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Dicas audiovisuais para quando o tempo parecer suspenso


Fique em casa, proteja-se e lembre-se que o audiovisual nos possibilita viver muitas histórias sem sairmos do lugar. Imagem: Freepik

A rotina ainda é incerta e ficar em casa pode ser um desafio para algumas pessoas. Alguns trabalham de casa, outros dividem seu tempo entre o cuidado com o lar e as obrigações do dia a dia. O fato é que precisamos cuidar da mente também e é nesse momento que a arte, a cultura, a informação (de forma responsável) e o entretenimento se tornam nossos aliados. Preparamos para você essa lista com 10 sites para usar o tempo de uma forma diferente.

 

Spcine Play
Exibe filmes das principais mostras e festivais de cinema de São Paulo e conteúdos exclusivos da programação cultural da cidade de São Paulo, como espetáculos, shows e performances

Olhar de Cinema +
Festival de Cinema de Curitiba que disponibilizou por 30 dias  todos os vídeos de masterclass, cineclube, além de propor transmissões de debates ao vivo.

Casa de Cinema de Porto Alegre
Liberou o acesso a 24 filmes da produtora

Libreflix
Plataforma de streaming aberta e colaborativa que reúne produções audiovisuais independentes.

Bombozila
Plataforma de documentários que contam a história sociopolítica dos últimos anos”. A plataforma visa dar destaque aos pequenos produtores, coletivos de cine comunitário e documentaristas.

É tudo verdade – Festival de Documentários
Maior festival de documentários do Brasil. Sua 25º edição iniciou-se ontem, 26 de março, com uma programação repleta de documentários bacanas. A mostra é online e você pode conferir mais informações no site.

MUBI
Site com filmes clássicos e produções independentes. A assinatura custa R$ 10,00 durante os três primeiros meses.

Philos
Também é uma plataforma de documentários, porém paga. Você pode acessá-lo gratuitamente durante sete dias, após esse período é necessário pagar R$ 9,90 por mês. 

Netflix
Uma das mais conhecidas plataformas de streaming também conta com um acervo bem vasto de documentários, além de séries, filmes e reality shows. Os planos de assinatura começam em R$ 21,90 por mês.

Globoplay
Serviço de streaming da TV Globo. Lá, além da programação diária há também conteúdos exclusivos. O plano mensal é de R$ 22,90.

 

Por Lívia Maria


Documentário sobre tragédia da Kiss está disponível até domingo (02/02)


Luciane, irmã de vítima, narra o filme em primeira pessoa.

A tragédia da boate Kiss, ocorrida no dia 27 de janeiro de 2013, completou 7 anos nesta segunda-feira. Para rememorar a data, foi disponibilizado o acesso online ao documentário Depois Daquele Dia, produzido pela TV OVO e dirigido pela jornalista santa-mariense Luciane Treulieb.

Luciane, que é irmã de João Aloisio Treulieb, uma das 242 vítimas do incêndio, reflete sobre os impactos e os aprendizados que a tragédia trouxe para a cidade e para si. O filme apresenta as cicatrizes que marcaram a comunidade e as relações que, ao longo dos anos, criaram-se entre os sobreviventes, os familiares e a própria cidade. O documentário busca tratar um tema duro de uma forma sensível, abordando como a vida seguiu e como a cidade, que foi abalada pela perda repentina de tantos jovens, se transformou.

O acesso a Depois Daquele Dia ficará liberado até o próximo domingo, dia 2 de fevereiro.

 

Julgamento
O julgamento dos réus, que irão enfrentar o tribunal do júri, está previsto para iniciar em março deste ano. Os sócios da boate Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr e os músicos Marcelo Santos e Luciano Bonilha respondem a ação penal pelos crimes de homicídio qualificado com dolo eventual.

Acesse:

Depois Daquele Dia com legenda em inglês

Depois Daquele Dia com legenda em espanhol

 


Flipando Ideias ganha melhor documentário no FECEA


Nathália Neske, 15 anos, com troféu do FECEA. Foto de Alan Orlando.

O documentário Flipando Ideias foi destaque no Festival Internacional de Alvorada (FECEA) em novembro, levando pra casa o prêmio Eduardo Coutinho de Melhor Documentário – Séries finais. O troféu acabou de chegar via Correios. O filme é resultado das oficinas de produção audiovisual do Olhares da Comunidade, ação que a TV OVO desenvolve em escolas públicas da rede municipal com financiamento da lei de incentivo à cultura de Santa Maria.

A autoria é dos alunos Luis Augusto Pinheiro, Nathália Neske, Ronier Ferreira, Ester S. da Silva, Larissa Trindade , do  8º ano da escola Reverendo Alfredo Winderlich – Vila Santos/Urlândia, e Erica Pilar, da escola Sérgio Lopes – Vila Renascença.

Flipando Ideias também ganhou o prêmio de Melhor Direção no Festival Internacional de Cinema Estudantil, o Cinest 2019, em outubro, e junto com M, outro curta desenvolvido por alunas da escola Sérgio Lopes, recebeu menção honrosa no 13º Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC) pelo trabalho coletivo e pela temática abordada, no início de novembro.

Sinopse:

Em um centro desportivo da cidade de Santa Maria, dois jovens amigos skatistas falam sobre a forma que são vistos pelo resto do mundo e como isso impacta suas vidas.


Apoie nossos projetos de 2020


Dezembro chega e com ele já iniciamos o planejamento para o ano novo que se aproxima. Com a aprovação de três projetos culturais para 2020, pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM), estamos busca do teu apoio. Que tal transformar seu IPTU em cultura?

Como? É simples, fácil e não precisa gastar nada a mais com isso. Você pode doar até 30% do  IPTU (se pago em cota única), ITBI (aquisição de imóvel), ou ISSQN. A doação deve ser feita antes do pagamento dos impostos, pois assim geramos um novo boleto com o desconto dos 30% do valor destinado para nossas propostas.

Se quiser contribuir com a realização das nossas produções, nos contate. Você pode inserir seus dados nesta planilha que vamos entrar em contato, nos ligar ou enviar uma mensagem para o nosso WhatsApp (55 3026 3039).

 

Conheça os projetos aprovados para 2020

  • Por Onde Passa a Memória da Cidade – 2020

Valor aprovado: R$ 39.000,00

Para 2020 propomos retomar histórias da cultura popular. Serão 02 documentários de curta-metragem sobre saberes tradicionais que têm se extinguido com o tempo. Entre os objetivos está revisitar a memória da cidade por meio da história oral, ou seja, construir a história de Santa Maria através de seus moradores, valorizando distintas culturas e histórias de vida. O diferencial deste projeto está em registrar esses saberes e disponibilizá-los para o acesso de qualquer pessoa.

  • Olhares da Comunidade – 2020

Valor aprovado: R$ 33.000,00

Prevê oficinas de realização audiovisual para adolescentes estudantes do ensino fundamental de duas escolas públicas e uma escola indígena de Santa Maria. Além do ensino e da prática audiovisual, a proposta foca na difusão e formação de público para a produção e consumo de curtas santa-marienses por meio de exibições cineclubistas nas escolas onde as oficinas serão realizadas. O resultado das oficinas serão produtos audiovisuais, produzidos pelos próprios estudantes e que retrate a sua comunidade ou temas que dizem respeito ao universo dos participantes, a partir dos exercícios e atividades realizados durante as oficinas.

  • Narrativas em movimento – 2020

Valor aprovado: R$ 25.000,00

O projeto Narrativas em Movimento busca colaborar com os espaços de discussão e reflexão sobre o fazer audiovisual e sobre a sua importância enquanto produto cultural.  O projeto propõe debates, geração de conhecimento e formação a partir de um colóquio sobre audiovisual e representatividade negra e de dois workshops: direção de fotografia audiovisual e captação de som direto.

Por Lívia Maria, Tayná Lopes e Thaisy Finamor

 


Documentário busca discutir presença indígena em Santa Maria


Gabriel faz exercícios de enquadramentos na aldeia Guarani. Foto de Tayná Lopes

Neste ano, o nosso projeto Por onde passa a memória da cidade trabalha na construção de um documentário que busca discutir a presença indígena em Santa Maria. A ideia inicial da produção é abordar a formação e origem de Santa Maria, intercalando a versão histórica e a lendária, ambas apresentando os indígenas como parte da história. Junto de entrevistas com membros de comunidades indígenas, antropólogos, sociólogos e historiadores iremos construir uma narrativa que busque documentar a memória destes povos, sempre tão invisibilizados.

Para o desenvolvimento do projeto estão sendo realizadas pesquisas históricas e conversas com diversas fontes, que conheçam a história e/ou tenham relação com ela. Está em curso um levantamento de dados, fontes, registros, documentos e imagens, para então iniciarmos as diárias de gravação.

Foi a partir da pesquisa que visitamos as aldeias indígenas Guarani e Kaingang de Santa Maria e, desde meados de agosto estamos realizando oficinas de formação audiovisual para os jovens da aldeia Guarani, que tem entre 13 e 20 anos.  Em outubro devemos ir fazer o mesmo na aldeia Kaingang. Embora o documentário tenha financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, LIC/SM, as oficinas são uma atividade paralela que estamos fazendo, com nossos próprios recursos, porque não queremos falar da presença indígena pelo nosso olhar, queremos que eles falem de si a partir do seu próprio olhar. Por isso, aos poucos, buscamos trocar conhecimentos e instrumentalizá-los para que possam registrar suas próprias histórias e sua cultura.

Por Tayná Lopes


Olhares da Comunidade exibe resultados nas escolas


Turma da oficina na escola Sérgio Lopes.

O ciclo do projeto Olhares da Comunidade 2019 se encaminha para a reta final. O projeto consiste em oficinas de produção audiovisual para alunos de 8º e 9º ano de escolas públicas municipais de Santa Maria. Depois do trabalho de aproximação e de formação com os participantes das oficinas propomos um momento de exibição, um lançamento, das narrativas audiovisuais criadas pelos grupos de cada escola – para que, assim, possam ver o resultado dos dias de trabalho de uma forma ampliada, apresentando à comunidade os vídeos construídos no coletivo.

Mais de 60 estudantes participaram das oficinas, sendo 15 da escola Reverendo Alfredo Winderlich, na Vila Santos/Urlândia, 21 alunos da escola José Paim de Oliveira, localizada no Alto das Palmeiras no distrito de São Valentim, e 25 alunos na escola Sérgio Lopes, na Vila Renascença. O resultado são 11 vídeos dos mais variados gêneros e estilos. Os alunos estão ansiosos para a sessão cineclubista inteiramente composta pelos vídeos feitos por eles, que começa nesta quinta-feira, dia 29/08, às 14h na escola Sérgio Lopes , segue para a escola José Paim de Oliveira, no dia 31/08, sábado, também às 14h, e encerra dia 04/09, quarta-feira, às 11h, na escola Reverendo Alfredo Winderlich.

Na José Paim de Oliveira, os estudantes propuseram trabalhar o olhar em relação ao rural e criaram uma série documental de três vídeos chamada: Vida no campo. Os episódios abordam o trabalho de uma família de guasqueiros, a história de um domador de cavalos, e o último vídeo apresenta Michael como personagem, jovem que fez parte da oficina, e sua relação com o dia a dia no campo e com o seu futuro.

Na escola Reverendo Alfredo Winderlich trabalhamos temáticas de levada urbana e social. Mundo inverso  aborda o preconceito ao revés; O outro somos nós: uma carta de acolhida trata de uma forma sensível sobre a depressão entre os jovens, um vídeo empático, informativo e que serve de alerta.

Com os alunos da escola Sérgio Lopes os temas escolhidos retratam a comunidade no entorno da escola e falam sobre questões do mundo dos jovens. é um documentário que traz histórias de vida de empoderamento feminino. Lixo humano trata da produção de lixo e falta de consciência ecológica e como isso afeta o Arroio Cadena. Renascença traz depoimentos dos adolescentes sobre o pertencimento em relação à cidade, a falta de lazer, e o preconceito que eles enfrentam.

Os vídeos resultantes da segunda etapa são Flipando ideias, que aborda o tema skate, lazer e preconceito no universo adolescente, LGBTfobia, que traz a história de um casal homoafetivo e  Ser adolescente, proposta que discute a confusão, dúvidas e certezas que permeiam essa etapa da vida.

As exibições nas escolas são só o começo da circulação dos vídeos. Além de serem disponibilizados no nosso canal no Youtube em breve, eles também serão inscritos em festivais, como no Cinest 2019 – Festival Internacional de Cinema Estudantil. O festival será do dia 14 a 18 de outubro no Auditório da Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA). Se você é estudante e possuí alguma produção audiovisual, corra e inscreva-se . Na edição deste ano, também está programada a realização do V Seminário Educação, Cinema e Acessibilidade, nos dias 14 e 15 de outubro.

Siga acompanhando nossas produções e incentivando nossos projetos de formação audiovisual, comunicação comunitária e registro da memória das comunidades. O projeto Olhares da Comunidade tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura – LIC/SM.

Por Tayná Lopes