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Apoie nossos projetos de 2020


Dezembro chega e com ele já iniciamos o planejamento para o ano novo que se aproxima. Com a aprovação de três projetos culturais para 2020, pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM), estamos busca do teu apoio. Que tal transformar seu IPTU em cultura?

Como? É simples, fácil e não precisa gastar nada a mais com isso. Você pode doar até 30% do  IPTU (se pago em cota única), ITBI (aquisição de imóvel), ou ISSQN. A doação deve ser feita antes do pagamento dos impostos, pois assim geramos um novo boleto com o desconto dos 30% do valor destinado para nossas propostas.

Se quiser contribuir com a realização das nossas produções, nos contate. Você pode inserir seus dados nesta planilha que vamos entrar em contato, nos ligar ou enviar uma mensagem para o nosso WhatsApp (55 3026 3039).

 

Conheça os projetos aprovados para 2020

  • Por Onde Passa a Memória da Cidade – 2020

Valor aprovado: R$ 39.000,00

Para 2020 propomos retomar histórias da cultura popular. Serão 02 documentários de curta-metragem sobre saberes tradicionais que têm se extinguido com o tempo. Entre os objetivos está revisitar a memória da cidade por meio da história oral, ou seja, construir a história de Santa Maria através de seus moradores, valorizando distintas culturas e histórias de vida. O diferencial deste projeto está em registrar esses saberes e disponibilizá-los para o acesso de qualquer pessoa.

  • Olhares da Comunidade – 2020

Valor aprovado: R$ 33.000,00

Prevê oficinas de realização audiovisual para adolescentes estudantes do ensino fundamental de duas escolas públicas e uma escola indígena de Santa Maria. Além do ensino e da prática audiovisual, a proposta foca na difusão e formação de público para a produção e consumo de curtas santa-marienses por meio de exibições cineclubistas nas escolas onde as oficinas serão realizadas. O resultado das oficinas serão produtos audiovisuais, produzidos pelos próprios estudantes e que retrate a sua comunidade ou temas que dizem respeito ao universo dos participantes, a partir dos exercícios e atividades realizados durante as oficinas.

  • Narrativas em movimento – 2020

Valor aprovado: R$ 25.000,00

O projeto Narrativas em Movimento busca colaborar com os espaços de discussão e reflexão sobre o fazer audiovisual e sobre a sua importância enquanto produto cultural.  O projeto propõe debates, geração de conhecimento e formação a partir de um colóquio sobre audiovisual e representatividade negra e de dois workshops: direção de fotografia audiovisual e captação de som direto.

Por Lívia Maria, Tayná Lopes e Thaisy Finamor

 


Identidades no audiovisual e seus recortes


Tayná Lopes, integrante da TV OVO, mediou a conversa com a realizadora audiovisual Marcia Paraiso, da Plural Filmes. Foto de Francine Nunes

Identidades no Audiovisual foi o tema abordado em nosso segundo colóquio deste ano, com a diretora, roteirista e documentarista Marcia Paraiso. O bate-papo ocorreu no último dia 21 na Cesma, após a exibição do longa  Lua em Sagitário (2016), dirigido por Marcia, que conta a história de Ana, uma jovem de 17 anos que vive em uma cidade fronteiriça entre o Brasil e a Argentina. Seu único refúgio é visitar a lan house conhecida como “A Caverna”. É lá que, certo dia, conhece Murilo. Começa então um amor proibido que a faz fugir na aventura de cruzar o estado de moto para participar de um festival musical.

Durante o colóquio, Marcia contou um pouco sobre o objetivo que teve com o filme, que aborda temas como preconceitos e luta de classe. “A ideia do Lua em Sagitário é que fosse um filme que atraísse um público, a princípio, que não se interessaria pela questão. Era, também, produzir algo que não caísse no panfletário e nem no estereótipo.” Ela relatou que, ao mesmo tempo em que pessoas se sentiram representadas ao ver o trailer, pais de adolescentes foram conversar com ela sobre o Movimento Sem Terra (MST). O filme aborda, de maneira sensível, diferentes preconceitos. Se o mais evidente deles é o que existe em relação ao MST,  ela também trouxe a astrologia, que de certa forma, é uma provocação ao preconceito que também existe no próprio movimento.

Ela também abordou a importância de se ir ao cinema em nosso país, principalmente na primeira semana de exibição de um filme, e sobre o cinema brasileiro. “Estamos longe de ser o país do cinema, mas conseguimos mostrar, por meio dele, que o Brasil não é só futebol e samba.” Entre as perguntas do público, Marcia foi questionada sobre a melhor forma de se começar a trabalhar no audiovisual, ao que ela respondeu: “Acho que não existe a melhor forma de se começar no audiovisual. O cinema é uma atividade coletiva. É preciso entender sobre funções, mecanismos, administrar pessoas. Porém, acho que o primeiro passo é gostar e apreciar o cinema. Ler livros, conversar com pessoas diferentes de você, se abrir. Consumir arte e cultura e se interessar pela vida, para além da vida cotidiana.”

Marcia Paraiso é documentarista, roteirista e diretora, atuando há 25 anos no audiovisual e sócia fundadora da produtora Plural Filmes. Co-dirigiu a série “Submerso”- inédita, com previsão de estreia em novembro na Paramount Channel e os longas documentários Terra Cabocla (2015), A maravilha do século (2019) e Sobre sonhos e liberdade (em finalização). Foi também diretora das séries Invenções da Alma (Canal Arte 1) e Visceral Brasil, as veias abertas da música (TVs públicas e Canal Curta). Mãe de Joana e Maria, vive há 17 anos em Florianópolis, Santa Catarina.

O colóquio Identidades no Audiovisual integrou a programação do projeto Narrativas em Movimento, financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, LIC/SM, e que deverá ter continuidade no ano que vem. O projeto já foi aprovado na LIC e está em fase de captação de recursos.

Por Lívia Maria


TV OVO ganha sete troféus no 13º SMVC


Nathália, Paulo, Alan, Neli e Marcos representaram a TV OVO na premiação.                Foto de Pedro Piegas

O dia 3 de novembro foi a data de encerramento da 13ª edição festival Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC) com a cerimônia de premiação. E nós trouxemos alguns troféus para o ninho. Foram quatro curtas premiados: Flipando Ideias e M, curtas desenvolvidos por alunos de escolas públicas, produções que receberam menção honrosa pelo trabalho coletivo e pela temática abordada. E na mostra Santa Maria e Região, Existência, de Paulo Tavares, recebeu o troféu Lanterninha Aurélio e direção de fotografia para Alexsandro Pedrollo de Oliveira. Feminino Substantivo, de Neli Mombelli, recebeu o Vento Norte do júri popular, melhor trilha sonora original para Rodrigo Tranquilo e o prêmio de melhor curta do festival. Ao todo, foram 34 filmes selecionados, sendo que 14 concorreram na mostra nacional e 11 disputaram a mostra de Santa Maria e região.

O tema do SMVC este ano foi “Cinema Para Todas”, reforçando o protagonismo feminino no audiovisual. E aqui na TV OVO não pensamos diferente. Um exemplo disso é o documentário Feminino Substantivo, um filme que registra a maior manifestação de mulheres da história do Brasil. Em nossas produções buscamos representar, abrir espaço e evidenciar as mulheres na nossa sociedade. A diretora do curta e integrante da TV OVO, Neli Mombelli, reforça: “Ser mulher, embora possamos estar em grande número, ainda é ser parte de uma minoria na sociedade, que está constantemente em busca de seus direitos. O Feminino Substantivo reuniu a opinião de mulheres, de diferentes graus de escolaridade, idade, raça, orientação sexual, que estavam na rua no dia 29 de setembro de 2018 se ouvindo e projetando sua voz para que fossem ouvidas, porque ser mulher é ser marcada de muitas formas, tanto objetivamente quanto de forma simbólica, e essa marca atravessa os nossos corpos. Então, esse filme é uma homenagem a todas as mulheres e que também mostra o quão forte somos e o quanto podemos e devemos transformar a sociedade para que haja mais respeito, equidade e igualdade.”

Outro curta que aborda a temática feminina é M, resultado da oficina Olhares da Comunidade realizada na Escola Municipal de Ensino Fundamental Sérgio Lopes. O curta que ganhou menção honrosa por temática e direção coletiva, traz quatro histórias que mostram as dificuldades, os estereótipos e proibições que mulheres de várias idades enfrentam diariamente. Sobre M, Yasmim, aluna da escola Sérgio Lopes, conta:  “Desde que deram a ideia de fazer  o vídeo sobre mulheres, todo mundo já ficou muito animado. É algo importante para todas nós. Eu acho importante mostrar para as gurias tópicos como esse, mostrar o quanto nós já conquistamos e ainda temos tanto para conquistar, que essas gurias se sintam motivadas a mudar o mundo sendo elas mesmas, sendo mulheres, sendo respeitadas. Ter ganho um prêmio com esse vídeo realmente nos motiva ainda mais a continuar!”.  Andreia Schorn, diretora da escola, também nos contou sobre a sensação e o significado deste prêmio. “Um orgulho gigante! Sinto ainda felicidade porque a escola acredita e acolhe projetos e parcerias como a da TV OVO e esse dia de glória é fruto dessa fé em uma escola pública de qualidade integrada com parceiros e com a comunidade. É muito bacana, porque a gente se aproxima da arte de produzir cinema e o cinema é um multiplicador de olhares, de ideias, de lutas… Assim o universo audiovisual fortalece a luta da nossa comunidade contra as constantes tentativas de apagamento da nossa escola, dos nossos estudantes. Sabemos que a invisibilização serve para tentar calar vozes e negligenciar direitos, por isso, o cinema produzido por nossos estudantes e pela TV Ovo é importante. Dar visibilidade a essas lutas e aos estudantes é profundo ato de resistência. E neste momento de um governo tão opressor, é ainda mais imprescindível”, disse.

Sobre o documentário, ela afirma: O M aborda a pluralidade da comunidade, aborda meninas e mulheres que desejam ser o que quiserem ser e que talvez até esse momento nunca sentiram suas lutas representadas. Ele as estimula, as incentiva, as faz dar um novo passo para uma outra educação possível, uma nova maneira de ver e pensar sobre o modo de vida, do lugar onde moram… é uma forma de superação dos preconceitos e discriminações que todas nós mulheres enfrentamos em algum momento da vida. O M representa para nós que nossas narrativas importam, que nossas histórias são encantadoras e que temos que seguir nos inspirando e transformando a cultura para que meninas e mulheres se sintam bem e plenas em seus propósitos de vida”. É nesse sentindo que Flipando Ideias também gera inspirações para outras lutas. Também fruto da oficina Olhares da Comunidade, neste caso com alunos da Escola Reverendo Alfredo Winderlich, da Vila Santos, o documentário traz para o debate os temas da juventude, da negritude e o de ser skatista. Esse “combo”, como os meninos chamam, é carregado de preconceitos e estereótipos na sociedade que os marginaliza antes mesmo de os conhecerem.

Outro curta premiado foi Existência, que explora o plano-sequência.  Alexsandro Pedrollo foi o responsável pela direção de fotografia. O prêmio de 2019 se junta com os prêmios de 2009, 2011 e 2013 que ele já venceu. “O desafio de um plano-sequência é construir a fotografia contínua. Já é complicado fazer a fotografia com o set estático, mas pensar a fotografia com o plano-sequência é bem complicado porque tem que pensar todos os lados que a câmera for mostrar”, conta Alex. Sobre a importância da fotografia, ele diz: “A fotografia é o cartão de visita, é o que vai dizer para o que aquele vídeo veio. Não adianta ter um bom conteúdo, uma boa narrativa e não ter uma estética interessante que seja confortável e atraente para a pessoa assistir. O audiovisual não é só conteúdo, ele necessita obrigatoriamente de uma estética agradável que converse com a narrativa e com o conteúdo […] O principal objetivo da fotografia é fazer com que espectador se esqueça do mundo e mergulhe na história”.

Paulo Tavares foi diretor, roteirista e ator do curta, que ainda contou com todos os integrantes da TV OVO para a gravação, já que um plano-sequência demanda muita gente na produção. “Eu trabalho no audiovisual há muito tempo, mas sempre fugi dessa questão de atuar, prefiro estar atrás das câmeras do que na frente. Mais estranho ainda porque fiz o roteiro, atuei e dirigi. Quando eu vejo o filme sempre acho algo que eu poderia ter feito diferente, isso para mim é complicado. É legal ver o filme, mas sou muito crítico com a minha atuação”, conta. O personagem enigmático interpretado por Paulo nasce devido a um processo criativo do teatro. “Quando criei esse trabalho, ele era um personagem que aparecia, dizia o poema que eu escrevia e trazia um mistério para os outros participantes do processo, motivando eles a criarem poesias. Quando a gente trouxe para o Existência ele já era outro personagem.” A ambiguidade do personagem, segundo Paulo, é intencional: “No contexto da história, ele pode ser real, fruto da imaginação de alguém ou até um fantasma. Fica a critério do espectador decidir quem é esse senhor que aparece para falar da existência daquele menino […] O legal do filme é que cada um entenda quem é esse personagem conforme suas experiências. Eu tenho várias ideias desse personagem porque ele pode ser muitas coisas”. O grande mérito do curta para Paulo é “mostrar para quem quer fazer cinema que é possível. Mostrar que há maneiras diferentes de narrar, de contar uma história que não seja da maneira tradicional, de um personagem que está vivendo uma ação. Mostrar que para fazer filme é preciso experimentar, ousar”, afirma ele.

É maravilhoso ver os nossos trabalhos sendo reconhecido. Mas o maior prêmio que recebemos não está nos troféus e, sim, nas histórias que esse filmes carregam. Quando eles chegam no espectador e impactam é a melhor coisa que pode acontecer para qualquer obra audiovisual. E nesse processo ter retornos como o da professora Andreia, que comenta a respeita do nosso trabalho de formação nas escolas: “Eu vejo a TV OVO como uma semeadora, uma força que procura pela curiosidade dos estudantes, que faz arte e produz conteúdo embasado no modo de vida das ‘nossas gentes’. Vocês possibilitam a escuta de histórias, territorialidades, tempos, lutas, vozes, crenças, artes, vínculos a serem reconhecidos, compreendidos e assim, respeitados. Parabéns!” Nós que agradecemos pelo carinho e pela oportunidade de continuarmos fazendo do audiovisual uma ferramenta de representação da diversidade do nosso país, de nossas histórias, lutas e realidades. Isso é o que nos motiva a seguir.

 

Por Bernardo Silva


Próximo colóquio, Identidades no Audiovisual, será dia 21/11


Se você acompanha nossos debates a respeito de audiovisual com convidados de fora, anota mais um na agenda. E se não está por dentro, talvez você se interesse por esse. Dia 21 de novembro, quinta-feira, vamos trazer a documentarista, roteirista e diretora Marcia Paraiso para debater Identidades no Audiovisual, pelo projeto Narrativas em Movimento, financiado pela LIC/SM.

O encontro será na Cesma, às 20h. Antes, às 18h, exibiremos o filme Lua em Sagitário (2016), dirigido por Marcia. O longa conta a história de Ana, uma jovem de 17 anos que vive em uma cidade fronteiriça entre o Brasil e a Argentina. Seu único refúgio é visitar a lanhouse conhecida como “A Caverna”. É lá que, certo dia, conhece Murilo. Começa então um amor proibido que a faz fugir na aventura de cruzar o estado de moto para participar de um festival musical.  Lua em Sagitário aborda preconceitos e luta de classe a partir da perspectiva juvenil.

Ainda, para completar a discussão, o Cineclube da Boca irá exibir outros dois filmes de Marcia nos dias 07 e 17, no prédio 67 da UFSM.

Terra cabocla (2015)

Passados cem anos de uma guerra de extermínio da população tradicional da região do Planalto Catarinense – a Guerra do Contestado – a beleza, a intensidade e a fé que se traduz na força de resistência cultural do povo Caboclo, o representante original da população de Santa Catarina. Uma história real que não vai além dos 2 parágrafos nos livros didáticos e que continua e permanece silenciada passado um século de genocídio.

A Maravilha do Século (2019)

O filme percorre os caminhos do italiano João Maria de Agostini, monge também conhecido por São João Maria, que passou por Santa Maria e que peregrinou pelas Américas pregando mensagens de religiosidade, respeito ao meio ambiente e luta pela terra.

Sobre Marcia Paraiso

É documentarista, roteirista e diretora, atuando há 25 anos no audiovisual. Sócia fundadora da produtora Plural Filmes, dirigiu e roteirizou o longa de ficção Lua em Sagitário – vencedor do premio Ibermedia e realizado em coprodução com a Argentina. Co-dirigiu a série “Submerso”- inédita, com previsão de estreia em novembro na Paramount Channel (13 episódios, 1 hora) – também uma coprodução com a Argentina, e os longas documentários Terra Cabocla (2015 ), A maravilha do século (2019) e Sobre sonhos e liberdade (em finalização – uma coprodução com Portugal). Foi também diretora das séries Invenções da Alma – duas temporadas (Canal Arte 1) e Visceral Brasil, as veias abertas da música – duas temporadas (TVs públicas e Canal Curta). Mãe de Joana e Maria, vive há 17 anos em Florianópolis, Santa Catarina.


Acompanhe o SMVC e vote em nossas produções no júri popular


O Santa Maria Vídeo e Cinema, SMVC, começa nesta terça, 29, e segue até o próximo domingo, 02/11, com uma programação cheia de histórias para refletir sobre nossa sociedade e debater. O tema do festival é Cinema para todas, para enfatizar o papel da mulher no campo cinematográfico. As mostras competitivas ocorrem na Praça Saldanha Marinho, a partir das 19h. E se chover, não se acanhe!

Quatro de nossas produções concorrem ao troféu Vento Norte. Na mostra nacional concorrem Existência, com direção de Paulo Tavares, e Feminino Substantivo, com direção de Neli Mombelli. Na mostra local, além dos dois anteriores, concorrem Flipando Ideias, que foi premiado no Cinest deste ano, e M, dois vídeos resultantes de oficinas em escolas públicas do município com apoio da lei de incentivo à cultura.

Além disso, na quarta 30, o documentário Depois Daquele Dia, de Luciane Treulieb e realização da TV OVO, será exibido às 16h seguido de debate. O filme reflete sobre os impactos e aprendizados que a tragédia da Kiss trouxe para Luciane, irmã de vítima, e para Santa Maria.

Então, se você curte o cenário audiovisual e está sempre em busca por aumentar seu repertório, ou simplesmente quer curtir alguns produtos audiovisuais, essa programação é perfeita!

 

Confere aí:

Terça-feira, 29/10

Centro de Convenções da UFSM, 19h

Abertura do festival e a exibição do longa-metragem “Legalidade”, de Zeca Brito, seguido de debate.

 

Quarta-feira, 30/10,

Cesma, 13h – oficina ministrada pelo diretor do filme Yoñlu, Hique Montanari.

Praça Saldanha Marinho, 16h

Depois daquele dia, de Luciane Treulieb e

18h Sinprosm: 30 anos.

19h Mostra competitiva de curtas-metragens, entre eles Flipando Ideias e Existência

 

Quinta-feira, 31/10,

Praça Saldanha Marinho, 14h

Cine Caramelo – Peixonauta – O filme.

16h, Manhã Transfigurada, de Sérgio Assis Brasil.  Sessão comemorativa dos 10 anos de lançamento do primeiro longa santa-mariense.

19h, Mostra competitiva de curtas-metragens, entre eles M.

 

Sexta-feira, 01/11,

Praça Saldanha Marinho, 14h

Cine Caramelo – Peixonauta – O filme.

16h, Substantivo Feminino, Daniela Sallet e Juan Zapata

19h, Mostra competitiva de curtas-metragens, entre eles nosso documentário Feminino Substantivo

 

Sábado, 02/11,

Sedufsm, 14h

Esclerosada não é a vó, de Erenice de Oliveira, Marcia Denardin e Luiz Roberto Cassol

Alexandra, de Luiz Roberto Cassol.

Salão Bianco Nero, 19h

Cerimônia de premiação do SMVC

 

Domingo, 03/11

Brique da Vila Belga, 18h

Exibição dos filmes vencedores do 13ª SMVC.

Se quiser saber mais sobre a programação ou sobre as produções que serão exibidas, acesse o o site do SMVC, pelo Facebook ou Instagram do festival.

 

Por Lívia Maria


Documentário de estudantes da escola Winderlich ganha Melhor Direção no Cinest


No dia 18 de outubro, o auditório da Cesma recebeu estudantes de diversas partes do Estado para acompanhar a premiação dos filmes selecionados pelo Festival Internacional de Cinema Estudantil, o Cinest 2019. O documentário Flipando Ideias, produzido pelos estudantes do 8ª ano da escola Reverendo Alfredo Winderlich na oficina de audiovisual que realizamos em maio, ganhou o prêmio de Melhor Direção. Para receber o troféu, os estudantes Luis Augusto Pinheiro, 15 anos, e Nathália Neske, 15 anos, subiram ao palco representando seus colegas.

Luis, que também é personagem do filme, não esconde o orgulho de receber o prêmio. “Foi muito bom ter o trabalho reconhecido, ver que o que eu e o Vitor dissemos não era besteira. A gente não tinha conhecimento do Cinest e ficamos muito surpresos e felizes apenas por participar. E ganhar uma das categorias foi um susto na hora! Muito feliz de ter realizado esse vídeo com meus amigos e o pessoal da TV OVO. Receber um prêmio por isso é muito gratificante!”, comenta Luis.

Já Nathália, que fez parte da captação de imagens do documentário, disse que sentiu um misto de nervoso e ansiedade e que ficou muito feliz ao descobrir que estavam concorrendo a premiação. “Nossa, foi um choque porque quando eu vi que eles tinha chamado um filme ganhador, que era da Itália, eu perdi todas as esperanças e desanimei, mas mesmo assim fiquei até o final. Logo depois nos chamaram e comecei a tremer e suar frio, mas fiquei muito feliz” revelou Nathália.

No documentário, dois jovens amigos skatistas falam sobre a forma que são vistos pelo resto do mundo e como isso impacta suas vidas. O vídeo foi desenvolvido durante a oficina Olhares da Comunidade 2019, financiada pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Após essa experiência, Luís comenta:

“- A visão que eu tinha sobre o audiovisual em Santa Maria e sobre o audiovisual como um todo mudou. Pude ver o tamanho disso tudo dentro daquela sala, as pessoas vibrando com as vitórias, outras abaladas com a derrota, gente vindo de longe, contando relatos de produção e tudo mais”.  E Nathália completa “Agora tenho muito mais amor pelo audiovisual e muito mais o que agradecer a TV OVO por ter permitido realizar esse sonho e por ter feito nós acreditarmos mais em nós mesmos. Eu mesma já estava com um pé no audiovisual, mas agora tenho ainda mais vontade de continuar tentando. E logo mais tem outro festival [referindo-se ao SMVC] e, nossa, se a gente ganhar de novo irei ficar muito mais feliz e confiante com a profissão”

Por Lívia Maria