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Workshop sobre o som no audiovisual?! Tivemos!


Nos dias 12 e 19 de agosto, realizamos o workshop “o som no audiovisual” no Sobrado Centro Cultural. Ministrado pelo músico e compositor Márcio Echeverria Gomes, a oficina tratou sobre os diferentes contextos em que o som se insere nas produções, mostrando que é preciso ter planejamento e muito zelo aos detalhes para alcançar um resultado sonoro de qualidade.

Na oficina foi possível aprender sobre detalhes teóricos, os equipamentos empregados na captação do som direto, os softwares utilizados para tratamento e mixagem, o poder da trilha sonora como fio condutor da narrativa, entre outras técnicas. O espectador muitas vezes não consegue perceber a complexidade e os pormenores que envolvem o desenho de som. Eventos como o workshop são uma grande oportunidade de ter contato e dialogar com profissionais que trabalham com audiovisual, além de adquirir novos conhecimentos para qualificação.

Márcio Echeverria incentiva a todos a “colocarem a mão na massa” como melhor método de aprendizado.  Pensando nisso, houveram exercícios práticos de foley, em que os participantes deveriam criar efeitos sonoros para um vídeo de animação. Coletivamente, foram gravados sons utilizando objetos que estavam nas redondezas e que os participantes avaliaram oportunos para a tarefa.  Na segunda etapa, depois da gravação, eles deveriam, com auxílio do software que desejassem, sincronizar os efeitos sonoros com o vídeo.

O workshop “O som no audiovisual” foi mais uma atividade do projeto Narrativas em Movimento 2017, que conta com o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria. Fique ligado em nosso site e redes sociais para as próximas oficinas!

Por Alan Orlando
Foto de Heitor Leal

som no audiovisual


Oficina de audiovisual: conectando saberes


Fazer audiovisual vai muito além de simplesmente ligar uma câmera e contar uma história. Para explicar isso, entre os meses de agosto e outubro, iremos ministrar uma oficina de produção audiovisual para 25 jovens de escolas estaduais e municipais de Santa Maria. As turmas serão formadas por alunos do 8° e 9° ano  e EJA do ensino fundamental, e 1º ano de ensino médio. A oficina será nas segundas e quintas-ferias à tarde e em alguns sábados. No total serão 20 encontros, cada um com três horas de duração, com exceção dos sábados, em que a carga horário será de seis horas. As inscrições e seleções de alunos estão sendo realizadas diretamente com as escolas por meio da Secretaria Municipal de Educação. Serão cinco escolas no total. As atividades iniciam dia 14 de agosto e seguem até final de outubro.

As oficinas serão compostas por quatro módulos ministrados simultaneamente. De forma rotativa, cada grupo passará por  criação, linguagem, produção e gravação e edição. Dentro de cada módulo, os estudantes terão a oportunidade de entender como funcionam todas as etapas de uma produção audiovisual. Na criação, eles vão aprender sobre narrativa, técnicas de abordagem e também como colocar no papel suas propostas criativas. Com um aporte mais teórico, o módulo de linguagem vai ensinar o que de fato é o audiovisual, abordar sobre planos, enquadramentos e movimentos. No módulo produção, a criação e a linguagem são transportadas para as funções. É hora de colocar os conhecimentos em prática e também compreender as responsabilidades dessa etapa. E a edição vai focar em análise de roteiro, organização de arquivos, técnicas de corte de imagem e tratamento de som. Tudo será trabalhado com uma didática não-linear.

A ideia é a de que, a partir dessa oficina, os alunos organizem núcleos em suas escolas e compartilhem seus conhecimentos sobre audiovisual com os colegas. Para os jovens, ter um contato próximo com o processo de fazer audiovisual pode ser mais uma ferramenta educacional e cultural para ajudá-los a conectar e expandir os conhecimentos para além da sala de aula. A iniciativa integra o projeto Narrativas em Movimento desenvolvido pela TV OVO com aporte da Lei de Incentivo à Cultura.

Por Valdemar Neto
Foto Graziele Kemmerich

Oficina na escola Augusto Ruschi

Oficina na escola Augusto Ruschi


Ferramentas tecnológicas para um novo jornalismo


No último dia oito de maio, o Theatro Treze de Maio recebeu o primeiro debate deste ano em comemoração aos 21 anos da TV OVO, o Colóquio Novas Formas de Fazer Jornalismo que apontou a pluralidade das maneiras de se fazer jornalismo atualmente, além das transformações mais evidentes na profissão.

 
Como midiativista, Claudia Schulz, da Mídia Ninja, enfatizou o pensamento de que o coletivo não se enquadra no conceito de mídia alternativa nem mídia de massa, mas sim se posicionam como “massas de mídia” – que seriam as pessoas atuando como a mídia – pois trabalham coletivamente, e não necessariamente de forma jornalística, dando visibilidade às lutas que os grandes veículos normalmente ignoram, o nomeado “Brasil Profundo”. Alem de dar voz às minorias, o coletivo mesmo abertamente com posições de esquerda, visa o equilíbrio das coberturas.

 
Além de falar um pouco sobre o mercado editorial, Sergio Lüdtke, jornalista fundador da Interatores que é especializada em mídias digitais, comentou sobre a desinformação gerada pelas notícias falsas que circulam nas redes sociais e como a chegada das empresas de fact checking no Brasil podem ajudar a controlar esse problema, apesar das barreiras de privacidade impostas pelas grandes corporações como o Facebook ou o Whatsapp. Com foco nas redações, Lüdtke enfatizou a maneira como o jornalismo muda suas exigências, mas nas bases se mantêm a mesma, deixando clara a forma como os jornalistas são avessos a testes.

 
Com a experiência de uma grande emissora, como a Rede Globo, Caio Cavechini, que também integra a Ong Repórter Brasil, compartilha da necessidade de se fazer um jornalismo com equidade e transformador para a população, e demonstrou, a partir das suas produções, como a inserção do jornalista no meio das ações populares ajuda nessa construção. Mesmo com a variedade de novas ferramentas e plataformas digitais, Cavechini foi questionado sobre a precarização e o acúmulo de funções nas redações. Apesar de concordar, ele acredita que há falta de mão de obra e que também há jornalistas  a forma como o jornalistas que preferem executar mais de uma função, e que isso deve ser levado em consideração.

 
Seja a mídia independente (embora esse tema tenha sido questionado, sem um resposta) ou de massa; jornal, agência de notícia, blog, sites especializados, canais de TV ou YouTube, emissoras ou radiosweb o jornalismo passa por mudanças estruturais claras, porém, suas bases (forma de apuração, checagem dos fatos, trabalho de campo) ainda devem se manter, independentemente das ferramentas tecnológicas.

 

Por Valdemar Neto

Foto por Pedro Piegas

Colóquio_novas formas de fazer jornalismo


De olho na programação do Narrativas em Movimento 2017


O Narrativas em Movimento (Nem) retorna em 2017 cheio de coisas novas. A programação inicia em abril e se estenderá até outubro. Assim como no ano passado, traremos convidados para compartilhar experiências e teremos workshops para complementar os debates e abordar a formação . No ano passado, o Nem contou com a presença de convidados especiais nos colóquios com nomes como os jornalistas Andrea Dip. Moisés Mendes e Mauri König, o montador Giba Assis Brasil e o pesquisador Alexandre Barbalho. Sempre trazendo assuntos fundamentais no debate na área do audiovisual, da cultura e do jornalismo. E neste ano as coisas não serão diferentes!

Para começar, teremos o workshop produção  audiovisual com tecnologia mobile nos dias 26 e 27 de abril, com Leo Roat, na TV OVO. Para informações a respeito de vagas e inscrições, clique aqui.

No início de maio ocorrerá o primeiro colóquio da programação. O Narrativas Audiovisuais e Informação será no Theatro Treze de Maio, a partir das 20h. O debate permeará questões acerca de como contar histórias e  a relação com o Outro, pensando nas linguagens audiovisuais que perpassam a reportagem televisiva, vídeos informativos para internet e o documentário. Entre os convidados está Marcelo Canellas. Os demais nomes serão confirmados nos próximos dias. Aguarde!

Ainda em maio, teremos um workshop de fotografia para documentário jornalístico. Em junho as atividades continuam com um workshop de desenho de som para audiovisual. Para encerrar a programação, setembro trará o segundo colóquio sobre  produção audiovisual em série voltado tanto para internet quanto para televisão, seguido do workshop de criação de websérie. Ainda em setembro faremos uma oficina de realização audiovisual para jovens estudantes de escolas públicas.

O Nem é um projeto desenvolvido pela TV OVO com apoio da Lei de Incentivo a Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Mais informações sobre cada um dos eventos irão surgir daqui para frente. A TV OVO está trabalhando com dedicação e carinho na produção do Narrativas em Movimento para que o debate não pare. A única certeza é a de que não dá para perder!  Se você se interessou por alguma ou todas as atividades, acompanhe nossas postagens no site e na nossa página no Facebook.

 

Por Julia Machado

logo_narrativas_web

 


2017 e mais projetos


Chegou o momento de quebrar a casca e contar quais serão os nossos filhotes em 2017 com apoio da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Em mais um ano de cultura e memória, desta vez o audiovisual tem como trilha sonora o rock’n roll. Os projetos xodós Por onde passa a memória da cidade e Narrativas em Movimento seguem conosco, com dois documentários de curta-metragem sobre Santa Flora e Palma, distritos de Santa Maria, e a realização de dois Colóquios sobre audiovisual que dão continuidade às discussões de 2016 – as temáticas envolvem a produção audiovisual de séries e seriados para exibição na web e em canais de televisão e o audiovisual aliado à informação. O Narrativas em Movimento também realizará quatro workshops na área e, sem perder o contato direto com a comunidade, terá uma oficina de audiovisual para jovens de escolas públicas pelo período de 10 semanas.

A novidade é o programa piloto do seriado Rock do K7, que numa mistura entre documentário e ficção, visa recuperar e ressignificar a cena roqueira de Santa Maria nos anos 80 e 90. Já avisamos que previmos apenas uma parte dos custos deste projeto pela LIC, então, parcerias serão muito bem-vindas.

Além disso, seremos parceiros no projeto apresentado por Denise Copetti, associada da TV OVO, que obteve aprovação do projeto Documentário FEICOOP: 25 anos de Cultura e Cooperativismo, uma produção audiovisual que busca mostrar a importância da Feira Internacional do Cooperativismo para o intercâmbio de expressões culturais em Santa Maria e para a cultura da economia solidária.

Valores aprovados que estamos captando:

  • Por Onde Passa a Memória da Cidade 2017 – R$ 44 mil
  • Narrativas em Movimento 2017 – R$ 35 mil
  • Rock do K7 – R$ 30 mil
  • Documentário Feicoop – R$ 25 mil

Readequamos os projetos, em função de cortes nos orçamentos, e iniciamos a captação de recursos de pessoas físicas e jurídicas. Se você quiser contribuir com a realização dessas e outras produções – é possível doar até 30% do seu IPTU, ISSQN ou ITVBI – basta colocar seus dados neste link e aguardar o nosso contato, nos ligar (55 3026 3039) ou enviar um “zapzap” (55 99104-9166).

Nós já estamos ansiosos para colocar todos esses projetos no caldo cultural de Santa Maria e ferver o cenário audiovisual da cidade, mas contamos com sua ajuda para que as produções possam ser realizadas na íntegra.

Por Manuela Fantinel

equipe 20 anos

 


Comunicação e cultura em debate no Narrativas em Movimento


Qual o papel das políticas públicas para a cultura? Qual a relação entre o peso do fomento para a produção cultural e para a inclusão social promovida por esses projetos? Até que ponto existe uma independência ou uma interdependência entre o social e o econômico nas iniciativas de cultura da sociedade contemporânea. Essas e outras questões estarão presentes no Colóquio Comunicação e Cultura: Política Cultural e desentendimento, na próxima quarta-feira, dia 24/08, às 19 horas, no Auditório João Miguel de Souza, na Cesma, na rua Professor Braga, nº 55.

O Colóquio terá a presença de Alexandre Barbalho, professor de políticas públicas da Universidade Estadual do Ceará. Doutor em Comunicação e Culturas Contemporâneas, Barbalho é autor de diversos livros da área. Seu último trabalho, Política cultural e desentendimento, apresenta uma crítica à política cultural contemporânea com base no pensamento do filósofo Jaques Rancière. Também participarão do debate o coordenador da Pós-Graduação em Comunicação da UFSM, professor doutor Cássio dos Santos Tomaim, e Marcos Borba, integrante da TV OVO e pesquisador do tema.

A entrada é gratuita. Quem quiser participar deverá se inscrever neste formulário. A lotação do auditório é de 200 pessoas. Os certificados de participação serão enviados por e-mail.

O projeto Narrativas em Movimento é uma realização da TV OVO com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Midiática da UFSM, do curso de Jornalismo da Unifra e do Observatório Missioneiro de Atividades Criativas e Culturais (Omicult). Este é o terceiro colóquio de 2016. Em abril, o projeto discutiu o cenário audiovisual no Rio Grande do Sul e, em maio, abordou o jornalismo na era da internet.

colóquio