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A feira que semeia histórias


Um documentário, assim como uma feira, não é feito da noite para o dia, e, também não é realizado apenas por uma pessoa. Nos dias 7, 8 e 9 de julho, a equipe da TV OVO esteve presente em mais uma Feira Internacional do Cooperativismo (Feicoop), onde conheceu histórias de produtores de diversas partes do Brasil e da América Latina.

Isso porque, em 2018, a feira completa 25 anos e a TV OVO irá transformar parte dessa trajetória em um registro audiovisual. Nestes anos, a Feicoop se consolidou, principalmente, como um espaço de diversidades culturais, articulações, debates e trocas de experiências entre empreendimentos ligados à economia solidária, que compreendem agroindústrias familiares, povos indígenas, catadores, quilombolas entre outros diversos movimentos sociais. Este ano, a 24ª edição da Feicoop reuniu expositores de mais de 500 municípios de todos os estados brasileiros e de mais de vinte países, como, por exemplo, África do Sul, Alemanha, Argentina, Chile, China, Colômbia, Costa do Marfim, Cuba, Equador, Espanha, Hungria, Itália, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Portugal, Senegal e Uruguai.

A pré-produção do documentário iniciou em junho,quando foram feitas as primeiras entrevistas com os produtores locais no Feirão Colonial, que é realizado aos sábados, das 7h às 11h30min, no Centro de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter. As entrevistas com  participantes locais e de outros estados e países foram gravadas no último final de semana, além de imagens das diversas atividades. Foram 3 equipes de gravação com 11 pessoas envolvidas ao todo.

O documentário tem financiamento da Lei de Incentivo a Cultura (Lic/SM). O lançamento deverá ser na próxima edição da Feicoop entre os dias 12 e 15 de julho de 2018, em Santa Maria.

Por Pedro Piegas (texto e fotografia)

documentário feicoop


O audiovisual e a memória dos distritos: exibição dos documentários sobre Santo Antão e São Valentim


Após os lançamentos dos documentários sobre os distritos de São Valentim e Santo Antão na Feira do Livro, os distritos estão recebendo as sessões de exibição das obras.

Hoje, São Valentim vai poder acompanhar as histórias contadas pela nossa equipe no documentário sobre o distrito. A sessão será às 15 horas, na Escola Municipal José Paim de Oliveira.

Na última quarta-feira (31), foi apresentado o documentário na comunidade de Santo Antão. Cerca de 20 pessoas acompanharam as histórias sobre o monge heremita Giovanni Maria de Agostini, sobre a salgadeira na passagem dos jesuítas, os percalços com as condições estrada e o potencial turístico que o distrito possui para diversos esportes radicais. Após a sessão, os moradores puderam conversar com o diretor Marcos Borba sobre o processo de produção da obra.

A moradora de Santo Antão, Svami Palmeira Rezes, acompanhou atenta as imagens na tela e até se surpreendeu com algumas das histórias contadas sobre o distrito em que mora há mais de dez anos: “uma experiência muito boa, por que tem coisa que a gente nem sabia, tem coisas que foram novidade pra mim”, conta a professora aposentada.

Os dois documentários, produzidos durante 2016, integram o projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que iniciou em 2008, que registra e mantém viva as histórias que permeiam os distritos, bairros e ruas de Santa Maria. Além disso, é nosso compromisso levar o audiovisual até as comunidades para fomentar as produções e levar adiante o conhecimento sobre os locais por que passamos. O projeto tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e recebeu, em 2013, o Prêmio Ponto de Memória, do Instituto Brasileiro de Museus em reconhecimento ao trabalho que desenvolvemos.

São Valentim - Sinopse

Foi pelas rodas das carretas que passavam pela região que o desenvolvimento chegou a Santa Maria. Onde hoje se localiza a sede do distrito de São Valentim, carreteiros faziam paradas para descanso na sombra, davam água aos bois e seguiam viagem. Vindas principalmente de São Gabriel, Rosário do Sul e Alegrete, as carretas foram as responsáveis, durante muito tempo, pela manutenção do ciclo econômico do município. Este documentário traz recortes dessas histórias que começam por volta de 1900, com a construção da casa da “esquina dos Toniolo” – o famoso ponto de encontro dos carreteiros – e que até hoje são parte da memória dos moradores não querem perder suas raízes.

Texto e foto por Renan Mattos

santo antao foto renan

Exibição na Capela de Santo Antão, num dia de muita chuva e frio.


Frequências do Interior será exibido na Mostra Sesc de Cinema, na capital


O documentário Frequências do Interior foi selecionado na Mostra de Cinema - Etapa Estadual e será exibido nesta sexta-feira, 09/06, às 19h, em Porto Alegre.

A mostra iniciou no dia 05 de junho e segue até sexta, na Sala Redenção, Cinema Universitário, Avenida Paulo Gama, 110. São 19 filmes gaúchos: 2 longas e 17 curtas, compreendendo animação, ficção e documentário. A mostra tem premiação para um contrato de licenciamento para exibição pública, além de certificar destaques em categorias como roteiro, filme, direção de fotografia, desenho de som, montagem, direção de arte, entre outros.

Na sexta, além do Frequências do Interior, serão exibidos os filmes às MargensDomésticasDiários Daltônicos Piska. Após a sessão terá bate-papo com os diretores Felipe Diniz (Domésticas), Neli Mombelli (Frequências do interior) e Nelson Brauwers (Piska). Confira a programação completa.

 

Arno Schwerz tem o rádio como companheiro de vida. Foi pela rádio que ele acompanhou a Campanha da Legalidade de Leonel Brizola. Foto: Paulo Tavares

 

 

Veja o trailer do nosso documentário.


Programa Cena Cultural terá exibições na TV Câmara


Neste sábado (26), os episódios dos programas Cena Cultural, produzidos pela TV OVO, vão começar a ser transmitidos na programação da TV Câmara de Santa Maria, no canal 16 da NET. O projeto tem como intuito valorizar as manifestações culturais da cidade e reconhecer a importância da organização dos diferentes agentes culturais do município, de forma a contribuir significativamente para preservar a memória histórica, cultural e patrimonial de Santa Maria.

São dez programas que abordam os segmentos culturais definidos pelo Plano Municipal de Cultura, que serão transmitidos na seguinte ordem: Audiovisual, Cinema e Vídeo; Culturas Populares; Livro e Literatura; Teatro e Circo; Tradição e Folclore; Artesanato; Música; Artes Visuais; Dança; Patrimônio Histórico Artístico e Cultural. Cada episódio traz uma entrevista com um integrante do segmento para expandir a discussão da área.

Em junho, no dia 5, às 20h, vai ter exibição dos episódios do Cena Cultural na Escola Municipal de Artes Eduardo Trevisan (EMAET). O projeto Cena Cultural têm financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM).


Confira a programação na TV Câmara:
Programas inéditos –  Sábados, às 20h
Programas reprises – Domingo, às 20h; terças de noite, após a sessão plenária; quartas, às 11h30min
Sinopses dos episódios por ordem das exibições:


Audiovisual, Cinema e Vídeo

O sonho, a paixão, a dedicação e a batalha dos realizadores audiovisuais santa-marienses para fazer da cidade um polo audiovisual.
Culturas Populares
O viés de coletivos santa-marienses que mostra as expressões populares da cidade em atividades artísticas, educativas, culturais e sociais.
Livro e Literatura
O vídeo destaca a importância da Feira do Livro e conta com a presença de escritores que representam o cenário literário santa-mariense.
Teatro e Circo
A arte da representação acompanha Santa Maria desde que o primeiro apito do trem ecoou nos morros de seus arredores e hoje ela se reinventa em diversos grupos e atores teatrais da cidade.
Tradição e Folclore
Os costumes, os legados e as histórias que perduram entre as gerações. O episódio sobre tradição e folclore aborda a diversidade étnica e cultural em Santa Maria, onde os grupos seguem cultivando as suas raízes para manter viva a essência da cidade.
Artesanato
Seis personagens, que fazem do artesanato local parte importante de suas vidas, contam as diferentes relações que estabelecem com sua produção.
Música
A diversidade de sons e músicos compõe o cenário multifacetado da música em Santa Maria. Entre praças, escolas e ruas podemos ouvir algumas das expressões musicais características da cidade.
Artes Visuais
O processo de descoberta artística dentro da academia, a criatividade e expressão dos quadrinhos, a fotografia como forma de registro e a arte pulsante nas ruas. Esses são alguns pontos que foram abordados no episódio sobre artes visuais em Santa Maria.
Dança
O corpo em transformação, a elegância dos movimentos como uma forma de expressão e de contar uma história. O episódio de dança fala sobre os diferentes grupos e coletivos em Santa Maria que se unem nos ritmos e coreografias.
Patrimônio Histórico Artístico e Cultural
Santa Maria tem a sua história contada e guardada através dos prédios, dos documentos e de elementos culturais. O episódio nos leva a pensar sobre a memória e o patrimônio histórico, artístico e cultural da nossa cidade.

 

Por Pedro Piegas e Heitor Leal

CENA na camara


Exibição dos filmes sobre Santo Antão e São Valentim nas comunidades


Nos próximos dias a TV OVO vai exibir os documentários sobre os distritos de Santo Antão e de São Valentim nas respectivas comunidades. A exibição do filme sobre Santo Antão, que tem a direção de Marcos Borba, vai ser quarta-feira, dia 31 de maio, às 18h, no Salão da Capela de Santo Antão. Já o documentário sobre São Valentim, dirigido por Jaiana Garcia, terá o lançamento na comunidade na quinta-feira, 1º de junho, às 19h, no Salão da Igreja de São Valentim, na Colônia Toniolo. Haverá debate com a equipe de produção após a sessão.

Os dois filmes possuem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura (LIC/SM) e fazem parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que retrata pessoas, lugares, memórias, histórias de Santa Maria: uma terra multifacetada em sua constituição, com diferentes identidades e vocação para o transitório.

Santo Antão – Sinopse

O distrito de Santo Antão é um lugar, como disse um morador, onde cada curva de estrada tem uma história para contar. As curvas guardam um pedaço do passado do país, nos rastros do caminho dos tropeiros para a feira de Sorocaba/SP; conservam os vestígios jesuítas da “salgadeira”; podem ser tristes como o asfalto que até hoje não chegou. Elas também foram abrigo do peregrino João Maria de Agostini, responsável por mobilizar milhares de fiéis em busca de cura, cuja fé perdura até hoje com a romaria de Santo Antão. O distrito de Santo Antão é um espaço rico nas histórias, nas pessoas, no potencial turístico e em segredos que talvez nunca sejam descobertos.

São Valentim - Sinopse

Foi pelas rodas das carretas que passavam pela região que o desenvolvimento chegou a Santa Maria. Onde hoje se localiza a sede do distrito de São Valentim, carreteiros faziam paradas para descanso na sombra, davam água aos bois e seguiam viagem. Vindas principalmente de São Gabriel, Rosário do Sul e Alegrete, as carretas foram as responsáveis, durante muito tempo, pela manutenção do ciclo econômico do município. Este documentário traz recortes dessas histórias que começam por volta de 1900, com a construção da casa da “esquina dos Toniolo” – o famoso ponto de encontro dos carreteiros – e que até hoje são parte da memória dos moradores não querem perder suas raízes.

 

Por Pedro Piegas

são valentim

Gravação no distrito de São Valentim


#Resistência em Santa Maria


Nos dias em que o processo de afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff completa um ano, o documentário Resistência, da diretora Eliza Capai, teve lançamento por todo o Brasil. A TV OVO organizou a sessão de pré-estreia do filme na quarta-feira, dia 10 de maio.

O documentário é um registro das ocupações OcupaAlesp, #OcupaMinc-RJ, #OcupaFunarte-SP, da Marcha das Vadias RJ e da Parada LGBTT de São Paulo. Essas ocupações e atos foram realizadas durante o governo interino do Michel Temer, entre as votações da Câmara dos Deputados e a última votação no Senado, que decidiram pelo afastamento de Dilma Rousseff.

Para a diretora, o documentário é uma importante forma de registro do que aconteceu no Brasil no período, principalmente por trazer um viés explícito sobre o tema. “Nós, do audiovisual, temos esse dever de criar narrativas, de deixar claro os nossos pontos de vista dentro dessas narrativas e deixar esses documentos para que no futuro se entenda o que está acontecendo, pois agora está um pouco difícil de entender”, elucida Eliza.

O processo de circulação do documentário é feito de forma independente e colaborativa com o intuito de suscitar o debate sobre o tema em diferentes lugares. Qualquer grupo de pessoas pode pedir para a diretora disponibilizar o filme por meio da página do documentário no Facebook. “O filme vai ficar disponível para que as pessoas organizem e assistam o filme para pensarem nesse momento que a gente vive. Eu acho que tem uma angústia em vários setores de não saber como reagir, como se posicionar e que o filme talvez possa ser um start para as pessoas assumirem e pensarem sobre estes pontos”, provoca a diretora.

Até o momento, já foram mais de 70 exibições do filme em todas as regiões do Brasil, além de Europa e Estados Unidos. A sessão em Santa Maria contou com 60 pessoas no Clube Comercial. Houve debate após a sessão com a presença da diretora. Muitas pessoas se emocionaram com a projeção do filme, o que levou a uma discussão a respeito do tema do documentário e não necessariamente da forma estética como ele foi construído. Ouvimos diversos relatos de estudantes do movimento estudantil de Santa Maria, que também fizeram parte de ocupações, que se identificaram com a narrativa. Além disso, foi um momento oportuno para discutir a diversidade e o papel da imprensa a respeito da atual conjuntura política.

Para quem tem interesse em organizar uma sessão do documentário, Eliza criou um passo a passo que está disponível na página do #Resistência no Facebook, e que copiamos aqui.

1) Organize um espaço com projetor ou tela. Incentivamos as pessoas a se conectarem com espaços já conhecidos, como cinemas, auditórios, cineclubes, espaços culturais; ou criarem seu próprio local e organizarem uma projeção na rua, praça, local de trabalho, etc.

2) Cadastre-se no Videocamp: http://www.videocamp.com/pt/users/account;

3) Você receberá um email para confirmar esse cadastro. Confirme-o;

4) Entre na página http://www.videocamp.com/pt/movies/resistencia e clique em “organize uma exibição”;

5) Em seguida, você deve preencher um formulário com informações relativas a local, data, horário e se pretende fazer alguma atividade depois da sessão;

6) Você receberá um email com a confirmação do agendamento da exibição e quais são os próximos passos do processo. O filme estará disponível para download 72h antes da sessão agendada.

7) Crie um evento no facebook e envie uma mensagem inbox para a página facebook.com/resistenciafilme com a data e local do evento e com a página

8) Convide pessoas interessantes para debater um ou vários dos temas do filme, no final da sessão: resistência, democracia, feminismo, gênero, mídia movimento estudantil, cultura;

9) Bole uma campanha massa e chame todo mundo para assistir o filme no seu #ocupa!.

10) Exiba e discuta #Resistência!

 

Por Pedro Piegas
Foto de Neli Mombelli

resistência