube Rogério Sganzerla e Cinema Mundo.