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São Valentin e Santo Antão na tela da Feira do Livro


No sábado. dia 13 (sábado), penúltimo dia da Feira do Livro de Santa Maria, estaremos no palco do Livre Livre, às 19h, para lançar os documentários sobre Santo Antão (dir. Marcos Borba) e São Valentin (Dir. Jaiana Garcia). Produzidos em 2016, os documentários retratam os dois distritos santa-marienses. Pessoas, lugares, memórias, histórias e Santa Maria: uma terra multifacetada em sua constituição, com diferentes identidades e vocação para o transitório. São esses elementos que dão forma ao projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que na sua sétima edição abarca os dois filmes e tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura da cidade.

Após a exibição terá um bate-papo com os diretores. Traga seu chimarrão.

Gravação em São Vaelentin


Documentário Arroio Grande está nas as redes


O documentário sobre o distrito de Arroio Grande, parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, agora está disponível no nosso canal no Youtube. O filme de 31 minutos foi financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e já foi exibido na escola e na igreja de Arroio Grande, em Boca do Monte, no Centro de Artes e Letras (Cal) da UFSM e na nossa sede.

“Quando a gente faz um documentário, a intenção é que ele seja exibido para o maior número de pessoas possível. Assim se cumpre também uma função do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que é a divulgação do documentário”, comenta Denise Copetti, produtora do filme. O documentário, produzido no ano passado, foi dirigido por Paulo Tavares e conta a história do local, as origens de seu nome e traz relatos de seus moradores.

Sinopse:

Uma região de várzea cercada por morros, com rico manancial hídrico desenha os contornos do distrito de Arroio Grande. Entre 1850 e 1880, migrantes vindos da Alemanha e Itália dão início ao desafio de alicerçar e povoar a nova colônia. Com afinco, união e devoção, os italianos abrem picadas, vencem as adversidades, plantam suas raízes e projetam seus valores e costumes. Nas últimas décadas a miscigenação ganha campo e as propriedades rurais transformam-se em espaços de lazer. Hoje, a produção hortigranjeira e a indústria cuteleira revezam a missão de alavancar a economia local.

Por Nicoli Saft


Cartaz Arroio Grande


TV OVO, em parceria com o Canal Futura, realiza oficinas na fronteira


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Oficina de postagem em blog

A fronteira entre Rivera (UR) e Santana do Livramento (BR), também chamada de Riveramento, desde terça-feira, é espaço para jovens das duas cidades debaterem sobre suas identidades, sobre cidadania, transformação social e audiovisual. São cerca de 100 pessoas, entre 13 e 29 anos, que participam de oficinas de criação, linguagem, produção e gravação, edição e postagem em blog dentro do projeto Diz Aí Fronteiras.
A iniciativa é coordenada pelo Canal Futura e tem financiamento do CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina. O projeto conta com parceria das organizações TV OVO, de Santa Maria/ RS, que trabalha com as oficinas de audiovisual, do Camp (Centro de Assessoria Multiprofissional), de Porto Alegre/RS, que aborda reflexões sobre cidadania e juventude, e da Câmera Clara, de Florianópolis/ SC, que realizará cinco episódios sobre temáticas fronteiriças para serem exibidos no Canal Futura.
Os assuntos abordados nos vídeos produzidos pelos oficinandos são contrabando, música, discriminação, inclusão e encontro e desencontros, tudo baseado no dia a dia dos jovens.
As atividades seguem até esta sexta-feira (31) e são realizadas no IFSUL – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense.

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Oficina de operação de câmera

No domingo (02/02), o projeto Diz Aí Fronteiras inicia suas atividades na divisa entre Uruguaiana (BR) e Passo de Los Libres (AR). Serão quatro dias de imersão de mais 100 jovens das duas nacionalidades nas dependências do Sest/Senat de Uruguaiana.

Mais informações e relatos sobre as atividades podem ser acompanhadas neste site, no blog do Diz Aí. Na página do Facebook da TV OVO há uma galeria de fotos das atividades em Riveramento.

 


Marcelo Canellas e muito debate nos 15 anos da TV OVO


Mesmo com o frio da noite desta segunda-feira (2), o público não deixou de ir à Feira do Livro prestigiar Marcello Canellas. Mais do que isso, o Livro Livre com o jornalista, em comemoração aos 15 anos da TV OVO, esquentou a praça Saldanha Marinho e contagiou o público com diversas questões pertinentes à  Santa Maria.

O bate-papo começou com Marcos Borba, coordenador de produção da TV OVO, que falou sobre a história da Oficina de Vídeo – TV OVO e sobre a  importância social dela  na formação de jovens. Como a temática da conversa era a memória e a  identidade da cidade e de como o jornalismo pode contribuir no resgate desses aspectos, Borba salientou a importância do acervo que a organização mantém e alimenta sobre a memória da cidade, em especial, das comunidades. E, destacou também, o projeto “Por onde passa a memória da cidade” que busca resgatar o patrimônio material e imaterial de Santa Maria. Após, passou a palavra à Canellas.

O jornalista contou que, quando saiu de Santa Maria, a TV OVO ainda não existia, mas, que após, começou a acompanhar pelas matérias na mídia o trabalho da entidade. Disse ainda, que sempre quis poder ajudar de alguma forma e, por este motivo, ficou  muito feliz com o convite para participar da comemoração dos quinze anos.

O passado presente

O futuro não excluiu o mundo antigo, muito pelo contrário. Para Canellas, moderno, hoje, é cuidar do passado.  Segundo ele, o tempo em que se precisava destruir o passado para construir o futuro já passou. Atualmente, é preciso essa ancoragem, pois sem a identidade o sujeito fica perdido.

Para ilustrar a contribuição do jornalismo na preservação da história, o repórter da Rede Globo mostrou duas reportagens suas que envolviam o resgate da memória. Em seguida, afirmou que o papel do jornalismo está na repercussão que as reportagens podem ter. Ou seja, o jornalista deve jogar uma luz, gerar uma discussão sobre assuntos que muitas vezes estão embotados pelo olhar acostumado ou pelo preconceito.

Nessa linha de pensamento, ele questionou como Santa Maria não aproveita o imenso patrimônio de seu passado; como não reúne suas forças para promover um desenvolvimento que tenha como base a sua história; e como ainda não fez um projeto que englobasse várias áreas e que recuperasse a cidade.

- Atrás de tanta publicidade e da massaroca de fios, no centro da cidade, está escondido um grande tesouro -  argumentou Canellas. Ele também deu ênfase à importância da recuperação da mancha ferroviária.

O trabalho da TV OVO vem ao encontro disso e, segundo o repórter e cronista, é fantástico, pois faz com que a comunidade abra os seus olhos. Além disso, a cidade precisa pensar no tipo de desenvolvimento que quer. Dentro disto, está o desenvolvimento econômico, pois é ele que gera também a recuperação do material. Canellas brincou que Santa Maria não é Caxias do Sul, referindo-se que precisamos pensar em um desenvolvimento para a cidade que tenha a cara dela.  Ele argumentou ainda que o ambiente da feira do livro é muito propício para que se pense neste projeto. Mas que quem deve executá-lo é o poder público.

Canellas  vê o papel do jornalista interligado ao do cidadão. Ele deve levar para dentro da redação aquilo que o incomoda e o que o inquieta, transformando isso em pauta. O trabalho jornalístico e o ser cidadão se confundem, pois, para Canellas, quem não é ético em sua conduta fora do trabalho, também não será nele. Conforme o jornalista, o trabalho do jornalismo não é transformar as coisas, mas mostrá-las:

- É a sociedade organizada que muda a realidade brasileira.

O papel do jornalista deve ser não só o de acatar ordens, mas também, o de sugerir abordagens dentro do veículo que trabalha. Durante as discussões, muitas vezes foi colocado  também  pelo público que a mídia local não dá a devida atenção para a questão da memória de santa Maria.

Ao ser questionado pelo público sobre o que mais o impressionou em todos seus trabalhos, o jornalista citou a desigualdade social. Ele diz que, embora tenhamos condições de resolver o problema, nada é feito. Isso já fez com que ele questionasse o seu papel de jornalista.

Canellas deixou claro que tudo que falou, falou como santa-mariense e como alguém que tem um vínculo muito especial e uma relação de afeto com a cidade. O jornalista adquiriu,há pouco tempo, uma casa antiga para restaurar, pois diz que se incomodava de ver algo tão valioso completamente abandonado.  Agora, busca parcerias para decidir o que será feito com ela.

O jornalista questionou, ainda, porque Santa Maria não conseguiu entrar no PAC de recuperação de cidades históricas, tendo em vista o seu potencial para isso.  Ao ser questionado se o problema de Santa Maria estaria no grande fluxo de pessoas que transita pela cidade e que permanece pouco tempo nela, Canellas disse que acha que a troca de experiências enriquece a história do lugar.

A preocupação com os rumos de Santa Maria foi constante durante a conversa. Ao final, ele parabenizou a TV OVO por valorizar a memória da cidade e por ter criado um acervo de documentações sobre ela.

Texto e fotos: Ananda Delevati


Em busca de uma identidade


Os catadores e apoiadores da causa debateram, nesta tarde de sábado, a importância do reconhecimento da classe e da visibilidade da mesma. A identidade e a emergência de políticas públicas também foram um dos temas debatidos durante a conversa que contou com a presença de diversos países, como Argentina e Uruguai.

A mediadora da conversa foi a integrante da Associação dos Selecionadores de Material Reciclável, ASMAR, Margarete Vidal da Silva, que trabalha há muitos anos com a questão da reciclagem e da consciência ecológica que resulta do processo. Margareth, assim como os demais integrantes, entende que a prioridade do momento é criar uma identificação de classe para que se torne possível o reconhecimento do trabalho e a exigência de políticas pública que viabilize o trabalho dos catadores.

Claro que preconceitos ainda circundam a categoria, ultrapassando fronteiras. Na Argentina, assim como Uruguai, os catadores também passam por situações constrangedoras. Os problemas são parecidos, mas precisam ser fomentados. A busca agora é pela criação de redes e de associações para fortalecer o trabalho

A troca de experiências entre os países conseguiu iniciar esse fomento. Basta agora transformar toda a discussão em trabalho e criação de consciências.

Texto e Foto : Francieli Jordão