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Quando o endereço está errado


Em reportagem publicada pelo Diário de Santa Maria, no dia 04 de julho, a respeito de imóveis abandonados na cidade, consta o sobrado onde fica a sede da TV OVO. A menção do endereço da casa (Rua Floriano Peixoto esquina com Ernesto Becker) e a inclusão da fotografia, na versão online, não é apenas injusta, mas é jornalisticamente errada. O local simboliza o oposto do abandono! É o resgate de um espaço que hoje está vivo, ocupado e pleno de atividades culturais que comprovam o contrário do que a reportagem quer mostrar. Inclusive há um projeto de restauro em andamento que o transformará em um centro cultural.

Na matéria, a galeria de fotos se chama “o endereço do abandono” e coloca todos os imóveis no mesmo patamar. Todos os 46 espaços listados são olhados como “pontos vulneráveis à ocupação por moradores de rua, usuários de drogas ilícitas e potenciais esconderijos para criminosos…”. Não há qualquer menção de que a casa da TV OVO não está abandonada, que é bem cuidada, possui câmeras de vigilância e cerca elétrica, apenas consta como “local fechado”.

A situação fica inaceitável porque a reportagem esteve na sede e conversou com dois integrantes da TV OVO que limpavam o espaço interno do sobrado para abrigar uma exposição de artes de um projeto da capital, que abriria naquele dia. A falta de apuração da matéria, que leva o leitor a entender que o espaço está abandonado, coloca todo o trabalho desenvolvido pela TV OVO em xeque e tem causado transtornos.

Ainda, é contraditório comparar a cobertura que o Diário de Santa Maria fez, no ano passado, sobre os projetos de restauração do sobrado e construção de um centro cultural para a cidade, e pouco mais de um ano o inclui na lista dos imóveis abandonados e com potencial perigo para a sociedade.

O fato é que a casa não está abandonada. Se a reportagem tivesse realmente apurado a informação enviada pela Brigada Militar ou, ainda, se a reportagem procurasse informações no próprio Diário de Santa Maria, saberia que desde 2012 a TV OVO ocupa o espaço, com todas os cuidados de segurança previstos na lei e não oferece nenhum risco para a população, muito pelo contrário!

SOBRADO-CASAROVO-04

Projeto Sobrado Centro Cultural


O audiovisual e a memória dos distritos: exibição dos documentários sobre Santo Antão e São Valentim


Após os lançamentos dos documentários sobre os distritos de São Valentim e Santo Antão na Feira do Livro, os distritos estão recebendo as sessões de exibição das obras.

Hoje, São Valentim vai poder acompanhar as histórias contadas pela nossa equipe no documentário sobre o distrito. A sessão será às 15 horas, na Escola Municipal José Paim de Oliveira.

Na última quarta-feira (31), foi apresentado o documentário na comunidade de Santo Antão. Cerca de 20 pessoas acompanharam as histórias sobre o monge heremita Giovanni Maria de Agostini, sobre a salgadeira na passagem dos jesuítas, os percalços com as condições estrada e o potencial turístico que o distrito possui para diversos esportes radicais. Após a sessão, os moradores puderam conversar com o diretor Marcos Borba sobre o processo de produção da obra.

A moradora de Santo Antão, Svami Palmeira Rezes, acompanhou atenta as imagens na tela e até se surpreendeu com algumas das histórias contadas sobre o distrito em que mora há mais de dez anos: “uma experiência muito boa, por que tem coisa que a gente nem sabia, tem coisas que foram novidade pra mim”, conta a professora aposentada.

Os dois documentários, produzidos durante 2016, integram o projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que iniciou em 2008, que registra e mantém viva as histórias que permeiam os distritos, bairros e ruas de Santa Maria. Além disso, é nosso compromisso levar o audiovisual até as comunidades para fomentar as produções e levar adiante o conhecimento sobre os locais por que passamos. O projeto tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e recebeu, em 2013, o Prêmio Ponto de Memória, do Instituto Brasileiro de Museus em reconhecimento ao trabalho que desenvolvemos.

São Valentim - Sinopse

Foi pelas rodas das carretas que passavam pela região que o desenvolvimento chegou a Santa Maria. Onde hoje se localiza a sede do distrito de São Valentim, carreteiros faziam paradas para descanso na sombra, davam água aos bois e seguiam viagem. Vindas principalmente de São Gabriel, Rosário do Sul e Alegrete, as carretas foram as responsáveis, durante muito tempo, pela manutenção do ciclo econômico do município. Este documentário traz recortes dessas histórias que começam por volta de 1900, com a construção da casa da “esquina dos Toniolo” – o famoso ponto de encontro dos carreteiros – e que até hoje são parte da memória dos moradores não querem perder suas raízes.

Texto e foto por Renan Mattos

santo antao foto renan

Exibição na Capela de Santo Antão, num dia de muita chuva e frio.


Programa Cena Cultural terá exibições na TV Câmara


Neste sábado (26), os episódios dos programas Cena Cultural, produzidos pela TV OVO, vão começar a ser transmitidos na programação da TV Câmara de Santa Maria, no canal 16 da NET. O projeto tem como intuito valorizar as manifestações culturais da cidade e reconhecer a importância da organização dos diferentes agentes culturais do município, de forma a contribuir significativamente para preservar a memória histórica, cultural e patrimonial de Santa Maria.

São dez programas que abordam os segmentos culturais definidos pelo Plano Municipal de Cultura, que serão transmitidos na seguinte ordem: Audiovisual, Cinema e Vídeo; Culturas Populares; Livro e Literatura; Teatro e Circo; Tradição e Folclore; Artesanato; Música; Artes Visuais; Dança; Patrimônio Histórico Artístico e Cultural. Cada episódio traz uma entrevista com um integrante do segmento para expandir a discussão da área.

Em junho, no dia 5, às 20h, vai ter exibição dos episódios do Cena Cultural na Escola Municipal de Artes Eduardo Trevisan (EMAET). O projeto Cena Cultural têm financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM).


Confira a programação na TV Câmara:
Programas inéditos –  Sábados, às 20h
Programas reprises – Domingo, às 20h; terças de noite, após a sessão plenária; quartas, às 11h30min
Sinopses dos episódios por ordem das exibições:


Audiovisual, Cinema e Vídeo

O sonho, a paixão, a dedicação e a batalha dos realizadores audiovisuais santa-marienses para fazer da cidade um polo audiovisual.
Culturas Populares
O viés de coletivos santa-marienses que mostra as expressões populares da cidade em atividades artísticas, educativas, culturais e sociais.
Livro e Literatura
O vídeo destaca a importância da Feira do Livro e conta com a presença de escritores que representam o cenário literário santa-mariense.
Teatro e Circo
A arte da representação acompanha Santa Maria desde que o primeiro apito do trem ecoou nos morros de seus arredores e hoje ela se reinventa em diversos grupos e atores teatrais da cidade.
Tradição e Folclore
Os costumes, os legados e as histórias que perduram entre as gerações. O episódio sobre tradição e folclore aborda a diversidade étnica e cultural em Santa Maria, onde os grupos seguem cultivando as suas raízes para manter viva a essência da cidade.
Artesanato
Seis personagens, que fazem do artesanato local parte importante de suas vidas, contam as diferentes relações que estabelecem com sua produção.
Música
A diversidade de sons e músicos compõe o cenário multifacetado da música em Santa Maria. Entre praças, escolas e ruas podemos ouvir algumas das expressões musicais características da cidade.
Artes Visuais
O processo de descoberta artística dentro da academia, a criatividade e expressão dos quadrinhos, a fotografia como forma de registro e a arte pulsante nas ruas. Esses são alguns pontos que foram abordados no episódio sobre artes visuais em Santa Maria.
Dança
O corpo em transformação, a elegância dos movimentos como uma forma de expressão e de contar uma história. O episódio de dança fala sobre os diferentes grupos e coletivos em Santa Maria que se unem nos ritmos e coreografias.
Patrimônio Histórico Artístico e Cultural
Santa Maria tem a sua história contada e guardada através dos prédios, dos documentos e de elementos culturais. O episódio nos leva a pensar sobre a memória e o patrimônio histórico, artístico e cultural da nossa cidade.

 

Por Pedro Piegas e Heitor Leal

CENA na camara


Exibição dos filmes sobre Santo Antão e São Valentim nas comunidades


Nos próximos dias a TV OVO vai exibir os documentários sobre os distritos de Santo Antão e de São Valentim nas respectivas comunidades. A exibição do filme sobre Santo Antão, que tem a direção de Marcos Borba, vai ser quarta-feira, dia 31 de maio, às 18h, no Salão da Capela de Santo Antão. Já o documentário sobre São Valentim, dirigido por Jaiana Garcia, terá o lançamento na comunidade na quinta-feira, 1º de junho, às 19h, no Salão da Igreja de São Valentim, na Colônia Toniolo. Haverá debate com a equipe de produção após a sessão.

Os dois filmes possuem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura (LIC/SM) e fazem parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que retrata pessoas, lugares, memórias, histórias de Santa Maria: uma terra multifacetada em sua constituição, com diferentes identidades e vocação para o transitório.

Santo Antão – Sinopse

O distrito de Santo Antão é um lugar, como disse um morador, onde cada curva de estrada tem uma história para contar. As curvas guardam um pedaço do passado do país, nos rastros do caminho dos tropeiros para a feira de Sorocaba/SP; conservam os vestígios jesuítas da “salgadeira”; podem ser tristes como o asfalto que até hoje não chegou. Elas também foram abrigo do peregrino João Maria de Agostini, responsável por mobilizar milhares de fiéis em busca de cura, cuja fé perdura até hoje com a romaria de Santo Antão. O distrito de Santo Antão é um espaço rico nas histórias, nas pessoas, no potencial turístico e em segredos que talvez nunca sejam descobertos.

São Valentim - Sinopse

Foi pelas rodas das carretas que passavam pela região que o desenvolvimento chegou a Santa Maria. Onde hoje se localiza a sede do distrito de São Valentim, carreteiros faziam paradas para descanso na sombra, davam água aos bois e seguiam viagem. Vindas principalmente de São Gabriel, Rosário do Sul e Alegrete, as carretas foram as responsáveis, durante muito tempo, pela manutenção do ciclo econômico do município. Este documentário traz recortes dessas histórias que começam por volta de 1900, com a construção da casa da “esquina dos Toniolo” – o famoso ponto de encontro dos carreteiros – e que até hoje são parte da memória dos moradores não querem perder suas raízes.

 

Por Pedro Piegas

são valentim

Gravação no distrito de São Valentim


O jornalismo e a capacidade de estranhamento


Trabalhar no campo do audiovisual não é uma tarefa fácil. A variedade de ferramentas narrativas e contra narrativas que temos é gigantesca e além das barreiras criativas e imposições externas podem influenciar no resultado final de uma produção. O Colóquio Narrativas Audiovisuais e Informação, que ocorreu na quinta-feira (11) no Theatro Treze de Maio, discutiu a pluralidade nas maneiras de se fazer audiovisual, tocando em pontos como a ascensão dos dispositivos móveis e a emergência de novas ferramentas para contar histórias em movimento.

 

Laura Capriglione, do Jornalistas Livres, falou sobre a necessidade do jornalista se inserir nos atos dos movimentos sociais e usou como exemplo sua cobertura feita durante as reintegrações de posse na capital paulista em 2013. A jornalista também enfatizou como a mídia tradicional pode operar de forma a criminalizar movimentos, apresentando as minorias como vilãs. Ela também comentou sobre a importância das redes sociais como novidade narrativa em meio à crise no jornalismo, pois graças a essas ferramentas, fatos que antes não  tinham voz, acabam ganhando espaço, como o caso Amarildo. As mídias alternativas, juntamente com as redes sociais e os dispositivos móveis, para ela, ampliam a variedade de narrativas e abrem espaços para pautas feministas, étnicas, de temas ligados à comunidade LGBT, entre outros, que são noticiados de forma mais humanizada.

 

Mesmo inserido dentro de um veículo de comunicação tradicional, o jornalista Marcelo Canellas deixou claro seu posicionamento dentro da emissora e falou que a censura faz parte da vida do jornalista, mas que é preciso aprender a defender e a trabalhar o viés que se acredita. Mas as dificuldades não estão só na redação, como em uma recente reportagem sobre Liliane, uma mulher que ficou quase dois anos afastada do filho pequeno, depois de uma denúncia falsa de maus-tratos, que após uma decisão da Justiça conseguiu recuperar parte da guarda do filho que é dividida com a família que acolheu a criança. Devido uma imposição judicial, a rede Globo foi proibida de exibir imagens da criança e da família adotiva. Para não perder o material, a opção foi trabalhar reelaborar a narrativa com ilustrações e recorrer à encenação para não derrubar a pauta. Canellas afirma que ter posição e não ter medo de dialogar com os editores-chefes é a melhor maneira para se iniciar as mudanças nas redações. Para ele, pautas sempre são a respeito da condição humana e sua relação com a desigualdade social, ainda tão intensa em nossa sociedade.

 

O colóquio contou ainda com a presença de Eliza Capai. Para a produção do documentário Tão Longe é Aqui, a jornalista itinerante visitou o município de Guaribas, no Piauí, que já foi o lugar com o segundo menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país, situação essa que, segundo ela, mudou após a implementação dos programas Bolsa Família e Fome Zero. Titulares do bolsa família, as sertanejas estão começando a transformar seus papéis na família e na sociedade do interior do Piauí e se libertando da servidão ao homem, milenar como a miséria. Inclusive, as novas gerações já passam a se mostrar contrárias às situações ao seu redor, como casar e viver para cuidar da casa. Durante sua estadia na região Nordeste, Eliza percebeu que mesmo em um lugar quase esquecido, onde assuntos relacionados a pauta feminista estão longe de ser algo em alta e o machismo ainda impera, a juventude vem se mostrando extremamente empoderada e pequenas ações como os benefícios sociais têm grande influência nessa oportunidade de independência das mulheres. São os estranhamentos culturais que movem muitas das produções da documentarista.

Por Valdemar Neto

Foto de Pedro Piegas

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Colóquios discutem jornalismo e audiovisual


Para comemorar os 21 anos da TV OVO neste mês, completos no próximo dia 12, organizamos uma programação que carrega os traços da nossa história, isto é, voltada para a cultura, para a comunicação, para o jornalismo e para a reflexão e o debate destes temas tão caros à sociedade. E, claro, essas atividades só são possíveis pela parceria com diversas entidades da cidade que constroem com a gente.

No dia 08 (segunda-feira), a programação traz o Colóquio Novas Formas de Fazer Jornalismo. Proposto por Marcelo Canellas, o debate contará com a presença da Cláudia Schulz, da Mídia Ninja, de Caio Cavechini, do Profissão Repórter e de Sérgio Lüdtke, do Interatores, escola de consultoria em mídias digitais de Porto Alegre. O colóquio será no Theatro Treze de Maio, às 20h30. A mediação é da professora Laura Storch do Departamento de Comunicação da UFSM. Para essa atividade, contamos com o apoio do Gabinete do Reitor da UFSM e da Chilli Produções. A entrada é gratuita e as senhas para estudantes e professores podem ser retiradas nas coordenações dos cursos de Jornalismo de Santa Maria e Região, e, para o público em geral, na bilheteria do teatro a partir do dia 02 de maio.

Já para dia 11 (quinta-feira), realizaremos o Colóquio Narrativas Audiovisuais e Informação, que contará coma presença do jornalista Marcelo Canellas, da documentarista Eliza Capai e da jornalista e fundadora da Rede de Jornalistas Livres, Laura Capriglione. O debate permeará questões acerca de como contar histórias e a relação com o Outro, pensando nas linguagens audiovisuais que perpassam a reportagem televisiva, vídeos informativos para internet e o documentário. A mediação será feita por Neli Mombelli, integrante da TV OVO e professora do curso de Jornalismo da Unifra. O colóquio será no Theatro Treze de Maio, às 20h30. A entrada é gratuita por meio da retirada de senhas a partir do dia 2 de maio. Estudantes e professores podem retirar nas coordenações dos cursos de Jornalismo de Santa Maria e Região, e o público em geral na bilheteria do teatro. A atividade será transmitida pelo Facebook da TV OVO. O colóquio integra o projeto Narrativas em Movimento 2017, tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e conta com apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM e do curso de Jornalismo da Unifra.

Ainda teremos lançamento de documentários nos dias 10 e 13, além de um workshop no dia 06. Confira a nossa programação e agende-se.

Dúvidas e/ou informações pelo e-mail tvovo@tvovo.org, pelo telefone 3026 3039 ou por mensagem inbox pela página da TV OVO no facebook.

Colóquio sobre Jornalismo realizado no ano passado no Narrativas em Movimento red