Notícias

Gravação de curta-metragem ocupa o estúdio do Sobrado Centro Cultural


Um espaço grande, com paredes escuras e com a possibilidade de iluminar e criar outras realidades. Essa é a função básica de um estúdio de cinema. Para exercitar esse destino, o galpão do Sobrado Centro Cultural abriga uma parte das gravações do curta-metragem Karma, produção dos alunos da disciplina de Cinema II, do Curso de Jornalismo do Centro Universitário Franciscano.

De autoria de Luciano Vieira e com direção de Victor Mosttajo, Karma é um misto de drama e suspense, que narra a história de um taxista aposentado, prestes a acabar com a própria vida. Porém, antes do último suspiro, uma velha lembrança o faz retornar para a noite que o levou até aquele ponto. Aquela foi a noite de sua ruína, mas também o seu maior momento de altruísmo. Seria isso suficiente para impedi-lo de desistir de tudo? As gravações ocorrem nos dias 14, 20 e 22 de outubro, em algumas ruas de Santa Maria, entre elas a Vale Machado e no estúdio da TV OVO. No elenco estão Paulo Tavares e Thiago Brenner.

Vale ressaltar sempre que, colocando em prática o (re)aprendizado do curso de Artes Cênicas da UFSM, Paulo Tavares, associado e idealizador da TV OVO, compõe o elenco do audiovisual, o diretor de fotografia Alexsandro Pedrollo e a professora Neli Mombelli também fazem parte do quadro de associados da TV OVO.

Por enquanto, é no estúdio, no making of, que veremos a produção. Depois, a TV OVO faz questão de ser um dos locais de estreia do filme, já que o cinema só existe em contato com o público.

 

FICHA TÉCNICA

Roteiro: Luciano Vieira

Direção: Victor Mosttajo

Produção: Carolina Teixeira, Dara Hamann, Jewison Cabral, Marcos Kontze, Matheus Christo e Róger Haeffner

Elenco: Paulo Tavares, Guilherme Senna e Thiago Brenner.

 

 

Academicos-participaram-de-oficina-de-iluminacao-ministrada-pelo-diretor-de-fotografia-alexsandro-pedrollo-creditos-neli-mombelli-professora-do-curso-de-jornalismo

 

 


Comunicação e cultura em debate no Narrativas em Movimento


Qual o papel das políticas públicas para a cultura? Qual a relação entre o peso do fomento para a produção cultural e para a inclusão social promovida por esses projetos? Até que ponto existe uma independência ou uma interdependência entre o social e o econômico nas iniciativas de cultura da sociedade contemporânea. Essas e outras questões estarão presentes no Colóquio Comunicação e Cultura: Política Cultural e desentendimento, na próxima quarta-feira, dia 24/08, às 19 horas, no Auditório João Miguel de Souza, na Cesma, na rua Professor Braga, nº 55.

O Colóquio terá a presença de Alexandre Barbalho, professor de políticas públicas da Universidade Estadual do Ceará. Doutor em Comunicação e Culturas Contemporâneas, Barbalho é autor de diversos livros da área. Seu último trabalho, Política cultural e desentendimento, apresenta uma crítica à política cultural contemporânea com base no pensamento do filósofo Jaques Rancière. Também participarão do debate o coordenador da Pós-Graduação em Comunicação da UFSM, professor doutor Cássio dos Santos Tomaim, e Marcos Borba, integrante da TV OVO e pesquisador do tema.

A entrada é gratuita. Quem quiser participar deverá se inscrever neste formulário. A lotação do auditório é de 200 pessoas. Os certificados de participação serão enviados por e-mail.

O projeto Narrativas em Movimento é uma realização da TV OVO com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Midiática da UFSM, do curso de Jornalismo da Unifra e do Observatório Missioneiro de Atividades Criativas e Culturais (Omicult). Este é o terceiro colóquio de 2016. Em abril, o projeto discutiu o cenário audiovisual no Rio Grande do Sul e, em maio, abordou o jornalismo na era da internet.

colóquio


A aposta na grande reportagem em tempos de internet


Eram 19h de uma noite de quinta-feira. Mas sem dúvida, não uma quinta qualquer. Dia 12 de maio: aniversário da TV OVO e dia de discussão sobre jornalismo. O Theatro Treze de Maio estava lotado e a segunda mesa do Colóquio 100/20 estava pronta para se formar. Sentados sob as luzes do palco do Treze, ao lado do mediador Marcelo Canellas, estavam os jornalistas Andrea Dip, Mauri König e Humberto Trezzi.

Conhecidos por suas diferentes trajetórias, eles vieram à Santa Maria conversar com estudantes, professores, jornalistas, pesquisadores e interessados sobre o passado e o futuro do jornalismo. E por falar em futuro, o clima era de esperança. Trezzi, jornalista da Zero Hora, deu início à conversa e foi responsável pela primeira injeção de otimismo: “Eu acho que estamos vivenciando o melhor momento para fazer grandes reportagens no jornalismo, inclusive nos veículos impressos”, apostou ele.

O debate se deteve à produção de grandes reportagens investigativas na era da volatilidade da internet. Será tão quimérico a busca pela perenidade em uma época onde as notícias se tornam velhas tão rapidamente? König, jornalista independente, não acredita ser. Segundo ele, o jornalismo voltado para as grandes reportagens vem se fortalecendo no país e a internet é catalisadora dessa produção. “Precisamos pensar em todo o potencial que a internet nos proporciona e como ele vem sendo utilizado”, arrebatou o premiado jornalista.

Outra grande questão apontada por Mauri foi o financiamento dessas matérias. Quando matérias investigativas são desvinculadas de um meio de comunicação tradicional, abre-se portas para que os profissionais trabalhem em uma única reportagem durante um vasto período de tempo, contudo, é necessário recursos para a produção da reportagem. Já, quando uma ela está na pauta das grandes redações, a reportagem corre o risco de se misturar à demanda comum de trabalho e a maioria dos jornalistas acaba não tendo a possibilidade de dedicação integral à investigação.

Andrea abordou a experiência na Agência Pública de Jornalismo Investigativo e as possibilidades deste financiamento. A Agência é apoiada por fundações internacionais e também se utiliza de financiamentos coletivos, os crowdfunding. A Pública também age como moderadora de oportunidades e oferece bolsas para jovens jornalistas que podem inscrever suas pautas e ganharem o incentivo para executá-las. “Acho que o sonho de todo o jornalista é ser apoiado pelo público que lê as reportagens”, afirmou Andrea.

Para quem pensa que a internet deve trazer sempre notícias ínfimas e fragmentadas com a justificativa de que os internautas não lêem conteúdos extensos, Trezzi e Andrea refutaram essa teoria. “As pessoas lêem grandes reportagens, sim. Os leitores pedem por elas e quando elas saem, têm grande repercussão na maioria das vezes”, comentou Trezzi, que trabalha com o impresso. Cabe aos jornalistas então, entender a lógica dessa produção para diversos meios, como a internet que nos proporciona a utilização de uma linguagem rica, com possibilidades multimídias, e uma apropriação rápida. Sobre essa questão, Andrea salientou o poder de replicação que a internet possui – o copyleft que a Agência Pública procura disseminar em suas matérias que são em plataforma online.

A aposta foi unânime: o jornalismo independente vem se fortalecendo no Brasil, nos últimos anos, e muito dessa visibilidade se dá por meio da rede. A produção das chamadas grandes reportagens nos dá a possibilidade de deixar de nadar no raso das hard news. Nos possibilita estudo e compreensão de assuntos de interesse público que merecem um olhar mais apurado e cuidadoso. Um tipo de jornalismo engenhoso, perspicaz e corajoso. Corajoso para quem aposta. “É um jornalismo que nos permite amarrar todas as pontas da informação”, conclui Andrea Dip.

Por Julia Machado e Helena Moura 

Foto Renan Mattos
Colóquio grande reportagem


Streaming do Colóquio sobre jornalismo na era da internet


Não conseguiu senha para acompanhar os debates do Colóquio 100/20: jornalismo na era da internet ou está distante de Santa Maria?!

Acompanhe tudo pelo streaming na nossa página.

É só acessar a aba Ao vivo. Você também pode enviar perguntas pelo chat.

Participe desta discussão!

streaming


Grandes nomes do jornalismo discutem agendamento e debate público no Treze de Maio


O ano de 1972, Maxwell McCombs e Donald Shaw publicavam o primeiro artigo que propunha a Teoria do Agendamento. Entende-se por Agenda Setting, no inglês, o poder que os grandes veículos têm de pautar a discussão pública a partir do processo de produção do conteúdo noticioso. Ou seja, desde a seleção dos assuntos considerados mais importantes, que irão ser publicados ou abordados na programação, bem como o foco que será dado, influenciando a forma do discurso e espaço ou tempo reservado para isso, tudo é pensado e influencia as discussões públicas.

A relação entre as mídias de massa e a sociedade organizada é, desde então, uma questão muito debatida pelos teóricos da Comunicação.  Seria o agendamento que funciona unilateralmente ou seria a grande mídia influenciada a corresponder às demandas da sociedade? Agendamento e opinião pública se pautariam em uma mesma escala?

Diante de uma nova revolução nos meios de comunicação com o surgimento da internet e da ressignificação dos espaços, o saber-fazer jornalístico também não escapou de ser amplamente afetado. Ocorre, a partir daí, uma maior democratização dos meios no ambiente virtual, abrindo caminho para o crescimento de veículos independentes, para uma maior representatividade de viéses distintos e para a descentralização da apuração noticiosa. Contudo, teria esse fenômeno atribuído horizontalidade ao debate público, no que tange a sua independência das mídias de massa? E o agendamento da imprensa mudou com as redes sociais? Mas, afinal, qual o papel e o poder dessas novas plataformas em relação à imprensa tradicional?

Esses questionamentos serão debatidos pelos jornalistas Moisés Mendes, ex-colunista da Zero Hora, Francisco Karam, doutor, professor de  Jornalismo na UFSC e especialista em ética jornalística, e Lúcio Flávio Pinto, jornalista independente e fundador do Jornal Pessoal, com mediação de Marcelo Canellas, repórter especial do Fantástico. Na pauta do colóquio estará  Novas plataformas, debate público e agendamento na era da internet.

A conversa faz parte das comemorações do aniversário de 20 anos da TV OVO e do centenário do Sobrado Centro Cultural, por isso chama-se Colóquio 100/20: jornalismo na era da internet. A discussão ocorre no dia 12 de maio, às 16h, no Theatro Treze de Maio. Senhas poderão ser retiradas pelos acadêmicos junto aos cursos de jornalismo e para o público em geral na portaria do Theatro. Às 19h, ocorre outro bate-papo sobre Novas plataformas, investigação e grande reportagem na era da internet. O colóquio é uma realização da TV OVO em parceria com o curso de Jornalismo da Unifra e com o programa de pós-graduação em Comunicação da UFSM.

Por Matheus Oliveira

Colóquio agendamento


Marcelo Canellas por Sidney Barbalho, na Feira do Livro de Santa Maria


Em tempos de se pensar o fazer jornalismo nas mais diversas plataformas e veículos de comunicação, tem sido cada vez mais difícil ponderar a importância da profissão para além do factual e do furo de reportagem. É importante que alcancemos profissionais que se preocupem com temas como cidadania, educação, fomento à cultura e pensem nossa sociedade como única e plural diante de tanta diversidade e multiplicidade de realidades.

É sobre isso que reflete a obra Marcelo Canellas: por um jornalismo humanista, de Sydney Barbalho, que será lançada na Feira do Livro de Santa Maria deste ano. Sidney Barbalho de Souza é jornalista, ator, publicitário e escritor, mas, mais do que isso, é pesquisador na área de direitos humanos e engajado com o assunto. O livro é resultado de um trabalho final de graduação apresentado por Barbalho na FAPSP (Faculdade do Povo de São Paulo).

“Entre todos os segmentos possíveis, está timidamente o jornalismo voltado para os direitos humanos. Um tipo especial e delicado que se debruça e se preocupa, basicamente, com os dramas da humanidade: fome, exploração infantil, falta de saneamento básico, falta de água, falta de escolas adequadas ou de material decente para que hospitais funcionem. Podemos dizer que ele, Marcelo Canellas, é aquela luzinha vermelha de alerta, que pisca quando as coisas não vão bem, a voz de quem não tem voz”, ressalta Barbalho.

O livro traz um pouco da trajetória de vida e do trabalho do jornalista Marcelo Canellas traçando um paralelo entre suas empreitadas jornalísticas e sua preocupação com nossas feridas sociais. “Foram 760 horas de entrevista, mais de 50 entrevistados em sete cidades diferentes ao longo de 12 meses. O trabalho foi muitas vezes cansativo a ponto da estafa, mas, conforme ia me aprofundando no tema, me via mais envolvido e mais fascinado com a carreira do Canellas e com as possibilidades do jornalismo de direitos humanos”, relata o escritor.

A obra será lançada no dia 07 de maio, às 17h, na Feira do Livro, com presença do autor Sidney Barbalho.  “Sinto-me lisonjeado de escrever sobre uma das pessoas mais ilustres, importantes e influentes de Santa Maria e poder compartilhar isso com os santa-marienses. Será maravilhoso!”, completa Sidney.

Por Julia Machado

Canellas e Barbalho

Marcelo Canellas e Sidney Barbalho. Acervo de Sydney Barbalho