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Lançamento e sessão de autógrafos do livro Cronicaria será no dia 05 de maio, na Feira do Livro de Santa Maria


O livro do projeto Cronicaria será lançado na Feira do Livro de Santa Maria, dia 05 de maio, sábado, às 17h. Além de textos, assinados por Manuela Fantinel e Marcelo Canellas, o livro também traz o que podemos chamar de “fotocrônicas”, de Renan Mattos e sensíveis ilustrações de Elias Ramires Monteiro. A obra, que tem organização da colaboradora da TV OVO Neli Mombelli, é carregada de lirismo, reflexão, cotidiano e narrativas cheias de humanidade. Esta é primeira publicação impressa do selo Sobrado Centro Cultural e da TV OVO.

O Cronicaria é resultado de um processo coletivo, que integra cronistas e leitores desde sua concepção. Ele nasce da proposição da TV OVO em conjunto com Marcelo, Manuela e mais 126 pessoas que, por meio de um financiamento coletivo via internet, contribuíram para a publicação de crônicas semanais, às quartas e aos sábados, no site do projeto, entre agosto e novembro de 2017. Agora, além de receber a versão impressa, o Cronicaria também irá para as bibliotecas das escolas públicas da cidade. As 80 escolas da rede municipal, além da Biblioteca Pública Municipal Henrique Bastide, receberão dez exemplares da obra.

O Cronicaria é um espaço para pensar literariamente sobre o mundo da vida. Falar de amor, de dor, de dúvidas, de política, de afeto, de humor, de encontros, de direitos, de lutas, de deveres, de desencontros, de cultura, de amizades, de resistências, de lágrimas, de sorrisos… enfim, falar da vida que é viva, que se contrai e se expande na espiral do tempo, é o modo como o Cronicaria encontrou não para, de forma impreterível, responder, mas para lançar um olhar sobre temas que estão a nossa espreita, e que carinhosamente chamamos de doses homeopáticas de reflexões narrativas cotidianas.

Muito embora o foco da TV OVO seja o audiovisual, o Cronicaria é mais um dos lastros do Sobrado Centro Cultural, que busca engajar e envolver as pessoas nos liames da escrita, da leitura, do cotidiano, do encontro e da reflexão no intervalo do tempo.

Para quem quiser adquirir o livro, ele já está disponível na Cesma e na Livraria Athena e estará nas respectivas bancas durante a feira. Manuela e Marcelo estarão na sessão de autógrafos do livro no sábado, 05/05. A partir da próxima semana também será possível comprar pelo site da TV OVO (tvovo.org/loja).

 

Sobre os autores

Marcelo Canellas
Formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria em 1987. É repórter especial da TV Globo desde 1990. Ganhou, em 30 anos de carreira, mais de 50 prêmios jornalísticos nacionais e internacionais. É autor do livro Províncias: crônicas da alma interiorana (Globo, 2013) e entusiasta do projeto santa-mariense Sobrado Centro Cultural, junto com a TV OVO.

Manuela Fantinel
Prestes a se formar em Jornalismo pela Universidade Franciscana, Manuela estuda temas ligados à representação cultural. Feminista e viajante, a jovem santa-mariense sempre dedicou-se à poesia e à literatura, ficando em primeiro lugar na categoria crônica no Concurso Literário Municipal, em 2012. Já integrou a equipe da TV OVO.


A melodia do rock virou piloto de série documental que mistura ficção e realidade


Já pensou em voltar no tempo e curtir um rock das antigas? E melhor ainda, acompanhar uma narrativa musical que conta sobre lendas, amores, desamores e o cenário do Rock’n’roll de Santa Maria nos anos 70, 80 e 90?!Tudo isso faz parte do projeto piloto da série documental Rock do K7. Marcos Borba, o diretor e roteirista da ideia audiovisual afirma que Santa Maria tem uma cena musical forte, especialmente com o rock: “a cidade já foi apelidada de Seattle do Sul. Pensamos em fazer um projeto que uma personagem jovem, imersa na tecnologia de hoje, fosse descobrindo esse passado e postando essas descobertas na rede”. Assim surgiu a proposta híbrida, que mistura documentário e ficção.

A exibição de lançamento do episódio vai ser na Feira do Livro da cidade, na praça Saldanha Marinho, às 19h, no sábado, 12/05. Além do episódio, também terá um debate sobre a memória do rock santa-mariense. Então se tu curtes audiovisual, rock e troca de ideias, aparece lá.

Entre acordes, notas, relatos e atuações, o Rock do K7 surge como uma produção autoral e inovadora, que mistura ficção e realidade e busca trazer em cada episódio da série uma banda do contexto do rock alternativo do Rio Grande do Sul. Na parte documental do episódio piloto temos três personagens que formavam a banda A Bruxa: Renato Molina, Gércy Pichinin e o Guido Isaia. É a partir da personagem ficcional Fran (Luiza Prolla) e do seu encontro com uma coleção de fitas cassetes do seu tio Pedro (Paulo Chagas) que toda a história se desenrola. No elenco, ainda está Luiz (Tiago Teles), como pai de Fran.

A proposta audiovisual surgiu a partir da intenção de concorrer a um edital que financiava séries para compor a programação de TV´s Públicas do Brasil. A ideia ainda é compor a grade televisiva de algum canal. O grupo responsável pelo Rock do k7 está mapeando possíveis espaços nacionais pra exibições, e já entrou num edital do Canal Brasil. Parte do recurso para produção do episódio piloto foi financiada pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e a Finish produtora também entrou como parceira da proposta.

Mesmo com poucos recursos financeiros, a equipe abraçou o roteiro e partiu para a produção, já que não foi possível conseguir patrocínios para bancar toda a obra. O jeito foi motivar a equipe com mais de 20 profissionais para dar vida ao projeto.

E para despertar a curiosidade do público, sobretudo para de alguma forma cativar a geração atual de jovens, Marcos diz que a intenção do Rock do K7 é criar o um arco narrativo longo para os personagens de ficção, em que eles vão se modificando e amadurecendo a cada episódio. “Queremos que as pessoas fiquem ligadas no que a personagem da Fran está descobrindo e postando, já que serão criadas redes sociais para que ela divulgue esse acervo. Na parte documental, nosso objetivo é registrar um pouco da história do rock nacional que não é contada, pois a maioria das bandas que o projeto irá registrar teve uma atuação mais local. O projeto também busca mostrar que do lado da gente pode ter um roqueiro da antiga que hoje é dentista, empresário ou funcionário público, por exemplo”.

Agregar bons profissionais e produzir o episódio piloto de uma série que pretende ter outros nove episódios foi o primeiro passo do projeto, que sonha alto: “Temos uma equipe maravilhosa e muito qualificada. Quando estamos gravando, cria-se uma energia que leva o projeto para frente e acredito que iremos emplacar o Rock do K7 na grade de programação de alguma TV nacional”, deseja Marcos e toda a equipe do projeto.

Por Tayná Lopes
Foto de Pedro Piegas

Entrevista com Gércy Pichinin, ortodontista que foi guitarrista da banda “A Bruxa”


Documentário Depois Daquele Dia será exibido na próxima terça, 27/03


As cicatrizes deixadas pela tragédia da Boate kiss transformaram-se em uma construção fílmica sensível e forte: o documentário Depois Daquele Dia. Uma homenagem, uma memória, uma representação que traz de parte da dor, da saudade e do afeto de Santa Maria em relação aos jovens da Kiss. Para quem ainda não pode assistir, vale a pena se organizar para acompanhar a sessão na próxima terça-feira, dia 27 de março,  no Cineclube da Boca. A sessão será às 19 horas no Auditório do prédio 67, no campus da UFSM.

A exibição do documentário é uma das atividades de lançamento do projeto Memorial da Vida, que deve ser construído no campus para homenagear às vítimas da boate. Depois Daquele Dia tem duração de 50 minutos. A direção e o roteiro são de Luciane Treulieb, alguém que sentiu no coração o vazio da perda. Luciane é irmã de João Aloisio Treulieb, um dos 242 jovens que morreram e traz uma investigação em primeira pessoa sobre os impactos e aprendizados deixados pela tragédia na cidade.

A proposta de Luciane ao transformar a Kiss em um audiovisual se deu a partir do trabalho de conclusão do mestrado em Periodismo Documental, realizado na Universidad Nacional de Tres de Febrero, na Argentina. A TV OVO assina a realização do filme.

Por Tayná Lopes

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Depois daquele dia ainda somos os mesmos?


“Este filme é uma história de amor. O amor que todos nós sentimos pelos nossos filhos”, disse o pai de uma das 242 vítimas do incêndio da Kiss, Paulo Carvalho, depois de assistir ao documentário Depois Daquele Dia, que teve pré-estreia na noite de ontem (26) na Praça Saldanha Marinho. Mais um 27 de janeiro que Santa Maria silencia, mesmo em uma praça lotada de espectadores, e busca nos abraços que acomodam a dor uma forma de refletir sobre os cinco anos da tragédia.

A diretora Luciane Treulieb – irmã de uma das vítimas, João Aloísio Treulieb – narra, do ponto de vista pessoal, como foi para ela encarar a morte do irmão e como a cidade reagiu. São 10 depoimentos – jornalista, engenheiro, psicólogo, sociológico, professor, jovem, sobrevivente, pai de vítima, entre outros – que trazem pontos de vista diversos sobre o tema. Em 51 minutos a dor que toda a cidade sente ao lembrar do incêndio é traduzida de alguma forma, com uma sutileza que emociona. A cidade que já foi dos ferroviários, dos universitários, da cultura, agora é a cidade da Kiss, inevitavelmente, e o documentário vem para mostrar que isso não precisa ser ruim.

“Sinto um misto de emoções. Não era um filme que eu gostaria de ter feito. Mesmo assim, estou orgulhosa”, declarou Luciane, ao fim da exibição. Ela também deixou claro que o documentário não é sobre a morte, mas, sim, de como Santa Maria vive e recomeça depois da tragédia.

Para a jornalista e pesquisadora da área audiovisual, Marilice Daronco, o filme traz perguntas aos entrevistados de inquietações que mexem com quem vive na cidade, questões que ficam “entaladas” na garganta em forma de nó. “O que considero como grande diferencial em Depois Daquele Dia é como a diretora consegue entregar a sua dor a quem a assiste. A narrativa em primeira pessoa tem uma razão de existir, tem uma carga de sentimento como se espera desse tipo de documentário, mas que nem sempre é alcançado, e ela conseguiu”, salienta Marilice.

O documentário, que tem a produção da TV OVO e é parte do trabalho de conclusão do mestrado em Periodismo Documental realizado pela diretora na Universidad Nacional de Tres de Febrero, da Argentina, ainda será licenciado para que seja exibido na televisão e deve participar de festivais de cinema nacionais e internacionais ao longo do ano.

Veja o trailer

Por Jaiana Garcia

Foto de Pedro Piegas

Depois Daquele Dia_pré-estreia_web


Estamos registrando histórias de Palma, distrito santa-mariense


Entre as atividades que  temos desenvolvido ao longo do ano, uma deles ganha fôlego neste mês: o documentário sobre o distrito de Palma. Com direção de Denise Copetti, atriz e produtora cultural que integra a TV OVO desde 2007, o filme é uma das suas primeiras experiências na direção. Para contar a história de Palma, a equipe está percorrendo a localidade e registrando festas, depoimentos de moradores e as diferentes atividades lá desenvolvidas. A gravações se intensificam durante o mês de outubro. As histórias ainda estão sendo buscadas, então, se você tem algo que considere importante, entre em contato com com a gente por e-mailfacebook ou telefone (3026 3039).

Dentre o levantamento da pré-produção do documentário realizado até o momento, Denise destaca elementos da história que remonta ao século XIX, com a chegada de um guarda-mor que vem de Portugal e se instala na fazenda de Palma. Ainda, a narrativa do distrito é permeada pela formação do quilombo e pela imigração italiana e carrega na sua a identidade a união dos moradores, característica que fortaleceu a comunidade e permitiu melhorias na comunidade.

Já Helena Moura, recém egressa do curso de Jornalismo, que está responsável pela produção e pelo som direto, comenta sobre a receptividade e acolhimento dos moradores. “A interação com a comunidade sempre é bacana. As pessoas gostam de relembrar momentos e gostam de contar as histórias para alguém que esteja interessado em escutar, ainda mais quando essas histórias vão passar a fazer parte de um documentário”. Por estar na produção, o contato com as pessoas das localidades é mais frequente: “a gente se apega a algumas pessoas porque a gente cria um laço mais forte do que os outros da equipe. A gente liga, conversa, marca entrevista, liga de novo… Aí quando acabam as gravações tu sempre fica lembrando das pessoas… Elas sempre vêm na memória.”, relata Helena.

O documentário sobre o distrito de Palma integra o projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade 2017, que tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria. Além de Palma, neste ano também foi produzido o documentário sobre Santa Flora, que está em fase de pós-produção. Ambos fazem parte da série sobre os distritos. No canal do YouTube da TV OVO é possível assistir aos documentários sobre Arroio do SóBoca do MonteArroio Grande,São Valentim, disponibilizado nesta semana, e Santo Antão, que estará disponível nos próximos dias. Para fechar a série, faltam os distritos de Pains e Passo do Verde, que estão no planejamento para serem produzidos no ano que vem.

Abaixo, na foto, da esquerda para direita: Denise Copetti(direção), Belmira Righi Veduin (moradora da comunidade), Renan Mattos (direção de fotografa), Helena Moura (som direto e produção). Foto de Pedro Piegas, que também faz assistência de fotografia.

Por Neli Mombelli

palma


Leia Cronicaria e contribua para que as publicações não parem


Certamente se você está atento às nossas redes, já percebeu que nossas quartas e sábados estão mais literários. Sim, o Cronicaria é um projeto em que buscamos, através das palavras, falar sobre Santa Maria a partir dos olhares e percepções de Manuela Fantinel e de Marcelo Canellas.

As crônicas produzidas pelos dois santa-marienses já podem ser lidas no site do Cronicaria. As publicações iniciaram no dia 16 de agosto. O projeto deve seguir até dia 30 de dezembro. Nesse período de quatro meses e meio, serão publicadas 40 crônicas. Mas para isso precisamos captar  recursos para chegar aos 100% da nossa meta (R$ 12 mil). No momento, estamos nos 67% (R$8.080,00), o que viabiliza o projeto até meados de outubro.

Se você ainda não contribuiu para o Cronicaria, calma que ainda dá tempo. Estamos recebendo apoio pela plataforma do Catarse. Acesse e contribua com essa ideia. Jaiana Garcia é uma das apoiadoras que tem acompanhado fielmente as crônicas e conta que está adorando o projeto. Para ela, a crônica é “uma ferramenta ótima de incentivo à cultura, para novos escritores e de incentivo ao hábito da leitura, ainda mais ao falar sobre nossa cidade e nosso cotidiano”. Também temos acompanhado comentários no site do Cronicaria e nas redes sociais, além de e-mail que recebemos, que demonstram o quanto os textos do projeto estão tocando as pessoas.

Há recompensas para os apoiadores. Por exemplo, quem doar R$100,00 pode sugerir o tema de uma crônica. Já temos duas crônicas que foram escritas a partir de sugestões. Uma delas versa sobre  o amor: os seus encontros, os desencontros e os reencontros, escrita por Marcelo; e a outra trata da questão cultural no Brasil, a partir dos ritmos musicais, pelo viés da Manu.

Apoie e receba doses homeopáticas de reflexões narrativas cotidianas. Contamos com a sua colaboração. E não esqueça, todas as quartas e sábados, novas publicações acalentam nossos corações.

Por Helena Moura

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