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Live sobre a Política Cultura Viva e lançamento de documentário


Em diversos lugares espalhados pelo Brasil, há grupos de pessoas que pensam e dinamizam ações culturais. Essa grande teia forma pontos de cultura, que podemos relacionar com a técnica do do in, isto é, massageia-se esses pontos para ativar as energias que fluem entre eles. Essa ativação de energias entre os Pontos de Cultura foi potencializada em 2004, com a Política Nacional de Cultura Viva e que segue até hoje.

A TV OVO é um desses pontos e te convida para o lançamento do documentário de curta-metragem Pontuando a Cultura (2020), em formato de live, dia 14 de outubro, quarta-feira, às 19h, pelo Facebook e YouTube da TV OVO. Logo após, terá um debate com Leandro Anton, coordenador do Comitê Gestor da Política Cultura Viva RS, e Tadeu Costa, coordenador do Núcleo de multimídia da Comunidade Educacional de Pirinópolis de Goiás (Coepi), sobre temas relacionados à Política Cultura Viva no contexto atual. A mediação será de Paulo Tavares, integrante da TV OVO e representante do Segmento Cultura Viva no Conselho de Política Cultural de Santa Maria.

A produção do documentário e a live foram contemplados no Edital FAC Digital RS, uma iniciativa da Secretaria da Cultura do RS, da Universidade Feevale e Feevale Techpark.

Sobre o documentário
O curta aborda o universo da Política Cultura Viva (nacional e estadual) e os Pontos de Cultura do Rio Grande do Sul. São apresentados seis Pontos de Cultura gaúchos e a relação de suas ações com a atuação na comunidade. Devido a pandemia do Coronavírus, a gravação do material foi feita pelos próprios Pontos, em uma produção colaborativa. São eles: Africanidade (Porto Alegre), AIPAN (Ijuí), Instituto Cultural Filhos de Aruanda (Rio Grande), Ponto de Cultura Feminista: corpo, arte e expressão (Porto Alegre), Pampa Sem Fronteiras (Bagé) e Royale Escola de Dança e Integração Social (Santa Maria).

Sobre os convidados
Leandro Anton: É geógrafo, fotógrafo e educador popular do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo desde 2007. Coordenador do Comitê Gestor da Política Cultura Viva RS.
Tadeu Costa: Tadeu Costa é coordenador do Núcleo de multimídia da COEPI. Formado em Comunicação Social com habilitação em Audiovisual e em Edição e Montagem de Imagem e Som. Atualmente é coordenador do Núcleo de multimídia da COEPi, foi formador no projeto Diz Aí Fronteiras do Canal Futura, assistente de edição no programa de Televisão “O Infiltrado” no History Channel e editor de conteúdo na segunda temporada do mesmo programa.

 

Por Lívia Maria Teixeira

 


Quando te avisto, filme sobre presença indígena em Santa Maria no Festival de Gramado


Nosso documentário, Quando te avisto (2020, 24’), foi selecionado no Festival de Cinema de Gramado para concorrer ao Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema – Mostra Gaúcha de Curtas. A produção aborda a presença indígena em Santa Maria e propõe uma reflexão da relação do homem branco com os povos indígenas que não se restringe ao local.

A proposta para o documentário surgiu em 2018, após finalizarmos a série de documentários sobre o interior santa-mariense, onde a história oral sempre evocava a presença indígena a partir de artefatos encontrados por agricultores em plantações ao revirar a terra. Outro fator foi a abordagem limitada sobre a presença indígena na constituição histórica do município. Iniciamos a produção um ano depois, assim que aprovamos sua realização na Lei de Incentivo a Cultura de Santa Maria – LIC/SM pelo projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade 2019.

Para construir a visão do filme, trabalhamos com oficinas de formação audiovisual nas escolas indígenas das aldeias Guarani Mbyá – Tekoa Guaviraty e na Aldeia kaingang Três Soitas. Foi uma forma de estarmos mais próximos dessas comunidades, de nos integrarmos mais ao seu cotidiano e de levar a possibilidade do audiovisual para que eles mesmo pudessem registrar suas histórias e também para que o filme não fosse um olhar colonizador. Foi dessa experiência que resultou o Quando te avisto e o documentário Mbya Arandu (Saber Guarani), produzido pelos estudantes, que ganhou melhor documentário no prêmio especial do júri no 13º Curta Taquary – Festival Internacional de Curta-Metragem, de Taquaritinga do Norte, em Pernambuco.

O festival de Gramado, que está na sua 48º edição, ocorre entre os dias 18 e 26 de setembro de forma online. A programação será transmitida pela grade linear do Canal Brasil e a Mostra Gaúcha de curtas também estará disponível para assinantes do Canal Brasil Play entre os dias 19 e 22 de setembro.

Além disso, já estamos preparando o pré-lançamento do Quando te avisto no formato de live, com um debate sobre o audiovisual como ferramenta de representação dos povos indígenas. Acompanhe nossas redes nossas redes (Facebook e Instagram) para não perder essa discussão.

Sinopse
O que acontece quando dois olhares se cruzam? E se esses olhares compartilham de um mesmo espaço, mas se constituem em mundos próprios? O que afasta e aproxima indígenas e não indígenas? Entre colonizações e apagamentos históricos, disputas de territórios, presença e invisibilidade, o legado das comunidades indígenas é o da existência através da resistência ancorada na sua espiritualidade, no respeito às diferenças e no vínculo com a natureza.

Direção de Denise Copetti e Neli Mombelli
Documentário | 24’46”

Veja o trailer

 

Por Lívia M. Oliveira


Quando te avisto: veja o trailer do nosso novo documentário


Elida Benites, indígena da etnia Guarani, interpreta personagem que conduz a narrativa do documentário. Foto: Neli Mombelli

 

Hoje é dia mundial do Meio Ambiente. Não pretendemos falar do quão importante é esse tema, mas vamos repetir que ele deveria ser pautado diariamente, assim como outros assuntos que se fazem urgente de serem discutidos em nossa sociedade. Entre eles, a questão indígena, que está diretamente ligada ao meio ambiente. Os indígenas são os guardiões das florestas e quem têm uma relação muito distinta e respeitosa com a natureza. É nesse contexto que compartilhamos o trailer do nosso novo documentário: Quando te avisto (2020, 24’).

O que acontece quando dois olhares se cruzam? E se esses olhares compartilham de um mesmo espaço, mas se constituem em mundos próprios? O que afasta e aproxima indígenas e não indígenas? Entre colonizações e apagamentos históricos, disputas de territórios, presença e invisibilidade, o legado das comunidades indígenas é o da existência através da resistência ancorada na sua espiritualidade, no respeito às diferenças e no vínculo com a natureza.

A ideia para o documentário surgiu em 2018, durante a realização da série documental sobre os nove distritos que formam Santa Maria. Ao  registrar essas histórias, nossa equipe  se deparou com muitos relatos da presença indígena na formação desses lugares e de como essa narrativa é pouco abordada. “Como a gente fala sobre a história e a memória da cidade, precisávamos falar sobre a questão indígena, porque é a origem da cidade, e não só daqui, explica Neli Mombelli, que dirige o documentário junto com Denise Copetti.

O documentário  estava programado para ser lançado nas aldeias de Santa Maria e na Feira do Livro da cidade, prevista para ter ocorrida em maio. Porém, devido a pandemia do novo coronavírus e prezando resguardar a saúde de todos, estamos estudando a melhor forma de realizar o lançamento do filme.

A construção da narrativa do filme e os aprendizados

Falar sobre a presença indígena em Santa Maria tem alguns desafios, como, por exemplo, a escassez de capítulos que abordam a existência desses povos na história oficial sobre a formação da cidade. “A gente sabe que as histórias dos povos e das aldeias são contadas oralmente e passadas de geração para geração. As histórias deles não são registradas [no papel]”, comenta Denise. O filme buscou construir uma narrativa atual sobre a questão indígena a  partir das etnias Guarani e Kaingang, que possuem aldeias no município, além de entrevistar acadêmicos que moram na Casa do Estudante indígena da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Para construir a visão do documentário, houve muitas trocas com as aldeias. Na tentativa de buscar um protagonismo indígena na construção da história do documentário, nossa equipe trabalhou com oficinas audiovisuais na aldeia Kaingang Três Soitas e na aldeia Guarani Mbyá Tekoá Guaviraty Porã. “Justamente como uma forma de aproximação, para a gente não chegar lá e dizer: estamos fazendo um documentário sobre indígenas e viemos aqui gravar vocês. A gente não queria isso, queríamos que eles construíssem esse documentário, de certa forma, com a gente.” relembra Neli. E completa: “Foi um misto de pesquisa, de ideias, de entrevistas e de trocas com essas duas comunidades indígenas que resultou o Quando te avisto.”

E  retomando o gancho do meio ambiente, ao ser questionada sobre se algo a fez repensar alguma questão do mundo da vida durante a produção do documentário, Neli elenca a relação com o tempo presente, com a natureza e com o território. “A relação que os indígenas têm com a noção de território não contempla essa divisão geopolítica. É uma ideia de circulação por espaços e por afinidades e como tu trabalha aquele espaço. Ele não é tua propriedade, mas ele é um espaço que te fornece a possibilidade de sobrevivência, e dele se retira a sobrevivência, mas não o lucro.” Sobre o tempo, ela diz que a sabedoria indígena a ensinou olhar para o presente, muito antes de a pandemia chegar. “A gente precisa viver e fazer o agora. O futuro é sempre algo por vir, ele nunca se materializa.”

O documentário foi financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, LIC/SM e faz parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade 2019.

Por Lívia M. Oliveira

Assista ao trailer


Dicas audiovisuais para quando o tempo parecer suspenso


Fique em casa, proteja-se e lembre-se que o audiovisual nos possibilita viver muitas histórias sem sairmos do lugar. Imagem: Freepik

A rotina ainda é incerta e ficar em casa pode ser um desafio para algumas pessoas. Alguns trabalham de casa, outros dividem seu tempo entre o cuidado com o lar e as obrigações do dia a dia. O fato é que precisamos cuidar da mente também e é nesse momento que a arte, a cultura, a informação (de forma responsável) e o entretenimento se tornam nossos aliados. Preparamos para você essa lista com 10 sites para usar o tempo de uma forma diferente.

 

Spcine Play
Exibe filmes das principais mostras e festivais de cinema de São Paulo e conteúdos exclusivos da programação cultural da cidade de São Paulo, como espetáculos, shows e performances

Olhar de Cinema +
Festival de Cinema de Curitiba que disponibilizou por 30 dias  todos os vídeos de masterclass, cineclube, além de propor transmissões de debates ao vivo.

Casa de Cinema de Porto Alegre
Liberou o acesso a 24 filmes da produtora

Libreflix
Plataforma de streaming aberta e colaborativa que reúne produções audiovisuais independentes.

Bombozila
Plataforma de documentários que contam a história sociopolítica dos últimos anos”. A plataforma visa dar destaque aos pequenos produtores, coletivos de cine comunitário e documentaristas.

É tudo verdade – Festival de Documentários
Maior festival de documentários do Brasil. Sua 25º edição iniciou-se ontem, 26 de março, com uma programação repleta de documentários bacanas. A mostra é online e você pode conferir mais informações no site.

MUBI
Site com filmes clássicos e produções independentes. A assinatura custa R$ 10,00 durante os três primeiros meses.

Philos
Também é uma plataforma de documentários, porém paga. Você pode acessá-lo gratuitamente durante sete dias, após esse período é necessário pagar R$ 9,90 por mês. 

Netflix
Uma das mais conhecidas plataformas de streaming também conta com um acervo bem vasto de documentários, além de séries, filmes e reality shows. Os planos de assinatura começam em R$ 21,90 por mês.

Globoplay
Serviço de streaming da TV Globo. Lá, além da programação diária há também conteúdos exclusivos. O plano mensal é de R$ 22,90.

 

Por Lívia Maria


Documentário sobre tragédia da Kiss está disponível até domingo (02/02)


Luciane, irmã de vítima, narra o filme em primeira pessoa.

A tragédia da boate Kiss, ocorrida no dia 27 de janeiro de 2013, completou 7 anos nesta segunda-feira. Para rememorar a data, foi disponibilizado o acesso online ao documentário Depois Daquele Dia, produzido pela TV OVO e dirigido pela jornalista santa-mariense Luciane Treulieb.

Luciane, que é irmã de João Aloisio Treulieb, uma das 242 vítimas do incêndio, reflete sobre os impactos e os aprendizados que a tragédia trouxe para a cidade e para si. O filme apresenta as cicatrizes que marcaram a comunidade e as relações que, ao longo dos anos, criaram-se entre os sobreviventes, os familiares e a própria cidade. O documentário busca tratar um tema duro de uma forma sensível, abordando como a vida seguiu e como a cidade, que foi abalada pela perda repentina de tantos jovens, se transformou.

O acesso a Depois Daquele Dia ficará liberado até o próximo domingo, dia 2 de fevereiro.

 

Julgamento
O julgamento dos réus, que irão enfrentar o tribunal do júri, está previsto para iniciar em março deste ano. Os sócios da boate Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr e os músicos Marcelo Santos e Luciano Bonilha respondem a ação penal pelos crimes de homicídio qualificado com dolo eventual.

Acesse:

Depois Daquele Dia com legenda em inglês

Depois Daquele Dia com legenda em espanhol

 


Flipando Ideias ganha melhor documentário no FECEA


Nathália Neske, 15 anos, com troféu do FECEA. Foto de Alan Orlando.

O documentário Flipando Ideias foi destaque no Festival Internacional de Alvorada (FECEA) em novembro, levando pra casa o prêmio Eduardo Coutinho de Melhor Documentário – Séries finais. O troféu acabou de chegar via Correios. O filme é resultado das oficinas de produção audiovisual do Olhares da Comunidade, ação que a TV OVO desenvolve em escolas públicas da rede municipal com financiamento da lei de incentivo à cultura de Santa Maria.

A autoria é dos alunos Luis Augusto Pinheiro, Nathália Neske, Ronier Ferreira, Ester S. da Silva, Larissa Trindade , do  8º ano da escola Reverendo Alfredo Winderlich – Vila Santos/Urlândia, e Erica Pilar, da escola Sérgio Lopes – Vila Renascença.

Flipando Ideias também ganhou o prêmio de Melhor Direção no Festival Internacional de Cinema Estudantil, o Cinest 2019, em outubro, e junto com M, outro curta desenvolvido por alunas da escola Sérgio Lopes, recebeu menção honrosa no 13º Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC) pelo trabalho coletivo e pela temática abordada, no início de novembro.

Sinopse:

Em um centro desportivo da cidade de Santa Maria, dois jovens amigos skatistas falam sobre a forma que são vistos pelo resto do mundo e como isso impacta suas vidas.