Notícias

Cronicaria na versão livro falado


Um dos livros mais vendidos na Feira do Livro 2018 de Santa Maria agora tem versão em áudio. O livro falado Cronicaria foi publicado na plataforma que originou o livro impresso. Ele pode ser acessado na íntegra ou ouvido em faixas em tvovo.org/cronicaria/livrofalado/, além de estar disponível para download.

O livro falado é uma proposta de tornar a literatura acessível a todos, sobretudo para as pessoas com deficiência visual. A ideia de produzir o Cronicaria no suporte de livro falado veio de uma provocação que Daverlan Dalla Lana, um jovem cego, fez à Marcelo Canellas, em maio, no dia de sessão de autógrafos do livro impresso na Feira do Livro.

A partir de então, iniciamos a produção desse desafio. Com suporte do laboratório do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, realizamos as gravações da locução das crônicas, que foram feitas nas vozes dos próprios cronistas: Manuela Fantinel e Marcelo Canellas. A apresentação e as crônicas produzidas em um workshop do projeto do Cronicaria, que integraram a publicação impressa, foram narradas pela voz de Neli Mombelli, que assina a organização do livro e a coordenação do livro falado. O desafio maior foi realizar as audiodescrições das fotocrônicas. Manuela e Julia Machado precisaram estudar sobre o assunto, além de contar com o apoio do Núcleo de Acessibilidade da Universidade Federal de Santa Maria, sobretudo de Cristian Evandro Sehnem.

Julia comenta que há uma ordem de narração das fotos e das ilustrações para compor o enquadramento e possibilitar a compreensão da imagem. Há também a subjetividade que permeia a leitura de determinadas imagens pelo grau de abstração e interpretação que elas podem conter. “Para esse universo de audiodescrições das imagens, tivemos que fazer muita pesquisa e entrar em contato com quem é deficiente visual, para então conseguirmos compreender e realizar da melhor forma. Nunca tínhamos trabalhado com esse tipo de processo. A consultoria do Daverlan e o apoio do Núcleo de Acessibilidade foi essencial”, afirma Julia, que, além das fotocrônicas, narrou outros elementos do livro como capa e ficha técnica. 

Esta é a primeira produção neste suporte que a TV OVO realiza, assim como o Cronicaria foi o primeiro livro impresso. Essas produções levam o selo do Sobrado Centro Cultural, projeto que prevê a integração de múltiplas artes no espaço onde fica a nossa sede. No que se refere a acessibilidade de obras culturais, temos trabalhado com a legendagem de nossas produções audiovisuais e, em 2015, lançamos nosso primeiro curta de ficção, o Poeira, com audiodescrição. Ainda temos muito o que avançar para naturalizarmos a questão da acessibilidade em nossa rotina produtiva, mas temos incorporado essas iniciativas conforme nossas possibilidades e também a partir de parcerias que vamos estabelecendo pelo caminho.

Sobre o Cronicaria

O Cronicaria é resultado de um processo coletivo que integra cronistas e leitores desde sua concepção. Ele nasce da proposição da TV OVO em conjunto com Marcelo, Manuela e mais 126 pessoas que, por meio de um financiamento coletivo via internet, contribuíram para a publicação de crônicas semanais, às quartas e aos sábados, no site do projeto, entre agosto e novembro de 2017.

A partir das publicações, produzimos uma coletânea reunindo crônicas e fotocrônicas que se transformaram em um livro, lançado na Feira do Livro de Santa Maria em maio deste ano. Em um mês, foram vendidos quase 200 exemplares, além da distribuição gratuita de mais de 800 exemplares para as bibliotecas das escolas da rede municipal, que receberam dez exemplares da obra. O livro impresso pode ser adquirido na Cesma, na Athena ou em nossa sede (Floriano Peixoto, 267).

Por Tayná Lopes e Neli Mombelli

 

Manuela e Marcelo gravaram a locução de suas crônicas no estúdio do laboratório de rádio do curso de Jornalismo da UFN. Fotografia de Neli Mombelli

 


Narrativas audiovisuais de resistência e de existência


“Juntar as pessoas para conversar, discutir, refletir, teorizar, praticar, criar fluxos, criar histórias, movimentar, resistir e sempre reexistir”. Foi com esse contexto que Marcos Borba, integrante da TV OVO, abriu o colóquio Narrativas Audiovisuais de Resistência, no último dia 19, na Cesma, que integra o projeto Narrativas em Movimento e tem o financiamento da LIC/SM.

Mais de 80 pessoas acompanharam o debate que trouxe como convidados a roteirista e diretora Inês Figueró, gaúcha radicada em São Paulo, e o realizador audiovisual argentino e diretor de arte, Axel Monsú. Entre os trabalhos mais conhecidos de Inês está o filme Era o Hotel Cambridge (2016), no qual atuou como corroteirista e 3ª assistente de direção. Inês ainda trabalha com oficinas de audiovisual com crianças das ocupações ligadas ao MSTC (Movimento Sem Teto do Centro), que iniciou com a pesquisa de pré-produção do filme e seguiu mesmo com a finalização das gravações. Axel é idealizador do Festival Oberá em Cortos e atualmente está como coordenador do Instituto de Artes Audiovisuales de Misiones, da Argentina.

O colóquio reuniu pessoas com diferentes interesses. A recém-formada em jornalismo Arcéli Ramos contou que, mesmo não tendo uma ligação forte com o audiovisual, resolveu comparecer ao colóquio, pois acredita que em momentos de discussão compartilhada sempre se pode aprender ou relembrar saberes importantes para a atuação como jornalista. Mas o motivo principal pelo qual Arcéli participou do colóquio foi “o desejo de me manter ligada às discussões do fazer jornalístico voltado para a resistência. Eu acho importante trazer a temática da resistência, principalmente porque estamos em um momento muito difícil do coletivo e do encontrar pessoas dispostas a participar da resistência, que estejam na mesma luta”. Na visão de Arcéli, trabalhar temáticas como essa no momento atual é uma ação imprescindível para manter a vontade de seguir em frente.

O professor universitário e pesquisador de história do cinema, Alexandre Maccari, relata que assim que teve conhecimento sobre o tema do colóquio se organizou para estar presente. O professor concorda com Arcéli quando afirma que o tema é de extrema importância para a época que vivemos atualmente, e, ainda ressalta que “o debate é o aspecto fundamental na construção do conhecimento. Eu gostei tanto das falas dos participantes quanto das perguntas que geraram o debate. Creio que ouvir a experiência dos realizadores foi, para mim, o momento mais marcante, em especial ouvir o convidado argentino falando das relações e dificuldades de produzir, sendo esse um ato de resistência”.

A jornalista Marilice Daronco participa dos colóquios organizados pela TV OVO desde a primeira edição. Ela considera o momento muito especial, vê que existe uma conversa e uma troca importante sobre a produção audiovisual. “O tema deste último, em específico, considerei ótimo, principalmente pelo momento difícil que passamos em relação a questões como a desvalorização da arte e da cultura. Cada vez mais teremos de ser resistência e acredito que, como em outros momentos de ascensão de regimes autoritários, a cultura será um espaço particularmente importante de expressão”, afirma Marilice. Para ela, unir audiovisual e resistência em um único debate é uma escolha riquíssima para promover a reflexão, pois há uma ligação forte entre as duas palavras, e exemplifica: “Quando pensamos na forma como o audiovisual se desenvolveu, vamos ver como em diferentes momentos sua história está ligada à resistência. Vou citar um exemplo santa-mariense. Nos anos de 1970, quando vivíamos a ditadura, um grupo daqui fez um espetáculo chamado Onde não houver inimigo urge criar um, o qual era aberto com um curta, feito com uma câmera super-8. A narrativa fazia uma crítica às perseguições que aconteciam naquela época. O espetáculo e o filme percorreram o Estado todo. Um material feito com equipamento amador ajudou a conjugar o verbo resistir. Falo desse exemplo porque o cenário que se desenha no país não é nem de longe de incentivo à cultura. Falar sobre o tema da resistência, sobre como estão as produções no Brasil e Argentina nos ajuda a refletir sobre nosso papel, e ver que as histórias que queremos e podemos contar, muitas vezes, estão mais próximas do que imaginamos”, compartilha a jornalista.

Numa perspectiva geral, Inês e Axel trouxeram assuntos como o fato de as narrativas surgirem de encontros como o colóquio ou em festivais, da situação de estar cara a cara com outras pessoas.  Eles abordaram também a desconstrução da produção e do consumo audiovisual focado nos grandes centros, defendendo que é possível buscar e produzir conteúdo sem ser apenas pelo circuito tradicional e hegemônico; reforçaram, ainda, o quanto é preciso, válido e rico sair às ruas, fazer o cinema na rua, levar a tela para as ruas, ampliar os espaços, criar e formar público; e formar redes de colaboração.

Além destas questões, o debate do colóquio tratou sobre como abordar as comunidades e como construir essa relação entre produtor e personagens, de como se pode contribuir com as comunidades e grupos filmados e não apenas utilizar-se deles para obter resultados em um produto, isto é, tudo o que existe e envolve o audiovisual para além de ligar e desligar a câmera.

Neli Mombelli, integrante da TV OVO, foi a mediadora da discussão. Para iniciar o debate, ela leu o poema A Flor e a Náusea, de Drummond de Andrade, que trata justamente de uma metáfora de resistência, de uma flor que nasce no asfalto, em um solo e espaço inapropriado, mas o fato de existir e resistir a torna bela. Que as discussões do colóquio cruzem as barreiras espaço-temporais da noite compartilhada na Cesma, que sirvam de ponto de partida para novos projetos, parcerias e reflexões; e que o poema de Drummond também traga energia e olhares sensíveis ao mundo, inspire e fortifique as pequenas e grandes ações em prol da cultura, do audiovisual e de toda luta por direitos que não firam a existência de ninguém.

[…]

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que é uma flor

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

[…]

É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

Carlos Drummond de Andrade.

Por Tayná Lopes

Axel Monsú destacou a importância da construção de redes de colaboração para fortalecer a produção audiovisual que se dá fora dos grandes centros e que se pauta por temas de resistência. Foto de Helena Moura.


Colóquio discute narrativas audiovisuais de resistência dia 19/11, na Cesma


Narrativas Audiovisuais de Resistência é o tema a ser abordado pelo segundo colóquio da TV OVO neste ano, no projeto Narrativas em Movimento. A atividade, que será a partir das 20h15min na Cesma, no dia 19 de novembro (segunda-feira), traz dois convidados para o debate.

Inês Figueiró, roteirista e produtora audiovisual, gaúcha radicada em São Paulo, é pós-graduada em argumento e roteiro pela FAAP e estudou documentário na Escuela de Cine de San Antonio de Los Baños, em Cuba.  Entre suas produções está o filme Era o Hotel Cambridge (Eliane Caffé, 2016), no qual atuou como corroteirista e 3ª assistente de direção. Ela também realiza oficina de audiovisual com as crianças das ocupações ligadas ao MSTC (Movimento sem Teto do Centro).

Axel Monsú é realizador audiovisual argentino, idealizador do Festival Oberá em Cortos e atualmente está como coordenador do Instituto de Artes Audiovisuales de Misiones, da Argentina. Também trabalha com gestão cultural, com destaque para o projeto Campus Audiovisual Gauyrá – espacio de experimentacion artística, formación, producción cooperativa y exhibición audiovisual digital, voltado para o desenvolvimento de uma linguagem audiovisual própria e para a construção de uma identidade que envolva organizações do Noroeste argentino, Paraguai e Sul do Brasil, baseado na economia social e na comunicação participativa.

Para participar do colóquio, é necessário realizar a inscrição neste formulário para que seja gerado certificado, ou inscrever-se na hora. A entrada é gratuita. Este é terceiro ano de atividade do projeto Narrativas em Movimento, que busca fomentar discussões que envolvam comunicação, audiovisual, cultura e jornalismo, com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria. Em março, a iniciativa discutiu o documentário, direitos humanos e cidadania, com a presença da documentarista Beth Formaggini e do pesquisador Gilvan Dockhorn. Alé, do colóquios, o Narrativas em Movimento também promove workshops para as diferentes áreas do audiovisual. Amanhã, 10/11, terá o workshop de direção de arte com Luisa Meirelles Copetti, durante todo o dia na sede da TV OVO.

Beth Formaggini e Gilvan Dockhorn, com mediação de Marcos Borba, no colóquio sobre documentário, direitos humanos e cidadania, em março de 2018.


Circuito de exibição percorre escolas municipais de Santa Maria (atualizado)


Hoje começamos o circuito de sessões cineclubistas itinerantes pelas escolas de Santa Maria pelo projeto Olhares da Comunidade. A primeira é na Escola Pão dos Pobres, no bairro Nossa Senhora de Fátima, sessão realizada na manhã desta sexta-feira, 19/10.  Na segunda-feira, dia 22, estaremos às 14h no CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados), no bairro da Nova Santa Marta. Dia 31 deste mês, uma quarta-feira, iremos ao distrito de São Valentim, na escola José P. de Oliveira, no período da tarde, às 15 horas. Na segunda, 05/11, estaremos na Escola Major Tancredo Penna de Moraes, localizada no distrito de Palma, às 15h; na terça, 06/11, na Escola Julio do Canto, às 19h, em Camobi, e na quarta-feira, 07 /11, será na escola Vicente Farencena, também em Camobi, às 10h, prevista anteriormente para o dia 20/10, mas que precisou ser alterada. E o circuito cineclubista se encerra dia 12/11, às 14h, na escola Dom Antonio Reis, no bairro Medianeira.

Os audiovisuais exibidos nas sessões foram selecionados a partir de um edital que convidou realizadores santa-marienses a inscreverem suas obras. Na programação, que tem cerca de uma hora, estão os curtas Pugna
Nada é Perfeito, Linhas Tortas, Um museu de outro mundo e O candidato. Em algumas comunidades em que já produzimos algum documentário, como nos distritos, ou locais em que já trabalhamos com oficinas que resultaram em alguma história audiovisual, a produção também será integrada à lista dos exibidos.

Após cada sessão rola um debate. A programação tem temática livre e busca fomentar diálogo e troca de ideias entre os jovens das escolas e integrantes das comunidades. Os filmes foram selecionados a partir de conceitos como: relevância social, atualidade, narrativa envolvente, fotografia e roteiro. Nossa ideia é promover a circulação de produções, levar o cinema para perto das comunidades, utiliza-lo como ferramenta de debate, compartilhamento de conhecimentos e inspirações.

Além das sessões cineclubistas itinerantes, o projeto Olhares da Comunidade também tem realizado oficinas de formação audiovisual em duas escolas. Em abril estivemos na escola Major Tancredo Penna de Moraes, em Palma, e na próxima terça iniciaremos o ciclo de formação na escola Dom Antônio Reis, no bairro Medianeira. O projeto tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Sessão na escola municipal Pão dos Pobres. Fotografia de Heitor Leal.


Último documentário sobre os distritos registra a história de Pains


O projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, está se encaminhando para o fim. A missão de contar a história em vídeo dos nove distritos que compõe Santa Maria está quase completa. Todos depoimentos dos moradores e as imagens bucólicas e cheias de vida que evidenciam a riqueza cultural e histórica do município estão disponíveis no nosso canal no YouTube. Em breve, o último documentário da série será acrescentado na conta. Agora, as lentes das câmeras tem se voltado para o distrito de Pains.

O trabalho de apuração e pré-produção já foi realizado pela equipe e as informações coletadas serviram de base para a criação da ideia do documentário. Na direção do documentário estão Alexsandro Pedrollo e Heitor Leal, dando o tom do estilo e da narrativa da produção. Ao longo de quatro dias de gravação, os moradores abrem as portas de suas casas para nos receber e compartilharem conosco a relação histórica e afetiva que possuem com o distrito de Pains. “A ideia é conhecer o distrito a partir das pessoas que moram lá. Como se estivéssemos fazendo uma visita e conhecendo essas pessoas no seu dia a dia”, comenta Heitor.

As gravações do documentário ocorrem durante este mês. Alan Orlando, integrante da equipe, é responsável por fazer algumas imagens nas diárias de gravações e conta sobre participar da realização de mais um filme. “É gratificante poder percorrer os distritos fazendo o que mais gostamos. Contamos com a colaboração e hospitalidade dos moradores dos distritos. A ajuda deles com informações sobre o lugar, histórias e indicações de pessoas são essenciais. A possibilidade de fazer audiovisual somada a oportunidade de conhecer mais o lugar em que vivemos me deixa feliz e realizado”.

Por Tainara Liesenfeld

Cena captada na localidade São Geraldo, no distrito de Pains. Foto de Renan Mattos.

 


Pode chover que agora estamos protegidos


Perrengue é uma palavra frequente no vocabulário dos integrantes da TV OVO quando se fala em infraestrutura.  Principalmente quando havia previsão de chuva, aí  que surgiam as rugas na testa: corre para buscar lona, transfere equipamentos para outros lugares, consegue galocha emprestada. Foram muitas ventanias, tempestades, salas alagadas, planos A, B, C e D, muita contabilidade, pesquisa de preços e contatos para o serviço. Finalmente estamos livres das goteiras no galpão, pelo menos é o que se espera.

O telhado feito de tesouras de madeira e telha francesa estava com a estrutura comprometida em função de cupins, da porosidade das telhas antigas e também por já ser um ancião (datava de 1940). Já havíamos realizado uma reforma que não deu conta (em 2012, quando nos mudamos para o galpão, chegamos a fazer uma campanha de financiamento coletivo para consertar o telhado) e a única solução encontrada foi trocar a estrutura. Agora a madeira foi substituída por treliças de aço e as telhas por ligas de alumínio e zinco.

Durante os dias de troca do telhado recebemos a visita dela, claro, a chuva! Porém, como diz a legenda de uma de nossas fotos no Instagram: “Ficar sem telhado por uns dias também tem sua poesia”. Era um tanto artístico poder ver um pedacinho do céu entre as tesouras de madeira e o reflexo que se formava da água empossada no piso: resultava num desenho bonito. Aproveitamos o momento para rechear nossa timeline de imagens inspiradoras e conceituais, porque, afinal, não temos nada contra a chuva.  Ela é necessária para que não amarguemos na secura.

Após cerca de 20 dias, estamos de “chapéu novo”, embora um pouco mais barulhento quando as gotas de água beijam a sua superfície, e com um pouco de menos conforto térmico, quando os raios do sol incidem sobre ele, e não tão bonito e histórico como costumava ser, mas, afinal, protegidos.

Por enquanto as salas da TV OVO têm caixas de documentos, materiais de construção e poeira para todo lado e é nessa desordem das coisas que vivemos o caos criativo de nossas ideias, projetos e conversas. Felizes com um novo teto, inspirados pelo caos e torcendo por novas obras: a construção do tão sonhado Sobrado Centro Cultural.

Por Tayná Lopes

Dias de chuva sem telhado produziram alagamentos de imagens poéticas. Foto de Denise Copetti