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Em busca de uma identidade


Os catadores e apoiadores da causa debateram, nesta tarde de sábado, a importância do reconhecimento da classe e da visibilidade da mesma. A identidade e a emergência de políticas públicas também foram um dos temas debatidos durante a conversa que contou com a presença de diversos países, como Argentina e Uruguai.

A mediadora da conversa foi a integrante da Associação dos Selecionadores de Material Reciclável, ASMAR, Margarete Vidal da Silva, que trabalha há muitos anos com a questão da reciclagem e da consciência ecológica que resulta do processo. Margareth, assim como os demais integrantes, entende que a prioridade do momento é criar uma identificação de classe para que se torne possível o reconhecimento do trabalho e a exigência de políticas pública que viabilize o trabalho dos catadores.

Claro que preconceitos ainda circundam a categoria, ultrapassando fronteiras. Na Argentina, assim como Uruguai, os catadores também passam por situações constrangedoras. Os problemas são parecidos, mas precisam ser fomentados. A busca agora é pela criação de redes e de associações para fortalecer o trabalho

A troca de experiências entre os países conseguiu iniciar esse fomento. Basta agora transformar toda a discussão em trabalho e criação de consciências.

Texto e Foto : Francieli Jordão