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Roda de Conversa com Mulheres Negras em homenagem ao dia Internacional Contra a Discriminação Racial


Na última quinta-feira, 29 de março, teve Roda de Conversa com Mulheres Negras – Militância e Protagonismo das Pretas no Centro de Convenções da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O evento marcou a finalização do evento Negras e Negros na Cultura na Ciência e nos Movimentos Sociais em comemoração ao Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, celebrado no dia 21 de março.

A Roda de Conversa contou com a mediação do Grupo de Estudos Pós-Abolição – GEPA e a participação especial da Malu Viana, educomunicadora e rapper porto-alegrense. Além da exposição fotográfica de Dartanhan Baldez Figueiredo, intitulada Negras e Negros na Cultura, nas Ciências e nos Movimentos Sociais, que retrata o negro atuante da nossa sociedade. Dentre as atividades promovidas durante a tarde houveram apresentações artísticas com dança e capoeira, além de rimas da rapper Malu.

O evento teve seu início no dia 21 de março e se estendeu pelos dias 25 e 29 de março, com a curadoria da Associação de Arte e Cultura Negra Ará Dudu, Pondá Assessoria e o fotógrafo amador Dartanhan Baldez Figueiredo.

Confira mais detalhes no vídeo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Fernanda Marques


Poético e político – As várias faces da tragédia da boate Kiss em “Depois Daquele Dia”


O Cineclube da Boca transformou-se num espaço para uma sessão de empatia, comoção e lágrimas. Na última terça-feira, 27 de março, foi exibido o filme Depois Daquele Dia,  com produção da TV OVO e dirigido pela jornalista Luciane Treullieb,  irmã de João Aloísio Treulieb, uma das vítimas da tragédia da Kiss.

O filme narra a história de como se sucedeu os 5 anos após o dia 27 de janeiro de 2013, trazendo diferentes pontos de vista de pessoas de Santa Maria que presenciaram a dor e o luto de uma cidade, o barulho e o silêncio causados pela tragédia.  A narrativa traz relatos de amigos e familiares de vítimas, além de entrevistas com olhares técnicos, como uma engenheira e especialistas como um psicólogo e um sociólogo.

Após a exibição, houve um debate sobre o documentário. Perguntas de como se deu a escolha dos entrevistados foram comentadas pela diretora Luciane, que relatou um pouco da sua experiência numa produção em que ela está envolvida de diversas formas. Também foram levantadas questões técnicas sobre áudio e vídeo. Entre os comentários, destacou-se a força poética da forma como o documentário trabalha com as imagens e a delicadeza como aborda a história, mas também a potência do seu papel político para enfrentar o esquecimento da tragédia que se alastrou após o primeiro ano do incêndio.

Eliane Corrêa (54), que é professora de fisioterapia na UFSM, e estava entre o público presente, comentou que o documentário é muito importante para a cidade, pois evita que a tragédia da Kiss caia no esquecimento. Ela contou que acompanhou alguns casos de sobreviventes logo após a tragédia e que pode observar sequelas que muitos terão pelo resto da vida por conta da inalação da fumaça.

Bruno Gonçalves de Oliveira também acompanhou a sessão. Ele, que foi um dos entrevistados do documentário, assistiu o filme pela primeira vez. “Mexe bastante, a gente acaba vivenciando tudo de novo”, comenta. Bruno era amigo de João Aloísio e ficou muito comovido com o documentário.

A exibição de Depois Daquele Dia integrou parte da programação de lançamento do projeto Memorial da Vida da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que homenageia as vítimas da tragédia da Kiss.

Por Larissa Essi

Sessão lotada na exibição do filme Depois Daquele Dia no Cineclube da Boca. Foto Renan Mattos

 


Assimetria, festival de filmes universitários, está com inscrições abertas


O Assimetria –  Festival Universitário de Cinema e Audiovisual está com inscrições abertas, gratuitas e online, até às 23h59min do dia 16 de abril de 2018. As sessões dos filmes selecionados e premiação ocorrerão entre os dias 14 e 16 de maio de 2018, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em Santa Maria/RS.

Essa primeira edição é experimental e abrangerá somente filmes de até 25 minutos realizados em Instituições de Ensino Superior (IES) da região Sul do Brasil. O intuito é difundir o curta-metragem universitário e promover a reflexão sobre as produções cinematográficas dos estudantes de graduação e pós-graduação, além de buscar contribuir para a promoção da cultura local, nacional e sul-americana.

Poderão concorrer curtas-metragens universitários nas categorias de ficção, documentário e experimental, finalizadas a partir de janeiro de 2016 e realizadas no período de graduação ou pós-graduação, vinculadas a uma IES. As equipes devem ter sido compostas por pelo menos um estudante universitário e/ou egresso que assina uma das principais funções da obra (veja o regulamento).

Esta é a primeira edição do festival Assimetria, que é um projeto de extensão do Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM, em parceria com a TV OVO, com o Cineclube da Boca e com professores do curso de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Acompanhe o Assimetria pela página no Facebook, que também serve de canal de comunicação para dúvidas, além do e-mail assimetriacine@gmail.com.

Por Fernanda Marques


Documentário Depois Daquele Dia será exibido na próxima terça, 27/03


As cicatrizes deixadas pela tragédia da Boate kiss transformaram-se em uma construção fílmica sensível e forte: o documentário Depois Daquele Dia. Uma homenagem, uma memória, uma representação que traz de parte da dor, da saudade e do afeto de Santa Maria em relação aos jovens da Kiss. Para quem ainda não pode assistir, vale a pena se organizar para acompanhar a sessão na próxima terça-feira, dia 27 de março,  no Cineclube da Boca. A sessão será às 19 horas no Auditório do prédio 67, no campus da UFSM.

A exibição do documentário é uma das atividades de lançamento do projeto Memorial da Vida, que deve ser construído no campus para homenagear às vítimas da boate. Depois Daquele Dia tem duração de 50 minutos. A direção e o roteiro são de Luciane Treulieb, alguém que sentiu no coração o vazio da perda. Luciane é irmã de João Aloisio Treulieb, um dos 242 jovens que morreram e traz uma investigação em primeira pessoa sobre os impactos e aprendizados deixados pela tragédia na cidade.

A proposta de Luciane ao transformar a Kiss em um audiovisual se deu a partir do trabalho de conclusão do mestrado em Periodismo Documental, realizado na Universidad Nacional de Tres de Febrero, na Argentina. A TV OVO assina a realização do filme.

Por Tayná Lopes

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Colóquio Documentário, Direitos Humanos e Cidadania – um tema que veio a calhar


Um tema que nunca sai da pauta, ou, pelo menos, não deveria! Direitos Humanos e Cidadania foi o enfoque da primeira edição de 2018 do projeto Narrativas em Movimento, que contou com a participação Beth Formaggini e de Gilvan Dockhorn, realizado na Cesma. Beth é documentarista e historiadora pela Universidade Federal Fluminense, ela também é pesquisadora e fundou a produtora 4ventos. Dockhorn é historiador e professor da Universidade Federal de Santa Maria.

Antes do colóquio, exibimos o documentário Pastor Cláudio (2017, 75′), que tem direção de Beth Formaggini e que traz uma reveladora conversa entre o psicólogo Eduardo Passos e o Bispo evangélico Cláudio Guerra. Guerra é ex-chefe da polícia civil, e o mesmo assassinou e incinerou militantes que se opunham à ditadura civil militar do Brasil. O documentário, bastante impactante, trouxe diversos elementos para pensar a história  política do nosso país e os seus reflexos nos dias de hoje.

Durante o colóquio, o documentário foi bastante mencionado, sobretudo  a respeito da forma, bastante fria, como Guerra conta as histórias da época e também sobre a impunidade dele e de tantos outros, que cometeram esses mesmos crimes, decorrentes da maneira como se prosseguiu com a anistia no Brasil. Também foram abordadas questões como a morte da vereadora do PSOL, Marielle Franco. Beth comentou que “além da homofobia, que matou uma mulher lésbica, militante, negra, tem também outras forças que estavam atrás desse gatilho.”

Dockhorn comentou que leu o livro de Cláudio Guerra (Memórias de uma guerra suja) e afirmou: “Eu li o livro do Guerra, que é assustador também, mas, mais assustador, é ver o sujeito falando”, referindo-se à postura dele no documentário de Beth. O professor ressaltou ainda a importância de filmes como este,  pois “literatura, ficção, livros de história não dão a cara e a voz.”, como o cinema o faz. Para ele, documentários são essenciais para a preservação da memória e para um melhor entendimento de alguns assuntos espinhosos, como o da ditadura.

Durante o colóquio, o público, que lotou o auditório com espaço para mais de 200 pessoas, também trouxe questões relacionados à temática documentário, direitos humanos e cidadania. A programação teve financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Confira a conversa que tivemos com Beth Formaginni e Gilvan Dockhorn após o debate.

Por Larissa Essi
Fotografia de Renan Mattos

Colóquio direitos Humanos


GloboLab Profissão Repórter – Oficina de reportagem com troca de ideias e cocriação


Incentivar com bons exemplos: assim é a oficina de reportagem do GloboLab em parceria com o Profissão Repórter. No dia 12 de março, segunda-feira, viajamos, entre nove pessoas, até Porto Alegre, juntamente com acadêmicos de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Maria e do Centro Universitário Franciscano para participar da 6ª ediçãodo Globo Lab Profissão Repórter.

A atividade foi conduzida pelos jornalistas Caio Cavechini e Eliane Scardovelli, que compartilharam das suas experiências nas reportagens do programa. Foram apresentados trechos de algumas reportagens produzidas no Profissão Repórter, dando exemplos de abordagens criativas, pautas, construção da reportagem e afins. Tudo isso visando para que os jovens participem de uma seleção realizada pelo projeto.

Os participantes  poderão produzir um vídeo  entre 3 e 5 minutos, em dupla, e enviar o material para a equipe do GloboLab: Profissão Repórter. Serão selecionadas as dez melhores reportagens, e as duplas escolhidas vão participar de uma imersão na redação do programa, em São Paulo, durante uma semana. Além disso, o material será exibido na página do Profissão Repórter na internet. Para saber mais sobre o programa você pode acessar o site.

 

Por Larissa Essi

globolab profissão repórter

Integrantes da TV OVO com Caio Cavechini e Eliane Scardovelli.