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Sábado, 12/05, foi dia de aniversário e Rock na Feira do Livro de Santa Maria


O anoitecer frio do sábado, 12 de maio, dia do aniversário de 22 anos da TV OVO, foi regado a Rock’n’roll na Feira do Livro de Santa Maria. Amantes, simpatizantes e interessados se reuniram na Praça Saldanha Marinho para acompanhar a exibição do episódio piloto da série documental do Rock do K7 e reviver um pouco da Santa Maria apelidada de Seatle do Sul, berço de bandas do rock alternativo dos anos 70, 80 e 90.

A proposta é de que a série Rock do K7 tenha entre 10 e 13 episódios, cada um deles contando a história de uma banda do interior do Estado que marcou época e misturando um enredo de ficção, que parte de uma coleção de fitas cassete. O projeto é uma produção da TV OVO em parceria com a Finish Produtora. O episódio piloto teve parte dos recursos financiados pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Além da exibição do primeiro episódio, que contou com mais de 100 pessoas no público, a noite de sábado também teve um debate sobre a memória do rock de Santa Maria com o professor Leonardo Guedes Henn, que ministra a disciplina de História do Rock no Brasil na Universidade Franciscana (UFN) e contou com a participação de Renato Molina, músico e sonoplasta da Rádio UniFm, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que integra essa memória por ter participado de diversas bandas, entre elas de A Bruxa, retratada no episódio exibido na praça. A conversa mostrou as várias faces do rock santa-mariense e problematizou as produções do presente e do passado.

A noite terminou com rock, claro, com a apresentação acústica da banda Magical Mistery, da qual participa Molina. O grupo está arrecadando fundos para ir para Liverpool, em agosto, representando Santa Maria na International Beatles Week.

Por Fernanda Marques

Marcos Borba mediou a conversa sobre a memória do rock santa-mariense. Foto de Neli Mombelli


A melodia do rock virou piloto de série documental que mistura ficção e realidade


Já pensou em voltar no tempo e curtir um rock das antigas? E melhor ainda, acompanhar uma narrativa musical que conta sobre lendas, amores, desamores e o cenário do Rock’n’roll de Santa Maria nos anos 70, 80 e 90?!Tudo isso faz parte do projeto piloto da série documental Rock do K7. Marcos Borba, o diretor e roteirista da ideia audiovisual afirma que Santa Maria tem uma cena musical forte, especialmente com o rock: “a cidade já foi apelidada de Seattle do Sul. Pensamos em fazer um projeto que uma personagem jovem, imersa na tecnologia de hoje, fosse descobrindo esse passado e postando essas descobertas na rede”. Assim surgiu a proposta híbrida, que mistura documentário e ficção.

A exibição de lançamento do episódio vai ser na Feira do Livro da cidade, na praça Saldanha Marinho, às 19h, no sábado, 12/05. Além do episódio, também terá um debate sobre a memória do rock santa-mariense. Então se tu curtes audiovisual, rock e troca de ideias, aparece lá.

Entre acordes, notas, relatos e atuações, o Rock do K7 surge como uma produção autoral e inovadora, que mistura ficção e realidade e busca trazer em cada episódio da série uma banda do contexto do rock alternativo do Rio Grande do Sul. Na parte documental do episódio piloto temos três personagens que formavam a banda A Bruxa: Renato Molina, Gércy Pichinin e o Guido Isaia. É a partir da personagem ficcional Fran (Luiza Prolla) e do seu encontro com uma coleção de fitas cassetes do seu tio Pedro (Paulo Chagas) que toda a história se desenrola. No elenco, ainda está Luiz (Tiago Teles), como pai de Fran.

A proposta audiovisual surgiu a partir da intenção de concorrer a um edital que financiava séries para compor a programação de TV´s Públicas do Brasil. A ideia ainda é compor a grade televisiva de algum canal. O grupo responsável pelo Rock do k7 está mapeando possíveis espaços nacionais pra exibições, e já entrou num edital do Canal Brasil. Parte do recurso para produção do episódio piloto foi financiada pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e a Finish produtora também entrou como parceira da proposta.

Mesmo com poucos recursos financeiros, a equipe abraçou o roteiro e partiu para a produção, já que não foi possível conseguir patrocínios para bancar toda a obra. O jeito foi motivar a equipe com mais de 20 profissionais para dar vida ao projeto.

E para despertar a curiosidade do público, sobretudo para de alguma forma cativar a geração atual de jovens, Marcos diz que a intenção do Rock do K7 é criar o um arco narrativo longo para os personagens de ficção, em que eles vão se modificando e amadurecendo a cada episódio. “Queremos que as pessoas fiquem ligadas no que a personagem da Fran está descobrindo e postando, já que serão criadas redes sociais para que ela divulgue esse acervo. Na parte documental, nosso objetivo é registrar um pouco da história do rock nacional que não é contada, pois a maioria das bandas que o projeto irá registrar teve uma atuação mais local. O projeto também busca mostrar que do lado da gente pode ter um roqueiro da antiga que hoje é dentista, empresário ou funcionário público, por exemplo”.

Agregar bons profissionais e produzir o episódio piloto de uma série que pretende ter outros nove episódios foi o primeiro passo do projeto, que sonha alto: “Temos uma equipe maravilhosa e muito qualificada. Quando estamos gravando, cria-se uma energia que leva o projeto para frente e acredito que iremos emplacar o Rock do K7 na grade de programação de alguma TV nacional”, deseja Marcos e toda a equipe do projeto.

Por Tayná Lopes
Foto de Pedro Piegas

Entrevista com Gércy Pichinin, ortodontista que foi guitarrista da banda “A Bruxa”


Teste de elenco para a série Rock do K7


Iniciaremos a produção de mais uma obra audiovisual na cidade e, para isso, faremos um teste de elenco. O projeto, que tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura e parceria da Finish Produtora, prevê a gravação do episódio piloto da série Rock do K7, um produto que mistura documentário e ficção.

O seriado aborda a cena musical rock da década de 1980 e início dos anos 90, que nasceu embalada com as grandes bandas nacionais e mundiais, mas que criou, como todas as outras, uma identidade própria e eclodiu em diversas cidades do interior brasileiro. Santa Maria foi uma delas, apelidada na época de a Seatlle do Sul.

A parte documental irá trazer o depoimento de bandas da época de diferentes cidades do interior. Para rodar o piloto, gravaremos com a Bruxa, uma das precursoras das bandas de rock santa-mariense.

Já a parte ficcional gira em torno de um(a) adolescente, conectado(a) aos dispositivos móveis e na internet, que entra em contato com um acervo de fitas K7 de seu tio. Muito além de interligar as histórias, o(a) personagem vai em busca de registros dos sons daquela época na internet. Ele(a) compila isso e passa a divulgar, também via rede, tudo o que já está disponibilizado hoje.

Para rodar a parte ficcional, faremos um teste de elenco no dia 28 de novembro, terça-feira, das 16h às 21h na sede da TV OVO (Floriano Peixoto, 267). Procuramos quatro atores/atrizes de acordo com os perfis abaixo:

1 – Um(a) adolescente para o papel de Vini ou Fran, que represente entre 14 e 16 anos de idade. O(a) personagem é introspectivo(a), inteligente, discreta(o), vive conectado(a), sempre está com fone de ouvido e ouve diversos tipos de música.

2 – Um(a) adolescente para o papel de amigo(a) de Vini ou Fran, que represente entre 14 e 16 anos de idade. O(a) personagem é comunicativo(a), vive conectado(a), não é muito estudioso(a) e está sempre trocando mensagens com Vini/Fran, seu/sua melhor amigo(a).

3 – Um homem para o papel de Luiz, que represente entre 40 e 45 anos. Luiz é um advogado, comunicativo e que tem um estilo de se vestir mais formal. É pai de Vini/Fran.

4 – Um homem para o papel de Pedro, que represente entre 50 e 55 anos. Pedro é irmão de Luiz e tio de Vini/Fran. É funcionário público, usa tênis, camisetas e jaquetas de grandes bandas de rock, um estilo mais desleixado. É expansivo, cheio de histórias para contar, grande conhecedor da cena rock santa-mariense.

As cenas deverão ser rodadas na primeira quinzena de dezembro. Não é necessário ter experiência na área. Inscreva-se para o teste até dia 27/11, segunda-feira, enviando nome completo, idade, se possui experiência e fotografia para o e-mail tvovo@tvovo.org. O teste será realizado a partir de agendamento de horário por e-mail. Qualquer dúvida, envie mensagem inbox no Facebook da TV OVO ou por WhatsApp 98445 5969.

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2017 e mais projetos


Chegou o momento de quebrar a casca e contar quais serão os nossos filhotes em 2017 com apoio da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Em mais um ano de cultura e memória, desta vez o audiovisual tem como trilha sonora o rock’n roll. Os projetos xodós Por onde passa a memória da cidade e Narrativas em Movimento seguem conosco, com dois documentários de curta-metragem sobre Santa Flora e Palma, distritos de Santa Maria, e a realização de dois Colóquios sobre audiovisual que dão continuidade às discussões de 2016 – as temáticas envolvem a produção audiovisual de séries e seriados para exibição na web e em canais de televisão e o audiovisual aliado à informação. O Narrativas em Movimento também realizará quatro workshops na área e, sem perder o contato direto com a comunidade, terá uma oficina de audiovisual para jovens de escolas públicas pelo período de 10 semanas.

A novidade é o programa piloto do seriado Rock do K7, que numa mistura entre documentário e ficção, visa recuperar e ressignificar a cena roqueira de Santa Maria nos anos 80 e 90. Já avisamos que previmos apenas uma parte dos custos deste projeto pela LIC, então, parcerias serão muito bem-vindas.

Além disso, seremos parceiros no projeto apresentado por Denise Copetti, associada da TV OVO, que obteve aprovação do projeto Documentário FEICOOP: 25 anos de Cultura e Cooperativismo, uma produção audiovisual que busca mostrar a importância da Feira Internacional do Cooperativismo para o intercâmbio de expressões culturais em Santa Maria e para a cultura da economia solidária.

Valores aprovados que estamos captando:

  • Por Onde Passa a Memória da Cidade 2017 – R$ 44 mil
  • Narrativas em Movimento 2017 – R$ 35 mil
  • Rock do K7 – R$ 30 mil
  • Documentário Feicoop – R$ 25 mil

Readequamos os projetos, em função de cortes nos orçamentos, e iniciamos a captação de recursos de pessoas físicas e jurídicas. Se você quiser contribuir com a realização dessas e outras produções – é possível doar até 30% do seu IPTU, ISSQN ou ITVBI – basta colocar seus dados neste link e aguardar o nosso contato, nos ligar (55 3026 3039) ou enviar um “zapzap” (55 99104-9166).

Nós já estamos ansiosos para colocar todos esses projetos no caldo cultural de Santa Maria e ferver o cenário audiovisual da cidade, mas contamos com sua ajuda para que as produções possam ser realizadas na íntegra.

Por Manuela Fantinel

equipe 20 anos