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Colóquio discutiu a produção audiovisual seriada


Aprovada no Congresso Nacional em agosto de 2011 e sancionada em setembro,  após quase 5 anos de discussão, a lei 12.485/2011 ou Lei da TV Paga, nasceu com o objetivo de aumentar a produção e a circulação de conteúdo audiovisual brasileiro, diversificado e de qualidade, gerando emprego, renda, royalties, mais profissionalismo e o fortalecimento da cultura nacional. Juntamente com a Lei da TV Paga, tivemos também o crescimento dos serviços de streaming, viu-se então a necessidade de se ampliar e democratizar a maneira do pensar e do fazer audiovisual no Brasil, independente do formato (seja ele série, filme ou websérie) ou plataforma de distribuição.

Para ajudar a formular esses pensamentos,realizamos o colóquio Produção Audiovisual em Série, pelo  projeto Narrativas em Movimento financiado pela Lic/SM. A atividade contou com a presença da diretora, roteirista, produtora executiva e integrante da Casa de Cinema de Porto Alegre, Ana Luiza Azevedo – que ganhou destaque ao dirigir o filme Doce de Mãe (2012), e, do roteirista, produtor, sócio da Coelho Voador e um dos idealizadores do Frapa (Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre), Leonardo Garcia.

Durante a discussão, ambos evidenciaram a forma como regiões como o eixo Rio-São Paulo são favorecidos na questão de visibilidade e acesso a editais para captação de recursos milionários, enquanto nós, na região Sul, ainda temos que lidar com quantias inferiores que dificultam a viabilização de projetos.

Para (tentar) driblar a questão dos recursos financeiros, Ana Luiza  e Leo destacaram a importância da utilização de dispositivos móveis para dar um primeiro passo nas produções. Atualmente, contamos com smartphones com câmeras de ótima qualidade, e, o que antes só seria possível ser filmado com um equipamento cinematográfico, se torna palpável e sem necessariamente perder qualidade.

Outro ponto tocado pelos convidados foi a forma como alguns profissionais da área são desvalorizados. Muito antes do diretor poder fazer sua parte, um roteiro precisou ser escrito. Mas por que só o diretor recebe a devida atenção? Com isso em mente, nasceu o Frapa, o festival que visa premiar e dar visibilidade aos roteiristas.

Mesmo com a criação de leis e projetos que incentivem a produção audiovisual nacional, os órgãos e categorias competentes ainda precisam voltar seus olhos para o resto do país e compreender que precisamos pensar fora da bolha e ir além do eixo Rio/São Paulo.

Por Valdemar Neto

colóquio produção seriada

Ana Luiza e Leo Garcia falaram sobre suas produções e sobre o mercado audiovisual. Foto de Pedro Piegas


Inscreva-se no workshop de criação de webséries


Elas são as queridinhas do momento e, além de fazerem sucesso entre o público jovem,  as webséries tem sido uma saída interessante para a produção audiovisual atual. Mas do que onde elas vivem e do que se alimentam? Essas e outras questões serão trabalhadas por Leo Garcia no workshop de Criação de webséries nos dias 17 e 18 de novembro (sexta e sábado), das 9h30 às 12h e das 14h às 17h30, na nossa sede.  A atividade, que tem 30 vagas, abordará gêneros e formatos, construção de personagens, conflitos, tom e ritmo para propostas seriadas.

Leo Garcia é roteirista e integra a produtora Coelho Voador de Porto Alegre. Tem se destacado em diversos editais e recebidos premiações na área audiovisual. É o idealizador do Frapa – Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre. Para quem se interessa por webséries e quer aprender ou aprofundar seus conhecimentos, pode fazer sua inscrição até o dia 16/11 neste link. O pagamento da taxa, R$ 60,00 (R$ 30,00 meia) deve ser feito na sede da TV OVO, rua Floriano Peixoto, 267, das 14h30min às 18h ou com um de nossos integrantes. A vaga será confirmada mediante o pagamento até dia 16 de novembro.

O workshop integra o projeto Narrativas em Movimento, que tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria. Além dele, Leo também participará do Colóquio Produção Audiovisual em Série, no dia 17/11 (sexta-feira), às 19h, no Salão de Atos do Conjunto I da Unifra (Rua dos Andradas, 1614, 4º andar).

 

Conteúdo Programático:

Afinal o que é uma websérie? Onde vive? Do que se alimenta?

- Introdução

- Formatos

- Gêneros

- Como construir uma ideia. Fundamentos básicos. Criando o Mundo da história.

- Exercício

Personagens: a alma do negócio

- Construção de Personagens. Caracterização. Arquétipos. Conflitos. Motivações. Antagonismo.

- Premissa – Storyline. Plot. Sinopse Geral.

- Estrutura – Duração. Conflito. Tramas e Subtramas.

- Tom e ritmo – As diferentes possibilidades e variantes a serem adotadas.

lampada


Produção audiovisual em série é tema de colóquio em novembro


Ao evidenciarmos o importante papel da Lei da TV Paga, que cria demanda de conteúdos audiovisuais independentes brasileiros, além do avanço de plataformas de streaming (dispositivos esses que abrem perspectivas para a produção descentralizada e para a comercialização de audiovisuais), notamos a importância de discutirmos a produção audiovisual voltada para séries tanto para internet quanto para televisão. Por isso, organizamos o Colóquio Produção audiovisual em série, que será realizado no dia 17 de novembro.

Para abordarmos o tema em questão, o Colóquio propõe um debate com  Ana Luiza Azevedo, diretora, roteirista, produtora executiva e integrante da Casa de Cinema de Porto Alegre, e com Leonardo Garcia, roteirista, produtor, sócio da Coelho Voador e um dos idealizadores do Frapa (Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre). O colóquio, realizado em parceria com o curso de Jornalismo da Unifra, será na sexta-feira, 17 de novembro, às 19h, no Salão de Atos de Conjunto I da Unifra, Prédio I (4° andar), entrada pela Rua dos Andradas, 1614.  A entrada é gratuita e a pré-inscrição (para a emissão de certificado) pode ser realizado até o dia 16/11, neste formulário.

Além do colóquio, também teremos um workshop de Criação de webséries com Leonardo Garcia, nos dias 17 e 18 de novembro (sexta e sábado), das 9h30 às 12h e das 14h às 17h30, na nossa sede.  A atividade abordará gêneros e formatos, construção de personagens, conflitos, tom e ritmo para propostas seriadas.

Para quem se interessa pelo tema e quer aprender ou aprofundar seus conhecimentos, pode fazer sua inscrição até o dia 16/11 neste link. O pagamento da taxa, R$ 60,00 (R$ 30,00 meia) deve ser feito na sede da TV OVO, rua Floriano Peixoto, 267, das 14h30min às 18h ou com um de nossos integrantes. A vaga será confirmada mediante o pagamento até dia 16 de novembro.

O colóquio e o workshop integram o projeto Narrativas em Movimento, que tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

 

Resumo da programação

Sexta-feira,17/11- 19h

Colóquio Produção audiovisual em série

Debate com Leo Garcia e  Ana Luiza Azevedo

Salão de Atos de Conjunto I da Unifra, Prédio I (4° andar) – Rua dos Andradas, 1614.

Entrada Gratuita.

 

Sexta-feira (17/11) e sábado (18/11)

Workshop Criação de webséries

Com Leonardo Garcia (30 vagas)

Das 9h às 12h e das 14h às 17h

Sobrado Centro Cultural, Rua Floriano Peixoto, 267.

Quanto: R$ 60,00 (inteira). R$ 30,00 – meia (estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos carentes – mediante apresentação de documento comprobatório).

 

Conteúdo Programático:

Afinal o que é uma websérie? Onde vive? Do que se alimenta?

- Introdução

- Formatos

- Gêneros

- Como construir uma ideia. Fundamentos básicos. Criando o Mundo da história.

- Exercício

Personagens: a alma do negócio

- Construção de Personagens. Caracterização. Arquétipos. Conflitos. Motivações. Antagonismo.

- Premissa – Storyline. Plot. Sinopse Geral.

- Estrutura – Duração. Conflito. Tramas e Subtramas.

- Tom e ritmo – As diferentes possibilidades e variantes a serem adotadas.

Por Camila Lourenci

cartaz

 


Workshop sobre o som no audiovisual?! Tivemos!


Nos dias 12 e 19 de agosto, realizamos o workshop “o som no audiovisual” no Sobrado Centro Cultural. Ministrado pelo músico e compositor Márcio Echeverria Gomes, a oficina tratou sobre os diferentes contextos em que o som se insere nas produções, mostrando que é preciso ter planejamento e muito zelo aos detalhes para alcançar um resultado sonoro de qualidade.

Na oficina foi possível aprender sobre detalhes teóricos, os equipamentos empregados na captação do som direto, os softwares utilizados para tratamento e mixagem, o poder da trilha sonora como fio condutor da narrativa, entre outras técnicas. O espectador muitas vezes não consegue perceber a complexidade e os pormenores que envolvem o desenho de som. Eventos como o workshop são uma grande oportunidade de ter contato e dialogar com profissionais que trabalham com audiovisual, além de adquirir novos conhecimentos para qualificação.

Márcio Echeverria incentiva a todos a “colocarem a mão na massa” como melhor método de aprendizado.  Pensando nisso, houveram exercícios práticos de foley, em que os participantes deveriam criar efeitos sonoros para um vídeo de animação. Coletivamente, foram gravados sons utilizando objetos que estavam nas redondezas e que os participantes avaliaram oportunos para a tarefa.  Na segunda etapa, depois da gravação, eles deveriam, com auxílio do software que desejassem, sincronizar os efeitos sonoros com o vídeo.

O workshop “O som no audiovisual” foi mais uma atividade do projeto Narrativas em Movimento 2017, que conta com o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria. Fique ligado em nosso site e redes sociais para as próximas oficinas!

Por Alan Orlando
Foto de Heitor Leal

som no audiovisual


Oficina de audiovisual: conectando saberes


Fazer audiovisual vai muito além de simplesmente ligar uma câmera e contar uma história. Para explicar isso, entre os meses de agosto e outubro, iremos ministrar uma oficina de produção audiovisual para 25 jovens de escolas estaduais e municipais de Santa Maria. As turmas serão formadas por alunos do 8° e 9° ano  e EJA do ensino fundamental, e 1º ano de ensino médio. A oficina será nas segundas e quintas-ferias à tarde e em alguns sábados. No total serão 20 encontros, cada um com três horas de duração, com exceção dos sábados, em que a carga horário será de seis horas. As inscrições e seleções de alunos estão sendo realizadas diretamente com as escolas por meio da Secretaria Municipal de Educação. Serão cinco escolas no total. As atividades iniciam dia 14 de agosto e seguem até final de outubro.

As oficinas serão compostas por quatro módulos ministrados simultaneamente. De forma rotativa, cada grupo passará por  criação, linguagem, produção e gravação e edição. Dentro de cada módulo, os estudantes terão a oportunidade de entender como funcionam todas as etapas de uma produção audiovisual. Na criação, eles vão aprender sobre narrativa, técnicas de abordagem e também como colocar no papel suas propostas criativas. Com um aporte mais teórico, o módulo de linguagem vai ensinar o que de fato é o audiovisual, abordar sobre planos, enquadramentos e movimentos. No módulo produção, a criação e a linguagem são transportadas para as funções. É hora de colocar os conhecimentos em prática e também compreender as responsabilidades dessa etapa. E a edição vai focar em análise de roteiro, organização de arquivos, técnicas de corte de imagem e tratamento de som. Tudo será trabalhado com uma didática não-linear.

A ideia é a de que, a partir dessa oficina, os alunos organizem núcleos em suas escolas e compartilhem seus conhecimentos sobre audiovisual com os colegas. Para os jovens, ter um contato próximo com o processo de fazer audiovisual pode ser mais uma ferramenta educacional e cultural para ajudá-los a conectar e expandir os conhecimentos para além da sala de aula. A iniciativa integra o projeto Narrativas em Movimento desenvolvido pela TV OVO com aporte da Lei de Incentivo à Cultura.

Por Valdemar Neto
Foto Graziele Kemmerich

Oficina na escola Augusto Ruschi

Oficina na escola Augusto Ruschi


Ferramentas tecnológicas para um novo jornalismo


No último dia oito de maio, o Theatro Treze de Maio recebeu o primeiro debate deste ano em comemoração aos 21 anos da TV OVO, o Colóquio Novas Formas de Fazer Jornalismo que apontou a pluralidade das maneiras de se fazer jornalismo atualmente, além das transformações mais evidentes na profissão.

 
Como midiativista, Claudia Schulz, da Mídia Ninja, enfatizou o pensamento de que o coletivo não se enquadra no conceito de mídia alternativa nem mídia de massa, mas sim se posicionam como “massas de mídia” – que seriam as pessoas atuando como a mídia – pois trabalham coletivamente, e não necessariamente de forma jornalística, dando visibilidade às lutas que os grandes veículos normalmente ignoram, o nomeado “Brasil Profundo”. Alem de dar voz às minorias, o coletivo mesmo abertamente com posições de esquerda, visa o equilíbrio das coberturas.

 
Além de falar um pouco sobre o mercado editorial, Sergio Lüdtke, jornalista fundador da Interatores que é especializada em mídias digitais, comentou sobre a desinformação gerada pelas notícias falsas que circulam nas redes sociais e como a chegada das empresas de fact checking no Brasil podem ajudar a controlar esse problema, apesar das barreiras de privacidade impostas pelas grandes corporações como o Facebook ou o Whatsapp. Com foco nas redações, Lüdtke enfatizou a maneira como o jornalismo muda suas exigências, mas nas bases se mantêm a mesma, deixando clara a forma como os jornalistas são avessos a testes.

 
Com a experiência de uma grande emissora, como a Rede Globo, Caio Cavechini, que também integra a Ong Repórter Brasil, compartilha da necessidade de se fazer um jornalismo com equidade e transformador para a população, e demonstrou, a partir das suas produções, como a inserção do jornalista no meio das ações populares ajuda nessa construção. Mesmo com a variedade de novas ferramentas e plataformas digitais, Cavechini foi questionado sobre a precarização e o acúmulo de funções nas redações. Apesar de concordar, ele acredita que há falta de mão de obra e que também há jornalistas  a forma como o jornalistas que preferem executar mais de uma função, e que isso deve ser levado em consideração.

 
Seja a mídia independente (embora esse tema tenha sido questionado, sem um resposta) ou de massa; jornal, agência de notícia, blog, sites especializados, canais de TV ou YouTube, emissoras ou radiosweb o jornalismo passa por mudanças estruturais claras, porém, suas bases (forma de apuração, checagem dos fatos, trabalho de campo) ainda devem se manter, independentemente das ferramentas tecnológicas.

 

Por Valdemar Neto

Foto por Pedro Piegas

Colóquio_novas formas de fazer jornalismo