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A melodia do rock virou piloto de série documental que mistura ficção e realidade


Já pensou em voltar no tempo e curtir um rock das antigas? E melhor ainda, acompanhar uma narrativa musical que conta sobre lendas, amores, desamores e o cenário do Rock’n’roll de Santa Maria nos anos 70, 80 e 90?!Tudo isso faz parte do projeto piloto da série documental Rock do K7. Marcos Borba, o diretor e roteirista da ideia audiovisual afirma que Santa Maria tem uma cena musical forte, especialmente com o rock: “a cidade já foi apelidada de Seattle do Sul. Pensamos em fazer um projeto que uma personagem jovem, imersa na tecnologia de hoje, fosse descobrindo esse passado e postando essas descobertas na rede”. Assim surgiu a proposta híbrida, que mistura documentário e ficção.

A exibição de lançamento do episódio vai ser na Feira do Livro da cidade, na praça Saldanha Marinho, às 19h, no sábado, 12/05. Além do episódio, também terá um debate sobre a memória do rock santa-mariense. Então se tu curtes audiovisual, rock e troca de ideias, aparece lá.

Entre acordes, notas, relatos e atuações, o Rock do K7 surge como uma produção autoral e inovadora, que mistura ficção e realidade e busca trazer em cada episódio da série uma banda do contexto do rock alternativo do Rio Grande do Sul. Na parte documental do episódio piloto temos três personagens que formavam a banda A Bruxa: Renato Molina, Gércy Pichinin e o Guido Isaia. É a partir da personagem ficcional Fran (Luiza Prolla) e do seu encontro com uma coleção de fitas cassetes do seu tio Pedro (Paulo Chagas) que toda a história se desenrola. No elenco, ainda está Luiz (Tiago Teles), como pai de Fran.

A proposta audiovisual surgiu a partir da intenção de concorrer a um edital que financiava séries para compor a programação de TV´s Públicas do Brasil. A ideia ainda é compor a grade televisiva de algum canal. O grupo responsável pelo Rock do k7 está mapeando possíveis espaços nacionais pra exibições, e já entrou num edital do Canal Brasil. Parte do recurso para produção do episódio piloto foi financiada pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e a Finish produtora também entrou como parceira da proposta.

Mesmo com poucos recursos financeiros, a equipe abraçou o roteiro e partiu para a produção, já que não foi possível conseguir patrocínios para bancar toda a obra. O jeito foi motivar a equipe com mais de 20 profissionais para dar vida ao projeto.

E para despertar a curiosidade do público, sobretudo para de alguma forma cativar a geração atual de jovens, Marcos diz que a intenção do Rock do K7 é criar o um arco narrativo longo para os personagens de ficção, em que eles vão se modificando e amadurecendo a cada episódio. “Queremos que as pessoas fiquem ligadas no que a personagem da Fran está descobrindo e postando, já que serão criadas redes sociais para que ela divulgue esse acervo. Na parte documental, nosso objetivo é registrar um pouco da história do rock nacional que não é contada, pois a maioria das bandas que o projeto irá registrar teve uma atuação mais local. O projeto também busca mostrar que do lado da gente pode ter um roqueiro da antiga que hoje é dentista, empresário ou funcionário público, por exemplo”.

Agregar bons profissionais e produzir o episódio piloto de uma série que pretende ter outros nove episódios foi o primeiro passo do projeto, que sonha alto: “Temos uma equipe maravilhosa e muito qualificada. Quando estamos gravando, cria-se uma energia que leva o projeto para frente e acredito que iremos emplacar o Rock do K7 na grade de programação de alguma TV nacional”, deseja Marcos e toda a equipe do projeto.

Por Tayná Lopes
Foto de Pedro Piegas

Entrevista com Gércy Pichinin, ortodontista que foi guitarrista da banda “A Bruxa”


O exercício do olhar audiovisual


Muitas vezes, a rotina agitada com tarefas a cumprir e a pressa em terminá-las impede que reparemos em coisas simples. Uma arte na rua, o andamento da construção de um prédio, as coisas passam despercebidas. Para instigar estas percepções, a TV OVO levou a oficina Olhares da Comunidade para a Escola Major Tancredo Penna de Moraes, no distrito de Palma.

A atividade foi desenvolvida na terça, 24/04, e hoje, 26/04, com alunos do 6º, 8º e 9º ano, totalizando 12 horas. Heitor Leal, um dos oficineiros, explica que a oficina traz uma proposta diferente do que a TV OVO vinha fazendo até então. A equipe propõe atividades práticas com os alunos para que, a partir delas, sejam discutidas questões ligadas ao fazer audiovisual, compartilhando conhecimentos que são importantes para a produção de conteúdos neste gênero. Dessa forma, a teoria estará inserida nos debates entre estudantes e oficineiros durante as atividades.

A ideia é que a partir disso, os alunos reflitam sobre o lugar onde vivem e como isso carrega marcas na formação de cada um. Heitor diz que que a proposta se constrói muito a partir do que os estudantes trazem e que o papel dos oficineiros é mediar essa reflexão e promover troca de saberes.

A oficina faz parte do projeto Olhares da Comunidade 2018 e que tem o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (Lic/SM).

Por Larissa Essi
Foto Alan Orlando


Nem só de livro vive a Feira, também tem documentário


A praça Saldanha Marinho ganha um palco cheio de atrações culturais durante a Feira do Livro que inicia neste sábado, 28, e nós vamos estar nele dia 02/05, quarta-feira, às 19h, no Livro Livre, para exibir o documentário Palma, o 8° Distrito. O documentário, que foi produzido em 2017 e tem direção de Denise Copetti, faz um mosaico com quinze entrevistas de moradores do distrito, que através das lembranças que compartilham conosco, recontam a história das diversas localidades que compõem Palma. No filme, destaca-se a noção de comunidade, que se pauta pela união e alegria das pessoas em trabalhar pelo bem comum.

Após a exibição do documentário, haverá um debate sobre a produção e sobre a importância do registro da memória das comunidades do interior. Palma, o 8° Distrito faz parte do projeto Por onde passa a memória da cidade, que desenvolve produções sobre histórias, pessoas e lugares de Santa Maria com financiamento da Lei de Incentivo á Cultura.

Além de Palma, em 2017 também produzimos um documentário sobre o distrito de Santa Flora, a antiga colônia Vacacaí. Na voz de seus habitantes, o filme mostra a luta e a esperança de seu povo em manter viva a sua história. Em função do tempo de programação do Livro Livre, o filme Santa Flora não será exibido na praça, mas em breve haverá uma sessão no distrito.

Além da exibição do documentário sobre Palma, no dia 02 de maio, também teremos outras atividades durante a Feira do Livro. Confere a nossa programação:

02/05 – Quarta-feira, 19h
Exibição do documentário Palma, o 8° Distrito e debate.

05/05 – Sábado, 17h
Lançamento do livro Cronicaria com a presença de Manuela Fantinel e Marcelo Canellas na sessão de autógrafos

12/05 – Sábado, 19h
Lançamento do episódio piloto do projeto Rock do K7 e debate sobre a memória do rock de Santa Maria

Palma, o 8° Distrito

Sinopse: Uma equipe em busca de histórias. Uma comunidade e a construção de um distrito. Palma, o 8º distrito de Santa Maria, é um dos últimos a ser criado, porém, sua história remonta aos tempos antigos: dos imigrantes italianos, das grandes fazendas, dos escravos, e, antes desses, dos indígenas. São histórias de outras épocas que, às margens da RSC-287, dão forma aos tempos atuais, visíveis na sua gente, nos costumes, nas crenças, nas memórias e na esperança que alimenta o futuro.

Leia mais sobre o documentário

Por Larissa Essi
Foto de Renan Mattos

Seu João Lima, em entrevista para o documentário sobre o distrito de Palma.


A comunidade em Palma, 8° distrito de Santa Maria, em documentário


O conceito de comunidade pode ter vários significados. Para os moradores do distrito de Palma, é união, solidariedade, hospitalidade e trabalho em equipe. Uma comunidade que trabalha pelo bem comum. União que permitiu melhorias ao longo do tempo no 8° distrito de Santa Maria.

Tudo isso é retratado no documentário Palma, o 8° distrito, com direção de Denise Copetti. Para a produção foram realizadas pesquisas históricas a partir do século XIX, e todos os dados foram complementados com quinze entrevistas concedidas pelos moradores da comunidade que relatam histórias que passam pela infância na região, pela construção da Escola Major Tancredo Penna de Moraes, pela imigração italiana e por algumas lendas.

Mas o trabalho em equipe não é somente na comunidade de Palma, a produção deste filme também se fez em colaboração entre a equipe da TV OVO, que reuniu profissionais com mais experiências e outros que estão dando os primeiros passos na arte do audiovisual, ou ainda, para aqueles que estão se desafiando em novas funções, como é o caso da Denise Copetti, que assumiu a direção documentário e geralmente se envolve com a produção.

Esta união pode ser vista no documentário que também traz os bastidores da gravação. Entre uma entrevista e outra, lá está a equipe posicionada com microfone e câmeras, uma forma de, para além de construir um produto final, mostrar um pouco do processo da realização dele.

O documentário será exibido para a comunidade de Palma no dia 23 de maio, às 19h,  no salão da Capela de Santa Terezinha. Porque não basta só documentar, é preciso que a comunidade veja e se enxergue pelo olhar do outro. Após a exibição, será feito um debate com a comunidade sobre o filme.

O documentário faz parte do projeto Por onde passa a memória da cidade, que visa contar histórias de lugares e pessoas de Santa Maria. Além de Palma, o distrito de Santa Flora também foi documentado e será exibido na comunidade ainda em maio. Ambos são financiados pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC/SM).

 

Sinopse: Uma equipe em busca de histórias. Uma comunidade e a construção de um distrito. Palma, o 8º distrito de Santa Maria, é um dos últimos a ser criado, porém, sua história remonta aos tempos antigos: dos imigrantes italianos, das grandes fazendas, dos escravos, e, antes desses, dos indígenas. São histórias de outras épocas que, às margens da RSC-287, dão forma aos tempos atuais, visíveis na sua gente, nos costumes, nas crenças, nas memórias e na esperança que alimenta o futuro.

Por Larissa Essi
Foto de Renan Mattos

 


O feriado do último sábado foi dia de audiovisual mobile


O sábado,21/04, amanheceu nublado e logo depois despencou água em Santa Maria, mas isso não impediu que um grupo de pessoas se reunisse para falar sobre audiovisual. Leo Roat conduziu o workshop de produção audiovisual com tecnologia mobile.

O primeiro passo foi aprender na teoria as possibilidades dos celulares e das plataformas digitais para edição, finalização e reprodução do audiovisual; o segundo foi conhecer os equipamentos que ajudam na produção, como microfones, adaptadores de lentes profissionais para celulares, tripés, estabilizador de imagem  e demais aparatos.

Em função da chuva, a parte prática que seria na rua foi transferida para o dia 27 de maio, em princípio, um domingo à tarde. A ideia é que os participantes observem a sua volta e captem impressões pelas lentes de seus aparelhos, para depois exercitarem a edição e finalização dos filmes em aplicativos de smartphones sob a orientação de Leo.

O workshop faz parte da programação do projeto Narrativas em Movimento, que tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de santa Maria.

Por Fernanda Marques
Foto de Roger Haeffner


Colóquio Documentário, Direitos Humanos e Cidadania – um tema que veio a calhar


Um tema que nunca sai da pauta, ou, pelo menos, não deveria! Direitos Humanos e Cidadania foi o enfoque da primeira edição de 2018 do projeto Narrativas em Movimento, que contou com a participação Beth Formaggini e de Gilvan Dockhorn, realizado na Cesma. Beth é documentarista e historiadora pela Universidade Federal Fluminense, ela também é pesquisadora e fundou a produtora 4ventos. Dockhorn é historiador e professor da Universidade Federal de Santa Maria.

Antes do colóquio, exibimos o documentário Pastor Cláudio (2017, 75′), que tem direção de Beth Formaggini e que traz uma reveladora conversa entre o psicólogo Eduardo Passos e o Bispo evangélico Cláudio Guerra. Guerra é ex-chefe da polícia civil, e o mesmo assassinou e incinerou militantes que se opunham à ditadura civil militar do Brasil. O documentário, bastante impactante, trouxe diversos elementos para pensar a história  política do nosso país e os seus reflexos nos dias de hoje.

Durante o colóquio, o documentário foi bastante mencionado, sobretudo  a respeito da forma, bastante fria, como Guerra conta as histórias da época e também sobre a impunidade dele e de tantos outros, que cometeram esses mesmos crimes, decorrentes da maneira como se prosseguiu com a anistia no Brasil. Também foram abordadas questões como a morte da vereadora do PSOL, Marielle Franco. Beth comentou que “além da homofobia, que matou uma mulher lésbica, militante, negra, tem também outras forças que estavam atrás desse gatilho.”

Dockhorn comentou que leu o livro de Cláudio Guerra (Memórias de uma guerra suja) e afirmou: “Eu li o livro do Guerra, que é assustador também, mas, mais assustador, é ver o sujeito falando”, referindo-se à postura dele no documentário de Beth. O professor ressaltou ainda a importância de filmes como este,  pois “literatura, ficção, livros de história não dão a cara e a voz.”, como o cinema o faz. Para ele, documentários são essenciais para a preservação da memória e para um melhor entendimento de alguns assuntos espinhosos, como o da ditadura.

Durante o colóquio, o público, que lotou o auditório com espaço para mais de 200 pessoas, também trouxe questões relacionados à temática documentário, direitos humanos e cidadania. A programação teve financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Confira a conversa que tivemos com Beth Formaginni e Gilvan Dockhorn após o debate.

Por Larissa Essi
Fotografia de Renan Mattos

Colóquio direitos Humanos