Oficina de audiovisual: ensinar e aprender na mesma medida setembro 25, 2018


Se pararmos para pensar um minuto de forma profunda, percebemos que a cegueira causada pelo excesso de imagens nos ataca dia a dia. Exercitar o olhar e a criatividade é cada vez mais difícil em meio a tantas cores, sons e formas. E é justamente essa ideia de “cegueira” em meio ao caos de informações que motiva e direciona o trabalho da equipe de oficineiros da TV OVO, nas oficinas formação direcionadas ao audiovisual.

Francine Nunes, integrante do atual grupo de oficineiros, ela ressalta que elas são muito importante,  já que “a TV OVO nasce baseada nisso, na realização de oficinas e formação de jovens para o audiovisual. Então eu fico muito contente que 22 anos depois a gente ainda esteja trabalhando com oficinas, isso é manter uma essência”.

A primeira oficina realizada neste ano foi na escola Tancredo Penna de Moraes, localizada no distrito de Palma. Alan Orlando, integrante da equipe de oficineiros, relata que é muito bom ver o interesse, a curiosidade e a vontade das crianças e adolescentes de entender um universo novo que chega até elas.

Um dos desafios encontrados na aplicação desta oficina foi a idade das crianças, Francine conta que a turma era formada por alunos de diferentes idades, de 10 até 15 anos. “Eu sei que pode parecer que são só cinco anos de diferença, mas nessa fase da vida cinco anos é um abismo, era visível a diferença que cada criança interagia com as atividades e para nós era extremamente desafiador explicar e orientar cada um de um jeito diferente. Mas, no final, o resultado foi excelente, eles conseguiram falar sobre temáticas que perpassam a vida deles, a escola, as vivências adolescentes. Eles conseguiram colocar tudo isso no produto final e fazer um produto que falasse sobre o que eles viam e sentiam. Resultou num vídeo sobre o que é importante pra eles nesse momento”, explica Francine.  Foram produzidos dois vídeos, um sobre o tema ódio e preconceito e o outro sobre respeito a todos.

Francine caracteriza o projeto como um estímulo para que os alunos desenvolvam audiovisualmente o que elas já sabem a partir do cotidiano.  Para ela, a proposta faz pensar sobre o que podemos fazer a partir de nossa experiência em conjunto com domínio da tecnologia e do audiovisual. A partir dessa interface, a oficina propõe pensar sobre a relação com a comunidade em que a gente vive, envolvendo criatividade, habilidades e desejos.

“As dinâmicas escolhidas para compor essa oficina tem apenas propostas que partem da realidade das crianças. Hoje elas já têm muito contato com o audiovisual, elas consomem muito o audiovisual, elas têm acesso ao celular, a câmera, então a gente já sai desse lugar que é o de que nós vamos lá só ensinar coisas. Elas já sabem muito, é uma oficina muito mais de troca. É um estímulo à forma de expressão, ao que eles querem dizer para o mundo, mostrar para as outras pessoas, ao que sentem, ao que pensam e ao que expressam”, finaliza Francine.

As oficinas fazem parte do projeto Olhares da Comunidade 2018 que tem o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (Lic/SM).

Por Tayná Lopes

Exercício de enquadramento no projeto Olhares da Comunidade no distrito de Palma.

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Postado por: Neli Mombelli

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