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Poético e político – As várias faces da tragédia da boate Kiss em “Depois Daquele Dia”


O Cineclube da Boca transformou-se num espaço para uma sessão de empatia, comoção e lágrimas. Na última terça-feira, 27 de março, foi exibido o filme Depois Daquele Dia,  com produção da TV OVO e dirigido pela jornalista Luciane Treullieb,  irmã de João Aloísio Treulieb, uma das vítimas da tragédia da Kiss.

O filme narra a história de como se sucedeu os 5 anos após o dia 27 de janeiro de 2013, trazendo diferentes pontos de vista de pessoas de Santa Maria que presenciaram a dor e o luto de uma cidade, o barulho e o silêncio causados pela tragédia.  A narrativa traz relatos de amigos e familiares de vítimas, além de entrevistas com olhares técnicos, como uma engenheira e especialistas como um psicólogo e um sociólogo.

Após a exibição, houve um debate sobre o documentário. Perguntas de como se deu a escolha dos entrevistados foram comentadas pela diretora Luciane, que relatou um pouco da sua experiência numa produção em que ela está envolvida de diversas formas. Também foram levantadas questões técnicas sobre áudio e vídeo. Entre os comentários, destacou-se a força poética da forma como o documentário trabalha com as imagens e a delicadeza como aborda a história, mas também a potência do seu papel político para enfrentar o esquecimento da tragédia que se alastrou após o primeiro ano do incêndio.

Eliane Corrêa (54), que é professora de fisioterapia na UFSM, e estava entre o público presente, comentou que o documentário é muito importante para a cidade, pois evita que a tragédia da Kiss caia no esquecimento. Ela contou que acompanhou alguns casos de sobreviventes logo após a tragédia e que pode observar sequelas que muitos terão pelo resto da vida por conta da inalação da fumaça.

Bruno Gonçalves de Oliveira também acompanhou a sessão. Ele, que foi um dos entrevistados do documentário, assistiu o filme pela primeira vez. “Mexe bastante, a gente acaba vivenciando tudo de novo”, comenta. Bruno era amigo de João Aloísio e ficou muito comovido com o documentário.

A exibição de Depois Daquele Dia integrou parte da programação de lançamento do projeto Memorial da Vida da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que homenageia as vítimas da tragédia da Kiss.

Por Larissa Essi

Sessão lotada na exibição do filme Depois Daquele Dia no Cineclube da Boca. Foto Renan Mattos

 


Assimetria, festival de filmes universitários, está com inscrições abertas


O Assimetria –  Festival Universitário de Cinema e Audiovisual está com inscrições abertas, gratuitas e online, até às 23h59min do dia 16 de abril de 2018. As sessões dos filmes selecionados e premiação ocorrerão entre os dias 14 e 16 de maio de 2018, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em Santa Maria/RS.

Essa primeira edição é experimental e abrangerá somente filmes de até 25 minutos realizados em Instituições de Ensino Superior (IES) da região Sul do Brasil. O intuito é difundir o curta-metragem universitário e promover a reflexão sobre as produções cinematográficas dos estudantes de graduação e pós-graduação, além de buscar contribuir para a promoção da cultura local, nacional e sul-americana.

Poderão concorrer curtas-metragens universitários nas categorias de ficção, documentário e experimental, finalizadas a partir de janeiro de 2016 e realizadas no período de graduação ou pós-graduação, vinculadas a uma IES. As equipes devem ter sido compostas por pelo menos um estudante universitário e/ou egresso que assina uma das principais funções da obra (veja o regulamento).

Esta é a primeira edição do festival Assimetria, que é um projeto de extensão do Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM, em parceria com a TV OVO, com o Cineclube da Boca e com professores do curso de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Acompanhe o Assimetria pela página no Facebook, que também serve de canal de comunicação para dúvidas, além do e-mail assimetriacine@gmail.com.

Por Fernanda Marques


Documentário Depois Daquele Dia será exibido na próxima terça, 27/03


As cicatrizes deixadas pela tragédia da Boate kiss transformaram-se em uma construção fílmica sensível e forte: o documentário Depois Daquele Dia. Uma homenagem, uma memória, uma representação que traz de parte da dor, da saudade e do afeto de Santa Maria em relação aos jovens da Kiss. Para quem ainda não pode assistir, vale a pena se organizar para acompanhar a sessão na próxima terça-feira, dia 27 de março,  no Cineclube da Boca. A sessão será às 19 horas no Auditório do prédio 67, no campus da UFSM.

A exibição do documentário é uma das atividades de lançamento do projeto Memorial da Vida, que deve ser construído no campus para homenagear às vítimas da boate. Depois Daquele Dia tem duração de 50 minutos. A direção e o roteiro são de Luciane Treulieb, alguém que sentiu no coração o vazio da perda. Luciane é irmã de João Aloisio Treulieb, um dos 242 jovens que morreram e traz uma investigação em primeira pessoa sobre os impactos e aprendizados deixados pela tragédia na cidade.

A proposta de Luciane ao transformar a Kiss em um audiovisual se deu a partir do trabalho de conclusão do mestrado em Periodismo Documental, realizado na Universidad Nacional de Tres de Febrero, na Argentina. A TV OVO assina a realização do filme.

Por Tayná Lopes

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Colóquio Documentário, Direitos Humanos e Cidadania – um tema que veio a calhar


Um tema que nunca sai da pauta, ou, pelo menos, não deveria! Direitos Humanos e Cidadania foi o enfoque da primeira edição de 2018 do projeto Narrativas em Movimento, que contou com a participação Beth Formaggini e de Gilvan Dockhorn, realizado na Cesma. Beth é documentarista e historiadora pela Universidade Federal Fluminense, ela também é pesquisadora e fundou a produtora 4ventos. Dockhorn é historiador e professor da Universidade Federal de Santa Maria.

Antes do colóquio, exibimos o documentário Pastor Cláudio (2017, 75′), que tem direção de Beth Formaggini e que traz uma reveladora conversa entre o psicólogo Eduardo Passos e o Bispo evangélico Cláudio Guerra. Guerra é ex-chefe da polícia civil, e o mesmo assassinou e incinerou militantes que se opunham à ditadura civil militar do Brasil. O documentário, bastante impactante, trouxe diversos elementos para pensar a história  política do nosso país e os seus reflexos nos dias de hoje.

Durante o colóquio, o documentário foi bastante mencionado, sobretudo  a respeito da forma, bastante fria, como Guerra conta as histórias da época e também sobre a impunidade dele e de tantos outros, que cometeram esses mesmos crimes, decorrentes da maneira como se prosseguiu com a anistia no Brasil. Também foram abordadas questões como a morte da vereadora do PSOL, Marielle Franco. Beth comentou que “além da homofobia, que matou uma mulher lésbica, militante, negra, tem também outras forças que estavam atrás desse gatilho.”

Dockhorn comentou que leu o livro de Cláudio Guerra (Memórias de uma guerra suja) e afirmou: “Eu li o livro do Guerra, que é assustador também, mas, mais assustador, é ver o sujeito falando”, referindo-se à postura dele no documentário de Beth. O professor ressaltou ainda a importância de filmes como este,  pois “literatura, ficção, livros de história não dão a cara e a voz.”, como o cinema o faz. Para ele, documentários são essenciais para a preservação da memória e para um melhor entendimento de alguns assuntos espinhosos, como o da ditadura.

Durante o colóquio, o público, que lotou o auditório com espaço para mais de 200 pessoas, também trouxe questões relacionados à temática documentário, direitos humanos e cidadania. A programação teve financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Confira a conversa que tivemos com Beth Formaginni e Gilvan Dockhorn após o debate.

Por Larissa Essi
Fotografia de Renan Mattos

Colóquio direitos Humanos


Colóquio e sessão de cinema sobre direitos humanos e cidadania em março


O ano começa com todo o fôlego na TV OVO e, já no mês de março, retorna o colóquio Narrativas em Movimento. Com o tema Documentário, Direitos Humanos e Cidadania, o colóquio pretende expandir as ideias propostas anteriormente, unindo o audiovisual e um campo de discussão importante como o dos direitos humanos.

Para compartilhar conhecimentos, contaremos com a presença de César Guimarães, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, doutor em Estudos Literários (Literatura Comparada) pela Universidade Federal de Minas Gerais e pós-doutor pela Universidade Paris 8. Guimarães tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teorias da Imagem, atuando principalmente nos seguintes temas: cinema moderno (ficção e documentário) e experiência estética.

O colóquio contará também com a participação da cineasta e documentarista Beth Formaggini, que trabalhou com Eduardo Coutinho em produções renomadas como Edifício Master, documentário sobre um antigo e tradicional edifício situado em Copacabana, que em novembro de 2015 entrou na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Entre as produções premiadas de Beth como diretora estão Xingu Cariri Caruaru Carioca, que recebeu o prêmio de melhor filme no Festival In-Edit Brasil, em 2016, Angeli 24 Horas, que venceu os prêmios de melhor documentário na Jornada da Bahia, em 2011, melhor direção de curta-metragem no Recine, em 2011, e o troféu HQ Mix, em 2012.

O colóquio Documentário, Direitos Humanos e Cidadania será no dia 16 de março de 2018, sexta-feira, na Cesma (Rua Professor Braga, nº 55,  centro), e terá a mediação do historiador e professor da UFSM, Gilvan Dockhorn. A lotação do espaço é de 200 pessoas. A pré-inscrição para para receber certificado deverá ser feita neste formulário.

Antes do colóquio, às 17h, também na Cesma, será exibido o documentário Pastor Cláudio, com direção de Beth Formaggini. A entrada é franca. O projeto Narrativas em Movimento, que está na sua terceira edição, tem o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Por Valdemar Neto

Cartaz Narrativas Marçoface_2018


Ano novo, baterias carregadas e novos projetos audiovisuais


Para alguns, o ano inicia após o carnaval. Esse não é o nosso caso, pois nosso trabalho inicia ainda no final de dezembro e segue janeiro e fevereiro adentro na captação de recursos para os novos projetos desse ano. Você já sabe quais são?!

Para quem gosta e acompanha os documentários realizados nos distritos de Santa Maria, o projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade segue em 2018, ano em que encerraremos a série, já que só falta as localidades de Pains e Passo do Verde. E se você mora em alguma dessas localidades ou conhece alguém que possa nos contar histórias dessas regiões, entre em contato  (tvovo@tvovo.org ou 55 3026 3039).

Outro projeto que segue com a gente é o Narrativas em Movimento, o NEM. Ele trará dois colóquios sobre audiovisual, inclusive o primeiro já tem data marcada, será no dia 16 de março, às 19h na Cesma, e tem como tema Documentário, Direitos Humanos e Cidadania. Confira os teasers que já estão disponíveis sobre os convidados dessa nossa primeira conversa. Já o segundo, ocorre no mês de maio e traz para a discussão Narrativas Audiovisuais de Resistência. Além dos colóquios, também está incluso no projeto dois workshops com a temática direcionada ao audiovisual. O primeiro tem previsão para abril e será sobre produção audiovisual com tecnologia mobile, no Sobrado Centro Cultural. O segundo é para o mês de agosto, voltado para direção de arte. Os dois workshops possuem 20 vagas, então fique ligado para não perder essa oportunidade.

Tá achando que acabou?  Além disso tudo, nós apresentamos para vocês o Olhares da Comunidade. O projeto oferece oficinas de realização audiovisual para estudantes de escolas públicas, produções audiovisuais a partir das oficinas disponibilizadas e sessões de cineclube em comunidades de Santa Maria.Todos os projetos contam com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura do município (LIC/SM).

Por Helena Moura
Foto de Alan Orlando

Iniciamos os registros para o documentário sobre Passo do verde na procissão de Nossa Senhora dos Navegantes e Iemenjá realizada em fevereiro.

Iniciamos os registros para o documentário sobre Passo do Verde na procissão de Nossa Senhora dos Navegantes e Iemanjá realizada em fevereiro.