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Exibição dos filmes sobre Santo Antão e São Valentim nas comunidades


Nos próximos dias a TV OVO vai exibir os documentários sobre os distritos de Santo Antão e de São Valentim nas respectivas comunidades. A exibição do filme sobre Santo Antão, que tem a direção de Marcos Borba, vai ser quarta-feira, dia 31 de maio, às 18h, no Salão da Capela de Santo Antão. Já o documentário sobre São Valentim, dirigido por Jaiana Garcia, terá o lançamento na comunidade na quinta-feira, 1º de junho, às 19h, no Salão da Igreja de São Valentim, na Colônia Toniolo. Haverá debate com a equipe de produção após a sessão.

Os dois filmes possuem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura (LIC/SM) e fazem parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que retrata pessoas, lugares, memórias, histórias de Santa Maria: uma terra multifacetada em sua constituição, com diferentes identidades e vocação para o transitório.

Santo Antão – Sinopse

O distrito de Santo Antão é um lugar, como disse um morador, onde cada curva de estrada tem uma história para contar. As curvas guardam um pedaço do passado do país, nos rastros do caminho dos tropeiros para a feira de Sorocaba/SP; conservam os vestígios jesuítas da “salgadeira”; podem ser tristes como o asfalto que até hoje não chegou. Elas também foram abrigo do peregrino João Maria de Agostini, responsável por mobilizar milhares de fiéis em busca de cura, cuja fé perdura até hoje com a romaria de Santo Antão. O distrito de Santo Antão é um espaço rico nas histórias, nas pessoas, no potencial turístico e em segredos que talvez nunca sejam descobertos.

São Valentim - Sinopse

Foi pelas rodas das carretas que passavam pela região que o desenvolvimento chegou a Santa Maria. Onde hoje se localiza a sede do distrito de São Valentim, carreteiros faziam paradas para descanso na sombra, davam água aos bois e seguiam viagem. Vindas principalmente de São Gabriel, Rosário do Sul e Alegrete, as carretas foram as responsáveis, durante muito tempo, pela manutenção do ciclo econômico do município. Este documentário traz recortes dessas histórias que começam por volta de 1900, com a construção da casa da “esquina dos Toniolo” – o famoso ponto de encontro dos carreteiros – e que até hoje são parte da memória dos moradores não querem perder suas raízes.

 

Por Pedro Piegas

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Gravação no distrito de São Valentim


O jornalismo e a capacidade de estranhamento


Trabalhar no campo do audiovisual não é uma tarefa fácil. A variedade de ferramentas narrativas e contra narrativas que temos é gigantesca e além das barreiras criativas e imposições externas podem influenciar no resultado final de uma produção. O Colóquio Narrativas Audiovisuais e Informação, que ocorreu na quinta-feira (11) no Theatro Treze de Maio, discutiu a pluralidade nas maneiras de se fazer audiovisual, tocando em pontos como a ascensão dos dispositivos móveis e a emergência de novas ferramentas para contar histórias em movimento.

 

Laura Capriglione, do Jornalistas Livres, falou sobre a necessidade do jornalista se inserir nos atos dos movimentos sociais e usou como exemplo sua cobertura feita durante as reintegrações de posse na capital paulista em 2013. A jornalista também enfatizou como a mídia tradicional pode operar de forma a criminalizar movimentos, apresentando as minorias como vilãs. Ela também comentou sobre a importância das redes sociais como novidade narrativa em meio à crise no jornalismo, pois graças a essas ferramentas, fatos que antes não  tinham voz, acabam ganhando espaço, como o caso Amarildo. As mídias alternativas, juntamente com as redes sociais e os dispositivos móveis, para ela, ampliam a variedade de narrativas e abrem espaços para pautas feministas, étnicas, de temas ligados à comunidade LGBT, entre outros, que são noticiados de forma mais humanizada.

 

Mesmo inserido dentro de um veículo de comunicação tradicional, o jornalista Marcelo Canellas deixou claro seu posicionamento dentro da emissora e falou que a censura faz parte da vida do jornalista, mas que é preciso aprender a defender e a trabalhar o viés que se acredita. Mas as dificuldades não estão só na redação, como em uma recente reportagem sobre Liliane, uma mulher que ficou quase dois anos afastada do filho pequeno, depois de uma denúncia falsa de maus-tratos, que após uma decisão da Justiça conseguiu recuperar parte da guarda do filho que é dividida com a família que acolheu a criança. Devido uma imposição judicial, a rede Globo foi proibida de exibir imagens da criança e da família adotiva. Para não perder o material, a opção foi trabalhar reelaborar a narrativa com ilustrações e recorrer à encenação para não derrubar a pauta. Canellas afirma que ter posição e não ter medo de dialogar com os editores-chefes é a melhor maneira para se iniciar as mudanças nas redações. Para ele, pautas sempre são a respeito da condição humana e sua relação com a desigualdade social, ainda tão intensa em nossa sociedade.

 

O colóquio contou ainda com a presença de Eliza Capai. Para a produção do documentário Tão Longe é Aqui, a jornalista itinerante visitou o município de Guaribas, no Piauí, que já foi o lugar com o segundo menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país, situação essa que, segundo ela, mudou após a implementação dos programas Bolsa Família e Fome Zero. Titulares do bolsa família, as sertanejas estão começando a transformar seus papéis na família e na sociedade do interior do Piauí e se libertando da servidão ao homem, milenar como a miséria. Inclusive, as novas gerações já passam a se mostrar contrárias às situações ao seu redor, como casar e viver para cuidar da casa. Durante sua estadia na região Nordeste, Eliza percebeu que mesmo em um lugar quase esquecido, onde assuntos relacionados a pauta feminista estão longe de ser algo em alta e o machismo ainda impera, a juventude vem se mostrando extremamente empoderada e pequenas ações como os benefícios sociais têm grande influência nessa oportunidade de independência das mulheres. São os estranhamentos culturais que movem muitas das produções da documentarista.

Por Valdemar Neto

Foto de Pedro Piegas

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Colóquios discutem jornalismo e audiovisual


Para comemorar os 21 anos da TV OVO neste mês, completos no próximo dia 12, organizamos uma programação que carrega os traços da nossa história, isto é, voltada para a cultura, para a comunicação, para o jornalismo e para a reflexão e o debate destes temas tão caros à sociedade. E, claro, essas atividades só são possíveis pela parceria com diversas entidades da cidade que constroem com a gente.

No dia 08 (segunda-feira), a programação traz o Colóquio Novas Formas de Fazer Jornalismo. Proposto por Marcelo Canellas, o debate contará com a presença da Cláudia Schulz, da Mídia Ninja, de Caio Cavechini, do Profissão Repórter e de Sérgio Lüdtke, do Interatores, escola de consultoria em mídias digitais de Porto Alegre. O colóquio será no Theatro Treze de Maio, às 20h30. A mediação é da professora Laura Storch do Departamento de Comunicação da UFSM. Para essa atividade, contamos com o apoio do Gabinete do Reitor da UFSM e da Chilli Produções. A entrada é gratuita e as senhas para estudantes e professores podem ser retiradas nas coordenações dos cursos de Jornalismo de Santa Maria e Região, e, para o público em geral, na bilheteria do teatro a partir do dia 02 de maio.

Já para dia 11 (quinta-feira), realizaremos o Colóquio Narrativas Audiovisuais e Informação, que contará coma presença do jornalista Marcelo Canellas, da documentarista Eliza Capai e da jornalista e fundadora da Rede de Jornalistas Livres, Laura Capriglione. O debate permeará questões acerca de como contar histórias e a relação com o Outro, pensando nas linguagens audiovisuais que perpassam a reportagem televisiva, vídeos informativos para internet e o documentário. A mediação será feita por Neli Mombelli, integrante da TV OVO e professora do curso de Jornalismo da Unifra. O colóquio será no Theatro Treze de Maio, às 20h30. A entrada é gratuita por meio da retirada de senhas a partir do dia 2 de maio. Estudantes e professores podem retirar nas coordenações dos cursos de Jornalismo de Santa Maria e Região, e o público em geral na bilheteria do teatro. A atividade será transmitida pelo Facebook da TV OVO. O colóquio integra o projeto Narrativas em Movimento 2017, tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e conta com apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM e do curso de Jornalismo da Unifra.

Ainda teremos lançamento de documentários nos dias 10 e 13, além de um workshop no dia 06. Confira a nossa programação e agende-se.

Dúvidas e/ou informações pelo e-mail tvovo@tvovo.org, pelo telefone 3026 3039 ou por mensagem inbox pela página da TV OVO no facebook.

Colóquio sobre Jornalismo realizado no ano passado no Narrativas em Movimento red


Cinema nos 110 anos da Vila Belga


A Vila Belga de Santa Maria completa 110 anos neste mês. A última casa do conjunto habitacional foi concluída em 13 de abril de 1907. Ao todo, são 84 residências. Entre as atividades em comemoração ao  aniversário, está a exibição de documentários que produzimos que passam pela história da Vila Belga, desde as construções e a sua ligação direta com a Gare da Estação e a ferrovia, além de ser um dos lugares referência para comercialização sustentável de artesanato, no Brique da Vila Belga.

 

A exibição será na quarta, dia 12/04, às 19 horas, em frente à Associação dos Moradores Ferroviários da Vila Belga. Entre os documentários exibidos estão os da série Cena Cultural, sendo um sobre o Artesanato (direção de William Boessio) e outro sobre  Memória e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Direção de Helena Moura e Laura Boessio).
 
O projeto Cena Cultural foi produzido em 2015 e 2016 com financiamento da Lic e abordou todos os segmentos culturais da cidade. A proposta produziu uma material rico e diversificado sobre o fazer artístico e suas múltiplas manifestações. Também integram a mostra produções do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que recupera e registra a memória santa-mariense.

 

Foto de Renan Mattos

 

vila belga

De olho na programação do Narrativas em Movimento 2017


O Narrativas em Movimento (Nem) retorna em 2017 cheio de coisas novas. A programação inicia em abril e se estenderá até outubro. Assim como no ano passado, traremos convidados para compartilhar experiências e teremos workshops para complementar os debates e abordar a formação . No ano passado, o Nem contou com a presença de convidados especiais nos colóquios com nomes como os jornalistas Andrea Dip. Moisés Mendes e Mauri König, o montador Giba Assis Brasil e o pesquisador Alexandre Barbalho. Sempre trazendo assuntos fundamentais no debate na área do audiovisual, da cultura e do jornalismo. E neste ano as coisas não serão diferentes!

Para começar, teremos o workshop produção  audiovisual com tecnologia mobile nos dias 26 e 27 de abril, com Leo Roat, na TV OVO. Para informações a respeito de vagas e inscrições, clique aqui.

No início de maio ocorrerá o primeiro colóquio da programação. O Narrativas Audiovisuais e Informação será no Theatro Treze de Maio, a partir das 20h. O debate permeará questões acerca de como contar histórias e  a relação com o Outro, pensando nas linguagens audiovisuais que perpassam a reportagem televisiva, vídeos informativos para internet e o documentário. Entre os convidados está Marcelo Canellas. Os demais nomes serão confirmados nos próximos dias. Aguarde!

Ainda em maio, teremos um workshop de fotografia para documentário jornalístico. Em junho as atividades continuam com um workshop de desenho de som para audiovisual. Para encerrar a programação, setembro trará o segundo colóquio sobre  produção audiovisual em série voltado tanto para internet quanto para televisão, seguido do workshop de criação de websérie. Ainda em setembro faremos uma oficina de realização audiovisual para jovens estudantes de escolas públicas.

O Nem é um projeto desenvolvido pela TV OVO com apoio da Lei de Incentivo a Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Mais informações sobre cada um dos eventos irão surgir daqui para frente. A TV OVO está trabalhando com dedicação e carinho na produção do Narrativas em Movimento para que o debate não pare. A única certeza é a de que não dá para perder!  Se você se interessou por alguma ou todas as atividades, acompanhe nossas postagens no site e na nossa página no Facebook.

 

Por Julia Machado

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2017 e mais projetos


Chegou o momento de quebrar a casca e contar quais serão os nossos filhotes em 2017 com apoio da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Em mais um ano de cultura e memória, desta vez o audiovisual tem como trilha sonora o rock’n roll. Os projetos xodós Por onde passa a memória da cidade e Narrativas em Movimento seguem conosco, com dois documentários de curta-metragem sobre Santa Flora e Palma, distritos de Santa Maria, e a realização de dois Colóquios sobre audiovisual que dão continuidade às discussões de 2016 – as temáticas envolvem a produção audiovisual de séries e seriados para exibição na web e em canais de televisão e o audiovisual aliado à informação. O Narrativas em Movimento também realizará quatro workshops na área e, sem perder o contato direto com a comunidade, terá uma oficina de audiovisual para jovens de escolas públicas pelo período de 10 semanas.

A novidade é o programa piloto do seriado Rock do K7, que numa mistura entre documentário e ficção, visa recuperar e ressignificar a cena roqueira de Santa Maria nos anos 80 e 90. Já avisamos que previmos apenas uma parte dos custos deste projeto pela LIC, então, parcerias serão muito bem-vindas.

Além disso, seremos parceiros no projeto apresentado por Denise Copetti, associada da TV OVO, que obteve aprovação do projeto Documentário FEICOOP: 25 anos de Cultura e Cooperativismo, uma produção audiovisual que busca mostrar a importância da Feira Internacional do Cooperativismo para o intercâmbio de expressões culturais em Santa Maria e para a cultura da economia solidária.

Valores aprovados que estamos captando:

  • Por Onde Passa a Memória da Cidade 2017 – R$ 44 mil
  • Narrativas em Movimento 2017 – R$ 35 mil
  • Rock do K7 – R$ 30 mil
  • Documentário Feicoop – R$ 25 mil

Readequamos os projetos, em função de cortes nos orçamentos, e iniciamos a captação de recursos de pessoas físicas e jurídicas. Se você quiser contribuir com a realização dessas e outras produções – é possível doar até 30% do seu IPTU, ISSQN ou ITVBI – basta colocar seus dados neste link e aguardar o nosso contato, nos ligar (55 3026 3039) ou enviar um “zapzap” (55 99104-9166).

Nós já estamos ansiosos para colocar todos esses projetos no caldo cultural de Santa Maria e ferver o cenário audiovisual da cidade, mas contamos com sua ajuda para que as produções possam ser realizadas na íntegra.

Por Manuela Fantinel

equipe 20 anos