{"id":6810,"date":"2016-05-19T11:58:39","date_gmt":"2016-05-19T14:58:39","guid":{"rendered":"https:\/\/tvovo.org\/portal\/?p=6810"},"modified":"2021-07-21T15:29:15","modified_gmt":"2021-07-21T18:29:15","slug":"o-poder-do-agendamento-dos-grandes-veiculos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvovo.org\/portal\/o-poder-do-agendamento-dos-grandes-veiculos\/","title":{"rendered":"O poder de agendamento dos grandes ve\u00edculos"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"6810\" class=\"elementor elementor-6810\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-5732ee07 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"5732ee07\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-51022177\" data-id=\"51022177\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-727c6546 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"727c6546\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><a href=\"https:\/\/tvovo.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/agendamento.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-6811\" src=\"https:\/\/tvovo.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/agendamento.jpg\" alt=\"agendamento\" width=\"550\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/tvovo.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/agendamento.jpg 960w, https:\/\/tvovo.org\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/agendamento-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a>Na tarde do dia 12 de maio, \u00e0s 16h, iniciou-se o <i>Col\u00f3quio 100\/20: Jornalismo na era da internet<\/i>, realizado no Theatro Treze de Maio. O tema da primeira mesa foi <i>Novas plataformas, debate p\u00fablico e agendamento na era da internet<\/i>, com a media\u00e7\u00e3o de Marcelo Canellas e participa\u00e7\u00f5es de <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FKGQ3YG7wi0\">L\u00facio Fl\u00e1vio Pinto<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=wEWuKPHXHUo\">Francisco Karam<\/a> e Mois\u00e9s Mendes.<\/p><p>O jornalista e soci\u00f3logo L\u00facio Fl\u00e1vio Pinto n\u00e3o pode estar presente, mas participou por interm\u00e9dio de um <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0_Ukcfvootk\">v\u00eddeo depoimento <\/a>que abriu o debate. Nele, falou a respeito de sua trajet\u00f3ria profissional, sobre a \u00e9poca da Ditadura Militar, quando trabalhou simultaneamente na grande imprensa (Jornal Estado de S\u00e3o Paulo) e na imprensa alternativa (Jornal Opini\u00e3o). Comentou sobre como ele, no Estad\u00e3o, mesmo com toda a censura da ditadura, conseguiu fazer reportagens especiais sobre a Amaz\u00f4nia. Tamb\u00e9m falou a respeito do assassinato do ex-deputado e ativista pol\u00edtico Paulo Fonteles, fato que o motivou a criar o seu pr\u00f3prio ve\u00edculo, o Jornal Pessoal.<\/p><p>L\u00facio Fl\u00e1vio acreditava que, com o fim da ditadura, n\u00e3o haveria motivo para ainda existir m\u00eddia alternativa, afinal, n\u00e3o existia mais a censura. Quando criou o Jornal Pessoal, tamb\u00e9m pensou que seria somente uma \u00fanica edi\u00e7\u00e3o, pois a imprensa era livre pra escrever o que bem quisesse. Entretanto, logo viu que n\u00e3o era bem isso: apesar de n\u00e3o sofrer com a censura pol\u00edtica como outrora, a grande m\u00eddia ainda era e \u00e9 escrava de seus anunciantes e comparsas pol\u00edticos. Foi por isso que o Jornal Pessoal continua at\u00e9 hoje. Como ele \u00e9 feito apenas por uma pessoa e n\u00e3o possui anunciantes, L\u00facio Fl\u00e1vio Pinto pode escrever nele o que quiser, falar mal ou bem de quem entender. O que sai no Jornal Pessoal n\u00e3o sai na grande m\u00eddia, que se auto-pro\u00edbe de publicar diversas reportagens em benef\u00edcio do seu lucro.<\/p><p>Dando prosseguimento ao evento, Canellas chamou ao palco Mois\u00e9s Mendes, ex-colunista da Zero Hora, e Francisco Karam, professor especialista em \u00e9tica no jornalismo. Mois\u00e9s abriu sua fala j\u00e1 remetendo ao acontecimento simb\u00f3lico do dia: o golpe contra o governo de Dilma Rousseff, assunto que acabaria por permear\u00a0tanto o debate da tarde quanto <a href=\"https:\/\/tvovo.org\/portal\/2016\/05\/a-aposta-na-grande-reportagem-em-tempos-de-internet\/\">o da noite<\/a>. Relacionando-o com a tem\u00e1tica do agendamento, o jornalista colocou em quest\u00e3o a capacidade que a imprensa ter\u00e1 de fazer uma avalia\u00e7\u00e3o a respeito do seu papel durante o impeachment daqui a alguns anos, diante da produ\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria de informa\u00e7\u00e3o em meio \u00e0 crise pol\u00edtica. Esta necessidade de auto-avalia\u00e7\u00e3o foi algo apontado pelos dois convidados. Durante toda a crise, a grande m\u00eddia se mostrou favor\u00e1vel ao impeachment da presidenta Dilma, atacando-a de forma grotesca e machista, inclusive, ponderaram os convidados.<\/p><p>Sobre os caminhos da profiss\u00e3o, Mois\u00e9s Mendes decretou: \u201cN\u00e3o podemos ser rom\u00e2nticos ao achar que se pode enfrentar a m\u00eddia tradicional sem encarar o jornalismo como neg\u00f3cio rent\u00e1vel\u201d. Ele lembrou que as vagas de emprego no jornalismo tradicional est\u00e3o ficando raras, e que as demiss\u00f5es s\u00e3o frequentes, ent\u00e3o, \u201cos jovens jornalistas ter\u00e3o que ir atr\u00e1s de outros meios de se fazer jornalismo para sobreviver\u201d. Mendes finalizou a sua fala cobrando o posicionamento dos profissionais da \u00e1rea diante das mais variadas quest\u00f5es, de forma que se tornem verdadeiros ativistas das causas humanistas e lan\u00e7ou: \u201cJornalista reacion\u00e1rio n\u00e3o tem futuro no mundo\u201d.<\/p><p>Nove questionamentos foram abordados pelo professor Francisco Karam em sua fala. As perguntas rodaram em volta de temas pol\u00edticos, como o jornalismo est\u00e1 presente nesse temas e como as novas plataformas podem vir a fazer um jornalismo de qualidade. Ao perguntar-se se o agendamento feito pela imprensa tradicional havia sofrido mudan\u00e7a e talvez enfraquecido com o jornalismo alternativo. \u201cO agendamento da imprensa hegem\u00f4nica \u00e9 forte. O jornalismo alternativo ainda est\u00e1 muito longe de competir diretamente com isso&#8221;, diz o professor, \u00a0destacando a fraqueza da imprensa alternativa perante o poder dos meio tradicionais. Para ele, quem dita o que \u00e9 not\u00edcia ou n\u00e3o ainda \u00e9 a grande m\u00eddia.<\/p><p>Karam fez duras cr\u00edticas ao modo como \u00e9 produzido conte\u00fado na web, apontando necessidade de aprofundamento dos assuntos e que um grande desafio \u00e9 convencer o p\u00fablico do porqu\u00ea se manter informado, do porqu\u00ea de ir atr\u00e1s da not\u00edcias. Outro ponto discutido foi \u00a0a exist\u00eancia de um espa\u00e7o para o debate sincero, na qual o professor coloca: &#8220;N\u00e3o acho que exista um debate sincero. Na m\u00eddia hegem\u00f4nica, o cinismo e o narcisismo se sobrepuseram ao debate&#8221;. O professor ressaltou a import\u00e2ncia de se investir nas novas plataformas e de se investir em um bom jornalismo, aprofundado e pautado nos interesses p\u00fablicos.<\/p><p>Ap\u00f3s as coloca\u00e7\u00f5es dos convidados, abriu-se espa\u00e7o para perguntas do p\u00fablico. Foram levantados questionamentos a respeito de como fazer jornalismo na internet e de como o jornalismo pode se auto-avaliar nas quest\u00f5es a respeito do impeachment da presidenta Dilma. Teve, inclusive, uma pergunta de Mois\u00e9s Mendes para o mediador da mesa, Marcelo Canellas, sobre como fica as grandes reportagens de humanidades no meio de toda essa discuss\u00e3o pol\u00edtica. Canellas respondeu colocando que o valor da grande reportagem nunca foi t\u00e3o imprescind\u00edvel no jornalismo brasileiro. Contou um pouco tamb\u00e9m sobre a luta pelo agendamento nas reuni\u00f5es de pauta para o programa que trabalha, expondo que \u00e9 preciso estudar e estar municiado para defender as suas pautas, saber lutar por elas, para elas ent\u00e3o fazerem parte da agenda nacional.<\/p><p><strong>Por\u00a0Nicoli Saft e Matheus Oliveira<\/strong><\/p><p><strong>Foto Neli Mombelli<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na tarde do dia 12 de maio, \u00e0s 16h, iniciou-se o Col\u00f3quio 100\/20: Jornalismo na era da internet, realizado no Theatro Treze de Maio. 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