Notícias

Lelé voa para escolas públicas de Santa Maria


O Lelé João-de-Barro não aguentou ficar parado e, durante o mês de junho voou para a rede pública escolar em Santa Mari, pousando nas escolas E.E.E.F João Belém, próxima ao centro histórico de Santa Maria,  E.B.E. Cícero Barreto, no bairro Nossa Senhora do Rosário, E.M.E.F Adelmo Simas Genro, na Nova Santa Marta, e E.M.E.F Padre Gabriel Bolzan, em Camobi.

Ao total, foram doados 115 livros para estudantes dos 3º anos das escolas públicas para que o patrimônio e a história da cidade possam integrar o conteúdo trabalhado em sala de aula a partir das atividades propostas pelo livro Lelé João-de-Barro: arquiteto de histórias.

Entre as atividades do livro está a dobradura de um origami do personagem principal do livro. Produzimos um tutorial como montar o Lelé de origami, que está disponível em nossas redes sociais e no nosso canal do youtube. E, na penúltima página do livro, tem um espaço para que as crianças desenhem o Lelé e o Sobrado e um pedido para que fotografem e enviem seu desenho para lele@tvovo.org. Já estamos recebendo algumas fotos que serão publicadas em um álbum nas nossas redes sociais. Os desenhos são lindos demais!

Para quem quiser adquirir o livro, ele está disponível na Cesma e Athena Livraria, em Santa Maria. Desde o lançamento na Feira do Livro deste ano, no primeiro dia de maio, já ultrapassamos a marca dos 300 exemplares vendidos.

Por Thaisy Finamor

Fotos: Juliana Brittes, Lívia Maria, Tayná Lopes e Thaisy Finamor

O Lelé e a criançada. Acima, escolas João Belém (esquerda) e Escola Cícero Barreto (direita). Abaixo, escolas Adelmo Simas Genro (na esquerda) e Padre Gabriel Bolzan (direita).

 

 


Lelé João-de-barro e o seu grande dia


No dia 1º de maio ocorreu o lançamento do livro infantil Lelé João-de-barro: arquiteto de histórias na 46º Feira do Livro de Santa Maria. De autoria dos arquitetos Clarissa Pereira (Tita) e Daniel Pereyron, e da jornalista e integrante da TV OVO, Neli Mombelli, o livro tem como personagem principal o Lelé, um passarinho da espécie joão-de-barro, que conduz o leitor pelas brincadeiras e pela história do livro, buscando estimular as crianças a reconhecerem e a preservarem o patrimônio histórico de Santa Maria. Há diversas atividades nas 32 páginas que compõe o exemplar, como origami, jogo de tabuleiro, peças para recortar e desenhos para colorir.

O livro fala sobre patrimônio, memória e arquitetura, principalmente, para o público infantil, mas que também envolve os familiares. Neli  explica que a ideia é mais uma ação, dentre tantas outras, para defender, conscientizar e preservar o patrimônio histórico de Santa Maria. “Como conscientizar?! Às vezes, falar com adultos, talvez, não seja tão fácil quanto falar com crianças. Porque elas vão crescer pensando e olhando para a cidade de uma forma diferente”, explica Neli ao ser questionada sobre a escolha do público-alvo do livro. Daniel completa: “É importante criar essa discussão, essa cultura de olhar para um prédio que é antigo, que tem um valor, que representa uma memória muito antes da própria existência dela”.

A feira pelo olhar de Lelé

Lelé estava super ansioso para encontrar seus novos amigos e aproveitou que a quarta feira, dia do lançamento, estava linda, com o céu azul, para ir voando até a Feira do Livro. A gata Pitanga, por sua natureza mais reclusa, preferiu ficar pelo Sobrado, mas pediu para que seu amigo joão-de-barro lhe contasse cada detalhe do evento. Jasmin e o Sobrado, os outros dois personagens, bem, eles não tinha como estar por lá a não ser pelas páginas do livro. Ao chegar na praça Saldanha Marinho, o passarinho encontrou-se com seus autores e ficou de olho no intenso movimento para a sessão de autógrafos, que iniciou às 14h e seguiu até às 17h30.

Enquanto esperava o início das atividades, Lelé aproveitou para conversar um pouco com seus leitores e público. Conheceu a Maria Nunes, de 8 anos, que havia acabado de comprar seu exemplar e estava ansiosa para lê-lo. Sua mãe Lirane Nunes, 43 anos, disse que a filha já havia estudado sobre o estilo dos prédios e sobre o patrimônio histórico de Santa Maria na escola, o que a fez se interessar pelo livro.

Encontrou por lá, também, a Fernanda Bianchin, de 39 anos, que foi prestigiar sua grande amiga, e uma das autoras do livro, Clarissa Pereira (Tita). “Eu vim aqui prestigiar porque eu adoro pintar. Eu tenho vários livros de pintar porque é forma que eu tenho de espairecer”, comentou ela. Ao ser questionada sobre o que havia achado do livro,  foi só elogios: “Eu adorei o livro, a ideia deles está muito legal. Inclusive eu acho que eles tinham que expandir isso para todo o Brasil, para todas as crianças…”. Ou seja, Lelé faz sucesso também entre os adultos.

O movimento foi intenso durante toda a tarde e, para entreter as crianças, Annelise Weber, arquiteta e urbanista que colaborou com a publicação, ajudou os pequenos a fazer o origami do Lelé. Uma das crianças que tirou de letra fazer a dobradura do joão-de-barro foi o Benjamin, de 9 anos, que adorou fazer a atividade e achou o livro bem legal e com cores vibrantes. Outro que também destacou as cores do livro foi o Benjamin Reinehr, de 8 anos: “Eu acho que amarelo combina com roxo”. Já a Joana, de 7 anos, achou o origami difícil, mas achou o livro muito bonito.

O Lelé também quis saber a opinião dos pais sobre seu livro. “Achei muito interessante, especialmente nesse período que Santa Maria luta para manter seu patrimônio intacto em função da especulação imobiliária. Acho legal trabalhar com as crianças essa consciência em relação ao patrimônio”, refletiu Janaina Garcia, de 36 anos, mãe de Clara. A arquiteta Lídia Rodrigues complementou: “Achei muito bom, uma proposta diferente e muito boa pela facilidade de manuseio, porque ele é curtinho, é para criança, mas ele traz informações bem necessárias. Tem informação de arquitetura, de escala e até o mapinha da cidade ”, elogiou.

Devido ao crescente sucesso e público, o evento teve sua duração estendida em uma hora, mas o joão-de-barro não podia ir embora sem conversar com  seus autores e colaboradores. Seu primeiro bate-papo foi com a Annelise Weber. Ela relatou como foi participar do projeto.

“Foi muito legal porque a gente discutiu conjuntamente. Eles fizeram a parte de criação, das atividades e eu participei ajudando com a ilustração dos desenhos, na parte de arte gráfica mesmo, e também com a dobradura do Lelé. ” E ainda completou dizendo que o lançamento superou as expectativas: “Pensamos que ia ter público, mas não tão grande assim e com fila imensa. Esgotou os nossos chaveiros, esgotou as dobraduras…. Está sendo muito legal,  uma experiência incrível, principalmente por participar do livro com eles. ”

Já Tita confessou ao Lelé sua sensação ao ter seu trabalho em mãos. “É fantástico, eu acho que qualquer projeto que a gente faça, que seja de arquitetura, que seja um livro como esse, que é um projeto mais curto, sempre a gente quer ver pronto e eu agradeço muito a Neli. Se não fosse por ela esse trabalho não teria saído do papel. Realmente ela tem um grande mérito em ter abraçado a ideia e colocá-la em prática. ”

Já passava das 18h da tarde quando o joão-de-barro ficou sabendo da estimativa de vendas do seu livro. Foram vendidos, somente no dia do lançamento, cerca de 180 exemplares e, ao final do dia, Lelé se sentia realizado por ter conhecido tantas pessoas incríveis. Ele voltou feliz e animado para compartilhar com a Pitanga, o Sobrado e a Jasmin tudo sobre seu dia.

Por Lívia Teixeira

O livro está entre os cinco mais vendidos desta edição da Feira do Livro. Foto de Juliana Brites