Notícias

TV OVO recebe a Medalha da 55ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul


No dia 22/06, terça-feira, recebemos a Medalha da 55ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, uma honraria proposta pelo deputado estadual Valdeci Oliveira (PT) e aprovada pela Mesa Diretora do parlamento gaúcho, integrada por deputadas e deputados de diferentes partidos.

Acreditamos que a cultura é um dos pilares do desenvolvimento humano e cidadão. Por isso, receber uma homenagem como esta significa que ainda temos muitos projetos e ações para realizar. Esta medalha é um reconhecimento que nos dá energia, potencializa o nosso trabalho e nos dá mais certeza de que a cultura é fundamental para a construção de uma sociedade justa e humana.

A homenagem foi feita sob o teto da nossa casa, que está em vias de transformação no sonhado Sobrado Centro Cultural, um lugar de arte, história e movimento. Totalmente dedicado às diversas manifestações culturais, com ênfase para o audiovisual e projetos sociais ligados à área da cultura, comunicação e memória.

De forma singela, com poucos presentes fisicamente, devido à pandemia da COVID-19, mas muitos conectados virtualmente demos início ao ato solene. Alexsandro Pedrollo, Denise Copetti, Marcos Borba e Paulo Tavares, integrantes da nossa equipe, estiverem em frente às câmeras celebrando a entrega da medalha, junto ao deputado Valdeci Oliveira, por meio de uma live guiada pelo Heitor Leal, Alan Orlando e Victor Mascarenhas (equipe técnica).

Mas o que seria da TV OVO sem Santa Maria?! Sem o povo da cultura, sem nossas instituições e comunidades parceiras?! Temos 25 anos de trajetória que não foi trilhada sozinha. Além das lágrimas, do suor, das lutas, dos respiros e sorrisos, temos muitas pessoas que caminham lado a lado e elas não poderiam ficar de fora deste momento, por isso, recebemos mensagens em áudio e vídeo de Marcelo Canellas – jornalista, Marilice Daronco – representante da Fundação Eny, Rose Carneiro – Secretária Municipal de Cultura, Antônio Gringo – Músico, Aline Zuse – Presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Santa Maria, Vera Lúcia Silva – Comissão Estadual dos Pontos de Cultura, Paulo Burmann – Reitor da UFSM, Jorge Pozzobom – prefeito de Santa Maria, Flavi Ferreira Lisboa Filho – Pró-reitor de Extensão da UFSM, Irani Rúpulo – Reitora da UFN e Irmã Lourdes Dill – Coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança.

Quem acompanhou de casa também enviou seu recado. Recebemos muitas mensagens de apoio e felicitações, como a de Paulo Conceição​, que disse: “como Diretor da Associação dos Moradores da Vila Belga, parabenizo a TV OVO pelo reconhecimento do Parlamento Gaúcho”. Luiz Alberto Cassol​ escreveu: “Parabéns TV OVO! Homenagem mais do que merecida! Aplausos.” Camila Tavares vibrou: “​Quanto trabalho lindo! Parabéns, TV OVO!”. Cada palavra nos enche de orgulho e nos reenergiza para irmos cada vez mais longe junto de nossos ideais e das bases que nos solidificam: a cultura, a memória, o audiovisual e a comunicação comunitária.

O ato foi transmitido ao vivo pelo Facebook/tvovosm e valdeci13rs e pelo Youtube/tvovo e valdeciOliveira13. Para assistir à cerimônia na íntegra acesse o nosso canal no YouTube. Assista, conheça o nosso trabalho e compartilhe a nossa história com algum amigo ou familiar para que continuemos a mobilizar ideias, registrar memórias e abrigar pessoas e suas mentes criativas, potentes de transformação para um mundo que queremos e do qual somos sujeitos construtores. Assim é ser TV OVO, assim é sonhar e viver por dias melhores!

 

Por Tayná Lopes


Os desafios do audiovisual e questões socioambientais


O cenário político atual chama a atenção para a perda de direitos dos povos indígenas e a forma caótica com que estão sendo tratadas as questões ambientais. Quais são os maiores desafios quando se faz audiovisual com o intuito de lançar luz sobre essas questões? No último dia 17, o Colóquio Audiovisual e Questões Socioambientais, que integra o nosso projeto Narrativas em Movimento, buscou responder a essa e outras perguntas. O evento foi transmitido no canal da TV OVO no Youtube e na página do Facebook, com cada participante em sua casa, respeitando o distanciamento social.

Com mediação de Neli Mombelli, integrante da TV OVO, o debate se deu entre o diretor e roteirista Estêvão Ciavatta, e a jornalista e documentarista Thais Lazzeri. Referência em questões sociais e ambientais, Ciavatta dirigiu, produziu e roteirizou o longa-metragem Amazônia Sociedade Anônima (disponível para assinantes Globoplay) que aponta o fracasso do governo em proteger a Amazônia, os indígenas e ribeirinhos. Após 13 anos em redações, Thais migrou para o audiovisual, dirigiu e produziu o documentário “O Amanhã É Hoje – o drama de brasileiros impactados pelas mudanças climáticas”, disponível no Youtube.

Durante sua fala, Thais chamou a atenção para os cuidados que devemos ter com a segurança da equipe ao lidar com temas que podem oferecer riscos, e destacou as lições e aprendizados que vieram de seus trabalhos. Segundo ela, é necessário ter muita cautela ao entrar na vida e na casa das pessoas que serão retratadas. Por isso, para Thais é importante descolonizar-se, estudar e saber ouvir até mesmo o silêncio, que pode dizer muito. Ela também destacou a importância de não ter pressa, criar laços e dar algum retorno para as pessoas que contatamos. Wagner Stan, um dos participantes, comentou “palavras assim aquecem o coração e nos instigam a tornar o jornalismo mais humano”.

Estêvão falou sobre formas de ampliar o alcance do seu produto audiovisual e o poder que o audiovisual tem de transformar a vida das pessoas. Ele acredita que temos que ocupar a TV aberta, porque ela consegue falar com muitas pessoas ao mesmo tempo, que é exatamente o que buscamos. Estêvão também mostrou exemplos de como organizar as ideias para pensar a mensagem do filme e os objetivos de impacto de forma mais efetiva.

Cerca de 40 pessoas, de diferentes cidades, participaram das duas horas de debate. Ao final, houve diversos comentários parabenizando e agradecendo à TV OVO pelos aprendizados. Dentre outros, Liliane Dutra Brignol e Aurea Fonseca comentaram, respectivamente: “​Excelente colóquio! Parabéns pela iniciativa, TV OVO!” e “Parabéns à TV OVO por trazer a reflexão sobre temas tão importantes e com ótimos convidados”.

Quem não conseguiu acompanhar a live, pode assistí-la quando quiser no canal do Youtube ou na página do Facebook da TV OVO. O colóquio foi uma das atividades do projeto Narrativas em Movimento e teve financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

 

Por Giovana Dutra


Inscrições abertas para workshop sobre montagem cinematográfica


Estão abertas as inscrições para o workshop Do plano A ao plano B em 5 lições – Oficina de montagem cinematográfica, ministrado pelo montador cinematográfico Alfredo Barros. O workshop será nos dias 01, 03, 08 e 10 de junho (terças e quintas), das 19h30 às 22h30.

A atividade será realizada através da plataforma Zoom, com 15 vagas disponíveis. Inscrições através do Sympla, com investimento de R$ 30,00 inteira e R$ 15,00 meia (idosos, estudantes, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda de 15 a 29 anos). O workshop faz parte do Projeto Narrativas em Movimento 2021, financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria – LIC/SM.

O conteúdo programado será dividido em quatro aulas de 3h, totalizando 12h. Nelas serão abordados os seguintes assuntos:

LIÇÃO 1 – HISTÓRIA DA MONTAGEM

1.1. Os primórdios do cinema e as primeiras experiências com o corte, as  contribuições de Edwin Porter, Griffith e Méliès para o surgimento do cinema  narrativo.

1.2. As vanguardas do cinema dos anos 20, teorias e experimentações estéticas  na montagem: Griffith, Eisenstein, Vertov, Kuleshov.

1.3. A influencia das artes populares – Vaudeville, o musical, o teatro e o rádio

1.4. A tecnologia do corte desde a tesoura e cola até os softwares de edição, a  transformação da mecânica da montagem e seu impacto no ofício do  montador.

1.5. O que faz o montador de um filme?

 

LIÇÃO 2 – A MONTAGEM E O MONTADOR/EDITOR

2.1. Os conceitos de montagem – mecânica, técnica e arte.

2.2. A problemática da montagem.

2.3. A fragmentação em busca de uma unidade, a arte da associação de  imagens.

2.4. Quem edita o filme? Cutting vs. Editting.

2.5. O editor roteirista.

2.6. Os 4 problemas do material filmado.

2.7. Ordenação, ênfase, ritmo e fluência.

2.8. As técnicas de raccord.

2.9. O eixo e a regra dos 180º

 

LIÇÃO 3 – A MECÂNICA DA MONTAGEM

3.1. As etapas do processo.

3.2. A equipe do filme e o montador.

3.3. A relação com o diretor/roteirista.

3.4. As planilhas e o roteiro.

3.5. O pós-roteiro do diretor.

3.6. O pós-roteiro do continuísta.

3.7. O gerenciamento de mídia – proxys.

3.8. Organização do projeto de edição.

3.9. Sincronização.

3.10. Tagueamento ou Bins.

3.11. Pré-seleção e marcas de localização.

3.12. Versões de montagem e aprovação com diretor.

3.13. Montagem à distância.

3.14. Uso de trilha de referência ou pré-composições originais.  3.15. Efeitos sonoros de referência.

3.16. Exportação de movies de referência com Start, Bip de fim e TC aparente.  3.17. Exportação de AAF e XMLs

3.18. Listas de efeitos para a pós-produção de imagem e som.  3.19. Archive, backups e segurança de dados.

3.20. Processos de pós em áudio e imagem

 

LIÇÃO 4 – A MONTAGEM E A LÓGICA DAS IMAGENS

4.1. A evolução do plano.

4.2. O plano para a montagem.

4.3. A dramaticidade do plano.

4.4. O plano como espaço plástico.

4.5. Unidade dramática da montagem.

4.6. O espaço criado pela montagem.

4.7. Objetividade e subjetividade.

4.8. Os tipos de cortes.

4.9. O tempo criado pela montagem.

4.10. Dinâmica, ritmo e gênero cinematográfico.

 

LIÇÃO 5 – A MONTAGEM E OS GÊNEROS

8.1. A montagem e a cena de ação.

8.2. A montagem e a comédia.

8.3. A montagem e o drama.

8.4. A montagem e o suspense.

8.5. A montagem de diálogos.

8.6. A montagem-roteiro no documentário.

 

Sobre Alfredo Barros:

Montador profissional desde 2003, Alfredo é jornalista e especialista em Marketing e Comunicação. Trabalhou na Casa de Cinema de Porto Alegre  como assistente de montagem de Giba Assis Brasil. Dentre os trabalhos mais recentes, foi montador da série de TV “Notas de Amor”, “Mulher de Fases” e “Doce de Mãe” (Emmy Internacional 2015). Também montou os longas “Legalidade”, “Yonlu” e “O Método”, além da séries de TV “De Carona com os Ovnis” (Prêmio de Melhor série Documentário pela Rio2C e indicada na categoria Melhor Série Documentário do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019). É professor nos cursos de Publicidade e Propaganda, Design  e Jornalismo da ESPM, onde atua desde 2007.

 

Para conhecer mais sobre o ministrante

Site: https://www.alfredobarros.com.br/

Instagram: https://www.instagram.com/alfbarros/

Assista aqui a mini-bio do Alfredo: https://youtu.be/Paj_WQpCEEU


LUZ, SKATE, AÇÃO! Veja nossa série completa!


Acabamos de disponibilizar uma nova série audiovisual completa: Luz, Skate, Ação! A produção conta com 6 episódios de ficção, inéditos e de curta duração. A proposta de produzir a série surge em 2019, mas de fato só se concretiza em 2020 como possibilidade de dar seguimento ao Projeto Cultural Olhares da Comunidade, que tem como foco a formação audiovisual em escolas públicas da cidade de Santa Maria, RS. Como em meio à pandemia da COVID-19 não poderíamos frequentar as escolas, a ideia foi transformar todo conhecimento transmitido nas oficinas nesta super série, assim, de forma online, poderíamos nos conectar com a comunidade escolar, alunos, professores e demais interessados no conteúdo.

Ao assistir os episódios, você vai se aventurar em uma narrativa de aprendizados. Abordamos assuntos como som, roteiro, pré-produção, direção de fotografia e edição, entre vários outros. Além disso, você confere dicas práticas e depoimentos de profissionais da área do audiovisual.

SINOPSE

Depois de participar da oficina de audiovisual da TV OVO, Vini, um jovem skatista, decide compartilhar o que aprendeu sobre o assunto para ajudar outras pessoas e, também, para relembrar e aprender mais. São seis episódios de muita manobra e audiovisual. Vamos lá? Luz, Skate, Ação!

Vini é nosso personagem principal, mas na vida real é Richard Chagas, produtor cultural, ator, skatista e amante do audiovisual. É ele quem guiará você em cada episódio, levando o conhecimento audiovisual de forma segura, clara e didática.

Para assistir é simples e gratuito, acesse a playlist da série no YouTube. Também disponibilizamos no Facebook e Instagram.

 

Além da série audiovisual, produzimos uma cartilha aprofundando de forma teórica e exemplificada os conteúdos abordados no vídeo, buscando complementar os métodos de aprendizagem de quem acompanha a série. Em breve, o material será distribuído a profissionais da cultura, da educação e aos alunos do nosso município. O projeto tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura/LIC-SM.

Se você ainda não se convenceu de que vale a pena curtir esta nova série audiovisual santa-mariense, se liga no teaser.

Por Tayná Lopes


TV OVO estreia nova série Luz, Skate, Ação!


Richard Chagas interpreta Vini. Foto Alexsandro Pedrollo

 

Um dos pilares de nossa trajetória é a formação audiovisual de alunos do 8º e 9º ano de escolas públicas de Santa Maria. Porém, em 2020, tivemos que parar e repensar como levaríamos esse aprendizado de forma segura, clara e didática para esses jovens. Surge assim a série Luz, Skate, Ação!, que estreia amanhã, 10 de abril, nas nossas redes: YouTube, Facebook e Instagram. Então, é com muito entusiasmo que convidamos todxs para acompanhar e curtir os seis episódios que estão por vir!

Se liga na sinopse:

Depois de participar da oficina de audiovisual da TV OVO, Vini, um jovem skatista, decide compartilhar o que aprendeu sobre o assunto para ajudar outras pessoas e, também, para relembrar e aprender mais. São seis episódios de muita manobra e audiovisual. Vamos lá? Luz, Skate, Ação!

 

 

Oficina, audiovisual e pandemia

A ideia para a série surgiu no final de 2019, como um complemento para nossas oficinas de formação audiovisual, mas foi apenas em 2020, com a chegada da pandemia, que o projeto ganhou vida. Para a criação do personagem principal, nos inspiramos em um de nossos alunos que participou do projeto Olhares da Comunidade 2019 produzindo um vídeo sobre skate e preconceito. A partir disso, fomos em busca do nosso ator, skatista e amante de audiovisual na vida real. É aí que entra Richard Chagas, nosso ator que interpreta o Vini e nos guia nessa narrativa de aprendizado.

Perguntamos a ele como foi participar do projeto:

Richard: Foi uma experiência muito inovadora. Eu não sabia o que esperar, mas eu sabia que era um projeto que ia agregar muito na questão do skate e de como poderia ajudar o skate na cidade, de como ele é visto. Esse foi um dos principais pontos que me fez topar de vez participar desse projeto. E participando dele, meu Deus, foi muito bom, porque, tipo, eu já gravo vídeos, né? Eu já participava disso, já ajudava meus amigos, a gente se gravava [andando de skate], mas me deu uma noção mais ampla, assim, de como gravar, como situar… Toda aquela questão do iso, diafragma, todas essas coisas, que ajudam no contexto de como aplicar isso no skate, né? Aplicar  no skate tudo que eu aprendi no projeto foi muito divertido.

TV OVO: E como está a expectativa para os episódios da série?

Richard: Meu coração tá a mil, eu tô louco pra vê como é que ficou e meus amigos também. Eu olhei o primeiro o episódio e fiquei naquela angústia, coração na garganta, assim, louco para ver os outros.

Mas não foi apenas o Vini e o Richard que aprenderam e descobriram mais sobre audiovisual, Francine Nunes e Lívia M. Teixeira de Oliveira se descobriram como roteiristas ao elaborar a série. “Foi um processo bem legal. Eu já me arriscava a escrever algumas coisas, mas apenas para mim, então foi uma experiência diferente expor para as outras pessoas. Eu ainda não acredito que escrevemos uma série!”, relata Lívia.

Já Francine conta sobre sua percepção antes de iniciar a roteirização: “Eu acho que antes de começar a fazer os roteiros eu nem tinha a dimensão do que seria. Eu nem sabia dimensionar. Entender que, nossa, quantas páginas isso vai virar, quantas horas de trabalho isso vai precisar, será que eu sou ou não capaz de fazer isso. Isso nem foi questionado antes da gente começar. Isso eu nem me questionei.” E complementa “Porque na TV OVO a gente sempre tá fazendo coisas novas, então não é uma novidade fazer coisas novas (…) Além de que, claro, existe a segurança de que existem várias pessoas aqui, né, na nossa volta que vão ajudar, que vão colaborar. Então esse coletivo, assim, que a TV OVO representa, também traz segurança nessas aventuras.”

 

Da esquerda para direita: Alexsandro Pedrollo na direção de fotografia, Victor Mascarenhas na captação de som, Richard Chagas como Vini, Marcos Borba na direção, Denise Copetti na produção de elenco e Heitor Leal na produção de set.

 

O formato de produção e gravação da série também foi uma novidade, já que o audiovisual envolve encontros, muita gente, equipes no set. A logística precisou ser realizada à distância e com protocolos de segurança e equipe mínima durante as gravações. Marcos Borba, diretor da série, comenta que essa dinâmica foi muito interessante: “Uma porque estávamos todos receosos com todos os cuidados que tínhamos que ter. No segundo semestre do ano passado Santa Maria ainda não estava nessa situação de bandeira preta, com poucos casos, então a gente se sentia um pouco mais seguro. Estava oscilando entre a bandeira laranja e a vermelha no distanciamento controlado do governo do estado.”

Além disso, ele comenta que recomendações de entidades do setor foram primordiais para guiar a produção. “E foi bacana porque o IECINE (Instituto Estadual de Cinema do RS), a APTC (Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos), e o SIAV (Sindicato da Indústria Audiovisual RS), que são as entidades de classe do audiovisual aqui do estado, fizeram uma cartilha com os cuidados que todas as produtoras e coletivos de produção audiovisual deveriam ter na pandemia. A gente estudou esse material e criamos o nosso próprio protocolo.” completa Borba.

Sobre os cuidados na hora da gravação, Marcos reforça: “Para entrar na locação todos limpavam os calçados com álcool em gel, o uso de máscara era obrigatório, intervalos de 2 em 2 horas para saída para um pátio que tinha na casa onde foi o quarto do Vini, poucas pessoas no set, um monitor de referência onde eu, como diretor, ficava bem longe do ator. Então basicamente naquele espaço só ficava o Richard, que era o ator, o Alex, operador de câmera e o Victor, no áudio. A gente foi se distanciando para poder ficar em segurança e fazer as gravações que eram necessárias.”

O trabalho coletivo, mais do que nunca, se somou nessa produção. Tudo foi pensado nos mínimos detalhes. O quarto do Vini, cenário dos seis episódios, foi elaborado com objetos que a equipe tinha em casa. “Primeiro a gente fez essa parte de conceber qual era a ideia do quarto, como esse quarto seria. (…) E depois a gente teve que cruzar isso com o que tínhamos de objetos e ajustar essas ideias conforme o que tínhamos em mãos. A gente definiu remotamente, pela internet, quais seriam esses objetos para então ir buscar. E o Richard, que interpreta o Vini, também colaborou com alguns objetos dele, foi bem legal.”, comenta Francine Nunes, que também foi diretora de arte.

Tayná Lopes, que integrou a equipe de produção, espera que a série sirva de inspiração e de material de estudo para muitas pessoas. “Como equipe, estamos muito contentes com o resultado, afinal foram inúmeros desafios para se enfrentar e seguir criando e produzindo audiovisual nos últimos tempos. Apesar dos desafios, é uma honra poder trabalhar com uma ferramenta capaz de mobilizar, educar e motivar pessoas como é  a linguagem audiovisual”.

Além dos episódios, ainda dentro do projeto Olhares da Comunidade 2020 que tem financiamento pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, LIC/SM, será disponibilizada uma cartilha digital complementar ao conteúdo audiovisual, contemplando os mesmos temas e fazendo referência aos vídeos.

Se você for assistir aos episódios nas nossas redes sociais, não esquece de deixar um comentário para termos um feedback. E como sempre, para não perder o costume, se inscreve no canal, curte e compartilha com os amigos.

Aí vai um recado do Vini especialmente para você!
“Fala galera, tudo tranquilo? Aqui quem fala é Vini. Vocês ainda não me conhecem muito bem, mas falta pouco para isso acontecer. Dia 10 de abril tem o primeiro vídeo que gravei falando sobre audiovisual, e o que posso adiantar para vocês é que tá muito massa! Não perde, hein! Valeu!”

 

Por Lívia Maria Teixeira de Oliveira e Tayná Lopes

 


Quando Te Avisto circula por festivais nacionais


Elida Benites (Para Yry), da etnia guarani, interpreta a personagem da lenda de Imembuí no filme.

 

O circuito de festivais online, em função da pandemia, tem permitido que o documentário Quando Te Avisto, produzido em 2019 e lançado no ano passado, ganhe público por todo o país.

Na semana passada, o filme recebeu o prêmio de júri popular da Mostra Fronteiras Imaginárias da 14ª edição do festival carioca Visões Periféricas. O documentário ficou disponível na plataforma do festival de 26 a 28 de março. Além disso, Neli Mombelli, coodiretora com Denise Copetti, participou do debate Projetos de formação na periferia, representando a TV OVO, junto com Alita Sá Rego (FEBF) e Christian Saghaard (Oficinas Kinoforum). O bate-papo, com mediação de Janaína Damasceno, pode ser conferido aqui.

Até 18 de abril, o documentário também pode ser visto no Festival Mulheres do Audiovisual, na plataforma Inffinito Film Festival, na Sala 3 – Garcia Family Foundation. E de 22 a 29 de abril, Quando Te Avisto irá integrar a programação do festival paulista Eco Brasil Fest, festival de arte e cinema ambiental.

Os festivais são uma janela importante de divulgação e fruição de obras audiovisuais, sobretudo no formato online que amplia o escopo de participação que não se restringe à geografia. Eles permitem a circulação de diferentes ideias e são espaço de debates de questões contemporâneas e de formação de público. Sem esse circuito, a exibição do documentário ficaria num  circuito mais restrito e consequentemente o debate sobre a questão indígena também não seria amplificado, tema do nosso filme. Na lista de seleções que o documentário participou em 2020 estão a  Mostra de Curtas Gaúchos do 48º Festival de Gramado e o Festival Alter do Chão, em Santarém no Pará.

Sinopse

O que acontece quando dois olhares se cruzam? E se esses olhares compartilham de um mesmo espaço, mas se constituem em mundos próprios? O que afasta e aproxima indígenas e não indígenas? Entre colonizações e apagamentos históricos, disputas de territórios, presença e invisibilidade, o legado das comunidades indígenas é o da existência através da resistência ancorada na sua espiritualidade, no respeito às diferenças e no vínculo com a natureza.

Por Lívia Maria Teixeira de Oliveira