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Vagas para participar da TV OVO no segundo semestre de 2018


Tu estás a procura de estágio ou trabalho voluntário na comunicação ou área afim?! Aqui na TV OVO estamos de portas abertas para quem tem interesse de integrar nossa equipe, basta ter três turnos livres, preferencialmente à tarde.
Para este semestre, são cinco vagas, sendo 2 para voluntários que sejam alunos de escolas públicas e estejam matriculados no 9º ano do Ensino Fundamental ou no Ensino Médio, e 3 vagas para estágio curricular e/ou voluntários que estejam na graduação. Vale ressaltar que os universitários que procuram por estágio serão direcionados para as atividades de assessoria de comunicação da TV OVO. As atividades podem ser registradas como estágio curricular ou ACC/ACG para alunos de graduação, conforme regulamento de curso ao qual o estudante está vinculado.
Se tu tens interesse, podes te inscrever neste formulário até domingo, 12/08.  Na segunda-feira, 13/08, entraremos em contato para agendar uma entrevista, que será realizada entre os dias 15 e 17/08 (quarta a sexta).

Te esperamos!!


O exercício do olhar audiovisual


Muitas vezes, a rotina agitada com tarefas a cumprir e a pressa em terminá-las impede que reparemos em coisas simples. Uma arte na rua, o andamento da construção de um prédio, as coisas passam despercebidas. Para instigar estas percepções, a TV OVO levou a oficina Olhares da Comunidade para a Escola Major Tancredo Penna de Moraes, no distrito de Palma.

A atividade foi desenvolvida na terça, 24/04, e hoje, 26/04, com alunos do 6º, 8º e 9º ano, totalizando 12 horas. Heitor Leal, um dos oficineiros, explica que a oficina traz uma proposta diferente do que a TV OVO vinha fazendo até então. A equipe propõe atividades práticas com os alunos para que, a partir delas, sejam discutidas questões ligadas ao fazer audiovisual, compartilhando conhecimentos que são importantes para a produção de conteúdos neste gênero. Dessa forma, a teoria estará inserida nos debates entre estudantes e oficineiros durante as atividades.

A ideia é que a partir disso, os alunos reflitam sobre o lugar onde vivem e como isso carrega marcas na formação de cada um. Heitor diz que que a proposta se constrói muito a partir do que os estudantes trazem e que o papel dos oficineiros é mediar essa reflexão e promover troca de saberes.

A oficina faz parte do projeto Olhares da Comunidade 2018 e que tem o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (Lic/SM).

Por Larissa Essi
Foto Alan Orlando


Nem só de livro vive a Feira, também tem documentário


A praça Saldanha Marinho ganha um palco cheio de atrações culturais durante a Feira do Livro que inicia neste sábado, 28, e nós vamos estar nele dia 02/05, quarta-feira, às 19h, no Livro Livre, para exibir o documentário Palma, o 8° Distrito. O documentário, que foi produzido em 2017 e tem direção de Denise Copetti, faz um mosaico com quinze entrevistas de moradores do distrito, que através das lembranças que compartilham conosco, recontam a história das diversas localidades que compõem Palma. No filme, destaca-se a noção de comunidade, que se pauta pela união e alegria das pessoas em trabalhar pelo bem comum.

Após a exibição do documentário, haverá um debate sobre a produção e sobre a importância do registro da memória das comunidades do interior. Palma, o 8° Distrito faz parte do projeto Por onde passa a memória da cidade, que desenvolve produções sobre histórias, pessoas e lugares de Santa Maria com financiamento da Lei de Incentivo á Cultura.

Além de Palma, em 2017 também produzimos um documentário sobre o distrito de Santa Flora, a antiga colônia Vacacaí. Na voz de seus habitantes, o filme mostra a luta e a esperança de seu povo em manter viva a sua história. Em função do tempo de programação do Livro Livre, o filme Santa Flora não será exibido na praça, mas em breve haverá uma sessão no distrito.

Além da exibição do documentário sobre Palma, no dia 02 de maio, também teremos outras atividades durante a Feira do Livro. Confere a nossa programação:

02/05 – Quarta-feira, 19h
Exibição do documentário Palma, o 8° Distrito e debate.

05/05 – Sábado, 17h
Lançamento do livro Cronicaria com a presença de Manuela Fantinel e Marcelo Canellas na sessão de autógrafos

12/05 – Sábado, 19h
Lançamento do episódio piloto do projeto Rock do K7 e debate sobre a memória do rock de Santa Maria

Palma, o 8° Distrito

Sinopse: Uma equipe em busca de histórias. Uma comunidade e a construção de um distrito. Palma, o 8º distrito de Santa Maria, é um dos últimos a ser criado, porém, sua história remonta aos tempos antigos: dos imigrantes italianos, das grandes fazendas, dos escravos, e, antes desses, dos indígenas. São histórias de outras épocas que, às margens da RSC-287, dão forma aos tempos atuais, visíveis na sua gente, nos costumes, nas crenças, nas memórias e na esperança que alimenta o futuro.

Leia mais sobre o documentário

Por Larissa Essi
Foto de Renan Mattos

Seu João Lima, em entrevista para o documentário sobre o distrito de Palma.


Maratona cultural e artística no Noroeste do Estado


A TV OVO viajou para Três de Maio, Independência e Alegria junto com a equipe de artistas da Mostra Cultural Olhares para espalhar um pouco mais de arte e cultura na região noroeste do Estado. Em cada uma das cidades era visível o entusiasmo dos alunos em aprender e ver algo novo, como, por exemplo, na oficina de audiovisual, em que muitos participantes manusearam câmeras pela primeira vez  e, posteriormente, puderam ver o resultado final nos vídeos já prontos.

“A partir das oficinas desperta essa vontade de conhecer mais e instiga a fazer outras coisas, colocar a sua visão de mundo. Então foi uma forma de semear um pouco de arte.”, entende Denise Copetti, atriz e produtora da Mostra. Ela, que tem familiares em Alegria e passou sua infância e adolescência nas cidades por onde circulou o projeto, explica que a ideia era a de levar artistas para lugares que não recebem muitas atrações culturais com o intuito de criar novas plateias e incentivar o gosto das crianças pela arte e cultura. “Como eu conheço a região, como eu vivi bastante tempo lá, eu sei que tem essas carências apesar da produção local”.

Teve nas três cidades, em três dias de programação, uma verdadeira maratona cultural e artística: oficinas de audiovisual, danças tradicionais, teatro, música para educadores, sessões de cinema, cortejo cultural, o espetáculo Um Kombão de Histórias, o musical Pandorga da Lua  e o show Gaúcho Brasileiro. A Mostra ocorreu entre os dias 23, 24 e 25 de agosto, sendo um dia em cada cidade e reunindo uma equipe de 19 santa-marienses (alguns de nascimento, outros de coração, já que alguns são de outras cidades, assim como a Denise).

Como fiz o registro fotográfico da viagem e ficava atento aos comentários dos participantes, escutei, antes de começar o espetáculo Um Kombão de Histórias, em Alegria, as crianças comentando que nunca tinham visto a praça da cidade tão cheia e que no futuro pretendem fazer mais atividades no local. Após a sessão de cinema em Três de Maio, que reuniu alunos do Ensino Médio de diferentes escolas  do município, o professor Miguelângelo Corteze, salientou a importância dos colégios da cidade se unirem para fazer mais atividades em conjunto. “A gente estuda na mesma cidade, mas são poucos os momentos de encontro dos estudantes que este evento proporcionou, e a gente imagina que isso é uma semente que vai estimular as associações estudantis a se organizar para melhorar a nossa cidade”, refletiu ele.

O professor elogiou o trabalho da Mostra e diz que percebeu os estudantes e a própria Denise bem emocionados após a sessão de cinema, pois muitos se identificaram com os filmes exibidos. “Como é bonito a gente estudar e participar de uma atividade que mostra a nossa cultura, o nosso povo, a nossa forma de viver. Como diz aquela frase ‘para ser universal, basta voltar para seu o quintal’. Eu acho que essa frase resume o trabalho do grupo”, declara Miguelângelo. Os filmes exibidos foram Violeta, produção dos acadêmicos do curso de Jornalismo da Unifra que aborda a violência contra a mulher; Frequências do Interior, produzido pela TV OVO e que trata da relação das pessoas do interior com o rádio e também fala a respeito de amor, companhia e solidão; e  o curta de animação, Leonel Pé-De-Vento, com direção de Jair Giacomini, que fala da importância das amizades e da convivência com as diferenças.

A TV OVO está em fase de produção de um documentário sobre esses três dias de atividades. O financiamento da Mostra Cultural Olhares é do Fundo de Apoio à Cultura FAC RS – Edital Pró-Cultura RS FAC Regional. A realização foi a cargo de De Copetti Produções.

Texto e foto por Pedro Piegas

Olhares

 

 


Aperta o play, 2017!


Em 2016 nós rebobinamos as fitas. A comemoração dos 20 anos da TV OVO nos trouxe a oportunidade de rever e recontar a nossa própria história – logo nós, entusiastas da história do outro. Direcionar luzes e câmeras para nós mesmos só nos mostra que estamos refletindo exatamente o que não exatamente planejamos duas décadas atrás, mas que acreditávamos: a comunidade. Em vídeo, nosso precursor Paulo Tavares explica que a TV OVO nada mais é do que “suor, lágrimas e sorrisos”.

O ano de 2016 nos mostrou que “suor, lágrimas e sorrisos” (necessariamente nesta ordem) contam não só a história da TV OVO, mas a história do mundo, que é feito de pessoas. Talvez seja assim que as coisas funcionam. Foram anos de suor – e, se tivermos sorte, ele segue conosco enquanto estivermos aqui. Depois de tantas lágrimas, hoje a TV OVO é só sorrisos, pois sonhamos com a restauração do nosso casarão e futuro Sobrado Centro Cultural. Eu, Manu, também fiz 20 anos em 2016. Acredito que eu e a TV OVO estamos em uma fase muito similar de nossas vidas: apesar de todas as dúvidas, já somos grandes o bastante para ter certeza de que queremos ser a melhor versão de nós mesmos. A gente já não se cobra tanto e nem quer conquistar o mundo, mas se os pés no chão são um presente da idade, a capacidade de sonhar continua sendo a nossa maior e melhor qualidade.

Fitas rebobinadas… É hora de apertar o play. A trilha sonora de 2016 não foi de paz e amor, mas não importa o quão ruim uma música seja: vai terminar em poucos minutos. Ufa! Nessa sequência aleatória da qual não temos controle, respiramos fundo e acreditamos que a próxima canção sempre vai ser melhor que a atual. Suor, lágrimas e sorrisos. Suor, lágrimas e sorrisos. Suor, lágrimas e sorrisos. Quem sabe o mundo não pula da era das lágrimas para a era dos sorrisos no próximo dia 1°?

Seja bem-vindo, 2017! E que a nossa missão não seja só a de registrar histórias de dor ou de luta. Neste fim de ano, queremos usar a metáfora do registro audiovisual para lembrá-los de duas coisas:

– Tanto as histórias boas quanto as ruins, em algum momento, acabam, o que permanece é a memória.

– É preciso registrar ambas e não se esquecer de revê-las, porque é olhando para a nossa história que lembramos quem somos e para onde vamos.

Está difícil acreditar na humanidade e no seu poder de transformação? Dá uma olhada nas nossas produções, temos certeza que será fácil encontrar relatos que inspiram.

Obrigada a todos que participaram e prestigiaram os nossos 20 anos! Voltamos à programação normal: nós somos melhores atrás das câmeras, porque o mundo está cheio de histórias chamando por nós.

Paz, audiovisual e boas memórias! Seguimos!

Por Manuela Fantinel

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