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Ferramentas tecnológicas para um novo jornalismo


No último dia oito de maio, o Theatro Treze de Maio recebeu o primeiro debate deste ano em comemoração aos 21 anos da TV OVO, o Colóquio Novas Formas de Fazer Jornalismo que apontou a pluralidade das maneiras de se fazer jornalismo atualmente, além das transformações mais evidentes na profissão.

 
Como midiativista, Claudia Schulz, da Mídia Ninja, enfatizou o pensamento de que o coletivo não se enquadra no conceito de mídia alternativa nem mídia de massa, mas sim se posicionam como “massas de mídia” – que seriam as pessoas atuando como a mídia – pois trabalham coletivamente, e não necessariamente de forma jornalística, dando visibilidade às lutas que os grandes veículos normalmente ignoram, o nomeado “Brasil Profundo”. Alem de dar voz às minorias, o coletivo mesmo abertamente com posições de esquerda, visa o equilíbrio das coberturas.

 
Além de falar um pouco sobre o mercado editorial, Sergio Lüdtke, jornalista fundador da Interatores que é especializada em mídias digitais, comentou sobre a desinformação gerada pelas notícias falsas que circulam nas redes sociais e como a chegada das empresas de fact checking no Brasil podem ajudar a controlar esse problema, apesar das barreiras de privacidade impostas pelas grandes corporações como o Facebook ou o Whatsapp. Com foco nas redações, Lüdtke enfatizou a maneira como o jornalismo muda suas exigências, mas nas bases se mantêm a mesma, deixando clara a forma como os jornalistas são avessos a testes.

 
Com a experiência de uma grande emissora, como a Rede Globo, Caio Cavechini, que também integra a Ong Repórter Brasil, compartilha da necessidade de se fazer um jornalismo com equidade e transformador para a população, e demonstrou, a partir das suas produções, como a inserção do jornalista no meio das ações populares ajuda nessa construção. Mesmo com a variedade de novas ferramentas e plataformas digitais, Cavechini foi questionado sobre a precarização e o acúmulo de funções nas redações. Apesar de concordar, ele acredita que há falta de mão de obra e que também há jornalistas  a forma como o jornalistas que preferem executar mais de uma função, e que isso deve ser levado em consideração.

 
Seja a mídia independente (embora esse tema tenha sido questionado, sem um resposta) ou de massa; jornal, agência de notícia, blog, sites especializados, canais de TV ou YouTube, emissoras ou radiosweb o jornalismo passa por mudanças estruturais claras, porém, suas bases (forma de apuração, checagem dos fatos, trabalho de campo) ainda devem se manter, independentemente das ferramentas tecnológicas.

 

Por Valdemar Neto

Foto por Pedro Piegas

Colóquio_novas formas de fazer jornalismo


Colóquios discutem jornalismo e audiovisual


Para comemorar os 21 anos da TV OVO neste mês, completos no próximo dia 12, organizamos uma programação que carrega os traços da nossa história, isto é, voltada para a cultura, para a comunicação, para o jornalismo e para a reflexão e o debate destes temas tão caros à sociedade. E, claro, essas atividades só são possíveis pela parceria com diversas entidades da cidade que constroem com a gente.

No dia 08 (segunda-feira), a programação traz o Colóquio Novas Formas de Fazer Jornalismo. Proposto por Marcelo Canellas, o debate contará com a presença da Cláudia Schulz, da Mídia Ninja, de Caio Cavechini, do Profissão Repórter e de Sérgio Lüdtke, do Interatores, escola de consultoria em mídias digitais de Porto Alegre. O colóquio será no Theatro Treze de Maio, às 20h30. A mediação é da professora Laura Storch do Departamento de Comunicação da UFSM. Para essa atividade, contamos com o apoio do Gabinete do Reitor da UFSM e da Chilli Produções. A entrada é gratuita e as senhas para estudantes e professores podem ser retiradas nas coordenações dos cursos de Jornalismo de Santa Maria e Região, e, para o público em geral, na bilheteria do teatro a partir do dia 02 de maio.

Já para dia 11 (quinta-feira), realizaremos o Colóquio Narrativas Audiovisuais e Informação, que contará coma presença do jornalista Marcelo Canellas, da documentarista Eliza Capai e da jornalista e fundadora da Rede de Jornalistas Livres, Laura Capriglione. O debate permeará questões acerca de como contar histórias e a relação com o Outro, pensando nas linguagens audiovisuais que perpassam a reportagem televisiva, vídeos informativos para internet e o documentário. A mediação será feita por Neli Mombelli, integrante da TV OVO e professora do curso de Jornalismo da Unifra. O colóquio será no Theatro Treze de Maio, às 20h30. A entrada é gratuita por meio da retirada de senhas a partir do dia 2 de maio. Estudantes e professores podem retirar nas coordenações dos cursos de Jornalismo de Santa Maria e Região, e o público em geral na bilheteria do teatro. A atividade será transmitida pelo Facebook da TV OVO. O colóquio integra o projeto Narrativas em Movimento 2017, tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e conta com apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM e do curso de Jornalismo da Unifra.

Ainda teremos lançamento de documentários nos dias 10 e 13, além de um workshop no dia 06. Confira a nossa programação e agende-se.

Dúvidas e/ou informações pelo e-mail tvovo@tvovo.org, pelo telefone 3026 3039 ou por mensagem inbox pela página da TV OVO no facebook.

Colóquio sobre Jornalismo realizado no ano passado no Narrativas em Movimento red


De olho na programação do Narrativas em Movimento 2017


O Narrativas em Movimento (Nem) retorna em 2017 cheio de coisas novas. A programação inicia em abril e se estenderá até outubro. Assim como no ano passado, traremos convidados para compartilhar experiências e teremos workshops para complementar os debates e abordar a formação . No ano passado, o Nem contou com a presença de convidados especiais nos colóquios com nomes como os jornalistas Andrea Dip. Moisés Mendes e Mauri König, o montador Giba Assis Brasil e o pesquisador Alexandre Barbalho. Sempre trazendo assuntos fundamentais no debate na área do audiovisual, da cultura e do jornalismo. E neste ano as coisas não serão diferentes!

Para começar, teremos o workshop produção  audiovisual com tecnologia mobile nos dias 26 e 27 de abril, com Leo Roat, na TV OVO. Para informações a respeito de vagas e inscrições, clique aqui.

No início de maio ocorrerá o primeiro colóquio da programação. O Narrativas Audiovisuais e Informação será no Theatro Treze de Maio, a partir das 20h. O debate permeará questões acerca de como contar histórias e  a relação com o Outro, pensando nas linguagens audiovisuais que perpassam a reportagem televisiva, vídeos informativos para internet e o documentário. Entre os convidados está Marcelo Canellas. Os demais nomes serão confirmados nos próximos dias. Aguarde!

Ainda em maio, teremos um workshop de fotografia para documentário jornalístico. Em junho as atividades continuam com um workshop de desenho de som para audiovisual. Para encerrar a programação, setembro trará o segundo colóquio sobre  produção audiovisual em série voltado tanto para internet quanto para televisão, seguido do workshop de criação de websérie. Ainda em setembro faremos uma oficina de realização audiovisual para jovens estudantes de escolas públicas.

O Nem é um projeto desenvolvido pela TV OVO com apoio da Lei de Incentivo a Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Mais informações sobre cada um dos eventos irão surgir daqui para frente. A TV OVO está trabalhando com dedicação e carinho na produção do Narrativas em Movimento para que o debate não pare. A única certeza é a de que não dá para perder!  Se você se interessou por alguma ou todas as atividades, acompanhe nossas postagens no site e na nossa página no Facebook.

 

Por Julia Machado

logo_narrativas_web

 


2017 e mais projetos


Chegou o momento de quebrar a casca e contar quais serão os nossos filhotes em 2017 com apoio da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Em mais um ano de cultura e memória, desta vez o audiovisual tem como trilha sonora o rock’n roll. Os projetos xodós Por onde passa a memória da cidade e Narrativas em Movimento seguem conosco, com dois documentários de curta-metragem sobre Santa Flora e Palma, distritos de Santa Maria, e a realização de dois Colóquios sobre audiovisual que dão continuidade às discussões de 2016 – as temáticas envolvem a produção audiovisual de séries e seriados para exibição na web e em canais de televisão e o audiovisual aliado à informação. O Narrativas em Movimento também realizará quatro workshops na área e, sem perder o contato direto com a comunidade, terá uma oficina de audiovisual para jovens de escolas públicas pelo período de 10 semanas.

A novidade é o programa piloto do seriado Rock do K7, que numa mistura entre documentário e ficção, visa recuperar e ressignificar a cena roqueira de Santa Maria nos anos 80 e 90. Já avisamos que previmos apenas uma parte dos custos deste projeto pela LIC, então, parcerias serão muito bem-vindas.

Além disso, seremos parceiros no projeto apresentado por Denise Copetti, associada da TV OVO, que obteve aprovação do projeto Documentário FEICOOP: 25 anos de Cultura e Cooperativismo, uma produção audiovisual que busca mostrar a importância da Feira Internacional do Cooperativismo para o intercâmbio de expressões culturais em Santa Maria e para a cultura da economia solidária.

Valores aprovados que estamos captando:

  • Por Onde Passa a Memória da Cidade 2017 – R$ 44 mil
  • Narrativas em Movimento 2017 – R$ 35 mil
  • Rock do K7 – R$ 30 mil
  • Documentário Feicoop – R$ 25 mil

Readequamos os projetos, em função de cortes nos orçamentos, e iniciamos a captação de recursos de pessoas físicas e jurídicas. Se você quiser contribuir com a realização dessas e outras produções – é possível doar até 30% do seu IPTU, ISSQN ou ITVBI – basta colocar seus dados neste link e aguardar o nosso contato, nos ligar (55 3026 3039) ou enviar um “zapzap” (55 99104-9166).

Nós já estamos ansiosos para colocar todos esses projetos no caldo cultural de Santa Maria e ferver o cenário audiovisual da cidade, mas contamos com sua ajuda para que as produções possam ser realizadas na íntegra.

Por Manuela Fantinel

equipe 20 anos

 


Com cultura e debate, TV OVO se despede do projeto “Narrativas em Movimento”


Na quarta-feira, 24 de agosto, às 19h, o Auditório João Miguel de Souza, na CESMA, foi sede do terceiro colóquio e último evento do projeto “Narrativas em Movimento”, realizado pela TV OVO com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria. O “Colóquio de comunicação e cultura: política cultural e desentendimento” teve apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Midiática da UFSM, do curso de Jornalismo do Centro Universitário Franciscano e do Observatório Missioneiro de Atividades Criativas e Culturais (Omicult).

O doutor em Comunicação e Culturas Contemporâneas e professor de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Ceará, Alexandre Barbalho, foi o convidado pela TV OVO para refletir e debater sobre a cultura e a política cultural na contemporaneidade. A conversa contou com a mediação do Prof. Dr. Cássio dos Santos Tomain (POSCOM-UFSM) e do integrante da TV OVO Marcos Borba. Mais de cem pessoas de diversos âmbitos culturais e estudantis participaram do evento, que suscitou a reflexão sobre os papéis exercidos pelas movimentações culturais, abrangendo as áreas econômicas e sociais.

Com base no pensamento do filósofo Jaques Rancière, Barbalho criticou a vampirização e a cafetinagem da cultura pela lógica do mercado e do social. O professor também ressaltou que o interesse em uma política cultural pede que sejam deslocados os padrões e sejam vistas as manifestações e os movimentos culturais que antes não eram vistos. A temática e seus gargalos no envolvimento dos diferentes movimentos culturais existentes e atuantes no Brasil, motivou a jornalista Marina Martinuzzi, 24 anos, a presenciar o discussão para esclarecer seus pensamentos frente ao tema: “Eu acredito que esse debate sobre desentendimento fala muito sobre as inquietações atuais. O Alexandre trouxe pontos da questão estrutural da cultura, como ela precisa ser entendida e como precisam ser preservados os movimentos de resistência”. Marina atua em alguns coletivos da cidade e valoriza a ideia de que os jovens estão ocupando a política por vias cada vez mais democráticas. “Vejo na fala dele que, enquanto que os movimentos passados traziam o conceito de igualdade, hoje o grande conceito é o legado da representatividade; a igualdade na diferença”, observa a jornalista.

Os eventos que integraram o projeto Narrativas em Movimento, fizeram parte das atividades dos 20 anos da TV OVO, completados em maio deste ano. Os três colóquios realizados visaram fomentar a discussão sobre temas diversos que fazem parte do cotidiano. Por meio da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, a TV OVO se propôs a trazer nomes que atuam principalmente nas áreas da comunicação social e audiovisual.

Confira abaixo a entrevista que Barbalho concedeu a TV OVO, falando sobre os temas abordados durante o colóquio. Além das temáticas que compuseram sua fala, o pensador comentou sobre o poder do audiovisual como elemento fundamental para a afirmação e disseminação cultural.

https://www.youtube.com/watch?v=pApO_3f5G4o

Texto: Acadêmica de Jornalismo Manuela Fantinel

Fotos: Renan Mattos

Colóquio Comunicação e Cultura


Comunicação e cultura em debate no Narrativas em Movimento


Qual o papel das políticas públicas para a cultura? Qual a relação entre o peso do fomento para a produção cultural e para a inclusão social promovida por esses projetos? Até que ponto existe uma independência ou uma interdependência entre o social e o econômico nas iniciativas de cultura da sociedade contemporânea. Essas e outras questões estarão presentes no Colóquio Comunicação e Cultura: Política Cultural e desentendimento, na próxima quarta-feira, dia 24/08, às 19 horas, no Auditório João Miguel de Souza, na Cesma, na rua Professor Braga, nº 55.

O Colóquio terá a presença de Alexandre Barbalho, professor de políticas públicas da Universidade Estadual do Ceará. Doutor em Comunicação e Culturas Contemporâneas, Barbalho é autor de diversos livros da área. Seu último trabalho, Política cultural e desentendimento, apresenta uma crítica à política cultural contemporânea com base no pensamento do filósofo Jaques Rancière. Também participarão do debate o coordenador da Pós-Graduação em Comunicação da UFSM, professor doutor Cássio dos Santos Tomaim, e Marcos Borba, integrante da TV OVO e pesquisador do tema.

A entrada é gratuita. Quem quiser participar deverá se inscrever neste formulário. A lotação do auditório é de 200 pessoas. Os certificados de participação serão enviados por e-mail.

O projeto Narrativas em Movimento é uma realização da TV OVO com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Midiática da UFSM, do curso de Jornalismo da Unifra e do Observatório Missioneiro de Atividades Criativas e Culturais (Omicult). Este é o terceiro colóquio de 2016. Em abril, o projeto discutiu o cenário audiovisual no Rio Grande do Sul e, em maio, abordou o jornalismo na era da internet.

colóquio