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Luz, câmera e apostilas na mão


O mês de agosto foi agitado na TV OVO. Dentre workshops, lançamento do Cronicaria e oficinas e sessões de cinema no Noroeste gaúcho, também  começamos os encontros da oficina de produção audiovisual para alunos de escolas públicas de Santa Maria.

As atividades iniciaram na segunda-feira, 14, no Sobrado centro Cultural, com alunos que frequentam o 8° e 9° ano e o EJA do ensino fundamental, e 1º ano de ensino médio, que participaram das atividades de integração e apresentação do formato da oficina. Os estudantes são das escolas Hylda Vasconcellos, João da Maia Braga, Alfredo Winderlich, Dom Luiz Victor Sartori, Duque de Caxias, Adelmo Simas Genro e Walter Jobim.

O contato dos alunos, que tem idade entre 15 e 40 anos, com o “estranho mundo dos seres audiovisuais” segue até outubro. Cada grupo vai passar por quatro etapas dentro da produção audiovisual, tendo contato com as teorias de criação, linguagem, edição, produção e gravação de um produto. A proposta é a de que os participantes saiam com mais do que uma ideia na cabeça e uma câmera na mão: buscamos estimular um pensamento audiovisual e que todos saiam habilitados a compartilhar e a conduzir os conhecimentos em núcleos de suas escolas e ou comunidades.

A iniciativa integra o projeto Narrativas em Movimento 2017 desenvolvido pela TV OVO com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura.

Por Renan Mattos
Foto de Camila Lourenci

oficina


Workshop sobre o som no audiovisual?! Tivemos!


Nos dias 12 e 19 de agosto, realizamos o workshop “o som no audiovisual” no Sobrado Centro Cultural. Ministrado pelo músico e compositor Márcio Echeverria Gomes, a oficina tratou sobre os diferentes contextos em que o som se insere nas produções, mostrando que é preciso ter planejamento e muito zelo aos detalhes para alcançar um resultado sonoro de qualidade.

Na oficina foi possível aprender sobre detalhes teóricos, os equipamentos empregados na captação do som direto, os softwares utilizados para tratamento e mixagem, o poder da trilha sonora como fio condutor da narrativa, entre outras técnicas. O espectador muitas vezes não consegue perceber a complexidade e os pormenores que envolvem o desenho de som. Eventos como o workshop são uma grande oportunidade de ter contato e dialogar com profissionais que trabalham com audiovisual, além de adquirir novos conhecimentos para qualificação.

Márcio Echeverria incentiva a todos a “colocarem a mão na massa” como melhor método de aprendizado.  Pensando nisso, houveram exercícios práticos de foley, em que os participantes deveriam criar efeitos sonoros para um vídeo de animação. Coletivamente, foram gravados sons utilizando objetos que estavam nas redondezas e que os participantes avaliaram oportunos para a tarefa.  Na segunda etapa, depois da gravação, eles deveriam, com auxílio do software que desejassem, sincronizar os efeitos sonoros com o vídeo.

O workshop “O som no audiovisual” foi mais uma atividade do projeto Narrativas em Movimento 2017, que conta com o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria. Fique ligado em nosso site e redes sociais para as próximas oficinas!

Por Alan Orlando
Foto de Heitor Leal

som no audiovisual


Bate-papo, audiovisual e uma turma


Na sexta-feira, 08 de abril, ocorreu o primeiro colóquio do projeto Narrativas em Movimento que celebra nossos 20 anos em 2016. Audiovisual/RS: cenários atuais contou com o montador e roteirista gaúcho Giba Assis Brasil, o diretor e produtor colombiano Juan Zapata e a representante da Garibaldi Film Commission,  Ivane Fávero. O bate-papo foi mediado pelo jornalista e nosso associado Marcos Borba.

O galpão lotou com a presença de estudantes, professores, integrantes de setores culturais da cidade e membros da comunidade apaixonados por cinema. O colóquio teve cerca de três horas de duração com um diálogo cheio de experiências e novas aprendizagens trocadas entre público e convidados.

A secretária de Turismo e Cultura de Garibaldi/RS, Ivane Fávero, contou um pouco sobre a experiência de captação e produção audiovisual da Film Commission da sua cidade. Ela comentou sobre a importância do cinema para o fomento cultural e também como incentivador e movimentador do turismo local. Na mesma tarde do colóquio, teve um seminário que reuniu as Film Commissions do Estado.

Juan Zapata e Giba Assis Brasil falaram sobre suas vivências pessoais contrapondo com vários aspectos importantes da produção cinematográfica nacional e internacional. A conversa também contou com um panorama do cenário cinematográfico brasileiro, assim como a necessidade de pensar na distribuição e circulação do que vem sendo produzido. O debate, que tem incentivo da LIC/SM, se estendeu para a área de políticas públicas e a organização para captação de recursos para o financiamento das obras. Uma das frases mais ditas é que geralmente “cinema se faz com a nossa turma”.

E para encerrar a noite, foi aberto espaço para o público presente questionar e/ou acrescentar à discussão. Ao final, ficou a alegria do encontro, o conhecimento e a certeza de que esse tipo de debate com a comunidade sempre nos enriquece.

Por Helena Moura, Renan Mattos e Julia Machado

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