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Incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro é um alerta que soa há tempos


A TV OVO lamenta profundamente a destruição de um dos maiores acervos patrimoniais, científicos e culturais do país. Para quem trabalha com a recuperação da memória e luta pela valorização da cultura, perdas irreparáveis como essa são muito doloridas. Sobretudo, quando tragédias assim decorrem do descaso de órgãos públicos e de autoridades em relação à preservação da nossa memória e da nossa identidade, por uma incapacidade histórica de compreender a Cultura como bem maior, coletivo e carente de investimentos.

O incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro é resultado da falta de investimento do poder público no espaço. Em Santa Maria, uma tragédia parecida também pode acontecer se a mobilização pela defesa do conjunto patrimonial arquitetônico de Art Déco não for mantida. A devastação dos prédios antigos, que alguns setores da cidade querem fazer em nome de um “desenvolvimento” que não compreende o passado como parte do futuro, pode colocar abaixo a memória da cidade.

Luto pelo Museu Nacional;

Luta pela manutenção dos prédios históricos de Santa Maria e pela rápida aprovação da Lei do Patrimônio na nossa cidade.

Contexto

Na noite de ontem, domingo (02/09/2018), um incêndio atingiu o Museu Nacional localizado no parque Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro. No acervo – que contava com mais de 20 milhões de itens – estavam peças como o esqueleto mais antigo já encontrado nas Américas (Luzia) e a maior coleção de múmias egípcias em continente latino-americano.

Em junho deste ano, o Museu Nacional completou 200 anos de história, configurando-se como o mais antigo centro de ciência do Brasil e o maior museu deste tipo na América Latina. Contudo, nos últimos anos, a instituição enfrentava problemas de orçamento que acarretavam em falta de reformas. As causas do incêndio ainda estão sendo apuradas. As obras que poderão ser recuperadas seguem em contagem.

 


Comunicação e cultura em debate no Narrativas em Movimento


Qual o papel das políticas públicas para a cultura? Qual a relação entre o peso do fomento para a produção cultural e para a inclusão social promovida por esses projetos? Até que ponto existe uma independência ou uma interdependência entre o social e o econômico nas iniciativas de cultura da sociedade contemporânea. Essas e outras questões estarão presentes no Colóquio Comunicação e Cultura: Política Cultural e desentendimento, na próxima quarta-feira, dia 24/08, às 19 horas, no Auditório João Miguel de Souza, na Cesma, na rua Professor Braga, nº 55.

O Colóquio terá a presença de Alexandre Barbalho, professor de políticas públicas da Universidade Estadual do Ceará. Doutor em Comunicação e Culturas Contemporâneas, Barbalho é autor de diversos livros da área. Seu último trabalho, Política cultural e desentendimento, apresenta uma crítica à política cultural contemporânea com base no pensamento do filósofo Jaques Rancière. Também participarão do debate o coordenador da Pós-Graduação em Comunicação da UFSM, professor doutor Cássio dos Santos Tomaim, e Marcos Borba, integrante da TV OVO e pesquisador do tema.

A entrada é gratuita. Quem quiser participar deverá se inscrever neste formulário. A lotação do auditório é de 200 pessoas. Os certificados de participação serão enviados por e-mail.

O projeto Narrativas em Movimento é uma realização da TV OVO com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Midiática da UFSM, do curso de Jornalismo da Unifra e do Observatório Missioneiro de Atividades Criativas e Culturais (Omicult). Este é o terceiro colóquio de 2016. Em abril, o projeto discutiu o cenário audiovisual no Rio Grande do Sul e, em maio, abordou o jornalismo na era da internet.

colóquio