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Uma feira de ideias


Um grande espaço de debates, conscientização, práticas libertadoras, trocas de experiências, de convivência fraternas entre várias culturas. O maior evento solidário da América Latina extrapola a comercialização direta e busca transformar o mundo.

A 23ª Feira Internacional do Cooperativismo (FEICOOP) e a 12ª Feira Latino Americana de Economia Solidária iniciaram sua programação no dia 08 de julho, sexta-feira, e se estendeu até o último domingo, dia 10.  As atividades foram realizadas no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter – Rua Heitor Campos, no Bairro Medianeira.

O evento é organizado anualmente pelo projeto Esperança/Cooesperança em parceria com várias entidades. A Feira de 2016 foi planejada desde o final do ano passado e contou com a presença de expositores de diferentes regiões do país, de outros países da América Latina e de outros continentes como Europa e África. Conheça mais sobre o projeto: www.esperancacooesperanca.org

Segundo a coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança e vice-presidente da Cáritas Brasileira, irmã Lourdes Dill, a organização da Feira é como uma engrenagem. Se uma parte não funciona, o resto também para de funcionar. “Nós batalhamos para fazer a feira e as pessoas que participam também tem que batalhar. Não é barato. Tudo que se gasta, em hospedagem, alimentação e transporte. Mas mesmo assim, as pessoas querem vir e isso é o que contagia a gente a lutar pra fazer o evento” comenta Lourdes.

A programação deste ano trouxe atividades culturais, seminários, oficinas e, é claro, a comercialização dos produtos trazidos pelos expositores. Frutos da agroindústria familiar, hortifrutigranjeiros, peças de artesanato, plantas ornamentais e alimentação. Dentre as atividades culturais, estavam incluídas apresentações de grupos de dança e música, mostra de vídeos e a participação de grupos culturais, com o Grupo Cultural Indígena Kaigang.

Irmã Lourdes afirma que a Feira tem um papel importante para a economia do local, mas muito mais do que isso tem papel social e solidário, de formação, proposta de mudança de vida e de luta em sociedade. A primeira edição da FEICOOP aconteceu em 1994 no dia em que foi instaurado o Plano Real no Brasil e no ano que vem completa vinte e cinco anos. “É lindo demais, é uma coisa que não tem preço que pague!”, conclui a irmã.

Quem foi à Feira no último final de semana pôde apreciar boa música, desfrutar da infinidade de produtos comercializados, passear, e ainda conhecer diferentes culturas. Gente daqui da região e de outros lugares do Brasil e do mundo estavam lá, trocando ideias, experiências e mostrando traços típicos de suas etnias. Nos pavilhões da FEICOOP foi possível vivenciar uma experiência de transformação, onde milhares de pessoas partilharam um espaço rico em cores, sabores, culturas diferentes e solidariedade.

O mau tempo em Santa Maria não prejudicou o sucesso da Feira, que teve o maior público de todas as edições. Os visitantes não se intimidaram com a chuva ou o barro no Parque da Medianeira e garantiram uma movimentação constante nos pavilhões, oficinas e seminários. A Feira traz para a cidade uma oportunidade única. De formação, troca de conhecimento, outro olhar para a economia e de um conjunto de culturas reunidas no mesmo espaço. Vida longa à Feira do Cooperativismo!

 

Confira as (outras) atividades que aconteceram durante esses três dias

12ª Feira Latino Americana de Economia Solidária – ECOSOL

23ª FEICOOP – Feira Internacional do Cooperativismo

16ª Mostra da Biodiversidade e Feira da Agricultura Familiar

12º Seminário Latino Americano de Economia Solidária

12ª Caminhada Ecumênica e Internacional pela PAZ e Justiça Social

12º Acampamento do Levante Popular da Juventude

 

Texto: Julia Machado

Imagem: Fanpage  Feicoop

22 edição FEICOOP 2015 - Imagens Fanpage FEICOOP


Oficinas trabalham o audiovisual como forma de expressão


Durante o ano de 2011, os oficineiros da TV OVO Marcos Borba, Jonathan de Souza, Neli Mombelli, Lucas Jaques, Juan Pablo Soares, Raudrey Petry e Rodrigo Tranquilo desenvolveram o projeto Olhares da Comunidade. A partir dessa iniciativa, que teve o apoio da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, a equipe realizou oficinas de produção de vídeo em escolas municipais, com a finalidade de difundir a cultura audiovisual para crianças e adolescentes.

O Olhares da Comunidade começou no início do ano letivo, quando a equipe responsável pela produção entrou em contato com as escolas municipais de ensino fundamental Júlio do Canto, do bairro Camobi, Hylda Vasconcellos, do bairro Campestre do Menino Deus e Castro Alves, da Vila Oliveira. Foram escolhidas localidades em que a TV OVO não havia trabalhado anteriormente, priorizando a descentralização das atividades.

O projeto teve como objetivo fazer com que os jovens tomassem maior consciência das realidades distintas das comunidades onde vivem. Por isso, grande parte das atividades práticas foram na rua, nos arredores da escola. Embora as oficinas funcionassem nas escolas em que os jovens estudam, houve momentos em que eles se encontraram, como na entrega do Troféu Vento Norte na Cesma, premiação recebida pela TV OVO durante o 10° Santa Maria Vídeo e Cinema.

Raudrey dá dicas de operação de câmara durante oficina na E.M.E.F. Hylda Vasconcellos

As oficinas de produção audiovisual são um canal de expressão onde os jovens podem se conhecer, pensar sobre a realidade em que se inserem e dar forma para suas inquietações e opinões por meio do vídeo. Através da apropriação de ferramentas audiovisuais, os jovens passam a ver o vídeo a partir de sua produção e realização, não somente sob o viés do consumo.

Os resultados das atividades são três documentários, um em cada escola, que serão lançados em março deste ano, na nova sede da TV OVO e nos bairros dos oficinandos. Os vídeos foram produzidos pelos próprios oficinandos e retratam as comunidades onde vivem a partir de um olhar peculiar – o deles.

Não perca os lançamentos dos documentários do projeto Olhares da Comunidade. Os filmes serão postados no nosso canal do Youtube após os lançamentos.

Clique nas imagens para ampliar:

Oficineiros Marcos, Jonathan e Lucas - E.M.E.F. Castro Alves

E.M.E.F. Hylda Vasconcellos - Campestre do Menino Deus

Oficinandos da E.M.E.F. Julio do Canto durante gravação de documentário sobre o bairro Camobi


indígenas discutem políticas públicas em santa maria


A primeira assembleia popular indígena de Santa Maria, a ser realizada no próximo dia 12, quinta-feira, busca discutir a presença indígena no município, assim como debater sobre políticas públicas que beneficiem a diversidade étnica indígena encontrada em Santa Maria.

Quem propôs o encontro foi um grupo que representa as comunidades que vivem em Santa Maria, entre elas a Comunidade Mbyá Guarani do Arenal, Comunidade Kaingang do Acampamento próximo da Rodoviária, Comunidade Kaingang que Comercializa apenas no centro de Santa Maria, Conselho de Articulação Indígena Kaingang – CAIK e o Conselho de Articulação dos Povo Indígena Guarani – CAPIG.

Onde? Auditório do CCSH/UFSM, localizado na rua Floriano Peixoto, 1184; 2º andar

Quando? 12 de maio de 2011 – 8h30 ao meio dia e 13h30 às 18h.

Para mais informações:
Fone: (55) 9613 – 4398
e-mail: gapinsm@yahoo.com.br

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PROGRAMAÇÃO

MANHÃ

08h 00min – Recepção/credenciamento e entrega dos materiais;

08h 30min – Abertura dos Trabalhos.

09h 00min – Orientações Gerais aos participantes sobre o andamento dos trabalhos e a

metodologia a ser utilizada.

09: 10h – 1º Painel – TERRA.

10: 40h – 2º Painel – SAÚDE.

12: 00h – Almoço.

TARDE

13h 30min – Reabertura dos Trabalhos.

13h 40min – 3º Painel – EDUCAÇÃO.

15h 00min – 3º Painel – ACESSO A PROGRAMAS E DIREITOS SOCIAIS BÁSICOS.

16h 00min – 4º Painel – POLÍTICAS PÚBLICAS E ETNODESENVOLVIMENTO.

17h 30 – Encaminhamentos Finais.

18h00min – Encerramento das Atividades.


Criação da Lei Cultura Viva em discussão


No dia 25 de maio será realizada uma Marcha Nacional em Brasília. Com início às 8h, a marcha irá contar com representantes de Pontos de Cultura de todas as regiões do país. O motivo da mobilização é a criação da Lei Cultura Viva, que está relacionada a agentes que já trabalham no Programa Nacional de Cultura, Educação e Cidadania – CULTURA VIVA, criado em 2005 pelo Ministério da Cultura. Saiba mais sobre os objetivos do Programa Cultura Viva:

1 – Ampliar e garantir o acesso aos meios de fruição, produção e difusão cultural;

2 – Identificar parceiros e promover pactos com diversos atores sociais governamentais e não-governamentais, nacionais e estrangeiros, visando um desenvolvimento humano sustentável, tendo na cultura “a principal forma de construção e de expressão da identidade nacional, a forma como o povo se reinventa e pensa criticamente”;

3 – Incorporar referências simbólicas e linguagens artísticas no processo de construção da cidadania, ampliando a capacidade de apropriação criativa do
patrimônio cultural pelas comunidades e pela sociedade brasileira como um todo;

4 – Potencializar energias sociais e culturais, dando vazão à dinâmica própria das comunidades e entrelaçando ações e suportes dirigidos ao desenvolvimento de uma cultura cooperativa, solidária e transformadora;

5 – Fomentar uma rede horizontal de “transformação, de invenção, de fazer e refazer, no sentido da geração de uma teia de significações que nos envolve a todos”;

6-Estimular a exploração, o uso e a apropriação dos códigos de diferentes meios e linguagens artísticas e lúdicas nos processos educacionais, bem como a utilização de museus, centros culturais e espaços públicos em diferentes situações de aprendizagem e desenvolvendo uma reflexão crítica sobre a realidade em que em que os cidadãos se inserem;

7-Promover a cultura enquanto expressão e representação simbólica, direitos e economia;

8-Promover políticas públicas de mobilização e encantamento social.


Para saber mais: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N8759http://pontosdecultura.org.br/post_tag/lei-cultura-viva/ e http://culturadigital.br/leiculturaviva/


lançamento do portal para os clubes sociais negros do brasil


O Clube Afro-Ferroviário Treze de Maio de Santa Maria completa neste 13 de maio 108 anos de existência. Esses anos foram marcados por resistência e pela efetivação do movimento clubista negro no Rio Grande do Sul. Nesta data, haverá lançamento do ”PORTAL PARA OS CLUBES SOCIAIS NEGROS DO BRASIL”.

Essas ações têm apoio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Governo Federal, a SEPPIR.

Para mais informações – vide folder

Fone: (55) 32266082

E-mail: museutrezedemaiosm.nucom@gmail.com


especial: programação do mês de maio – 15 anos TV OVO


O mês de maio está chegando e o nosso aniversário de 15 anos também. Iremos comemorar a data com um mês repleto de atividades envolvendo o mundo do audiovisual, da diversidade cultural e da comunicação comunitária.

Iremos começar o mês com a presença do jornalista formado pela UFSM Marcelo Canellas. A partir de contato estabelecido através da TV OVO, Canellas participará do espaço Livro Livre, atividade da Feira do Livro de Santa Maria, no dia 2 de maio.

De terça, dia 3, até sexta, dia 6, iremos fazer exibições de audiovisuais na frente do Banrisul, na boca da Praça  Saldanha Marinho.

No dia 12 de maio iremos ter espaço na Tribuna Livre, na Câmara de Vereadores de Santa Maria e, a partir das 17h, iremos fazer uma recepção em nossa sede, na Casa de Cultura de Santa Maria.

Para comemorar nossos 15 anos com rock´n´roll, faremos uma festa no sábado, dia 14, na Boate do DCE. A festa é garantida com as bandas santa-marienses Vintage e Rinoceronte. Como sempre, universitários com carteirinha não pagam.

Várias comunidades, como Nonoai e Vila Oliveira, poderão participar de exibições itinerantes de audiovisuais entre os dias 16 e 20 de maio.

E para finalizar, no dia 23 de maio começam as oficinas de produção audiovisual na Escola Castro Alves, na Vila Oliveira. As oficinas irão durar três meses e ocorrerão em mais duas escolas públicas do município.

Confira abaixo mais detalhes sobre a programação especial de 15 anos da TV OVO

O mês de festa é nosso e de todas as comunidades de Santa Maria, então, participe à vontade: