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Torcida pela garra da América do Sul


Torcedores sul-americanos na 17ª Feicoop

Uruguaios e brasileiros acompanharam juntos o jogo de sábado à tarde pela final da Copa do Mundo. Uruguai e Alemanha disputaram o terceiro lugar. Nos estandes da Feira, a torcida pelo país vizinho era grande.

Segundo a atriz Luise Scherer, depois que o Brasil saiu da Copa, sua torcida foi para os países da América do Sul. O placar do jogo foi 3×2 para a Alemanha. Mas não pense que o clima ficou triste após o fim da partida, brasileiros e uruguaios aplaudiram com emoção a garra da seleção celeste.

O terceiro lugar do Mundial de Futebol ficou com a seleção Alemã. Hoje às 15h, as seleções da Espanha e da Holanda disputam o primeiro lugar do campeonato. Você pode conferir o jogo no telão do palco principal da 17ª Feicoop.

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Foto: Júlia Schnorr

Texto: Sabrina Kluwe


Pavilhões lotam no sábado


A chuva deu trégua neste sábado e os pavilhões da 17ª Feicoop ficaram lotados, especialmente à tarde. Embora a caminhada entre os estandes fosse dificultada pelo número de visitantes, a diversidade de produtos dos países do Mercosul era uma grande atração.

A praça de alimentação também ficou cheia, ainda mais na hora do jogo da Copa do Mundo ou enquanto eram apresentadas as atrações culturais. Como marca da 17ª Feicoop e da própria economia solidária, há diversidade nas escolhas na alimentação e até produtos típicos, como cervejas artesanais da Argentina, podem ser encontradas.

Texto e fotos: Júlia Schnorr


Povos Indígenas integram o movimento de economia solidária


Índios do Mato Grosso, Bahia e interior do Rio Grande do Sul representam os povos indígenas na 17 ª Feicoop. Ervas naturais, usadas com sabedoria ancestral, e coloridos artesanatos são alguns dos elementos culturais das etnias presentes. Guaranis, Kaingangs e Pataxós integram a comunidade indígena.

Kolinã Terena, do Mato Grosso do Sul, comenta sobre a importância da Feira e do movimento de economia solidária. Um dos precursores da Associação dos Povos Indígenas, em Santa Maria, Kolinã diz que se sentiu muito acolhido na Feira.

O outro depoimento é do índio Merong Tapurunã, da etnia Pataxó Hãhãhãe. Vindo da aldeia Caramuru, na cidade de Pau Brasil, Bahia, ele comenta sobre o período que está no Rio Grande do Sul.

Em um momento de comunhão, os índios de diferentes tribos mostram o canto religioso da tribo Pataxó Hoteho Me a Konehõ Tanara, que em português significa Nós somos filhos da natureza.

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Texto: Priscila Costa

Fotos: Júlia Schnorr


Retalhos brasileiros: Abayomi


Na língua africana ioruba, “Abayomi” significa “meu momento’, “meu presente” e dá nome às Bonecas Negras idealizadas pela maranhense Lena Martins, uma artesã,  educadora popular e militante do movimento de mulheres negras. Seu trabalho iniciou-se em 1988 na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro e consiste na construção de bonecas negras feitas com sobras de tecidos de confecções, sem uso de costura ou de cola.

Inspiradas em personagens do carnaval, cotidiano, circo, contos de fadas, lendas e orixás, as Bonecas Abayomi, sempre negras, buscam reconhecer a importância da identidade e cultura afro-brasileira para superar a desigualdade de gênero e racial, integrando a memória do país e a tradição dos saberes populares.

“Passa, passa gavião, todo mundo é bom”

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Cerca de 30 pessoas participaram da oficina ministrada por Lena Martins nesta tarde de sábado na 17º FEICOOP, em parceria com o Museu Treze de Maio, no espaço denominado “África/Brasil – Memória e Cultura”. Além do trabalho com tecido, a oficina contou com realização de exercícios, místicas e cantigas de roda. O uso de ervas foi utilizado tanto para a montagem dos bonecos-bebês Abayomi quanto para lembrar que “todos nós fazemos parte da natureza”.

Texto: Francine Nunes

Fotos: Marcelo Cabala


É possível jogar com outra economia?


“Como jogar um jogo onde não há vencedores ou perdedores” assim começou a Oficina de Construção de Jogos Solidários no sábado à tarde dentro das atividades da FEICOOP no Colégio José Otão. A oficina foi ministrada por Robson Patrocínio e Gabriela Caspary que vieram do Rio de Janeiro para uma troca de informação para a construção de jogos solidários.
A idéia dos jogos solidários é de promover uma partilha de vivencias das ONG’S e dos movimentos sociais para a construção de um jogo pedagógico voltado para adultos e crianças para a pensar a economia de forma diferente, tendo uma visão do micro para o macro.
Dentro da oficina se discutiu a origem da palavra economia e suas particularidades dentro de cada período da história da sociedade. Segundo a ministrante Gabriela Caspary “saímos de uma economia organizada pela partilha na pré-história para uma economia individualista e neoliberal.” Dentro destas críticas ao atual sistema econômico o outro ministrante Robson Patrocínio acredita que as ações organizadas podem contribuir para que se possa pensar que uma outra economia é possível. Para ele a partir das trocas de idéias e partilhas de informações é possível contribuir para que se possa continuar com a discussão sobre a economia solidária.
Robson Patrocínio e Gabriela Caspary trabalham no PACS (Instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul) uma ONG do Rio de Janeiro há 12 anos. A instituição promove formações junto aos movimentos e outros atores sociais na busca de se pensar e se fazer diferente o sistema sócio-econômico.
Texto por: Carolina Moro
Fotos por: Felipe Capeleto

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Em busca de uma identidade


Os catadores e apoiadores da causa debateram, nesta tarde de sábado, a importância do reconhecimento da classe e da visibilidade da mesma. A identidade e a emergência de políticas públicas também foram um dos temas debatidos durante a conversa que contou com a presença de diversos países, como Argentina e Uruguai.

A mediadora da conversa foi a integrante da Associação dos Selecionadores de Material Reciclável, ASMAR, Margarete Vidal da Silva, que trabalha há muitos anos com a questão da reciclagem e da consciência ecológica que resulta do processo. Margareth, assim como os demais integrantes, entende que a prioridade do momento é criar uma identificação de classe para que se torne possível o reconhecimento do trabalho e a exigência de políticas pública que viabilize o trabalho dos catadores.

Claro que preconceitos ainda circundam a categoria, ultrapassando fronteiras. Na Argentina, assim como Uruguai, os catadores também passam por situações constrangedoras. Os problemas são parecidos, mas precisam ser fomentados. A busca agora é pela criação de redes e de associações para fortalecer o trabalho

A troca de experiências entre os países conseguiu iniciar esse fomento. Basta agora transformar toda a discussão em trabalho e criação de consciências.

Texto e Foto : Francieli Jordão