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TV OVO produzirá documentários no RS e SC


Nos próximos meses, a TV OVO irá produzir quatro documentários que retratam Pontos de Cultura do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O projeto Mosaico de Identidades está entre as 20 iniciativas vencedoras do edital de Projetos de Documentários sobre Pontos de Cultura e Ações do Programa Cultura Viva proposto pelo Lab Cultura Viva, da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ), em parceria com o Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura, e com a Fundação Universitária José Bonifácio. Ao todo, serão 80 documentários produzidos até o final do ano que farão parte de uma revista eletrônica.

De 10 a 14 de agosto, dois integrantes de cada projeto participarão de oficinas de produção e linguagem audiovisual no Rio de Janeiro. Serão oferecidas oficinas nas áreas de Documentário Contemporâneo (Consuelo Lins); Fotografia (Stefan Hess); Edição (Joana Collier); Produção (Cavi Borges) e Roteiro (Anna Flavia Dias Salles).

Os Pontos documentados pela TV OVO serão o PC Clareira da Mata, de Caçapava do Sul/RS, o PC Voluntário Vitória Régia, de Porto Alegre/RS, o PC Escolinha de Cinema, de Criciúma/SC e o PC Loja de Artesanato, de São Francisco do Sul/SC.


Mutirão no bairro do Rosário


Neste sábado, 21 de maio, a partir das 13h30min, a equipe da TV OVO irá percorrer o Bairro do Rosário para fazer imagens e conversar com a vizinhança em busca de histórias de moradores que vivem há bastante tempo no local e/ou que tem histórias para contar sobre a formação do bairro.
Quem quiser compartilhar suas experiências, pode nos abordar na rua ou, às 16h, ir até a praça do Rosário. Estaremos lá, aguardando ansiosamente. Quem não tem história para contar e não conhece quem tenha, pode nos ajudar divulgando a ação.
O mutirão é o primeiro passo da pesquisa de campo que estamos fazendo para produzir um documentário sobre bairro. O doc integra o projeto “Por onde passa a memória da cidade“, que foi aprovado na LIC municipal deste ano.

Festa de Aniversário da TV OVO no DCE


Festejamos o audiovisual, a cultura e o protagonismo juvenil!

Venha comemorar com a gente.

Sábado, 14 de maio, na boate do DCE, a partir das 23h59min.

Rock’n’roll da melhor qualidade, com as bandas Vintage e Rinoceronte.



Marcelo Canellas e muito debate nos 15 anos da TV OVO


Mesmo com o frio da noite desta segunda-feira (2), o público não deixou de ir à Feira do Livro prestigiar Marcello Canellas. Mais do que isso, o Livro Livre com o jornalista, em comemoração aos 15 anos da TV OVO, esquentou a praça Saldanha Marinho e contagiou o público com diversas questões pertinentes à  Santa Maria.

O bate-papo começou com Marcos Borba, coordenador de produção da TV OVO, que falou sobre a história da Oficina de Vídeo – TV OVO e sobre a  importância social dela  na formação de jovens. Como a temática da conversa era a memória e a  identidade da cidade e de como o jornalismo pode contribuir no resgate desses aspectos, Borba salientou a importância do acervo que a organização mantém e alimenta sobre a memória da cidade, em especial, das comunidades. E, destacou também, o projeto “Por onde passa a memória da cidade” que busca resgatar o patrimônio material e imaterial de Santa Maria. Após, passou a palavra à Canellas.

O jornalista contou que, quando saiu de Santa Maria, a TV OVO ainda não existia, mas, que após, começou a acompanhar pelas matérias na mídia o trabalho da entidade. Disse ainda, que sempre quis poder ajudar de alguma forma e, por este motivo, ficou  muito feliz com o convite para participar da comemoração dos quinze anos.

O passado presente

O futuro não excluiu o mundo antigo, muito pelo contrário. Para Canellas, moderno, hoje, é cuidar do passado.  Segundo ele, o tempo em que se precisava destruir o passado para construir o futuro já passou. Atualmente, é preciso essa ancoragem, pois sem a identidade o sujeito fica perdido.

Para ilustrar a contribuição do jornalismo na preservação da história, o repórter da Rede Globo mostrou duas reportagens suas que envolviam o resgate da memória. Em seguida, afirmou que o papel do jornalismo está na repercussão que as reportagens podem ter. Ou seja, o jornalista deve jogar uma luz, gerar uma discussão sobre assuntos que muitas vezes estão embotados pelo olhar acostumado ou pelo preconceito.

Nessa linha de pensamento, ele questionou como Santa Maria não aproveita o imenso patrimônio de seu passado; como não reúne suas forças para promover um desenvolvimento que tenha como base a sua história; e como ainda não fez um projeto que englobasse várias áreas e que recuperasse a cidade.

– Atrás de tanta publicidade e da massaroca de fios, no centro da cidade, está escondido um grande tesouro –  argumentou Canellas. Ele também deu ênfase à importância da recuperação da mancha ferroviária.

O trabalho da TV OVO vem ao encontro disso e, segundo o repórter e cronista, é fantástico, pois faz com que a comunidade abra os seus olhos. Além disso, a cidade precisa pensar no tipo de desenvolvimento que quer. Dentro disto, está o desenvolvimento econômico, pois é ele que gera também a recuperação do material. Canellas brincou que Santa Maria não é Caxias do Sul, referindo-se que precisamos pensar em um desenvolvimento para a cidade que tenha a cara dela.  Ele argumentou ainda que o ambiente da feira do livro é muito propício para que se pense neste projeto. Mas que quem deve executá-lo é o poder público.

Canellas  vê o papel do jornalista interligado ao do cidadão. Ele deve levar para dentro da redação aquilo que o incomoda e o que o inquieta, transformando isso em pauta. O trabalho jornalístico e o ser cidadão se confundem, pois, para Canellas, quem não é ético em sua conduta fora do trabalho, também não será nele. Conforme o jornalista, o trabalho do jornalismo não é transformar as coisas, mas mostrá-las:

– É a sociedade organizada que muda a realidade brasileira.

O papel do jornalista deve ser não só o de acatar ordens, mas também, o de sugerir abordagens dentro do veículo que trabalha. Durante as discussões, muitas vezes foi colocado  também  pelo público que a mídia local não dá a devida atenção para a questão da memória de santa Maria.

Ao ser questionado pelo público sobre o que mais o impressionou em todos seus trabalhos, o jornalista citou a desigualdade social. Ele diz que, embora tenhamos condições de resolver o problema, nada é feito. Isso já fez com que ele questionasse o seu papel de jornalista.

Canellas deixou claro que tudo que falou, falou como santa-mariense e como alguém que tem um vínculo muito especial e uma relação de afeto com a cidade. O jornalista adquiriu,há pouco tempo, uma casa antiga para restaurar, pois diz que se incomodava de ver algo tão valioso completamente abandonado.  Agora, busca parcerias para decidir o que será feito com ela.

O jornalista questionou, ainda, porque Santa Maria não conseguiu entrar no PAC de recuperação de cidades históricas, tendo em vista o seu potencial para isso.  Ao ser questionado se o problema de Santa Maria estaria no grande fluxo de pessoas que transita pela cidade e que permanece pouco tempo nela, Canellas disse que acha que a troca de experiências enriquece a história do lugar.

A preocupação com os rumos de Santa Maria foi constante durante a conversa. Ao final, ele parabenizou a TV OVO por valorizar a memória da cidade e por ter criado um acervo de documentações sobre ela.

Texto e fotos: Ananda Delevati


Treze: O Palco da Cultura apresenta “Barrela”


Uma obra do dramaturgo Plínio Marcos marca a estreia de um grupo de teatro de Santa Maria ao grande público. Na próxima quinta-feira, 5 de maio, no Theatro Treze de Maio, às 20h30min, será encenado o espetáculo teatral Barrela. A montagem do Grupo Ação de Experimentação Cênica retrata os conflitos em um dia na vida de seis presos (Portuga, Bahia, Tirica, Fumaça, Louco e Bereco) confinados em uma pequena cela. A situação se agrava com a entrada de um novo preso, um tipo burguês, batizado pelos outros de “Garoto”, que acaba sendo violentado pelos colegas.

Escrita pelo conceituado dramaturgo Plínio Marcos em 1958, Barrela continua atual. Criticar o sistema prisional brasileiro e as relações de poder e crueldade dos homens, de forma a provocar ao público presente questionamentos, são o principal objetivo do Ação de Experimentação Cênica ao apresentarem a peça.

Duração 50 minutos. Classificação 18 anos.

Ingressos à venda na bilheteria do Theatro:
Público em geral: R$ 12,00
Sócios do Theatro Treze de Maio: R$ 10,00
Idosos e estudantes: R$ 6,00

Divulgação: assessoria Grupo Ação de Experimentação Cênica


Uma história de 15 anos


A Oficina de Vídeo TV OVO é um projeto que foi idealizado na Vila Caramelo, na região oeste de Santa Maria.

Tudo começou quando Paulo Tavares, entusiasta do cinema, propôs uma oficina de realização audiovisual em conjunto com a Associação Comunitária da Vila Caramelo. Esse foi o ponto inicial, e a partir de então, 20 oficinas foram realizadas, atingindo um público de mais de 500 jovens de toda a cidade. Entre os objetivos das oficinas está o de fazer com que eles não sejam somente telespectadores, mas sim, protagonistas do relato de suas histórias. O que no princípio tinha apenas a proposta de mostrar a realidade e a cultura das várias comunidades dos jovens santa-marienses, tornou-se um meio de comunicação comunitário.

Durante nossa trajetória, desenvolvemos diversas atividades no campo da cultura e da comunicação. Participamos de cineclubes, realizando exibições itinerantes e discussões sobre o audiovisual; co-produzimos o programa Povo Gaúcho, da TVE-RS; desenvolvemos o projeto TV OVO no Ônibus, no ar há 10 anos e que ganhou o Prêmio Mídia Livre; somos Ponto e Pontão de Cultura por meio de edital do Ministério da Cultura; participamos de coberturas colaborativas; desenvolvemos projetos educacionais; e realizamos documentários que resgatam a memória e a identidade de Santa Maria, o que nos rendeu o prêmio Cultura Viva.

A ideia que envolvia protagonismo juvenil e audiovisual gera frutos – hoje temos 15 anos e uma grande bagagem que forma uma teia de histórias de vida, audiovisual e cultura.

Conheça um pouco mais sobre nossa história:

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