Notícias

TV OVO no Livro Livre 2013


Gravações na Vila Caramelo

Muitas histórias irão circular pela Praça Saldanha Marinho a partir deste sábado, 27, quando começa a Feira do Livro de Santa Maria. E no domingo, 28, a TV OVO irá aumentar o caldo dessas narrativas.

Isso porque serão lançados dois DVD’s das produções da TV OVO. A atividade começará às 19h, no Livro Livre, e terá exibições de histórias de vida, vídeos de bandas da cidade, informações sobre roteiros de sebos, museus e reportagens sobre prédios históricos santa-marienses.

As pessoas que participaram das gravações poderão pegar seu DVD no dia do lançamento. Também serão distribuídas cópias para a Secretaria de Cultura, Secretaria de Educação, entidades culturais e demais interessados.

Saiba mais sobre os DVD’s

O DVD Por onde Passa a Memória da Cidade, que está na sua terceira edição, é resultado do registro da história de 50 pessoas cujas vidas têm alguma ligação com Santa Maria. As gravações foram realizadas em sete localidades da cidade: Vila Caramelo, Cohab Fernando Ferrari, Itararé, Salgado Filho, Vila Nonoai, Praça Saldanha Marinho e Feira do Cooperativismo (Feicoop), no bairro Medianeira. São micronarrativas de cerca de três minutos cada.

Já o DVD Quadros Culturais – TV OVO no Ônibus é constituído por programetes sobre patrimônio, que mostram prédios históricos da cidade, shows de bandas locais e, ainda, roteiros por sebos, parques, balneários e museus de Santa Maria. Cada vídeo, que tem entre 2 e 5 minutos, circularam pelo programa TV OVO no Ônibus em 2012. Os dois projetos têm o apoio da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

O que: Lançamento dos DVD’s das produções da TV OVO

Quando: 28/04/2013, às 19h

Onde: Feira do Livro – Praça Saldanha Marinho


Um escritor inquieto no Livro Livre


Ele queria ser músico, mas não sabia cantar. Inquieto, Gabito Nunes sempre procurou um jeito de se expressar. Foi na pré-adolescência que descobriu esse jeito: escrever. Já que o seu único talento para a música era com a gaita de boca, que não permite que se cante ao mesmo tempo em que se toca o instrumento. O garoto também achava que era o Jim Morrison. Andava sempre com um caderno para escrever e se trancava no banheiro com amigos para recitar “poemas” no estilo de “Sociedade dos Poetas Mortos”.

Gabito Nunes foi o convidado de mais um bate-papo do Livro Livre, onde contou essas e muitas outras histórias.  O porto-alegrense já publicou dois livros de micro-contos – A manhã Seguinte sempre Chega e Não sou Mulher de Rosas – e um e-book de crônicas – Tudo o que Sobrou.  Além disso, ganhou o top blog 2010 com o extinto Caras como eu e é considerado um dos cronistas de maior empatia na web.

No início, ele pensou que queria ser jornalista, mas não se adaptou ao formato rígido da profissão. O autor queria mais que aquilo. Buscou a publicidade e chegou a montar uma agência, mas ainda queria mais. Começou a escrever o blog Caras como eu e decidiu pela escrita como forma de vida.  Embora tenha declarado que a escrita não seja algo que se escolhe ou se tenha muito controle.

As novas mídias fizeram com que ele fosse um escritor um pouco diferente do convencional. A internet foi a principal forma que ele encontrou para divulgar seu trabalho.  Gabito Nunes acredita que ela tem as mesmas possibilidades de qualquer outro meio de comunicação, com a diferença de que todos podem acessar e publicar. Além disso, sobre as cópias, acredita que o que alguém escreve não é da pessoa, mas do mundo.

Depois de escrever para o mundo só textos curtos durante um longo período, o escritor resolveu ir além mais uma vez e se reinventar: em breve lançará seu primeiro romance: Ao norte de mim mesmo. As inspirações para escrever vêm de autores como Jack Kerouac e Nick Hornby e também da música, que faz parte de muitos de seus trabalhos.

Ao final do bate-papo, Gabito Nunes incentivou aqueles que também têm o sonho de escrever e lembrou ao público o quanto é importante ser inquieto e querer sempre mais da vida. Nem precisava, a vida dele já havia deixado isso claro.

Para quem quiser saber ou ler mais sobre o cara e sua obras:  http://www.gabitonunes.com.br

Para quem quiser ler sua telenovela: http://julietenuncamais.gabitonunes.com.br/

Texto: Ananda Delevati


Banda Jazz do Monte na Feira do Livro


Este ano, uma das novidades na programação do Livro Livre na Feira do Livro são as atrações musicais. Nas outras edições também havia alguns shows, mas eram após os bate-papos. Agora não, a música divide espaço com a literatura, afinal, lidas, faladas ou cantadas, as palavras despertam sentidos e enobrecem a alma das pessoas.

E a primeira atração musical do Livro Livre foi com a Banda Jazz do Monte, que apresentou o espetáculo Rádio Jazz, onde, além da performance musical, falou da história do gênero musical. Confira uma das músicas que embalou a noite do sábado, 28, na Praça Saldanha Marinho.

[youtube WTdBtNHLkaA&list=UUf03hV6gYVPH6I2Gypa_qUA&index=2&feature=plcp nolink]

Imagens e edição: Marcos Borba e Neli Mombelli


Marcelo Canellas e muito debate nos 15 anos da TV OVO


Mesmo com o frio da noite desta segunda-feira (2), o público não deixou de ir à Feira do Livro prestigiar Marcello Canellas. Mais do que isso, o Livro Livre com o jornalista, em comemoração aos 15 anos da TV OVO, esquentou a praça Saldanha Marinho e contagiou o público com diversas questões pertinentes à  Santa Maria.

O bate-papo começou com Marcos Borba, coordenador de produção da TV OVO, que falou sobre a história da Oficina de Vídeo – TV OVO e sobre a  importância social dela  na formação de jovens. Como a temática da conversa era a memória e a  identidade da cidade e de como o jornalismo pode contribuir no resgate desses aspectos, Borba salientou a importância do acervo que a organização mantém e alimenta sobre a memória da cidade, em especial, das comunidades. E, destacou também, o projeto “Por onde passa a memória da cidade” que busca resgatar o patrimônio material e imaterial de Santa Maria. Após, passou a palavra à Canellas.

O jornalista contou que, quando saiu de Santa Maria, a TV OVO ainda não existia, mas, que após, começou a acompanhar pelas matérias na mídia o trabalho da entidade. Disse ainda, que sempre quis poder ajudar de alguma forma e, por este motivo, ficou  muito feliz com o convite para participar da comemoração dos quinze anos.

O passado presente

O futuro não excluiu o mundo antigo, muito pelo contrário. Para Canellas, moderno, hoje, é cuidar do passado.  Segundo ele, o tempo em que se precisava destruir o passado para construir o futuro já passou. Atualmente, é preciso essa ancoragem, pois sem a identidade o sujeito fica perdido.

Para ilustrar a contribuição do jornalismo na preservação da história, o repórter da Rede Globo mostrou duas reportagens suas que envolviam o resgate da memória. Em seguida, afirmou que o papel do jornalismo está na repercussão que as reportagens podem ter. Ou seja, o jornalista deve jogar uma luz, gerar uma discussão sobre assuntos que muitas vezes estão embotados pelo olhar acostumado ou pelo preconceito.

Nessa linha de pensamento, ele questionou como Santa Maria não aproveita o imenso patrimônio de seu passado; como não reúne suas forças para promover um desenvolvimento que tenha como base a sua história; e como ainda não fez um projeto que englobasse várias áreas e que recuperasse a cidade.

- Atrás de tanta publicidade e da massaroca de fios, no centro da cidade, está escondido um grande tesouro -  argumentou Canellas. Ele também deu ênfase à importância da recuperação da mancha ferroviária.

O trabalho da TV OVO vem ao encontro disso e, segundo o repórter e cronista, é fantástico, pois faz com que a comunidade abra os seus olhos. Além disso, a cidade precisa pensar no tipo de desenvolvimento que quer. Dentro disto, está o desenvolvimento econômico, pois é ele que gera também a recuperação do material. Canellas brincou que Santa Maria não é Caxias do Sul, referindo-se que precisamos pensar em um desenvolvimento para a cidade que tenha a cara dela.  Ele argumentou ainda que o ambiente da feira do livro é muito propício para que se pense neste projeto. Mas que quem deve executá-lo é o poder público.

Canellas  vê o papel do jornalista interligado ao do cidadão. Ele deve levar para dentro da redação aquilo que o incomoda e o que o inquieta, transformando isso em pauta. O trabalho jornalístico e o ser cidadão se confundem, pois, para Canellas, quem não é ético em sua conduta fora do trabalho, também não será nele. Conforme o jornalista, o trabalho do jornalismo não é transformar as coisas, mas mostrá-las:

- É a sociedade organizada que muda a realidade brasileira.

O papel do jornalista deve ser não só o de acatar ordens, mas também, o de sugerir abordagens dentro do veículo que trabalha. Durante as discussões, muitas vezes foi colocado  também  pelo público que a mídia local não dá a devida atenção para a questão da memória de santa Maria.

Ao ser questionado pelo público sobre o que mais o impressionou em todos seus trabalhos, o jornalista citou a desigualdade social. Ele diz que, embora tenhamos condições de resolver o problema, nada é feito. Isso já fez com que ele questionasse o seu papel de jornalista.

Canellas deixou claro que tudo que falou, falou como santa-mariense e como alguém que tem um vínculo muito especial e uma relação de afeto com a cidade. O jornalista adquiriu,há pouco tempo, uma casa antiga para restaurar, pois diz que se incomodava de ver algo tão valioso completamente abandonado.  Agora, busca parcerias para decidir o que será feito com ela.

O jornalista questionou, ainda, porque Santa Maria não conseguiu entrar no PAC de recuperação de cidades históricas, tendo em vista o seu potencial para isso.  Ao ser questionado se o problema de Santa Maria estaria no grande fluxo de pessoas que transita pela cidade e que permanece pouco tempo nela, Canellas disse que acha que a troca de experiências enriquece a história do lugar.

A preocupação com os rumos de Santa Maria foi constante durante a conversa. Ao final, ele parabenizou a TV OVO por valorizar a memória da cidade e por ter criado um acervo de documentações sobre ela.

Texto e fotos: Ananda Delevati


Bate-papo com Moacyr Scliar


Simpático e um excelente contador de histórias. Foi assim que Moacyr Scliar conduziu o bate-papo na Feira do Livro de Santa Maria. O escritor falou da sua vida, das suas obras, do seu dia a dia… Disse que a coisa mais importante para escrever é estar com seu computador onde quer que vá. Seja, num ônibus, num aeroporto ou num avião – lá está ele. Contou, também, que não se baseia somente na inspiração para escrever. Simplesmente começa a escrever e sabe que algo vai surgir. Ao comentar sobre o livro O centauro no jardim falou que escritor gosta de ser diferente, que gosta de viver coisas exóticas, pois isso que lhe dá ideias para escrever boas histórias.

Scliar ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura em 2009 pelo romance Manual da Paixão Solitária. Ele nos contou um pouco sobre seu livro, como também falou qual livro marcou sua vida. Confere a entrevista aí!

[youtube JU0sAlPES60 nolink]

Reportagem: Neli Mombelli



Caco Barcellos na Feira do Livro SM


Na noite de segunda-feira, 26/03, o jornalista Caco Barcellos foi a atração do palco do Livro Livre. Caco relatou pequenas histórias que fazem parte de seus livros Rota 66 e Abusado: o dono do Morro Dona Marta. As duas obras foram resultados de um grande processo de investigação realizado pelo escritor e jornalista. Foram sete anos para escrever o Rota 66 e mais cinco para escrever o Abusado.

Caco falou que as grandes reportagens estão perdendo espaço em função do imediatismo. Disse que veículos como jornais e televisão procuram acompanhar a internet e não dão muita abertura para matérias mais investigativas e aprofundadas. Sobre escrever livros, ele comentou que é preciso ter uma boa história, apurá-la bem e estar totalmente envolvido com ela. Ao ser questionado sobre o que escrever, Caco disse que não há nada mais fascinante do que a realidade. É ela que proporciona boas histórias.

Confira o vídeo abaixo – Caco Barcellos fala sobre seus livros e veja mais fotos da Feira do Livro SM aqui.

[youtube 4h6PvtmMov0 nolink]

Reportagem: Neli Mombelli

Foto: Sabrina Kluwe

Vinheta: Marcos Borba

Trilha: Rodrigo Tranquilo