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Portão Fechado, um roteiro escrito por várias mãos


Em setembro, foi dada a largada das gravações do média-metragem Portão Fechado. O filme surgiu através do projeto Cinema Frankenstein, criado por Paulo Tavares, integrante da TV OVO e acadêmico do curso de Licenciatura em Teatro da UFSM.

Tavares começou a aplicar o projeto na Escola Municipal de Ensino Fundamental Prof.ª Francisca Weinmann em dezembro de 2014, quando foi convidado pela professora Cláudia Nunes, coordenadora do projeto Cinema na Escola, para ministrar uma oficina de criação para alunos do 6º ao 9º ano. Voltou à escola em 2015 como voluntário, quando desenvolveu a ideia e a escrita de um roteiro com a participação de mais de 20 alunos.

Com o tempo, a iniciativa tomou maiores proporções, agregou mais integrantes para a equipe e tornou-se um projeto de iniciação científica na Universidade Federal de Santa Maria. Agora, o filme conta com apoio técnico de diversos colaboradores das mais variadas áreas, todos apaixonados pelo estranho mundo dos seres audiovisuais.

Portão Fechado conta a história de Helena, uma jovem da periferia que sonha em ser jogadora de futebol. Além de todos os desafios da adolescência, ela ainda enfrenta os problemas causados pelo alcoolismo do pai. A conduta de Dirceu desencadeia uma série de acontecimentos que irão tensionar as relações de Helena com a família, com a escola e com os amigos.

O elenco infanto-juvenil é formado pelos próprios alunos da escola. O filme também conta com a participação dos atores Laédio Martins, Débora Matiuzzi, Cândice Lorenzoni, Diego di Medeiros, Dani Moises, Joel Cambraia, Tiago Teles, Rose Almeida, Elton Maia, Guilherme Mello, Luiz Carlos Grassi, Rogério Lobato e Rossano Martins. A direção é por conta de Gelton Quadros, graduado em Artes Cênicas pela UFSM, e de Paulo Tavares. Ainda, parte da equipe de gravação é composta por membros da TV OVO. As gravações têm término previsto para o final deste mês.

O que é Cinema Frankenstein?

O dispositivo Cinema Frankenstein dedica-se a criação, desenvolvimento e escrita criativa de roteiros audiovisuais, entendendo o cinema como uma forma artística de expressão coletiva. A elaboração do roteiro do Portão Fechado partiu da definição dos seis elementos necessários para narrar uma história: tempo, espaço, personagem, objetivo, conflito e ação. De forma coletiva, os alunos contribuíram com ideias para cada um destes elementos que resultou no enredo do filme. O nome do projeto (Cinema Frankenstein) faz alusão ao personagem Victor Frankenstein do clássico romance de terror gótico, escrito pela inglesa Mary Shelley, que cria um monstro a partir da junção de partes de diferentes corpos.

Por Valdemar Neto

portão fechado poster


Casa de ferreiro – espeto de ferro


Aqueles que passam pela TV OVO compreendem o que significa a expressão “aprender na prática”. São tantos projetos diferentes e tantas pessoas – com suas mais variadas experiências – que se cruzam durante a rotina da TV que o compartilhamento de saberes sobre o audiovisual acontece aos poucos e ao natural. O que não significa dizer, porém, que as atividades que fizeram surgir a TV não sigam em frente.

Pois foi assim que, no primeiro sábado de outubro, o velho galpão da TV OVO reuniu alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisca Weinmann, que fazem parte do projeto “Cinema na Escola”, e os demais voluntários da TV para as atividades da primeira oficina de câmera do semestre. O oficineiro chamado para a tarefa foi Rafael Rigon, associado da TV OVO. Nas poucas horas de uma tarde, Rafael repassou algumas características básicas de câmeras e certas noções de fotografia, tais como funções de obturador, diafragma, ISO, balanço de branco e enquadramentos. Ao final, o grande grupo foi dividido em duplas que deveriam, em dez takes, retratar o “antigo” e o “novo”, utilizando para isso tudo aquilo que fora discutido até então.

A segunda edição da oficina foi no sábado do dia 21/11. Marcos Borba, também associado da TV, falou a respeito de câmeras DSLR. O exercício foi criar uma história em 15 takes com auxílio de papel, caneta e encenações, intercalando o operador da câmera. A ideia foi incentivar a criatividade junto ao procedimento técnico de ajustes de câmera.

Em dezembro deve rolar a terceira oficina, desta vez com o associado Alexsandro Pedrollo. O rodízio de oficineiros,como dissemos, é porque são essas experiências cruzadas que dão o toque da nossa forma de trabalhar.

Texto: William Boessio

Fotos: Paulo Tavares

Oficina de Câmera - Heitor