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Marcelo Canellas por Sidney Barbalho, na Feira do Livro de Santa Maria


Em tempos de se pensar o fazer jornalismo nas mais diversas plataformas e veículos de comunicação, tem sido cada vez mais difícil ponderar a importância da profissão para além do factual e do furo de reportagem. É importante que alcancemos profissionais que se preocupem com temas como cidadania, educação, fomento à cultura e pensem nossa sociedade como única e plural diante de tanta diversidade e multiplicidade de realidades.

É sobre isso que reflete a obra Marcelo Canellas: por um jornalismo humanista, de Sydney Barbalho, que será lançada na Feira do Livro de Santa Maria deste ano. Sidney Barbalho de Souza é jornalista, ator, publicitário e escritor, mas, mais do que isso, é pesquisador na área de direitos humanos e engajado com o assunto. O livro é resultado de um trabalho final de graduação apresentado por Barbalho na FAPSP (Faculdade do Povo de São Paulo).

“Entre todos os segmentos possíveis, está timidamente o jornalismo voltado para os direitos humanos. Um tipo especial e delicado que se debruça e se preocupa, basicamente, com os dramas da humanidade: fome, exploração infantil, falta de saneamento básico, falta de água, falta de escolas adequadas ou de material decente para que hospitais funcionem. Podemos dizer que ele, Marcelo Canellas, é aquela luzinha vermelha de alerta, que pisca quando as coisas não vão bem, a voz de quem não tem voz”, ressalta Barbalho.

O livro traz um pouco da trajetória de vida e do trabalho do jornalista Marcelo Canellas traçando um paralelo entre suas empreitadas jornalísticas e sua preocupação com nossas feridas sociais. “Foram 760 horas de entrevista, mais de 50 entrevistados em sete cidades diferentes ao longo de 12 meses. O trabalho foi muitas vezes cansativo a ponto da estafa, mas, conforme ia me aprofundando no tema, me via mais envolvido e mais fascinado com a carreira do Canellas e com as possibilidades do jornalismo de direitos humanos”, relata o escritor.

A obra será lançada no dia 07 de maio, às 17h, na Feira do Livro, com presença do autor Sidney Barbalho.  “Sinto-me lisonjeado de escrever sobre uma das pessoas mais ilustres, importantes e influentes de Santa Maria e poder compartilhar isso com os santa-marienses. Será maravilhoso!”, completa Sidney.

Por Julia Machado

Canellas e Barbalho

Marcelo Canellas e Sidney Barbalho. Acervo de Sydney Barbalho


Conheça os projetos que desenvolveremos em 2016


Para 2016, desenvolveremos três projetos via Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (Lic/SM).

Para que as propostas saiam do papel, necessitamos captar recursos por meio de renúncia fiscal.
A doação pode ser feita por pessoas físicas e jurídicas que destinam 30% dos seus impostos (IPTU, ISSQN e/ou ITVBI) para os projetos culturais.

Buscamos recursos para as seguintes propostas:


Narrativas em movimento – R$ 22 mil

Eventos que trarão realizadores audiovisuais para bate-papos e oficinas sobre temas pouco abordados na produção santa-mariense. A contrapartida será um colóquio no Theatro Treze de Maio com grandes nomes do jornalismo brasileiro, com mediação de Marcelo Canellas. As atividades serão realizadas em abril, maio (mês dos 20 anos da TV OVO) e junho de 2016.

Para abril – Colóquio audiovisual no RS
Mecanismos de fomento e possibilidades de circulação das produções audiovisuais no contexto latino-americano.
Giba Assis Brasil – professor e montador da Casa de Cinema de Porto Alegre
Juan Zapata – diretor e produtor de cinema e ex-diretor do Iecine
Representantes da Film Comission de Garibaldi
Oficinas de direção de fotografia, storyboard e produção executiva no audiovisual

Para maio – Colóquio 100/20 – Jornalismo em tempos digitais
Discutir novas plataformas, agendamento, debate público, grande reportagem e coberturas nesse momento de transformações que estamos testemunhando.
Entre os nomes confirmados estão Mauri Köning e Moisés Mendes, da ZH. Ainda estamos para confirmar Eliane Brum, Caco Barcellos, Juremir Machado e Humebrto Trezzi.

Show com bandas locais em comemoração aos 20 anos da TV OVO.
Lançamento do projeto de restauração do casarão sede da TV OVO, que completa 100 anos em 2016, com a projeção de videomapping por Fernando Krum.

Para junho – Colóquio Comunicação e Cultura
Novos desafios e potencialidades da comunicação, da produção audiovisual e das manifestações culturais em tempos de internet, com Flávia Moraes.


Por onde passa a memória da cidade 2016 – R$ 52.445,20
Produção de dois documentários sobre os distritos de São Valentim e Santo Antão.
Conheça o documentário sobre Arroio do Só, que faz parte da série de registros dos distritos santa-marienses.

Cena Cultural 2016 – R$ 38.915,20
Continuaremos a produção dos episódios sobre os segmentos culturais da cidade de acordo com o plano municipal de cultura. Serão 6 segmentos a serem retratados (Dança, Música, Tradição e folclore, Artes visuais, Artesanato, Memória e patrimônio histórico, artístico e cultural.
Em 2015, produzimos sobre Audiovisual, Livro e literatura, Culturas populares e Teatro e circo.

Como funciona a doação do IPTU (só pode ser feito antes de pagar o boleto e se o pagamento for em cota única).

1º Pegamos o número do imóvel, comprovante de residência do proprietário/responsável, cópia do CPF e RG e autorização assinada para que possamos solicitar a certidão negativa de débitos.

2º Encaminhamos a solicitação na prefeitura. Não pode ter dívida ativa no município (certidão negativa de débitos);

3º Após receber a certidão negativa de débitos, o doador assina um termo de compromisso para que a prefeitura libere um certificado de incentivo.

4º Repassamos o valor referente aos 30% do imposto para serem depositados na conta do projeto a ser beneficiado;

5º Fizemos cópia do comprovante de depósito e encaminhamos para a prefeitura;

6º A prefeitura emite um novo boleto de IPTU com o abatimento dos 30% doados.

7º Você é um incentivador da cultura santa-mariense! E não se preocupe, nós nos encarregamos de fazer toda a burocracia e realizar os projetos.

Caso queira apoiar os projetos da TV OVO, registre seu contato aqui. Ou nos envie um e-mail tvovo@tvovo.org, ou nos ligue 9104 9166 (Denise)/ 8445 5969 (Neli)

videomapping


TV OVO na Feira do Livro e na TVE-RS


Nesta terça-feira, 29 de abril, o documentário A Semi-lua e a Estrela, que retrata a história da corrida de cavalhadas de Caçapava do Sul, será exibido na programação da TVE-RS, às 20h, com reprise no sábado, 03/05, às 23h30.

Já na quinta, 01/05, o documentário será lançado na programação da Feira do Livro de Santa Maria, no Livro Livre, às 19h. Após a exibição, haverá bate-papo com a equipe do filme.marcio_gravação cavalhadasmarcio_gravação cavalhadasmarcio_gravação cavalhadas

E dia 18 de maio, a Semi-lua e a Estrela retorna à Caçapava do Sul para ser exibido na programação da Feira do Livro da cidade, às 19h40.

Gravação do depoimento de Francisco Élvio Lopes Fernandes, ex-corredor de cavalhadas

Gravação do depoimento de Francisco Élvio Lopes Fernandes, ex-corredor de cavalhadas

O filme foi gravado entre maio e junho de 2013 e registra o folguedo realizado por diversas gerações e famílias caçapavanas durante a Festa do Divino. O projeto é uma realização da TV OVO, tem direção de Marcos Borba e foi financiado pelo Edital Documenta Rio Grande, do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-Audiovisual), da Secretaria Estadual de Cultura (Sedac). As produções deste edital estão sendo exibidas na TVE-RS. Mais informações em nosso site

Sinopse
Homens a cavalo empunhando espadas, lanças e pistolas, numa batalha em campo aberto. As cavalhadas são uma representação épica que ultrapassa fronteiras geográficas e temporais e que por muitos anos existiram em diversas cidades do Brasil. O folguedo, que reconta a história da luta entre mouros e cristãos na Europa do século VIII, se reinventa em pleno século XXI em Caçapava do Sul.


Um escritor inquieto no Livro Livre


Ele queria ser músico, mas não sabia cantar. Inquieto, Gabito Nunes sempre procurou um jeito de se expressar. Foi na pré-adolescência que descobriu esse jeito: escrever. Já que o seu único talento para a música era com a gaita de boca, que não permite que se cante ao mesmo tempo em que se toca o instrumento. O garoto também achava que era o Jim Morrison. Andava sempre com um caderno para escrever e se trancava no banheiro com amigos para recitar “poemas” no estilo de “Sociedade dos Poetas Mortos”.

Gabito Nunes foi o convidado de mais um bate-papo do Livro Livre, onde contou essas e muitas outras histórias.  O porto-alegrense já publicou dois livros de micro-contos – A manhã Seguinte sempre Chega e Não sou Mulher de Rosas – e um e-book de crônicas – Tudo o que Sobrou.  Além disso, ganhou o top blog 2010 com o extinto Caras como eu e é considerado um dos cronistas de maior empatia na web.

No início, ele pensou que queria ser jornalista, mas não se adaptou ao formato rígido da profissão. O autor queria mais que aquilo. Buscou a publicidade e chegou a montar uma agência, mas ainda queria mais. Começou a escrever o blog Caras como eu e decidiu pela escrita como forma de vida.  Embora tenha declarado que a escrita não seja algo que se escolhe ou se tenha muito controle.

As novas mídias fizeram com que ele fosse um escritor um pouco diferente do convencional. A internet foi a principal forma que ele encontrou para divulgar seu trabalho.  Gabito Nunes acredita que ela tem as mesmas possibilidades de qualquer outro meio de comunicação, com a diferença de que todos podem acessar e publicar. Além disso, sobre as cópias, acredita que o que alguém escreve não é da pessoa, mas do mundo.

Depois de escrever para o mundo só textos curtos durante um longo período, o escritor resolveu ir além mais uma vez e se reinventar: em breve lançará seu primeiro romance: Ao norte de mim mesmo. As inspirações para escrever vêm de autores como Jack Kerouac e Nick Hornby e também da música, que faz parte de muitos de seus trabalhos.

Ao final do bate-papo, Gabito Nunes incentivou aqueles que também têm o sonho de escrever e lembrou ao público o quanto é importante ser inquieto e querer sempre mais da vida. Nem precisava, a vida dele já havia deixado isso claro.

Para quem quiser saber ou ler mais sobre o cara e sua obras:  http://www.gabitonunes.com.br

Para quem quiser ler sua telenovela: http://julietenuncamais.gabitonunes.com.br/

Texto: Ananda Delevati


Você tem fome de que?


Essa inquietação, que também lembra a música dos Titãs, permeou o Livro Livre na Feira do Livro de Santa Maria no último domingo, 06. O convidado, o jornalista Marcelo Canellas, falou dos cruzamentos entre o jornalismo televisivo e a crônica, formas tão distintas de se expressar, mas que buscam inspiração na mesma essência – a vida.

Canellas é conhecido por seu jornalismo de estilo literário e por suas reportagens que abordam temas substanciais da sociedade, que envolvem diferenças, políticas públicas e direitos humanos. Para ele, o jornalismo trata das contradições da vida. O que move o jornalista é a inquietude a curiosidade, a inconformidade, e, na sua opinião, aquilo que o incomoda como jornalista, antes de tudo deve incomodá-lo enquanto cidadão.

E suas crônicas também perpassam essas contradições, mas, diferente do telejornalismo, onde há uma objetividade, o jornalista diz que na crônica ele expressa a sua opinião. Quem as lê, lê suas ideias e o seu ponto de vista sobre o mundo. Canellas escreve semanalmente para o Jornal Diário de Santa Maria. Sua inspiração é a busca por aspectos da cidade (embora tenha nascido em Passo Fundo, ele se considera santa-mariense por ter morado aqui por muitos anos) que criam uma identificação com o leitor. Ele diz buscar memórias, detalhes que remetam à vida das pessoas e a sua relação com o espaço, criando uma afinidade afetiva entre cronista e leitor. E quem o ajuda nesta escrita são suas leituras de autores como Rubem Braga, Mario Quintana e Gabriel García Márquez.

Quanto ao cenário da leitura no Brasil, Canellas diz que esse é um grande problema, pois as pessoas em geral não tem acesso aos livros. Ele acredita que o país precisa de uma ferramenta que promova este acesso e hábito: “o país tá devendo nesse aspecto”, salienta ele.

Talvez tenha ficado uma pergunta sem resposta ainda neste texto… Você tem fome de que? Quando refletimos sobre os modos de se fazer jornalismo, sobre o que o move, refletimos também sobre a sociedade, a qual também é reflexo das nossas ações. E então, do que mesmo você tem fome?

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Texto: Neli Mombelli
Fotos: Neli Mombelli e Rafael Rigon


“O Caixeiro Viajante” e Luiz Coronel foram as atrações da quinta-feira na Feira do Livro


Bate-papo com o escritor Luiz Coronel, no Livro Livre.

Na última quinta-feira, dia 03 de maio, a programação da Feira do Livro contou com a apresentação infantil “O Caixeiro Viajante”, do professor e ator Rony de Almeida. Na sessão de autógrafos, o escritor Euclides Cunha conversou com a imprensa e pessoas que acompanharam o lançando dos seus dois livros, “A patrulha de sete João e  Farrapos e Sabinos”.

Segundo o Patrono do evento Pedro Brum Santos, “a sensação de reconhecimento é muito agradável além de ser uma grande responsabilidade representar um evento cultural desse porte tão rico para a cidade”. Ele também vê o momento atual da “literatura santa-mariense” como positivo e promissor, ainda, ressaltou que o evento pode crescer, pois já teve uma venda significativa de livros e um grande público para prestigiar atrações interessantes que a Feira está proporcionando.

Haydée S. Hostin Lima, presidente da Casa do Poeta, revela que a entidade e os autores têm grande expectativa em relação às venda. A entidade sem fins lucrativos pretende fazer uma mesa de doações de livros e uma sessão de autógrafos com a presença de alguns dos autores das obras na próxima quarta-feira, dia 09.

A noite encerrou com um bate-papo com o poeta compositor “bageense”, Luiz Coronel. Entre uma declamação e outra, o escritor de mais de 50 obras encerrou com um fragmento de um dos seus mais belos poemas “…tenhamos em nossas mãos os livros, e nossas vidas serão mais ricas, mais fortes e valiosas”.

Texto e fotos: Taianne Teixeira