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Leia Cronicaria e contribua para que as publicações não parem


Certamente se você está atento às nossas redes, já percebeu que nossas quartas e sábados estão mais literários. Sim, o Cronicaria é um projeto em que buscamos, através das palavras, falar sobre Santa Maria a partir dos olhares e percepções de Manuela Fantinel e de Marcelo Canellas.

As crônicas produzidas pelos dois santa-marienses já podem ser lidas no site do Cronicaria. As publicações iniciaram no dia 16 de agosto. O projeto deve seguir até dia 30 de dezembro. Nesse período de quatro meses e meio, serão publicadas 40 crônicas. Mas para isso precisamos captar  recursos para chegar aos 100% da nossa meta (R$ 12 mil). No momento, estamos nos 67% (R$8.080,00), o que viabiliza o projeto até meados de outubro.

Se você ainda não contribuiu para o Cronicaria, calma que ainda dá tempo. Estamos recebendo apoio pela plataforma do Catarse. Acesse e contribua com essa ideia. Jaiana Garcia é uma das apoiadoras que tem acompanhado fielmente as crônicas e conta que está adorando o projeto. Para ela, a crônica é “uma ferramenta ótima de incentivo à cultura, para novos escritores e de incentivo ao hábito da leitura, ainda mais ao falar sobre nossa cidade e nosso cotidiano”. Também temos acompanhado comentários no site do Cronicaria e nas redes sociais, além de e-mail que recebemos, que demonstram o quanto os textos do projeto estão tocando as pessoas.

Há recompensas para os apoiadores. Por exemplo, quem doar R$100,00 pode sugerir o tema de uma crônica. Já temos duas crônicas que foram escritas a partir de sugestões. Uma delas versa sobre  o amor: os seus encontros, os desencontros e os reencontros, escrita por Marcelo; e a outra trata da questão cultural no Brasil, a partir dos ritmos musicais, pelo viés da Manu.

Apoie e receba doses homeopáticas de reflexões narrativas cotidianas. Contamos com a sua colaboração. E não esqueça, todas as quartas e sábados, novas publicações acalentam nossos corações.

Por Helena Moura

PORCENTAGENS


Você tem fome de que?


Essa inquietação, que também lembra a música dos Titãs, permeou o Livro Livre na Feira do Livro de Santa Maria no último domingo, 06. O convidado, o jornalista Marcelo Canellas, falou dos cruzamentos entre o jornalismo televisivo e a crônica, formas tão distintas de se expressar, mas que buscam inspiração na mesma essência – a vida.

Canellas é conhecido por seu jornalismo de estilo literário e por suas reportagens que abordam temas substanciais da sociedade, que envolvem diferenças, políticas públicas e direitos humanos. Para ele, o jornalismo trata das contradições da vida. O que move o jornalista é a inquietude a curiosidade, a inconformidade, e, na sua opinião, aquilo que o incomoda como jornalista, antes de tudo deve incomodá-lo enquanto cidadão.

E suas crônicas também perpassam essas contradições, mas, diferente do telejornalismo, onde há uma objetividade, o jornalista diz que na crônica ele expressa a sua opinião. Quem as lê, lê suas ideias e o seu ponto de vista sobre o mundo. Canellas escreve semanalmente para o Jornal Diário de Santa Maria. Sua inspiração é a busca por aspectos da cidade (embora tenha nascido em Passo Fundo, ele se considera santa-mariense por ter morado aqui por muitos anos) que criam uma identificação com o leitor. Ele diz buscar memórias, detalhes que remetam à vida das pessoas e a sua relação com o espaço, criando uma afinidade afetiva entre cronista e leitor. E quem o ajuda nesta escrita são suas leituras de autores como Rubem Braga, Mario Quintana e Gabriel García Márquez.

Quanto ao cenário da leitura no Brasil, Canellas diz que esse é um grande problema, pois as pessoas em geral não tem acesso aos livros. Ele acredita que o país precisa de uma ferramenta que promova este acesso e hábito: “o país tá devendo nesse aspecto”, salienta ele.

Talvez tenha ficado uma pergunta sem resposta ainda neste texto… Você tem fome de que? Quando refletimos sobre os modos de se fazer jornalismo, sobre o que o move, refletimos também sobre a sociedade, a qual também é reflexo das nossas ações. E então, do que mesmo você tem fome?

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Texto: Neli Mombelli
Fotos: Neli Mombelli e Rafael Rigon


ponto de cultura recebe livros da funarte


A Funarte – Fundação Nacional de Artes – chegou à Santa Maria.

Como?


O Ponto de Cultura Espelho da Comunidade recebeu vários livros sobre música, teatro, dança, circo e artes visuais do Programa Nacional de Doação das Edições Funarte. A iniciativa busca incentivar a leitura e difundir a produção editorial da Funarte, além de aproximar o público dos Pontos de Cultura do país de obras relacionadas à cultura.

Ficou interessado? Os livros irão ser catalogados e disponibilizados na Biblioteca do Audiovisual Sérgio de Assis Brasil. Conheça mais sobre nossa biblioteca clicando aqui.


Criação da Lei Cultura Viva em discussão


No dia 25 de maio será realizada uma Marcha Nacional em Brasília. Com início às 8h, a marcha irá contar com representantes de Pontos de Cultura de todas as regiões do país. O motivo da mobilização é a criação da Lei Cultura Viva, que está relacionada a agentes que já trabalham no Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania – CULTURA VIVA, criado em 2005 pelo Ministério da Cultura. Saiba mais sobre os objetivos do Programa Cultura Viva:

1 – Ampliar e garantir o acesso aos meios de fruição, produção e difusão cultural;

2 – Identificar parceiros e promover pactos com diversos atores sociais governamentais e não-governamentais, nacionais e estrangeiros, visando um desenvolvimento humano sustentável, tendo na cultura “a principal forma de construção e de expressão da identidade nacional, a forma como o povo se reinventa e pensa criticamente”;

3 – Incorporar referências simbólicas e linguagens artísticas no processo de construção da cidadania, ampliando a capacidade de apropriação criativa do
patrimônio cultural pelas comunidades e pela sociedade brasileira como um todo;

4 – Potencializar energias sociais e culturais, dando vazão à dinâmica própria das comunidades e entrelaçando ações e suportes dirigidos ao desenvolvimento de uma cultura cooperativa, solidária e transformadora;

5 – Fomentar uma rede horizontal de “transformação, de invenção, de fazer e refazer, no sentido da geração de uma teia de significações que nos envolve a todos”;

6-Estimular a exploração, o uso e a apropriação dos códigos de diferentes meios e linguagens artísticas e lúdicas nos processos educacionais, bem como a utilização de museus, centros culturais e espaços públicos em diferentes situações de aprendizagem e desenvolvendo uma reflexão crítica sobre a realidade em que em que os cidadãos se inserem;

7-Promover a cultura enquanto expressão e representação simbólica, direitos e economia;

8-Promover políticas públicas de mobilização e encantamento social.


Para saber mais: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N8759http://pontosdecultura.org.br/post_tag/lei-cultura-viva/ e http://culturadigital.br/leiculturaviva/


vivências brasileiras


Já está disponível na rede o livro Inclusão Digital – Vivências Brasileiras, de Maurício Falavigna. A obra fala sobre o processo de elaboração das oficinas para inclusão digital, assim como da ascensão dos telecentros.br, política pública do governo que tem tudo a ver com a inclusão digital.

O autor promete uma abordagem diferenciada e uma leitura clara e bastante leve. A obra, enquadrada pela Lei de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, foi financiada pelo Dataprev – Empresa de
Tecnologia e Informações da Previdência Social e teve sua execução realizada pelo IPSO – Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos.

Para baixar o livro é só clicar aqui.


Entrevista Moacyr Scliar


A equipe da TV OVO entrevistou o escritor gaúcho Moacyr Scliar na Feira do Livro de Santa Maria de 2010. O autor, que morreu em fevereiro deste ano, falou sobre a relação das novas tecnologias com o livro e as consequências para a formação de novos leitores, assim como nos contou qual é o livro que marcou sua vida. Confere aí:

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