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São Valentin e Santo Antão na tela da Feira do Livro


No sábado. dia 13 (sábado), penúltimo dia da Feira do Livro de Santa Maria, estaremos no palco do Livre Livre, às 19h, para lançar os documentários sobre Santo Antão (dir. Marcos Borba) e São Valentin (Dir. Jaiana Garcia). Produzidos em 2016, os documentários retratam os dois distritos santa-marienses. Pessoas, lugares, memórias, histórias e Santa Maria: uma terra multifacetada em sua constituição, com diferentes identidades e vocação para o transitório. São esses elementos que dão forma ao projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que na sua sétima edição abarca os dois filmes e tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura da cidade.

Após a exibição terá um bate-papo com os diretores. Traga seu chimarrão.

Gravação em São Vaelentin


Exibição de documentários na Feira do Livro


No próximo sábado, dia 7 de maio, como parte da programação da 43ª Feira do Livro de Santa Maria, exibiremos os documentários Boca do Monte e Cena Cultural – Livro e Literatura, na Praça Saldanha Marinho, à partir das 19h.
O documentário Boca do Monte faz parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que busca retratar a realidade dos distritos de Santa Maria. Segundo a diretora do documentário, Neli Mombelli, uma das características do documentário é a busca por retratar a pluralidade das diversas facetas identitárias do lugar a partir do depoimento de seus moradores. Além disso, o curta evidencia as diferenças entre o urbano e o rural encontrado no distrito, dadas as grandes proporções territoriais de Boca do Monte.
Já o Cena Cultural – Livro e Literatura é um dos episódios de um projeto que visa retratar um dos segmentos culturais da cidade, definidos por lei. O intuito do Livro e Literatura é mostrar o cenário da produção literária em Santa Maria, quais eventos e locais de tradição literária do município e para celebrar a memória de grandes autores que já passaram e  que por aqui ainda estão. Todos os projetos são financiados pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Sinopses
Boca do Monte – direção de Neli Mombelli (documentário, 2015, 24′)

Boca do Monte ou Caa Yara, em Tupi-Guarani, é a origem de Santa Maria. Terra de indígenas, lugar de passagem para o caminho das Missões, campo de litígio entre os impérios português e espanhol. Mais tarde, caminho do progresso pelos trilhos do trem e de quem viajava na maria fumaça. Hoje, após um esvaziamento da paisagem rural, chácaras e casas de fim de semana, aos poucos, vão reconfigurando as transformações que o tempo deixa ao passar em direção ao amanhã. 

Livro e Literatura – direção de Alice Böllick (documentário, 2015, 7′)

Uma cidade povoada por histórias das mais distintas vertentes. Desde a estante de uma casa ou de uma livraria, até  as estantes de uma feira, livros habitam Santa Maria e constroem suas histórias pela ponta do lápis, pelas teclas da máquina de escrever o do teclado de escritores que aqui se inspiram e invocam sua imaginação.

Por Laura Boessio

Captação de áudio no interior da sede de Boca do Monte

Captação de áudio no interior da sede de Boca do Monte

 


Feira do Livro de Caçapava do Sul recebeu ‘A Semi-Lua e a Estrela’


O documentário A Semi-Lua e a Estrela, da TV OVO, foi exibido na Feira do Livro de Caçapava do Sul 2014 no último domingo, dia 18. O audiovisual foi rodado em solo caçapavano em 2013. Cerca de 150 pessoas foram até o Salão Paroquial da cidade para conferir a produção dirigida por Marcos Borba. Após a exibição, os membros da TV OVO presentes na mostra receberam o carinho do público, que mostrou-se satisfeito com o documentário.

-> Clique e confira fotografias da exibição em Caçapava do Sul

A produção

O filme foi gravado entre maio e junho de 2013 e registra o folguedo realizado por diversas gerações e famílias caçapavanas durante a Festa do Divino. O projeto foi financiado pelo Edital Documenta Rio Grande, do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-Audiovisual), da Secretaria Estadual de Cultura (Sedac).

Sinopse

Homens a cavalo empunhando espadas, lanças e pistolas, numa batalha em campo aberto. As cavalhadas são uma representação épica que ultrapassa fronteiras geográficas e temporais e que por muitos anos existiram em diversas cidades do Brasil. O folguedo, que reconta a história da luta entre mouros e cristãos na Europa do século VIII, se reinventa em pleno século XXI em Caçapava do Sul.


Professores de Cacequi recebem oficina da TV OVO


Como levar o audiovisual às salas de aula em Cacequi? Para aprimorar os conhecimentos de professores da rede pública, a TV OVO ministrou a Oficina de Produção Audiovisual, inaugurando a programação da Feira do Livro de Cacequi de 2014.

Na sexta-feira e no sábado (dias 11 e 12 de abril), o cineasta Paulo Tavares, assessorado por Keven Silva, ambos da TV OVO, levaram aos docentes conhecimentos sobre a linguagem em vídeo e etapas de produção, desde a criação de roteiro (tanto ficcional quanto documental), gravação, operação de câmera e demais passos para a realização de um audiovisual.

- – - – > Veja fotos da oficina em Cacequi

Como produto final da oficina, um vídeo foi produzido e está sendo editado, com o tema: construindo conhecimento nos trilhos da leitura. Foram captadas imagens da viação férrea da cidade e depoimentos de moradores.

Para o organizador da oficina e supervisor da secretaria de educação de Cacequi, Anderson Hartmann, houve uma boa receptividade dos professores:

- Eles (os professores) até reclamaram que foi pouco tempo, e que poderia ter mais. E isso é positivo.

De acordo com Hartmann, todos os anos uma oficina relacionada com arte é oferecida aos professores da cidade para que os novos conhecimentos sejam aplicados aos alunos. A Feira do Livro de Cacequi, na Gare da Estação Férrea, ocorre do dia 24 ao 26 de abril.


Antes da Feira, os preparativos!


Andar pela Feira do Livro de Santa Maria desperta os mais diferentes sentidos, mas, principalmente, a alegria de ver a praça lotada, diversas atrações culturais e livros para os mais variados gostos. No entanto, para tudo isso acontecer, há uma grande preparação que leva meses de trabalho. A Feira mal termina e a produção para a seguinte já inicia. Confira a reportagem de uma das mais novas colaboradoras da TV OVO, Taianne Teixeira, sobre os preparativos desses dias mágicos que povoam a Praça Saldanha Marinho.

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Marcelo Canellas e muito debate nos 15 anos da TV OVO


Mesmo com o frio da noite desta segunda-feira (2), o público não deixou de ir à Feira do Livro prestigiar Marcello Canellas. Mais do que isso, o Livro Livre com o jornalista, em comemoração aos 15 anos da TV OVO, esquentou a praça Saldanha Marinho e contagiou o público com diversas questões pertinentes à  Santa Maria.

O bate-papo começou com Marcos Borba, coordenador de produção da TV OVO, que falou sobre a história da Oficina de Vídeo – TV OVO e sobre a  importância social dela  na formação de jovens. Como a temática da conversa era a memória e a  identidade da cidade e de como o jornalismo pode contribuir no resgate desses aspectos, Borba salientou a importância do acervo que a organização mantém e alimenta sobre a memória da cidade, em especial, das comunidades. E, destacou também, o projeto “Por onde passa a memória da cidade” que busca resgatar o patrimônio material e imaterial de Santa Maria. Após, passou a palavra à Canellas.

O jornalista contou que, quando saiu de Santa Maria, a TV OVO ainda não existia, mas, que após, começou a acompanhar pelas matérias na mídia o trabalho da entidade. Disse ainda, que sempre quis poder ajudar de alguma forma e, por este motivo, ficou  muito feliz com o convite para participar da comemoração dos quinze anos.

O passado presente

O futuro não excluiu o mundo antigo, muito pelo contrário. Para Canellas, moderno, hoje, é cuidar do passado.  Segundo ele, o tempo em que se precisava destruir o passado para construir o futuro já passou. Atualmente, é preciso essa ancoragem, pois sem a identidade o sujeito fica perdido.

Para ilustrar a contribuição do jornalismo na preservação da história, o repórter da Rede Globo mostrou duas reportagens suas que envolviam o resgate da memória. Em seguida, afirmou que o papel do jornalismo está na repercussão que as reportagens podem ter. Ou seja, o jornalista deve jogar uma luz, gerar uma discussão sobre assuntos que muitas vezes estão embotados pelo olhar acostumado ou pelo preconceito.

Nessa linha de pensamento, ele questionou como Santa Maria não aproveita o imenso patrimônio de seu passado; como não reúne suas forças para promover um desenvolvimento que tenha como base a sua história; e como ainda não fez um projeto que englobasse várias áreas e que recuperasse a cidade.

- Atrás de tanta publicidade e da massaroca de fios, no centro da cidade, está escondido um grande tesouro -  argumentou Canellas. Ele também deu ênfase à importância da recuperação da mancha ferroviária.

O trabalho da TV OVO vem ao encontro disso e, segundo o repórter e cronista, é fantástico, pois faz com que a comunidade abra os seus olhos. Além disso, a cidade precisa pensar no tipo de desenvolvimento que quer. Dentro disto, está o desenvolvimento econômico, pois é ele que gera também a recuperação do material. Canellas brincou que Santa Maria não é Caxias do Sul, referindo-se que precisamos pensar em um desenvolvimento para a cidade que tenha a cara dela.  Ele argumentou ainda que o ambiente da feira do livro é muito propício para que se pense neste projeto. Mas que quem deve executá-lo é o poder público.

Canellas  vê o papel do jornalista interligado ao do cidadão. Ele deve levar para dentro da redação aquilo que o incomoda e o que o inquieta, transformando isso em pauta. O trabalho jornalístico e o ser cidadão se confundem, pois, para Canellas, quem não é ético em sua conduta fora do trabalho, também não será nele. Conforme o jornalista, o trabalho do jornalismo não é transformar as coisas, mas mostrá-las:

- É a sociedade organizada que muda a realidade brasileira.

O papel do jornalista deve ser não só o de acatar ordens, mas também, o de sugerir abordagens dentro do veículo que trabalha. Durante as discussões, muitas vezes foi colocado  também  pelo público que a mídia local não dá a devida atenção para a questão da memória de santa Maria.

Ao ser questionado pelo público sobre o que mais o impressionou em todos seus trabalhos, o jornalista citou a desigualdade social. Ele diz que, embora tenhamos condições de resolver o problema, nada é feito. Isso já fez com que ele questionasse o seu papel de jornalista.

Canellas deixou claro que tudo que falou, falou como santa-mariense e como alguém que tem um vínculo muito especial e uma relação de afeto com a cidade. O jornalista adquiriu,há pouco tempo, uma casa antiga para restaurar, pois diz que se incomodava de ver algo tão valioso completamente abandonado.  Agora, busca parcerias para decidir o que será feito com ela.

O jornalista questionou, ainda, porque Santa Maria não conseguiu entrar no PAC de recuperação de cidades históricas, tendo em vista o seu potencial para isso.  Ao ser questionado se o problema de Santa Maria estaria no grande fluxo de pessoas que transita pela cidade e que permanece pouco tempo nela, Canellas disse que acha que a troca de experiências enriquece a história do lugar.

A preocupação com os rumos de Santa Maria foi constante durante a conversa. Ao final, ele parabenizou a TV OVO por valorizar a memória da cidade e por ter criado um acervo de documentações sobre ela.

Texto e fotos: Ananda Delevati