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Luz, câmera e apostilas na mão


O mês de agosto foi agitado na TV OVO. Dentre workshops, lançamento do Cronicaria e oficinas e sessões de cinema no Noroeste gaúcho, também  começamos os encontros da oficina de produção audiovisual para alunos de escolas públicas de Santa Maria.

As atividades iniciaram na segunda-feira, 14, no Sobrado centro Cultural, com alunos que frequentam o 8° e 9° ano e o EJA do ensino fundamental, e 1º ano de ensino médio, que participaram das atividades de integração e apresentação do formato da oficina. Os estudantes são das escolas Hylda Vasconcellos, João da Maia Braga, Alfredo Winderlich, Dom Luiz Victor Sartori, Duque de Caxias, Adelmo Simas Genro e Walter Jobim.

O contato dos alunos, que tem idade entre 15 e 40 anos, com o “estranho mundo dos seres audiovisuais” segue até outubro. Cada grupo vai passar por quatro etapas dentro da produção audiovisual, tendo contato com as teorias de criação, linguagem, edição, produção e gravação de um produto. A proposta é a de que os participantes saiam com mais do que uma ideia na cabeça e uma câmera na mão: buscamos estimular um pensamento audiovisual e que todos saiam habilitados a compartilhar e a conduzir os conhecimentos em núcleos de suas escolas e ou comunidades.

A iniciativa integra o projeto Narrativas em Movimento 2017 desenvolvido pela TV OVO com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura.

Por Renan Mattos
Foto de Camila Lourenci

oficina


Leia Cronicaria e contribua para que as publicações não parem


Certamente se você está atento às nossas redes, já percebeu que nossas quartas e sábados estão mais literários. Sim, o Cronicaria é um projeto em que buscamos, através das palavras, falar sobre Santa Maria a partir dos olhares e percepções de Manuela Fantinel e de Marcelo Canellas.

As crônicas produzidas pelos dois santa-marienses já podem ser lidas no site do Cronicaria. As publicações iniciaram no dia 16 de agosto. O projeto deve seguir até dia 30 de dezembro. Nesse período de quatro meses e meio, serão publicadas 40 crônicas. Mas para isso precisamos captar  recursos para chegar aos 100% da nossa meta (R$ 12 mil). No momento, estamos nos 67% (R$8.080,00), o que viabiliza o projeto até meados de outubro.

Se você ainda não contribuiu para o Cronicaria, calma que ainda dá tempo. Estamos recebendo apoio pela plataforma do Catarse. Acesse e contribua com essa ideia. Jaiana Garcia é uma das apoiadoras que tem acompanhado fielmente as crônicas e conta que está adorando o projeto. Para ela, a crônica é “uma ferramenta ótima de incentivo à cultura, para novos escritores e de incentivo ao hábito da leitura, ainda mais ao falar sobre nossa cidade e nosso cotidiano”. Também temos acompanhado comentários no site do Cronicaria e nas redes sociais, além de e-mail que recebemos, que demonstram o quanto os textos do projeto estão tocando as pessoas.

Há recompensas para os apoiadores. Por exemplo, quem doar R$100,00 pode sugerir o tema de uma crônica. Já temos duas crônicas que foram escritas a partir de sugestões. Uma delas versa sobre  o amor: os seus encontros, os desencontros e os reencontros, escrita por Marcelo; e a outra trata da questão cultural no Brasil, a partir dos ritmos musicais, pelo viés da Manu.

Apoie e receba doses homeopáticas de reflexões narrativas cotidianas. Contamos com a sua colaboração. E não esqueça, todas as quartas e sábados, novas publicações acalentam nossos corações.

Por Helena Moura

PORCENTAGENS


Workshop sobre o som no audiovisual?! Tivemos!


Nos dias 12 e 19 de agosto, realizamos o workshop “o som no audiovisual” no Sobrado Centro Cultural. Ministrado pelo músico e compositor Márcio Echeverria Gomes, a oficina tratou sobre os diferentes contextos em que o som se insere nas produções, mostrando que é preciso ter planejamento e muito zelo aos detalhes para alcançar um resultado sonoro de qualidade.

Na oficina foi possível aprender sobre detalhes teóricos, os equipamentos empregados na captação do som direto, os softwares utilizados para tratamento e mixagem, o poder da trilha sonora como fio condutor da narrativa, entre outras técnicas. O espectador muitas vezes não consegue perceber a complexidade e os pormenores que envolvem o desenho de som. Eventos como o workshop são uma grande oportunidade de ter contato e dialogar com profissionais que trabalham com audiovisual, além de adquirir novos conhecimentos para qualificação.

Márcio Echeverria incentiva a todos a “colocarem a mão na massa” como melhor método de aprendizado.  Pensando nisso, houveram exercícios práticos de foley, em que os participantes deveriam criar efeitos sonoros para um vídeo de animação. Coletivamente, foram gravados sons utilizando objetos que estavam nas redondezas e que os participantes avaliaram oportunos para a tarefa.  Na segunda etapa, depois da gravação, eles deveriam, com auxílio do software que desejassem, sincronizar os efeitos sonoros com o vídeo.

O workshop “O som no audiovisual” foi mais uma atividade do projeto Narrativas em Movimento 2017, que conta com o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria. Fique ligado em nosso site e redes sociais para as próximas oficinas!

Por Alan Orlando
Foto de Heitor Leal

som no audiovisual


Inscreva-se no workshop “o som no audiovisual”


Tão importante quanto as imagens, o som exerce um papel fundamental no audiovisual. Afinal, como a própria palavra indica, é a junção de imagens em movimento com o som que resulta em um produto audiovisual.

O som no audiovisual envolve uma série de elementos que vão desde diálogos à trilha sonora, passando pelo som ambiente e efeitos sonoros. Desenho de som, tratamento de áudio na pós-produção audiovisual e mixagem e masterização são conceitos necessários para trabalhar em uma obra audiovisual de qualidade.

Para quem gosta desse assunto aí vai uma boa notícia, nos dias 12 e 19 de agosto, realizaremos, no Sobrado Centro Cultural, o workshop O som no audiovisual. Serão duas tardes dedicadas à reflexão e à prática desse elemento audiovisual por vezes pouco explorado.

O workshop, com 15 vagas, será ministrado por Márcio Echeverria Gomes, nosso parceiro, responsável pelo desenho de som de algumas de nossas obras. Para quem se interessa pelo tema e quer aprofundar os conhecimentos em áudio voltado ao audiovisual pode fazer a sua inscrição no workshop até o dia 10 de agosto neste link.

O pagamento da taxa deve ser feito pessoalmente na sede da TV OVO, rua Floriano Peixoto, 267, das 14h30min às 18h. Em caso de dúvidas ou incompatibilidade de horário, nos envie um e-mail (tvovo@tvovo.org), nos ligue (3026 3039) ou entre contato inbox no Facebook (tvovosm). A vaga será confirmada mediante o pagamento até dia 10 de agosto.

 

O quê: Workshop O som no audiovisual
Quando: dias 12 e 19 de agosto, das 14h às 18h.
Local: Sobrado Centro Cultural. Rua Floriano Peixoto, 267.
Quanto: R$ 60 inteira. R$ 30 meia (estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos carentes – mediante apresentação de documento comprobatório)

Conteúdo programático
- Som direto;
- Análise sonora audiovisual;
- Desenho de som;
- Tratamento de áudio na pós-produção audiovisual;
- Mixagem e masterização final.

 

O Workshop O som no audiovisual faz parte do Projeto Narrativas em Movimento 2017 e conta com o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Por Heitor Leal

Márcio fez a captação de som direto no curta-metragem Poeira.

Márcio fez a captação de som direto no curta-metragem Poeira. Fotografia de Fernando Krum.


Sobre mim, sobre você e sobre ela


Para comemorar os 26% atingidos até o momento do financiamento coletivo para o Cronicaria (Acesse e doe em: catarse.me/cronicariatvovo), a Manuela escreveu uma crônica. Uma crônica sobre a crônica, para dar gostinho do que será o Cronicaria. A gente agradece de coração as contribuições e seguimos em campanha até o dia 08 de agosto. Em tempo, Cronicaria é um projeto que depende de você e é para você: são crônicas de Manuela Fantinel e Marcelo Canellas que serão publicadas entre agosto e dezembro, nas quartas-feiras e sábados. 

Sobre mim, sobre você e sobre ela

Eu queria tocar a campainha do céu. Você, na ponta dos pés, abriria a porta. Talvez estivesse só de fraldas e pés descalços. Uma possível meleca no nariz. Eu tentaria pegar você no colo. Assustada, fugiria de mim. Arriscaria uma brincadeira – ou cócegas, no auge do meu desespero – e você ia achar graça. Porque as crianças acham graça! Ou não. Você já passou por tantas coisas que talvez não ache o mundo um lugar engraçado ou gracioso. E a verdade é que ele costuma não ser – o que me entristece é que você, tão nova, já tenha descoberto isso. Na última terça-feira, 11 de julho, uma criança de três anos perdeu a vida em Santa Maria. Ela foi vítima de violência doméstica. Os agressores? A mãe e o padrasto.

Algumas histórias não são boas de serem contadas ou agradáveis de serem ouvidas. A televisão nos mostra e, na hora do almoço, ninguém quer falar sobre o assunto. O único comentário que costuma rolar é um “têm coisas que não dá para acreditar, né?”. Não dá para acreditar e, então, não acreditamos… E seguimos como se isso não fosse real – a vida precisa seguir, afinal. Escolhemos nos proteger (por covardia) e praticar a aceitação (e o egoísmo). Vira banalidade. Mas aí eu me lembro da minha afilhada de quatro anos, tão inteligente, incrível e “cheia de graça”, e entendo que a humanidade não falhou em sua capacidade de amar, mas na má distribuição do amor. E do dinheiro. E da educação. E da comida. E de tudo que se propôs a fazer.

Nós não temos o dom da empatia, o dom do amor ou o da compaixão. O que temos, na verdade, é o dom de desenvolvermos os melhores e os piores sentimentos do mundo – o que é tão encantador quanto, mas exige um pouco mais de nós. A crônica, como uma mágica, chega ao mundo para nos despertar e nos educar para essas emoções. Porque eu não escrevo fantasias, roteiros hollywoodianos ou histórias para dormir. Eu escrevo sobre mim, sobre você e sobre ela. As histórias que ninguém quer ler, mas que todos torcem para que sejam escritas. Se a crônica é sobre nós, ela não é apenas sobre a vida. Ela também é sobre a morte. É sobre tudo, ou sobretudo, no que está entre. Crônica é sobre o choro e o riso – às vezes, no mesmo texto -, como a vida é – às vezes, na mesma hora.

Se a crônica fosse alguma parte do ser humano, seria a pele. Não adianta ignorar – fechar os olhos ou os ouvidos -, quando algo te corta, vai doer. Quando algo te arrepia, é impossível evitar: vai arrepiar. A crônica não é a televisão e os seus olhos, não é o rádio e os seus ouvidos – e não é melhor que nenhuma delas -, é apenas o que há de mais animal em nós. É a reflexão marginal. A consideração sobre os nossos acertos e fracassos – esses que grande parte da humanidade evita pensar. É. Talvez cronicar seja um respiro de autoconhecimento e, por isso, de esperança. Alguém precisa deixar registrado que, apesar dos romances encomendados e das ficções que enchem as salas de cinema, a realidade continua extraordinária!

Dessa Terra, no fim, a gente só leva a meleca do nariz – uma semelhante a que a criança a qual foi tirada a graça teria se abrisse a porta para mim, e essa mesma que a minha afilhada, tão amada, também tem. E isso é importante que a gente nunca esqueça: o mundo gosta muito de apontar as nossas diferenças (religiosas, culturais, ideológicas). É o que dá ibope. Mas contar as histórias do cotidiano é uma oportunidade de mostrar que as nossas semelhanças são muito maiores que as discordâncias. Porque se você olha para o lado e não consegue ver o outro, aqui você vai ver o outro olhando para você – e isso vai te cortar a pele, se for preciso; ou arrepiar, se nós tivermos alguma sorte. Quem lê sobre a realidade de quem está distante não corre o risco de achar que a vida é pequena. Ela é grande – nem sempre longa, nem sempre graciosa, mas sempre grande, como só um amontoado de palavras poderia ser.

nuvem



Já conhece o Cronicaria?

Cronicaria são crônicas sobre e de Santa Maria a partir do olhar de Marcelo Canellas e Manuela Fantinel. É o olhar santa-mariense sobre o mundo para além dos morros que nos cercam. Um olhar “flaneur”, livre, de quem se acostumou a subir e descer as lombas de uma cidade ondulada.

O projeto se materializa numa publicação semanal de crônicas em uma página online lincada ao site da TV OVO entre 16 de agosto e 30 de dezembro de 2017, num total de 40 crônicas. As quartas-feiras serão da Manuela: o sentimento do mundo, o ímpeto dos sonhos que movem os jovens, os temas que mobilizam discussões atuais, ideias que lembram que o mundo é muito grande para se pensar pequeno. Os sábados serão de Marcelo: histórias que envolvem, memórias que irrompem e questões que, por vezes, alfinetam.

Já viu as recompensas do Cronicaria?

A gente te conta!

GOSTO DE CRÔNICAS: Para R$10 ou mais, tenha teu nome na aba “apoiadores” do projeto.

GOSTO MUITO DE CRÔNICAS: Para R$20 ou mais, além do nome como apoiador, receba 4 crônicas diagramadas prontas para impressão.

AMO CRÔNICAS E POSTAIS: Para R$50 ou mais, além dos itens anteriores, receba um cartão postal com uma ilustração de Elias Monteiro, criada a partir de uma crônica da Manuela Mezomo Fantinel.

BOM MESMO É SUGERIR TEMA DE CRÔNICAS: Para R$100 ou mais, além do nome como apoiador, receba um cartão postal com uma ilustração de Elias Monteiro criada a partir de uma crônica do Marcelo Canellas e sugira um tema de crônica.

EU QUERO É ESCREVER CRÔNICAS: Para R$300 ou mais, além de constar como apoiador da iniciativa, tu poderás fazer um workshop de criação de crônicas com Marcelo Canellas.

As doações  podem ser feitas por cartão ou gerando boleto via a plataforma do Catarse, um site que hospeda projetos de financiamento coletivo. Acesse o link e contribua com essa ideia.

catarse.me/cronicariatvovo

CRONICARIA-site