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Vagas para estágio/voluntariado no 1º semestre de 2020


Você que acompanha nossos projetos e curte produção de conteúdo para redes sociais, comunicação comunitária e muito audiovisual, é hora de entrar para nossa equipe!
Estamos selecionando novos estagiários e/ou voluntários para o primeiro semestre de 2020 que irão se envolver com nossa assessoria de comunicação. Para voluntariado, temos duas vagas, sendo uma para produção textual e clipping  e outra para criação de campanhas; já para estágio curricular, temos uma vaga mediante apresentação de proposta de projeto a ser desenvolvido em assessoria, que pode ser enviado para o e-mail tvovo@tvovo.org. Na proposta, preveja apresentação, objetivo, justificativa e ações a serem desenvolvidas.
O pré-requisito para participar é ter em torno de três turnos livres na semana, preferencialmente à tarde. As atividades de voluntariado podem ser registradas como ACC/ACG.
As inscrições seguem até o dia 15 de março, domingo, neste formulário. No início da próxima semana, entraremos em contato para agendarmos uma conversa em nossa sede.

Por Thaisy Finamor


Seguimos em captação de ICMS para restauração da sede da TV OVO


Aprovado em junho do ano passado, a primeira fase do Sobrado Centro Cultural irá reformar o casarão onde está a sede da TV OVO,  na rua Floriano Peixoto esquina com Ernesto Becker, para ser mais um espaço dedicado à arte, cultura, comunicação e educação. A casa centenária, tombada a nível municipal, foi doada pelo jornalista Marcelo Canellas (Fantástico/Rede Globo) para a TV OVO, uma associação sem fins lucrativos que há 23 anos trabalha com formação audiovisual em escolas públicas, bairros periféricos e comunidades do interior e também produz documentários voltados para o registro da memória de localidades e manifestações culturais do RS, tendo recebido diversos prêmios a nível estadual e federal pela sua atuação.
O Sobrado Centro Cultural – Fase 1 foi aprovado para captar recursos via LIC/RS. Empresas que pagam ICMS podem destinar percentual do seu imposto para o projeto. A contrapartida é de apenas 5% e a empresa terá sua marca divulgada como patrocinadora do projeto. Entre os patrocinadores confirmados está Eny Calçados. O valor para captação é de R$ 896.105,70.
Toda ajuda é bem-vinda. Se você não paga ICMS, mas conhece alguém que recolhe o imposto, pode indicar nosso projeto para que a empresa apoie este projeto. Nossos contatos são tvovo@tvovo.org, 55 3026 3039 e 55 98413 4435 (Marcos Borba).
Por que apostar em nossa proposta?
Pelo engajamento da marca com um projeto de ampla relevância cultural, voltado para a preservação da memória, da identidade gaúcha e da valorização do patrimônio arquitetônico materializada no edifício, além da relevância social das ações desenvolvidas pela TV OVO há mais de duas décadas que serão potencializadas com este novo espaço.
Como contrapartida do patrocínio, prevemos a divulgação dos patrocinadores em diferentes mídias (outdoors, jornal, audiovisual, redes sociais e folders sobre o projeto). Além da obra, também iremos realizar o “Estação Santa Maria”, um espetáculo de contação de histórias para 200 crianças de escolas públicas com um passeio pela Avenida Rio Branco, saindo da Gare (centro histórico da cidade), em um trenzinho, com o objetivo de rememorar a história de formação da cidade e de identificar nosso patrimônio histórico-cultural.
O que está previsto para esta 1ª fase:
  • Estrutura para abrigar biblioteca do audiovisual, café cultural, cineclube, exposições, espaço para museu da imagem e som;
  • Infraestrutura e superestrutura;
  • Cobertura e forro;
  • Instalação elétrica e hidráulica;
  • PPCI;
  • Acessibilidade;
  • Energia fotovoltaica.

Documentário sobre tragédia da Kiss está disponível até domingo (02/02)


Luciane, irmã de vítima, narra o filme em primeira pessoa.

A tragédia da boate Kiss, ocorrida no dia 27 de janeiro de 2013, completou 7 anos nesta segunda-feira. Para rememorar a data, foi disponibilizado o acesso online ao documentário Depois Daquele Dia, produzido pela TV OVO e dirigido pela jornalista santa-mariense Luciane Treulieb.

Luciane, que é irmã de João Aloisio Treulieb, uma das 242 vítimas do incêndio, reflete sobre os impactos e os aprendizados que a tragédia trouxe para a cidade e para si. O filme apresenta as cicatrizes que marcaram a comunidade e as relações que, ao longo dos anos, criaram-se entre os sobreviventes, os familiares e a própria cidade. O documentário busca tratar um tema duro de uma forma sensível, abordando como a vida seguiu e como a cidade, que foi abalada pela perda repentina de tantos jovens, se transformou.

O acesso a Depois Daquele Dia ficará liberado até o próximo domingo, dia 2 de fevereiro.

 

Julgamento
O julgamento dos réus, que irão enfrentar o tribunal do júri, está previsto para iniciar em março deste ano. Os sócios da boate Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr e os músicos Marcelo Santos e Luciano Bonilha respondem a ação penal pelos crimes de homicídio qualificado com dolo eventual.

Acesse:

Depois Daquele Dia com legenda em inglês

Depois Daquele Dia com legenda em espanhol

 


Flipando Ideias ganha melhor documentário no FECEA


Nathália Neske, 15 anos, com troféu do FECEA. Foto de Alan Orlando.

O documentário Flipando Ideias foi destaque no Festival Internacional de Alvorada (FECEA) em novembro, levando pra casa o prêmio Eduardo Coutinho de Melhor Documentário – Séries finais. O troféu acabou de chegar via Correios. O filme é resultado das oficinas de produção audiovisual do Olhares da Comunidade, ação que a TV OVO desenvolve em escolas públicas da rede municipal com financiamento da lei de incentivo à cultura de Santa Maria.

A autoria é dos alunos Luis Augusto Pinheiro, Nathália Neske, Ronier Ferreira, Ester S. da Silva, Larissa Trindade , do  8º ano da escola Reverendo Alfredo Winderlich – Vila Santos/Urlândia, e Erica Pilar, da escola Sérgio Lopes – Vila Renascença.

Flipando Ideias também ganhou o prêmio de Melhor Direção no Festival Internacional de Cinema Estudantil, o Cinest 2019, em outubro, e junto com M, outro curta desenvolvido por alunas da escola Sérgio Lopes, recebeu menção honrosa no 13º Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC) pelo trabalho coletivo e pela temática abordada, no início de novembro.

Sinopse:

Em um centro desportivo da cidade de Santa Maria, dois jovens amigos skatistas falam sobre a forma que são vistos pelo resto do mundo e como isso impacta suas vidas.


Apoie nossos projetos de 2020


Dezembro chega e com ele já iniciamos o planejamento para o ano novo que se aproxima. Com a aprovação de três projetos culturais para 2020, pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM), estamos busca do teu apoio. Que tal transformar seu IPTU em cultura?

Como? É simples, fácil e não precisa gastar nada a mais com isso. Você pode doar até 30% do  IPTU (se pago em cota única), ITBI (aquisição de imóvel), ou ISSQN. A doação deve ser feita antes do pagamento dos impostos, pois assim geramos um novo boleto com o desconto dos 30% do valor destinado para nossas propostas.

Se quiser contribuir com a realização das nossas produções, nos contate. Você pode inserir seus dados nesta planilha que vamos entrar em contato, nos ligar ou enviar uma mensagem para o nosso WhatsApp (55 3026 3039).

 

Conheça os projetos aprovados para 2020

  • Por Onde Passa a Memória da Cidade – 2020

Valor aprovado: R$ 39.000,00

Para 2020 propomos retomar histórias da cultura popular. Serão 02 documentários de curta-metragem sobre saberes tradicionais que têm se extinguido com o tempo. Entre os objetivos está revisitar a memória da cidade por meio da história oral, ou seja, construir a história de Santa Maria através de seus moradores, valorizando distintas culturas e histórias de vida. O diferencial deste projeto está em registrar esses saberes e disponibilizá-los para o acesso de qualquer pessoa.

  • Olhares da Comunidade – 2020

Valor aprovado: R$ 33.000,00

Prevê oficinas de realização audiovisual para adolescentes estudantes do ensino fundamental de duas escolas públicas e uma escola indígena de Santa Maria. Além do ensino e da prática audiovisual, a proposta foca na difusão e formação de público para a produção e consumo de curtas santa-marienses por meio de exibições cineclubistas nas escolas onde as oficinas serão realizadas. O resultado das oficinas serão produtos audiovisuais, produzidos pelos próprios estudantes e que retrate a sua comunidade ou temas que dizem respeito ao universo dos participantes, a partir dos exercícios e atividades realizados durante as oficinas.

  • Narrativas em movimento – 2020

Valor aprovado: R$ 25.000,00

O projeto Narrativas em Movimento busca colaborar com os espaços de discussão e reflexão sobre o fazer audiovisual e sobre a sua importância enquanto produto cultural.  O projeto propõe debates, geração de conhecimento e formação a partir de um colóquio sobre audiovisual e representatividade negra e de dois workshops: direção de fotografia audiovisual e captação de som direto.

Por Lívia Maria, Tayná Lopes e Thaisy Finamor

 


Identidades no audiovisual e seus recortes


Tayná Lopes, integrante da TV OVO, mediou a conversa com a realizadora audiovisual Marcia Paraiso, da Plural Filmes. Foto de Francine Nunes

Identidades no Audiovisual foi o tema abordado em nosso segundo colóquio deste ano, com a diretora, roteirista e documentarista Marcia Paraiso. O bate-papo ocorreu no último dia 21 na Cesma, após a exibição do longa  Lua em Sagitário (2016), dirigido por Marcia, que conta a história de Ana, uma jovem de 17 anos que vive em uma cidade fronteiriça entre o Brasil e a Argentina. Seu único refúgio é visitar a lan house conhecida como “A Caverna”. É lá que, certo dia, conhece Murilo. Começa então um amor proibido que a faz fugir na aventura de cruzar o estado de moto para participar de um festival musical.

Durante o colóquio, Marcia contou um pouco sobre o objetivo que teve com o filme, que aborda temas como preconceitos e luta de classe. “A ideia do Lua em Sagitário é que fosse um filme que atraísse um público, a princípio, que não se interessaria pela questão. Era, também, produzir algo que não caísse no panfletário e nem no estereótipo.” Ela relatou que, ao mesmo tempo em que pessoas se sentiram representadas ao ver o trailer, pais de adolescentes foram conversar com ela sobre o Movimento Sem Terra (MST). O filme aborda, de maneira sensível, diferentes preconceitos. Se o mais evidente deles é o que existe em relação ao MST,  ela também trouxe a astrologia, que de certa forma, é uma provocação ao preconceito que também existe no próprio movimento.

Ela também abordou a importância de se ir ao cinema em nosso país, principalmente na primeira semana de exibição de um filme, e sobre o cinema brasileiro. “Estamos longe de ser o país do cinema, mas conseguimos mostrar, por meio dele, que o Brasil não é só futebol e samba.” Entre as perguntas do público, Marcia foi questionada sobre a melhor forma de se começar a trabalhar no audiovisual, ao que ela respondeu: “Acho que não existe a melhor forma de se começar no audiovisual. O cinema é uma atividade coletiva. É preciso entender sobre funções, mecanismos, administrar pessoas. Porém, acho que o primeiro passo é gostar e apreciar o cinema. Ler livros, conversar com pessoas diferentes de você, se abrir. Consumir arte e cultura e se interessar pela vida, para além da vida cotidiana.”

Marcia Paraiso é documentarista, roteirista e diretora, atuando há 25 anos no audiovisual e sócia fundadora da produtora Plural Filmes. Co-dirigiu a série “Submerso”- inédita, com previsão de estreia em novembro na Paramount Channel e os longas documentários Terra Cabocla (2015), A maravilha do século (2019) e Sobre sonhos e liberdade (em finalização). Foi também diretora das séries Invenções da Alma (Canal Arte 1) e Visceral Brasil, as veias abertas da música (TVs públicas e Canal Curta). Mãe de Joana e Maria, vive há 17 anos em Florianópolis, Santa Catarina.

O colóquio Identidades no Audiovisual integrou a programação do projeto Narrativas em Movimento, financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, LIC/SM, e que deverá ter continuidade no ano que vem. O projeto já foi aprovado na LIC e está em fase de captação de recursos.

Por Lívia Maria