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Boca do Monte nas redes


O documentário Boca do Monte, que foi lançado no primeiro semestre deste ano, está disponível nas redes sociais. A produção faz parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade e é financiada pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (Lic/SM). O projeto registra as histórias e personagens dos distritos do interior de Santa Maria – RS, entre eles, está Boca do Monte, ou Caa Yura, na língua Tupi-Guarani. O documentário, que foi captado durante o ano passado, conta as histórias da terra que deu origem à Santa Maria, as mudanças nas paisagens trazidas pela trilhos de trem e sobre o cotidiano dos moradores do distrito.

Em 24 minutos, você vai ver e conhecer algumas histórias e personagens do Caa Yura.

Sinopse
Boca do Monte ou Caa Yura, em Tupi-Guarani, é a origem de Santa Maria. Terra de indígenas, lugar de passagem em direção às Missões, campo de litígio entre os impérios português e espanhol. Mais tarde, caminho do progresso pelos trilhos do trem e de quem viajava na maria fumaça e depois nas locomotivas à vapor. Mas não tardaria para que chegassem as taperas. Hoje, chácaras e casas de fim de semana, aos poucos, vão reconfigurando as transformações que o tempo deixa ao passar em direção para o amanhã.
Direção de Neli Mombelli

Por Renan Mattos

Captação de áudio no interior da sede de Boca do Monte

Captação de áudio no interior da sede de Boca do Monte


Com cultura e debate, TV OVO se despede do projeto “Narrativas em Movimento”


Na quarta-feira, 24 de agosto, às 19h, o Auditório João Miguel de Souza, na CESMA, foi sede do terceiro colóquio e último evento do projeto “Narrativas em Movimento”, realizado pela TV OVO com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria. O “Colóquio de comunicação e cultura: política cultural e desentendimento” teve apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Midiática da UFSM, do curso de Jornalismo do Centro Universitário Franciscano e do Observatório Missioneiro de Atividades Criativas e Culturais (Omicult).

O doutor em Comunicação e Culturas Contemporâneas e professor de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Ceará, Alexandre Barbalho, foi o convidado pela TV OVO para refletir e debater sobre a cultura e a política cultural na contemporaneidade. A conversa contou com a mediação do Prof. Dr. Cássio dos Santos Tomain (POSCOM-UFSM) e do integrante da TV OVO Marcos Borba. Mais de cem pessoas de diversos âmbitos culturais e estudantis participaram do evento, que suscitou a reflexão sobre os papéis exercidos pelas movimentações culturais, abrangendo as áreas econômicas e sociais.

Com base no pensamento do filósofo Jaques Rancière, Barbalho criticou a vampirização e a cafetinagem da cultura pela lógica do mercado e do social. O professor também ressaltou que o interesse em uma política cultural pede que sejam deslocados os padrões e sejam vistas as manifestações e os movimentos culturais que antes não eram vistos. A temática e seus gargalos no envolvimento dos diferentes movimentos culturais existentes e atuantes no Brasil, motivou a jornalista Marina Martinuzzi, 24 anos, a presenciar o discussão para esclarecer seus pensamentos frente ao tema: “Eu acredito que esse debate sobre desentendimento fala muito sobre as inquietações atuais. O Alexandre trouxe pontos da questão estrutural da cultura, como ela precisa ser entendida e como precisam ser preservados os movimentos de resistência”. Marina atua em alguns coletivos da cidade e valoriza a ideia de que os jovens estão ocupando a política por vias cada vez mais democráticas. “Vejo na fala dele que, enquanto que os movimentos passados traziam o conceito de igualdade, hoje o grande conceito é o legado da representatividade; a igualdade na diferença”, observa a jornalista.

Os eventos que integraram o projeto Narrativas em Movimento, fizeram parte das atividades dos 20 anos da TV OVO, completados em maio deste ano. Os três colóquios realizados visaram fomentar a discussão sobre temas diversos que fazem parte do cotidiano. Por meio da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, a TV OVO se propôs a trazer nomes que atuam principalmente nas áreas da comunicação social e audiovisual.

Confira abaixo a entrevista que Barbalho concedeu a TV OVO, falando sobre os temas abordados durante o colóquio. Além das temáticas que compuseram sua fala, o pensador comentou sobre o poder do audiovisual como elemento fundamental para a afirmação e disseminação cultural.

https://www.youtube.com/watch?v=pApO_3f5G4o

Texto: Acadêmica de Jornalismo Manuela Fantinel

Fotos: Renan Mattos

Colóquio Comunicação e Cultura


Cena Cultural em exibição na cidade


Para o mês de agosto, organizamos duas exibições de episódios do projeto Cena Cultural. A primeira delas foi no dia 6 de agosto no Teatro Universitário Independente (TUI), em parceria com o grupo Teatro Por Que Não?.

Já a segunda, ocorrerá junto a Semana de Arte da Escola Municipal de Artes Eduardo Trevisan (EMAET). Dentre a programação, que vai de 22 a 26 de agosto, constam oficinas, apresentações musicais e teatrais, exposições e exibição de filmes.

As nossas produções serão exibidas no dia 24 de agosto, às 14h, na sede da EMAET, na Vila Belga, na Rua Manoel Ribas, 1900. O Cena Cultural é um projeto financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC-SM).

Texto e fotografia por William Boessio

Exibição realizada no Espaço Victório Faccin no início do mês.

Exibição realizada no Espaço Victório Faccin no início do mês.


Pitching dos roteiros da série Cena Cultural


cena cultural

Julho costuma ser sinônimo de uma pequena pausa nas atividades. Aproveitamos a desaceleração da troca de semestre para realizar um pitching dos roteiros dos episódios do projeto Cena Cultural que começarão a ser rodados a partir de agosto.

O projeto retrata os segmentos culturais da cidade, conforme previstos em lei. Ao todo, são dez segmentos culturais. Em 2015, foram gravados quatro episódios do projeto: Teatro e Circo, Culturas Populares, Livro e Literatura, e Audiovisual – cinema e vídeo.

Os próximos a serem produzidos são: Dança, Tradição e Folclore, Música, Artesanato, Artes Visuais, e Memória e Patrimônio histórico, artístico e cultural. O Cena Cultural é financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM).

Confira os episódios produzidos no ano passado.

Por Laura Boessio


Uma feira de ideias


Um grande espaço de debates, conscientização, práticas libertadoras, trocas de experiências, de convivência fraternas entre várias culturas. O maior evento solidário da América Latina extrapola a comercialização direta e busca transformar o mundo.

A 23ª Feira Internacional do Cooperativismo (FEICOOP) e a 12ª Feira Latino Americana de Economia Solidária iniciaram sua programação no dia 08 de julho, sexta-feira, e se estendeu até o último domingo, dia 10.  As atividades foram realizadas no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter – Rua Heitor Campos, no Bairro Medianeira.

O evento é organizado anualmente pelo projeto Esperança/Cooesperança em parceria com várias entidades. A Feira de 2016 foi planejada desde o final do ano passado e contou com a presença de expositores de diferentes regiões do país, de outros países da América Latina e de outros continentes como Europa e África. Conheça mais sobre o projeto: www.esperancacooesperanca.org

Segundo a coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança e vice-presidente da Cáritas Brasileira, irmã Lourdes Dill, a organização da Feira é como uma engrenagem. Se uma parte não funciona, o resto também para de funcionar. “Nós batalhamos para fazer a feira e as pessoas que participam também tem que batalhar. Não é barato. Tudo que se gasta, em hospedagem, alimentação e transporte. Mas mesmo assim, as pessoas querem vir e isso é o que contagia a gente a lutar pra fazer o evento” comenta Lourdes.

A programação deste ano trouxe atividades culturais, seminários, oficinas e, é claro, a comercialização dos produtos trazidos pelos expositores. Frutos da agroindústria familiar, hortifrutigranjeiros, peças de artesanato, plantas ornamentais e alimentação. Dentre as atividades culturais, estavam incluídas apresentações de grupos de dança e música, mostra de vídeos e a participação de grupos culturais, com o Grupo Cultural Indígena Kaigang.

Irmã Lourdes afirma que a Feira tem um papel importante para a economia do local, mas muito mais do que isso tem papel social e solidário, de formação, proposta de mudança de vida e de luta em sociedade. A primeira edição da FEICOOP aconteceu em 1994 no dia em que foi instaurado o Plano Real no Brasil e no ano que vem completa vinte e cinco anos. “É lindo demais, é uma coisa que não tem preço que pague!”, conclui a irmã.

Quem foi à Feira no último final de semana pôde apreciar boa música, desfrutar da infinidade de produtos comercializados, passear, e ainda conhecer diferentes culturas. Gente daqui da região e de outros lugares do Brasil e do mundo estavam lá, trocando ideias, experiências e mostrando traços típicos de suas etnias. Nos pavilhões da FEICOOP foi possível vivenciar uma experiência de transformação, onde milhares de pessoas partilharam um espaço rico em cores, sabores, culturas diferentes e solidariedade.

O mau tempo em Santa Maria não prejudicou o sucesso da Feira, que teve o maior público de todas as edições. Os visitantes não se intimidaram com a chuva ou o barro no Parque da Medianeira e garantiram uma movimentação constante nos pavilhões, oficinas e seminários. A Feira traz para a cidade uma oportunidade única. De formação, troca de conhecimento, outro olhar para a economia e de um conjunto de culturas reunidas no mesmo espaço. Vida longa à Feira do Cooperativismo!

 

Confira as (outras) atividades que aconteceram durante esses três dias

12ª Feira Latino Americana de Economia Solidária – ECOSOL

23ª FEICOOP – Feira Internacional do Cooperativismo

16ª Mostra da Biodiversidade e Feira da Agricultura Familiar

12º Seminário Latino Americano de Economia Solidária

12ª Caminhada Ecumênica e Internacional pela PAZ e Justiça Social

12º Acampamento do Levante Popular da Juventude

 

Texto: Julia Machado

Imagem: Fanpage  Feicoop

22 edição FEICOOP 2015 - Imagens Fanpage FEICOOP


A construção do Sobrado Centro Cultural


“Quando Evandro Ribeiro mandou fazer esse casarão em 1916, exatos 100 anos, ele não sabia que estava ajudando a dar rosto, a dar fisionomia ao momento urbano da nossa cidade, ele não sabia que estava ajudando a imprimir a digital da nossa identidade e do nosso passado ferroviário. Em 1996, precisamente no dia 12 de maio, portanto há exatos 20 anos, quando Paulo Tavares reuniu um grupo de garotos lá na Vila Caramelo, ele provavelmente não sabia a extraordinária aventura que ele estava começando para retirar jovens da periferia do desalento e do desamparo e oferecendo caminhos e possibilidades para eles. Quando eu comprei essa casa aqui, eu só queria salvar um casarão da ruína. Eu não sabia que seria o ponto de conexão dessas duas histórias tão fabulosas.”

Foi com essas palavras que, em 12 de maio de 2016, o jornalista Marcelo Canellas fez da casa do poeta Evandro Ribeiro a casa oficial da TV OVO, nosso viveiro de sonhos, segundo Paulo Tavares.

Em solenidade, com a presença de  amigos, diversos produtores culturais e autoridades do município, Marcelo Canellas assinou o documento que transfere a posse do sobrado, localizado na esquina da rua Floriano Peixoto com a Ernesto Becker, para a TV OVO, que ocupava o casarão desde de 2011, quando foi acertada a parceria entre Canellas e a instituição.

Com a transferência do casarão, a TV OVO ganhou um espaço que agora pode chamar de seu, mas que também é de todo santa-mariense. Estavam presentes aproximadamente 80 pessoas para a apresentação do projeto de Restauro do Sobrado Centro Cultural,coordenado pelos arquitetos Clarissa Pereira e Daniel Pereyron que contaram com a ajuda de colaboradores que se somaram durante o período de elaboração.

O projeto apresentado prevê dois espaços. Um deles é a restauração do casarão que abrigará o museu da imagem e do som, cineclube, biblioteca do audiovisual, café cultural e espaço para exposições. O outro ambiente será um prédio, aos fundos, com salas de aulas, estúdios de TV, cinema e áudio e espaço para apresentações teatrais.

“O Sobrado Centro Cultural pode ser um espaço de reflexão e crítica ao jornalismo que é feito pelos meios tradicionais, e de novos caminhos para uma profissão que está mudando quanto à gestão de negócios, à plataformas e modos de fazer”, foram as palavras finais da fala de Marcelo Canellas.

Até o final de julho, as equipes do escritório de arquitetura Smarqs e Simultânea Engenharia trabalham nos projetos estrutural e complementares para, após esta etapa, a TV OVO iniciar a captação de recursos em leis de incentivo. Além do direcionamento de recursos por meio de mecanismos de fomento, pessoas físicas e jurídicas também pode fazer doações diretas para construção do Sobrado Centro Cultural de fato.

Por Helena Moura, Laura Boessio e William Boessio

Fotografia de Julia Machado

Assinatura da escritura de doação do imóvel.

Assinatura da escritura de doação do imóvel.