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Recebemos o prêmio Culturas Populares 2019


Em novembro de 2019, fomos contemplados com o prêmio Culturas Populares, da Secretaria Especial da Cultura do Ministério da Cidadania. O edital prevê repasse de R$ 20 mil reais para o projeto proposto pela TV OVO e também pela trajetória de trabalho focada nas diferentes manifestações de culturas populares.

O objetivo do edital foi destinar R$ 5 milhões para 250 iniciativas que fomentem, fortaleçam e deem visibilidade às atividades que envolvem a cultura popular e tradicional de todo o Brasil. Esta sétima edição do prêmio Culturas Populares homenageia Teixeirinha, gaúcho com forte influência na história da música e do cinema em nosso Estado. Na categoria pessoas jurídicas sem fins lucrativos com finalidade ou natureza cultural, que é onde nos encaixamos, foram apreciados 185 projetos, dos quais 100 foram contemplados.

É gratificante ver nosso trabalho reconhecido e incentivado. O foco do projeto aprovado será em oficinas de audiovisual nas escolas indígenas de Santa Maria na aldeia Guarani Mbyá – Tekoa Guaviraty e na Aldeia kaingang Três Soitas. Daremos seguimento às atividades desenvolvidas nas comunidades indígenas de Santa Maria que estão em curso desde o ano passado.

Com este recurso, mais jovens terão acesso as nossas oficinas de audiovisual, além de podermos investir na manutenção de nossos equipamentos e aquisição de novos,  e desenvolver novas didáticas.

Por Tayná Lopes

 


Documentário busca discutir presença indígena em Santa Maria


Gabriel faz exercícios de enquadramentos na aldeia Guarani. Foto de Tayná Lopes

Neste ano, o nosso projeto Por onde passa a memória da cidade trabalha na construção de um documentário que busca discutir a presença indígena em Santa Maria. A ideia inicial da produção é abordar a formação e origem de Santa Maria, intercalando a versão histórica e a lendária, ambas apresentando os indígenas como parte da história. Junto de entrevistas com membros de comunidades indígenas, antropólogos, sociólogos e historiadores iremos construir uma narrativa que busque documentar a memória destes povos, sempre tão invisibilizados.

Para o desenvolvimento do projeto estão sendo realizadas pesquisas históricas e conversas com diversas fontes, que conheçam a história e/ou tenham relação com ela. Está em curso um levantamento de dados, fontes, registros, documentos e imagens, para então iniciarmos as diárias de gravação.

Foi a partir da pesquisa que visitamos as aldeias indígenas Guarani e Kaingang de Santa Maria e, desde meados de agosto estamos realizando oficinas de formação audiovisual para os jovens da aldeia Guarani, que tem entre 13 e 20 anos.  Em outubro devemos ir fazer o mesmo na aldeia Kaingang. Embora o documentário tenha financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, LIC/SM, as oficinas são uma atividade paralela que estamos fazendo, com nossos próprios recursos, porque não queremos falar da presença indígena pelo nosso olhar, queremos que eles falem de si a partir do seu próprio olhar. Por isso, aos poucos, buscamos trocar conhecimentos e instrumentalizá-los para que possam registrar suas próprias histórias e sua cultura.

Por Tayná Lopes