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Feira do Livro 2012 começa em Santa Maria


O sábado, 28, amanheceu frio e cinzento em Santa Maria. Mas isso não impediu que a Praça Saldanha Marinho fosse tomada por pessoas que foram conferir a abertura da Feira do Livro 2012.

A Feira conta com cerca de 35 estandes com livros que abordam os mais diversos assuntos. Um dos organizadores e presidente da Câmara do Livro, Télcio Brezolin, afirma que ela é um presente para a cidade. Brezolin participa do evento há mais ou menos 20 anos e ressalta que esta edição proporcionará uma diversidade grande de atrações para o público.

Neste ano serão lançados 112 obras, sendo 20 delas infantis. A atendente de um dos estandes de livros infantis, Ida Maria Lins, observa que, nos últimos anos, a feira tem sido mais procurada. Ela comenta que as crianças tem se interessado bastante pela leitura, inclusive por poesias. Ida Maria comenta que a escola é um dos principais estímulos para as crianças, até mesmo por trazerem os alunos à Feira do Livro, para manterem o contato cultural.

José Saraiva, proprietário de um dos sebos da cidade e expositor há 14 anos, elogia a organização da Feira e ressalta a diversidade de público que passa pelo seu estande à procura de livros que não são encontrados no cotidiano. Saraiva afirma que um dos temas mais procurados em seu estande sempre é Rio Grande do Sul e Conesul.

Visitante adepto das edições da Feira do Livro, o senhor João Valdino Vieira, ressalta a importância da cultura trazida pela Feira para a cidade. De acordo com a Secretária Municipal da Cultura, Iara Druzian, a expectativa para esta edição é a melhor possível. Iara diz que a intenção neste ano é qualificar o espaço infantil, pois se entende que é na infância que se motiva e se formam os leitores. Ela comenta que ver a praça lotada dá a sensação de felicidade e de dever cumprido.

Texto: Sabrina Kluwe


vivências brasileiras


Já está disponível na rede o livro Inclusão Digital – Vivências Brasileiras, de Maurício Falavigna. A obra fala sobre o processo de elaboração das oficinas para inclusão digital, assim como da ascensão dos telecentros.br, política pública do governo que tem tudo a ver com a inclusão digital.

O autor promete uma abordagem diferenciada e uma leitura clara e bastante leve. A obra, enquadrada pela Lei de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, foi financiada pelo Dataprev – Empresa de
Tecnologia e Informações da Previdência Social e teve sua execução realizada pelo IPSO – Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos.

Para baixar o livro é só clicar aqui.


Entrevista Moacyr Scliar


A equipe da TV OVO entrevistou o escritor gaúcho Moacyr Scliar na Feira do Livro de Santa Maria de 2010. O autor, que morreu em fevereiro deste ano, falou sobre a relação das novas tecnologias com o livro e as consequências para a formação de novos leitores, assim como nos contou qual é o livro que marcou sua vida. Confere aí:

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Daniel Galera: internet e literatura


Num animado bate-papo na Feira do Livro, o escritor Daniel Galera contou como foi que iniciou sua vida de escritor. Ele fez da internet sua aliada. Foi através dela que ele começou a publicar suas primeiras histórias. Depois, quando iniciou a publicação independente já possuía seu público leitor. Daniel disse que a internet foi importante por proporcionar seus primeiros leitores e por permitir o retorno deles e, assim,  trocar ideias – ” dessa forma eu ficava sabendo o que (histórias) funcionava ou não”.

Galera também falou sobre os livros eletrônicos. “Eles vieram para ficar, são ferramentas interessantes de armazenamento, mas  não deverão substituir o livro impresso”. O escritor se justificou dizendo que nossa cultura não é de um meio (veículo) saindo para outro. Assim como a TV não eliminou o rádio, e a internet não eliminou a TV. O livro eletrônico também não eliminará o livro impresso. “São plataformas que se somam e que são utilizadas de forma conjunta”, disse ele.

Sobre o livro que marcou sua vida, ele diz ser a Antologia de contos de Edgar Allan Poe. “São histórias incríveis, fantásticas. Elas foram, em parte, o que me levou a escrever minhas próprias histórias”.

Quer saber mais sobre Daniel Galera?! Assista o vídeo a seguir!

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Reportagem: Neli Mombelli


Quando as barracas fecham


O número de pessoas que circula numa praça central normalmente é grande e é por isso que muitos discursos políticos e declamações de poemas foram realizados nesse local em várias épocas. Na Praça Saldanha Marinho, o contingente aumenta de forma considerável durante o período de funcionamento da 37ª Feira do Livro de Santa Maria. Das 13 horas até às 21 horas, os apreciadores da leitura, grupos escolares ou apenas quem decidiu saborear uma cocada do João nos quiosques de alimentação, lotam a Saldanha Marinho.

Entretanto, por volta das 21 horas, os vendedores de livros começam a guardar as edições, as barracas são fechadas e rapidamente o local se esvazia. Agora iluminada pelos postes e lâmpadas, a praça é o foco dos olhos atentos dos vigilantes noturnos. Com a tarefa de zelar as barracas e livros, os aparelhos sonoros e a praça de alimentação, os quatro vigias trocam a noite pelo dia para fazer seu trabalho.

Com 30 anos de profissão, o vigilante Rogério Rodrigues, responsável por cuidar o palco onde ocorrem as apresentações teatrais e o Livro Livre, afirma que ‘’à noite, se vê de tudo. ’’ Jovens saindo de clubes das proximidades, moradores de rua, pessoas embriagadas ou sob efeito de entorpecentes atravessam a praça ou passam algum tempo perto do coreto central. No entanto, Rodrigues diz que não há problemas com nenhum desses freqüentadores enquanto ele faz seu trabalho que, em suas palavras, é ‘’cuidar do bem patrimonial. ’’

Enquanto um homem entoava hinos cristãos, o vigilante Alceu Cavalheiro contou que a rotina de trabalho é bastante puxada. Cavalheiro fica encarregado de cuidar o corredor de barracas e os livros, bens preciosos da Feira, das 20 horas às 6 horas. Santa-mariense morador do bairro Salgado Filho, o trabalhador dormiu pouco nos últimos dias, já que foi chamado para fazer outros turnos em 5 dias consecutivos. Com 4 anos de profissão, Cavalheiro diz que financeiramente compensa pois ganha hora extra.

Durante o período noturno, os vigilantes também dão informações para curiosos sobre o funcionamento da Feira do Livro. As horas passam, a alvorada chega e há a troca de turno, quando esses vigilantes dão espaço aos próximos 10 trabalhadores. A Praça Saldanha Marinho se torna local de travessia e logo mais será palco de leitura, contação de histórias e conversas sobre o mundo literário. Afinal, nada melhor para uma praça.

Reportagem: Júlia Mello Schnorr


Um teatro diferente


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As tardes da Feira do Livro de Santa Maria estão recheadas de atrações para as crianças e os jovens. Várias escolas passam pela Praça Saldanha Marinho para assistirem e participarem das apresentações culturais. A Escola Dr. Reinaldo Fernando Coser foi uma dessas atrações.

Com o Teatro dos Surdos, eles encantaram a todos que se faziam presentes na tarde da última segunda-feira. Sob orientação do professor Oneide da Silva dos Santos – formado em Artes Cênicas pela UFSM – os jovens souberam se utilizar muito bem de suas linguagens corporais fazendo-se entender com facilidade.

O trabalho da Escola Reinaldo Fernando Coser na cidade de Santa Maria tem quase 10 anos e sua atuação é voltada para a comunidade surda. A escola fica localizada na Vila Lorenzi.

Reportagem: Sabrina Kluwe

Fotos: Luriane Melo