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Exibições de documentários em Palma e Santa Flora: enxergar-se pelo olhar do outro


Em 2017, a TV OVO realizou produções de documentários que contam a história dos distritos de Palma e de Santa Flora, e agora chegou o momento de apresentar os filmes em suas respectivas comunidades. As exibições permitem que as comunidades conheçam o trabalho que contou com a colaboração delas para ser realizado como também é uma possibilidade de enxergar-se pelo olhar do outro.

A exibição em Palma será hoje, 23/05, quarta-feira, às 19h,  no salão da Capela de Santa Terezinha. Já em Santa Flora, será no dia 28/05, segunda-feira, às 18h30, no salão da capela de Santa Flora.

O filme sobre Palma traz quinze entrevistas concedidas pelos moradores da comunidade, que relatam histórias de infância na região, a construção da Escola Major Tancredo Penna de Moraes, a imigração italiana e algumas lendas. Já o documentário sobre o distrito de Santa Flora, a antiga colônia Vacacaí, mostra a luta e a esperança de seu povo em manter viva a sua história. Ambos os documentários fazem parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que conta histórias de lugares e pessoas de Santa Maria, e tem financiamento pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC/SM).

Sinopses

Palma
Uma equipe em busca de histórias. Uma comunidade e a construção de um distrito. Palma, o 8º distrito de Santa Maria, é um dos últimos a ser criado, porém, sua história remonta aos tempos antigos: dos imigrantes italianos, das grandes fazendas, dos escravos, e, antes desses, dos indígenas. São histórias de outras épocas que, às margens da RSC-287, dão forma aos tempos atuais, visíveis na sua gente, nos costumes, nas crenças, nas memórias e na esperança que alimenta o futuro.

Santa Flora
Marcada pela antiga e esquecida presença indígena, pelas sesmarias que garantiram a posse do Brasil Colônia à Portugal na disputa do território com a Espanha e pela recolonização italiana, a antiga Colônia Vacacaí, hoje distrito de Santa Flora, é a principal economia rural do município de Santa Maria. Nem o forte tripé soja-arroz-gado garante um acesso digno de seus moradores ao principal centro urbano do estado do Rio Grande do Sul. O documentário Santa Flora traz, na voz de seus habitantes, a luta, a obstinação e a esperança de manter viva a história do lugar e de seu povo.

Por Larissa Essi

 

Histórias são ouvidas no distrito de Palma.


A melodia do rock virou piloto de série documental que mistura ficção e realidade


Já pensou em voltar no tempo e curtir um rock das antigas? E melhor ainda, acompanhar uma narrativa musical que conta sobre lendas, amores, desamores e o cenário do Rock’n’roll de Santa Maria nos anos 70, 80 e 90?!Tudo isso faz parte do projeto piloto da série documental Rock do K7. Marcos Borba, o diretor e roteirista da ideia audiovisual afirma que Santa Maria tem uma cena musical forte, especialmente com o rock: “a cidade já foi apelidada de Seattle do Sul. Pensamos em fazer um projeto que uma personagem jovem, imersa na tecnologia de hoje, fosse descobrindo esse passado e postando essas descobertas na rede”. Assim surgiu a proposta híbrida, que mistura documentário e ficção.

A exibição de lançamento do episódio vai ser na Feira do Livro da cidade, na praça Saldanha Marinho, às 19h, no sábado, 12/05. Além do episódio, também terá um debate sobre a memória do rock santa-mariense. Então se tu curtes audiovisual, rock e troca de ideias, aparece lá.

Entre acordes, notas, relatos e atuações, o Rock do K7 surge como uma produção autoral e inovadora, que mistura ficção e realidade e busca trazer em cada episódio da série uma banda do contexto do rock alternativo do Rio Grande do Sul. Na parte documental do episódio piloto temos três personagens que formavam a banda A Bruxa: Renato Molina, Gércy Pichinin e o Guido Isaia. É a partir da personagem ficcional Fran (Luiza Prolla) e do seu encontro com uma coleção de fitas cassetes do seu tio Pedro (Paulo Chagas) que toda a história se desenrola. No elenco, ainda está Luiz (Tiago Teles), como pai de Fran.

A proposta audiovisual surgiu a partir da intenção de concorrer a um edital que financiava séries para compor a programação de TV´s Públicas do Brasil. A ideia ainda é compor a grade televisiva de algum canal. O grupo responsável pelo Rock do k7 está mapeando possíveis espaços nacionais pra exibições, e já entrou num edital do Canal Brasil. Parte do recurso para produção do episódio piloto foi financiada pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e a Finish produtora também entrou como parceira da proposta.

Mesmo com poucos recursos financeiros, a equipe abraçou o roteiro e partiu para a produção, já que não foi possível conseguir patrocínios para bancar toda a obra. O jeito foi motivar a equipe com mais de 20 profissionais para dar vida ao projeto.

E para despertar a curiosidade do público, sobretudo para de alguma forma cativar a geração atual de jovens, Marcos diz que a intenção do Rock do K7 é criar o um arco narrativo longo para os personagens de ficção, em que eles vão se modificando e amadurecendo a cada episódio. “Queremos que as pessoas fiquem ligadas no que a personagem da Fran está descobrindo e postando, já que serão criadas redes sociais para que ela divulgue esse acervo. Na parte documental, nosso objetivo é registrar um pouco da história do rock nacional que não é contada, pois a maioria das bandas que o projeto irá registrar teve uma atuação mais local. O projeto também busca mostrar que do lado da gente pode ter um roqueiro da antiga que hoje é dentista, empresário ou funcionário público, por exemplo”.

Agregar bons profissionais e produzir o episódio piloto de uma série que pretende ter outros nove episódios foi o primeiro passo do projeto, que sonha alto: “Temos uma equipe maravilhosa e muito qualificada. Quando estamos gravando, cria-se uma energia que leva o projeto para frente e acredito que iremos emplacar o Rock do K7 na grade de programação de alguma TV nacional”, deseja Marcos e toda a equipe do projeto.

Por Tayná Lopes
Foto de Pedro Piegas

Entrevista com Gércy Pichinin, ortodontista que foi guitarrista da banda “A Bruxa”


Nem só de livro vive a Feira, também tem documentário


A praça Saldanha Marinho ganha um palco cheio de atrações culturais durante a Feira do Livro que inicia neste sábado, 28, e nós vamos estar nele dia 02/05, quarta-feira, às 19h, no Livro Livre, para exibir o documentário Palma, o 8° Distrito. O documentário, que foi produzido em 2017 e tem direção de Denise Copetti, faz um mosaico com quinze entrevistas de moradores do distrito, que através das lembranças que compartilham conosco, recontam a história das diversas localidades que compõem Palma. No filme, destaca-se a noção de comunidade, que se pauta pela união e alegria das pessoas em trabalhar pelo bem comum.

Após a exibição do documentário, haverá um debate sobre a produção e sobre a importância do registro da memória das comunidades do interior. Palma, o 8° Distrito faz parte do projeto Por onde passa a memória da cidade, que desenvolve produções sobre histórias, pessoas e lugares de Santa Maria com financiamento da Lei de Incentivo á Cultura.

Além de Palma, em 2017 também produzimos um documentário sobre o distrito de Santa Flora, a antiga colônia Vacacaí. Na voz de seus habitantes, o filme mostra a luta e a esperança de seu povo em manter viva a sua história. Em função do tempo de programação do Livro Livre, o filme Santa Flora não será exibido na praça, mas em breve haverá uma sessão no distrito.

Além da exibição do documentário sobre Palma, no dia 02 de maio, também teremos outras atividades durante a Feira do Livro. Confere a nossa programação:

02/05 – Quarta-feira, 19h
Exibição do documentário Palma, o 8° Distrito e debate.

05/05 – Sábado, 17h
Lançamento do livro Cronicaria com a presença de Manuela Fantinel e Marcelo Canellas na sessão de autógrafos

12/05 – Sábado, 19h
Lançamento do episódio piloto do projeto Rock do K7 e debate sobre a memória do rock de Santa Maria

Palma, o 8° Distrito

Sinopse: Uma equipe em busca de histórias. Uma comunidade e a construção de um distrito. Palma, o 8º distrito de Santa Maria, é um dos últimos a ser criado, porém, sua história remonta aos tempos antigos: dos imigrantes italianos, das grandes fazendas, dos escravos, e, antes desses, dos indígenas. São histórias de outras épocas que, às margens da RSC-287, dão forma aos tempos atuais, visíveis na sua gente, nos costumes, nas crenças, nas memórias e na esperança que alimenta o futuro.

Leia mais sobre o documentário

Por Larissa Essi
Foto de Renan Mattos

Seu João Lima, em entrevista para o documentário sobre o distrito de Palma.


A comunidade em Palma, 8° distrito de Santa Maria, em documentário


O conceito de comunidade pode ter vários significados. Para os moradores do distrito de Palma, é união, solidariedade, hospitalidade e trabalho em equipe. Uma comunidade que trabalha pelo bem comum. União que permitiu melhorias ao longo do tempo no 8° distrito de Santa Maria.

Tudo isso é retratado no documentário Palma, o 8° distrito, com direção de Denise Copetti. Para a produção foram realizadas pesquisas históricas a partir do século XIX, e todos os dados foram complementados com quinze entrevistas concedidas pelos moradores da comunidade que relatam histórias que passam pela infância na região, pela construção da Escola Major Tancredo Penna de Moraes, pela imigração italiana e por algumas lendas.

Mas o trabalho em equipe não é somente na comunidade de Palma, a produção deste filme também se fez em colaboração entre a equipe da TV OVO, que reuniu profissionais com mais experiências e outros que estão dando os primeiros passos na arte do audiovisual, ou ainda, para aqueles que estão se desafiando em novas funções, como é o caso da Denise Copetti, que assumiu a direção documentário e geralmente se envolve com a produção.

Esta união pode ser vista no documentário que também traz os bastidores da gravação. Entre uma entrevista e outra, lá está a equipe posicionada com microfone e câmeras, uma forma de, para além de construir um produto final, mostrar um pouco do processo da realização dele.

O documentário será exibido para a comunidade de Palma no dia 23 de maio, às 19h,  no salão da Capela de Santa Terezinha. Porque não basta só documentar, é preciso que a comunidade veja e se enxergue pelo olhar do outro. Após a exibição, será feito um debate com a comunidade sobre o filme.

O documentário faz parte do projeto Por onde passa a memória da cidade, que visa contar histórias de lugares e pessoas de Santa Maria. Além de Palma, o distrito de Santa Flora também foi documentado e será exibido na comunidade ainda em maio. Ambos são financiados pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC/SM).

 

Sinopse: Uma equipe em busca de histórias. Uma comunidade e a construção de um distrito. Palma, o 8º distrito de Santa Maria, é um dos últimos a ser criado, porém, sua história remonta aos tempos antigos: dos imigrantes italianos, das grandes fazendas, dos escravos, e, antes desses, dos indígenas. São histórias de outras épocas que, às margens da RSC-287, dão forma aos tempos atuais, visíveis na sua gente, nos costumes, nas crenças, nas memórias e na esperança que alimenta o futuro.

Por Larissa Essi
Foto de Renan Mattos

 


Memorial às vítimas da Kiss tem projeto escolhido


No início do mês de abril, foi divulgado o resultado do concurso para a escolha de projeto arquitetônico para o memorial para ser construído onde hoje está situado o prédio da Boate Kiss, em homenagem às 242 vidas que se foram naquele 27 de janeiro de 2013. A proposta vencedora foi a do arquiteto Felipe Motta, de São Paulo, cuja ideia traz um espaço multiuso e um jardim circular de flores perenes.

A concepção de construir um memorial surgiu a partir de um sentimento nobre: o amor. O amor por todos aqueles que se foram e também por quem ficou (são mais de 600 sobreviventes), além do desejo de preencher a lacuna da tristeza e da indiferença, conforme consta na proposta do concurso do memorial, de abraçar um espaço que até então é feito de dor. Assim, o priemiro passo foi fazer um financimento coletivo via internet para anguariar fundos junto à população que subsidiasse a execução do Concurso Público Nacional de Arquitetura para o Memorial à Vida.

Segundo Tiago Holzmam, coordenador e arquiteto do concurso, este foi um dos maiores concursos públicos de arquitetura já realizados no Brasil. Rafael Passos, presidente do IAB-RS, ressaltou, em seu discurso de agradecimento, que o processo foi rico, intenso e com muito sentimento envolvido, e que finalmente chegou a hora da arquitetura dar a sua contribuição para tentar diminuir a dor causada pela tragédia. “O memorial tem o objetivo e a responsabilidade de ressignificar aquela área física, para que não se repita”, afirmou o presidente da IAB-RS.

Foram cinco dias de trabalho para analisar as 121 propostas entregues para a comissão do projeto. O julgamento foi realizado em sessões sigilosas de 5 a 10 de abril , em uma sala no Sindicato dos Bancários de Santa Maria. A comissão julgadora foi composta inteiramente por arquitetos e urbanitas e elencou as cinco melhores propostas. Coube, então, à comissão de classificação, formada por representantes dos familiares das vítimas e da comunidade de Santa Maria, escolher apenas uma dentre as cinco.

A divulgação do projeto vencedor ocorreu na terça-feira, 10 de abril, e lotou o salão da cerimônia. Pais das vítimas, equipes inscritas no projeto, amigos e jornalistas aguardavam o tão esperado resultado.  Ansiosos e nervosos, os envolvidos na organização do concurso cultivam o sentimento de missão cumprida, pois a frase tão falada no discurso solene de agradecimento fazia mais sentido do que nunca: “Transformar a dor em amor”. Flávio José da Silva, pai que perdeu a filha Andrielle na tragédia, conta que foi uma responsabilidade muito grande representar os familiares e a sociedade fazendo parte do júri e  deu algumas pistas sobre o projeto vencedor antes do anúncio: “O projeto veio atender ao que as famílias almejavam. Nada luxuoso, com edificação simples e manutenção fácil, que, de certa forma, se auto-sustenta”.

Fernando Polesello, arquiteto inscrito no concurso, veio de Passo Fundo para acompanhar o momento da divulgação. “Eu e minha esposa arquiteta criamos o projeto e resolvemos participar, antes de mais nada, porque é uma obra que nos cativa bastante, afinal de contas seria um privilégio conseguir ganhar esse concurso ou ficar entre os classificados, dar uma contribuição para a população, para que dessa tragédia surja uma grande alegria, ou pelo menos um momento de respeito. Mas independente disso, vim apreciar e ver o que está sendo feito na arquitetura fora do Rio Grande do Sul, ver projetos de melhor qualidade, em termos de memorial, afinal memorial é um conceito, uma palavra bastante forte, que não é meramente arquitetura funcional. Então é nesse tipo de concurso que geralmente as ideias são lançadas.” O participante ainda acrescenta que o concurso possibilitou a exploração do lado mais artístico, conceitual e criativo da arquitetura. “Permitiu viajar, fugir de ideias mais matemáticas e metódicas”, conta Fernando.

A possibilidade de criar incentivou a participação de outros arquitetos como o Felipe Zenne Motta, o paulista vencedor do concurso. A proposta do arquiteto e sua equipe demonstrou preocupação com as palavras acessibilidade, acolhida, respeito e amor. A ideia tem como ponto principal a composição de um jardim circular de flores perenes, com 242 suportes para familiares e amigos depositarem flores em forma de carinho. A construção ainda comporta três salas multiuso, como um auditório. Estevan Barin, arquiteto e porta voz da comissão julgadora, afirma que cinco propostas diferenciadas foram levadas para a decisão final, mas a vencedora possuia algo específico: “eles acertaram em cheio apostando na sensibilidade juntamente do simbolismo, pois o simples fato é que neste memorial a pessoa recolhe a flor do canteiro e coloca no vaso da vítima.” Abaixo é possível visualizar um panorama da prancha arquitetônica do projeto proposto:

Lidia Rodrigues, arquiteta e presidente do IAB de Santa Maria, relatou os próximos passos do projeto: “Primeiro será feita a contratação do projeto, a assinatura do contrato com o vencedor e a apresentação pública da ideia, no dia 24 de abril. A contratação significa que esse arquiteto, esse escritório vai estar responsável por fazer os projetos complementares, o estrutural, o hidrossanitário, o elétrico, entre outros.  Vamos também fazer um cronograma com prazos para a elaboração desses projetos complementares”. O planejamento da demolição do prédio também está em pauta, visto que os processos judiciais do caso transitam em julgado. A demolição não terá custos em função de uma parceria com o Sindicato da Construção Civil.

A forma de financiamento da obra ainda está em aberto, o valor previsto para a construção é de 3 milhões, mais 25 mil de remuneração para o escritório vencedor e, em média, R$ 3 mil para os  selecionados do 2º ao 5º lugar. Ligia explica que existem várias possibilidades para arrecadação de fundos, uma delas é que projetos de arquitetura feitos por concurso público são habilitados a arrecadar fundos pela Lei Rouanet. Outra alternativa é uma parceria com projetos da ONU para buscar recursos internacionais.

Mariano Martin Orlando, integrante da comissão julgadora, descreve o concurso como uma ferramenta política indispensável para promover reflexão e solidariedade. “Foi um concurso democrático, sem distinção de idade e classe, promovendo a vida saudosa e respeitosa à lembrança”.

Conheça as demais colocações e as menções honrosas do concurso.

Por Tayná Lopes


Poético e político – As várias faces da tragédia da boate Kiss em “Depois Daquele Dia”


O Cineclube da Boca transformou-se num espaço para uma sessão de empatia, comoção e lágrimas. Na última terça-feira, 27 de março, foi exibido o filme Depois Daquele Dia,  com produção da TV OVO e dirigido pela jornalista Luciane Treullieb,  irmã de João Aloísio Treulieb, uma das vítimas da tragédia da Kiss.

O filme narra a história de como se sucedeu os 5 anos após o dia 27 de janeiro de 2013, trazendo diferentes pontos de vista de pessoas de Santa Maria que presenciaram a dor e o luto de uma cidade, o barulho e o silêncio causados pela tragédia.  A narrativa traz relatos de amigos e familiares de vítimas, além de entrevistas com olhares técnicos, como uma engenheira e especialistas como um psicólogo e um sociólogo.

Após a exibição, houve um debate sobre o documentário. Perguntas de como se deu a escolha dos entrevistados foram comentadas pela diretora Luciane, que relatou um pouco da sua experiência numa produção em que ela está envolvida de diversas formas. Também foram levantadas questões técnicas sobre áudio e vídeo. Entre os comentários, destacou-se a força poética da forma como o documentário trabalha com as imagens e a delicadeza como aborda a história, mas também a potência do seu papel político para enfrentar o esquecimento da tragédia que se alastrou após o primeiro ano do incêndio.

Eliane Corrêa (54), que é professora de fisioterapia na UFSM, e estava entre o público presente, comentou que o documentário é muito importante para a cidade, pois evita que a tragédia da Kiss caia no esquecimento. Ela contou que acompanhou alguns casos de sobreviventes logo após a tragédia e que pode observar sequelas que muitos terão pelo resto da vida por conta da inalação da fumaça.

Bruno Gonçalves de Oliveira também acompanhou a sessão. Ele, que foi um dos entrevistados do documentário, assistiu o filme pela primeira vez. “Mexe bastante, a gente acaba vivenciando tudo de novo”, comenta. Bruno era amigo de João Aloísio e ficou muito comovido com o documentário.

A exibição de Depois Daquele Dia integrou parte da programação de lançamento do projeto Memorial da Vida da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que homenageia as vítimas da tragédia da Kiss.

Por Larissa Essi

Sessão lotada na exibição do filme Depois Daquele Dia no Cineclube da Boca. Foto Renan Mattos