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Participantes aprendem a reciclar óleo de cozinha


No dia de sábado várias oficinas estão ocorrendo na 17ª Feicoop. Natalia Soares, participante da Pastoral Ecológica, é oficineira de sabão ecológico, sacolas plásticas e sombrinhas. Ela ensinou os oficinandos a fazer sabão em barra e líquido, além de detergente. Para ela, é uma forma de reciclar óleo usado, colaborando para a motivação da reciclagem. Segue abaixo a receita para realizar um sabão ecológico:

1 kg de soda para sabão

2 litros de água fervente

6 litros de óleo usado

Mexa por quinze minutos a mistura dos ingredientes, mas sempre na mesma direção. Guarde para secar em recipientes como caixas de leite cortadas ao meio. Dependendo do tempo, se úmido ou não, dá para desenformar em 4 horas ou 3 dias. O sabão em barra demora 7 dias para ficar utilizável, devendo ser cortado e resguardado de uso.

Pode-se fazer também sabão líquido, utilizando os restos do sabão em barra e acrescentando ervas, como jasmim, e fixador.

Texto e foto: Júlia Schnorr


Abertura Oficial 17ª Feicoop e 6ª Feira Ecosol Mercosul


A abertura da 17 ª Feicoop (Feira Estadual do Cooperativismo) e 6ª Feira da Economia Solidária do Mercosul contou com a presença de diversas autoridades e empreendimentos solidários.

A Feicoop iniciou em julho de 1974, e, nas palavras da Irmã Lourdes Dill, coordenadora do evento, a feira é um local para reciclar ideias, pois ela é muito mais do que se vê e do que se vende, é um lugar para construir novas formas, novos jeitos, novos pensamentos. A Irmã ainda salientou que, assim como a Feicoop, tudo que nasce pequeno vira processo, diferente do que nasce grande, que segundo ela, vira monstro e engole, sufoca, o que é pequeno, a exemplo do capitalismo.

Outro aspecto a ser destacado é que a água não é comercializada no âmbito da Feira, pois, para a economia solidária, ela é fonte de vida, assim como o ar, a semente e a terra.

Confira abaixo imagens da abertura oficial.

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Texto: Neli Mombelli

Foto: Júlia Schnorr

Imagens: Juan Pablo Soares

Edição: Marcos Borba

Vinheta: Alexsandro de Oliveira

Trilha: Rodrigo Tranquilo


Mágica em cena


Para encerrar as atividades do primeiro dia da 17ª Feicoop e da 6º Feira de Economia Solidária do Mercosul Mister Thiarles encantou os presentes, especialmente as crianças, com seus truques de ilusionismo. Muitos riam, outros ficavam assustados, os mais velhos tentavam adivinhar o segredo do gaúcho Thiarles, entretanto, todos, no final, acabavam se entregando ao espetáculo de mágica.

O mágico Mister Thiarles já é conhecido pelos freqüentadores do Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheister. No início do ano, em janeiro, ele fez uma apresentação durante o 1º Fórum Social de Economia Solidária.

Dezenas de curiosas tentavam entender o show de ilusionismo

Mister Thiarles pedindo a ajuda do público para realizar uma de suas magias: transformar um cigarro em uma nota de R$10

Texto e fotos: Júlia Schnorr


Mística marca o primeiro dia da 17ª Feicoop


“Participar é decidir, construir, organizar, é lutar por o que temos direito”


A mística aconteceu à tarde, e foi um momento em que a juventude popular subiu ao palco, encenando estar fazendo um leilão vendendo planta, água, terra e até mesmo o nosso país, simbolizado pela bandeira brasileira. Terminando com um belo discurso que o Brasil não está à venda e que devemos lutar por um país soberano e com um projeto popular.

Floresta, àgua, terra e sementes crioulas, além da bandeira do Brasil, foram símbolos da mística

Por: Luriane Fraga de Melo

Foto: Júlia Schnorr



Jovens do campo e da cidade participam da ”Caminhada pela Paz”


No primeiro dia da 17ª Feicoop aconteceu a Caminhada pela Paz, através da união de jovens do campo e da cidade que lutam por transformações na sociedade e por justiça social.

Este é o 5º encontro do Levante da Juventude no Rio Grande do Sul: “quemluta sempre vence, diz Carlos”. Mais conhecido como Mandacaru, o pernambucano colabora com a animação do grupo popular.

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Os participantes do Levante da Juventude acreditam que o protagonismo juvenil e a politização dos setores mais jovens das comunidades podem colaborar para a formação de agentes políticos e críticos. Apoiados por movimentos sociais, especialmente ligados à reforma agrária e à reforma urbana, esses jovens lutam também pela soberania nacional.

Por causa da chuva, a caminhada foi realizada nos locais fechados da 17ª Feicoop

As pessoas que estavam presentes no momento da caminhada foram contagiadas pelas letras que a embalavam, como por exemplo: “vem, vem com a gente, vem que a  juventude é chapa quente”

Texto: Luriane Melo e Júlia Schnorr

Foto: Júlia Schnorr


Feira conta com participações internacionais


A 6° Feira de Economia Solidária do Mercosul e a 17° FEICOOP atraem comerciantes de todas as partes do Brasil e do exterior. Os países como Argentina, Uruguai e Chile trouxeram diversos representantes e com suas experiências as trocas de conhecimento e cultura se expandem nos estandes da Feira.

Trabalho com lã, artigos comerciais de empreendedores e artesanatos atraí quem passa pelas bancas e pode apreciar os produtos. A diversificação de línguas se mistura com culturas diferentes, mas a simpatia dos produtores facilita a comunicação.

A Uruguaia de San José, Sonia Dávila vem pela primeira vez à feira e tem boas expectativas de venda. Segundo ela, essa é uma experiência nova e que dependerá dos resultados positivos para retornar a Santa Maria. “Não vendi muito ainda, mas acho que vai melhorar” diz Sonia.

Já o empreendedor de Buenos Aires, Daniel Vera, 38 anos, esta pela segunda vez em Santa Maria. Suas experiências se estendem pelos países vizinhos, já que,segundo ele, participa de feiras no Brasil e Uruguai, além da Argentina.

Outro argentino que marca presença na feira é Ramon Fernandez, que traz a sua produção de bolsas para comercializar. Pela terceira vez vem a cidade e já compartilhou em outras feiras de Porto Alegre. Suas expectativas de vendas são boas, mas o clima não esta cooperando. “Queremos vender bem, mas o tempo não esta ajudando”, conta Fernandez. Ele ainda revela que sua vinda não é certa ano que vem, pois tem que dar oportunidade a outros comerciantes. “Queria vir, mas é bom que outros venham, já que, tem um intercâmbio cultural e comercial, uma boa experiência”.

O Fundo de Capital Social (FONCAP) presta assistência financeira a produtores de pequenas empresas Argentinas. Aqui no evento está representado por um dos diretores da FONCAP, Gabriel Barquero. “Fizemos plano de segmentos de negócios, administração e informatizamos os microempresários”, fala. Segundo Barquero existe uma luta para a regulamentação dos empreendimentos. “Lá está tudo uma bagunça”. Ele está na cidade para auxiliar e dar suporte aos empreendedores.

A integrante do grupo Novo Horizonte, Elaine Parcianello é uma das organizadoras dos estandes que foram disponibilizados aos estrangeiros. Ela conta que cerca de 70 locações estão sendo usadas para alojar os países vizinhos. Para ela, ajudar na organização é bom pelo intercâmbio cultural. “Eles buscam conhecimento através da nossa feira. Eles são muito legais, e de tudo isso o que fica é a amizade”, conta Elaine, que já participou de outras feiras no Uruguai e Argentina.

“Eles fazem mais por nós, do que nós por eles. Pessoas muito acolhedoras”,complementa Elaine.

Texto: Maurício Araújo

Fotos: Rômulo D´Ávila