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Inscrições abertas para workshop de documentário


 

Se você gosta de assistir, estudar e/ou produzir documentários você clicou em uma boa notícia. No fim do mês de agosto, nos dias 23 e 24, iremos promover um workshop de documentário com o cineasta, jornalista e professor Guilherme Castro.

O curso tem carga horária de 10 horas aula e disponibilizaremos somente 20 vagas. As atividades serão na nossa sede, Rua Floriano Peixoto, 267, sendo na sexta-feira, das 14h às 17h e das 18h30 às 20h30; e no sábado das 10h às 12h e das 13h30 às 16h30. O investimento é de R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia (idosos, estudantes, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda de 15 a 29 anos).

Para se inscrever é necessário preencher formulário e realizar o pagamento da inscrição na nossa sede, ou para algum de nossos integrantes, até o dia 20 de agosto, último dia de inscrições. Pedimos também, que você envie uma mensagem inbox em nosso facebook avisando o momento que irá realizar o pagamento para combinarmos o melhor horário. Atenção: a vaga só será confirmada mediante o pagamento. Já o certificado de participação será enviado por e-mail na semana seguinte ao workshop, mediante 75% de presença.

No conteúdo estão previstos elementos como roteiro, narrativa, método, liberdade criativa, conceitos, entre outros tópicos. O workshop será baseado em estudos teóricos e práticos. Junto de exemplos e exposições trabalharemos pontos essenciais à realização de documentários como:

  • Conceitos gerais, no contexto da discussão sobre o documentário, a realidade e a ficção;
  • Diferentes categorias, modos e estilos de documentário;
  • História do documentário: primeiro cinema, documentário clássico, cinema direto, cinema verdade, documentário contemporâneo;
  • Diferenças entre documentário de cinema e de televisão; e entre documentário e reportagem;
  • Tema do documentário (seleção, interesse, pesquisa);
  • Fontes e materiais diversos;
  • Estruturas narrativas;
  • O off e a narrativa sem off;
  • Entrevistas;
  • Argumento e sucessivos tratamentos de roteiro (montagem);
  • A direção e preparação ao documentário;
  • A reconstituição;
  • O método de aproximação;
  • Equipe e preparação da equipe para o documentário;
  • Captação do material: a fotografia e o áudio em documentário.

Sobre o Guilherme Castro

Guilherme Castro é cineasta, professor de audiovisual e jornalista. Dentre suas produções tem-se a direção dos documentários “Becos”, “Transversais”, “Saúde e Golpe”. Os curtas-metragens “Terra Prometida” e “Boa Ventura”. Entre os especiais para a RBSTV tem-se “Mariazinha”, “O Massacre dos Bugres e Garibaldi – Heroi de Dois Mundos”; na TVE RS, dirigiu programas de teledramaturgia, documentários e jornalismo, e foi diretor de programação. Foi presidente do Conselho Estadual de Cultura e da Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos do RS. É mestre e doutorando em cinema pela Universidade Anhembi Morumbi/SP.

O workshop integra a programação do projeto Narrativas em Movimento, que tem financiamento pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail tvovo@tvovo.org, via inbox no Facebook, Instagram e pelo telefone 3026-3039 ou ainda, entrar em contato com integrantes da TV OVO. Esperamos por você!

Por Tayná Lopes


Jovens e reflexões em narrativas audiovisuais


Jovens de diferentes escolas reunidos na TV OVO. Foto: Francine Nunes

O projeto Olhares da Comunidade continua em movimento. Após os dias de oficina nas escolas Reverendo Alfredo Winderlich, na Vila Santos/Urlândia,  na escola José Paim de Oliveira, localizada no Alto das Palmeiras no distrito de São Valentim, e na escola Sérgio Lopes, na Vila Renascença, reunimos parte da galera de estudantes do oitavo e nono ano dessas escolas para continuar as experimentações audiovisuais, desta vez  na sede da TV OVO.

O Olhares é um projeto financiado pela Lei Incentivo à Cultura de Santa Maria (Lic/SM) e tem como foco trabalhar junto de adolescentes a formação audiovisual nas escolas públicas periféricas da cidade. Mais de 15 alunos vieram até a TV OVO para aprofundar os conhecimentos de gravação e edição. A partir de dinâmicas de apresentação, promovemos interação entre as escolas, discutimos temas para as gravações de três documentários, escolhemos as fontes para as entrevistas e exercitamos o olhar atento e criativo necessário para se ter a câmera nas mãos e para se pensar propostas narrativas audiovisuais. Foram exercícios diversos, de edição, de operação de câmera, de iluminação. Experiências que geraram partilhas, afeto e trocas.

Nos debates sobre o que abordar enquanto temática documental foi marcante a presença de questões com características sociais como feminismo, machismo e racismo. E também assuntos inerentes ao ser jovem perpassando a influência musical, depressão, internet, consciência ambiental, falta de lazer, conflito de gerações e esportes. Dentro dos temas discutidos, os mais votados e que se transformaram em roteiro foram: preconceito, LGBTfobia e ser adolescente. Para a produção, fomos até a Renascença para falar sobre o cotidiano dos integrantes do grupo que escolheram o tema ser adolescente; fomos até o Farezão (Centro Desportivo Municipal) para gravar manobras de skate e abordar o preconceito com jovens, por serem negros e morarem na periferia da cidade; e até a Vila Belga, para contar a história de Carlos Alberto da Cunha Flores (Kalu) e João Jerônimo de Mello Sodré, um casal homoafetivo que vive junto a mais de 40 anos.

Os alunos relataram que não percebiam o quão complexo é o processo de produção de um vídeo, não imaginavam que passa por tantas etapas, desde a discussão, a produção, a gravação, até a edição. Perceberam ainda a importância do trabalho coletivo, o amadurecimento das ideias e como tudo isso fortalece laços. Alguns se encantaram pela prática audiovisual e vão integrar a nossa equipe a partir de agosto.

No mês que vem também voltaremos às três escolas para uma sessão cineclubista aberta a comunidade. Lá exibiremos todos os vídeos produzidos pelo projeto, um total de 11. Após as exibiççoes, os vídeos serão disponibilizados no nosso canal do You Tube e em nosso Facebook. Acompanhe nossas redes para assistir, se inspirar e compartilhar.

Por Tayná Lopes


Olhar a comunidade é também olhar para si


Grupo da escola José Paim de Oliveira registrou a história de um domador de cavalos.

Um dos pilares do nosso trabalho é a formação de jovens no universo audiovisual e a comunicação comunitária, buscando despertar olhares sensíveis aos detalhes e acontecimentos ao nosso redor, apresentando outras perspectivas de futuro e de trabalho aos estudantes. Além disso, buscamos criar público para o cinema local e assim fomentar a cultura na cidade.

O projeto Olhares da Comunidade é uma das iniciativas em que trabalhamos com a formação audiovisual de adolescentes que estão nos últimos anos do ensino fundamental de escolas públicas e periféricas. No fim do mês de abril, iniciamos o projeto na escola Reverendo Alfredo Winderlich, na Vila Santos/Urlândia. Em seguida, nosso destino foi a escola José Paim de Oliveira, localizada no Alto das Palmeiras no distrito de São Valentim. E, por fim, neste mês de junho desenvolvemos o projeto na escola Sérgio Lopes, na Vila Renascença. Em cada escola foram 12 horas de atividades que envolveram exercícios de som, fotografia, criação de roteiro, gravação e noções de edição.

Ao fim desta primeira etapa, trabalhamos com quase 60 alunos o que resultou em 8 vídeos que partem do formato de uma vídeo-carta, ou seja, que mandam um recado a alguém, a sociedade, ou, até mesmo, a si mesmo. Os estudantes produziram vídeos em formato de poesia, documentários, ficção e experimental. Em cada escola surgiram diferentes ideias, ressaltando sempre as particularidades de cada turma e de cada comunidade. Foram dias agitados em que nos aproximamos de diferentes realidades e procuramos despertar o pensar para quem somos, como vemos o mundo e como o retratamos. Talvez, enquanto oficineiros, aprendemos muito mais do que ensinamos.  Surgiram audiovisuais das mais variadas temáticas como, por exemplo, vida no campo, feminismo, descarte de lixo nos rios e preconceito. Todas as produções estarão disponíveis no nosso canal no YouTube depois que fizermos o circuito de exibição dos vídeos nas escolas, última etapa do Olhares da Comunidade.

Alice Coelho, estudante do 8º ano do ensino fundamental, tem 13 anos e foi uma das primeiras a se inscrever na oficina. Ela gosta de escrever histórias e acredita que o projeto pode auxiliá-la no processo de desenvolvimento da história que já tem escrita. Empolgada, ela ainda destaca: “eu gostei bastante de fazer as atividades, de botar na prática, de ir lá fora tirar as fotos. Eu aprendi coisas novas, por exemplo, eu não sabia sobre enquadramentos. Gostei também dos vídeos que vocês apresentaram”. A estudante demostrou muito interesse e atenção a todas as temáticas trabalhadas, inclusive ao material impresso que entregamos: um guia de produção audiovisual.

Alice conta que os aprendizados da oficina podem ser múltiplos. “A oficina pode ajudar na vida no geral. Depois dela a pessoa consegue prestar mais atenção nas coisas, ela tem um conhecimento maior, ela fica mais atenta e passa a olhar o mundo de outro jeito. A pessoa pode usar isso na vida, pode virar um trabalho, pode usar o que ela aprendeu pra criar uma história, ou fazer vídeos normais do dia a dia, mas aí ela pode fazer melhor”, finaliza Alice.

Luis Augusto Santos tem 14 anos e está no 9º ano do fundamental. Ele se inscreveu na oficina por curiosidade, é fã de ficção científica e tem interesse pela cultura POP e pelo universo cinematográfico. “No meu modo de criação sempre assisti filmes com meu pai. Desde pequeno ele sempre me puxava pra isso, acompanhar o cinema e a cultura, filme de ficção, documentário e coisas do gênero”. Luis ainda relata sobre a união das turmas: “a interação com o oitavo ano com o nono é bem rara. A conexão que tá tendo, essa energia de todos fazendo tudo junto é legal”. Ao fim da atividade, Luis comentou que estava animado para os próximos encontros e cheio de ideias na cabeça. Segundo ele, como não costuma ter projetos extraclasse na escola como este, para ele, a oficina superou as expectativas. “Achava que ia ser só a parte explicativa que a gente não ia botar tanto a mão. Tô um pouco ansioso com esse projeto novo, de todo mundo fazer histórias filmadas e editadas, a parte de áudio e a parte visual com as câmeras e ângulos, é desafiador”, relata o estudante.

Após a primeira etapa nas escolas, a segunda fase do Olhares da Comunidade reúne parte dos estudantes na nossa sede para aprofundar os conhecimentos. No último sábado, 22, iniciamos a integração dos estudantes e definimos três temas de documentários que serão gravados e editados no próximo sábado, 29. São eles: preconceito, lgtfobia e ser adolescente. Temas que surgem a partir das vivências e inquietações que eles compartilham durante o brainstorming de ideias.

Para finalizar o ciclo 2019 de oficinas do projeto, que tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (Lic/SM), voltaremos às escolas para uma sessão cineclubista em que exibiremos todos os vídeos produzidos, um total de 11. Isso valoriza o processo de aprendizado e compartilha com a comunidade escolar o resultado, gerando reflexão e socialização, e, por fim, cumpre-se uma das funções principais da produção audiovisual que é a de que todo filme deve chegar até o público.

Por Tayná Lopes
Foto Neli Mombelli

 


Workshop de roteiro reuniu público diverso


Para Félix, “escrever é guiar o olhar. Roteiro é movimento”.

No dia 15 de junho ocorreu, na sede da TV OVO, o Workshop de Roteiro, ministrado por Félix Rebolledo, que ressaltou o processo de desenvolvimento de um roteiro, passando pelo papel do roteirista, pela estrutura dramática e formatos de roteiro até a construção do personagem. O encontro iniciou  às 9 horas da manhã e se seguiu até as 18 horas de sábado, com intervalos curtos para lanche e almoço, totalizando 8 horas. O público de 25 participantes foi formado por pessoas de diferentes profissões, mas todos querendo escrever suas histórias.

O jornalista Luiz Gustavo Bordin, 47 anos, por exemplo, nos contou que sua paixão por cinema começou lá na infância. “Eu sempre adorei cinema desde criança. E sempre dava um jeito de transformar uma caixa de fósforo em câmera e os soldadinhos em atores ou repórteres.” Além disso, Luiz nos explica sua motivação para participar do workshop. “Eu vim aqui hoje pelo palestrante, uma pessoa experiente e que conhece muito cinema e roteiro. Achei uma excelente oportunidade, porque não é sempre que a gente tem uma pessoa desse calibre aqui em Santa Maria”, comenta Luiz.

Já João Eduardo Fogaça,  23 anos, veio de Cruz Alta para participar da atividade. ele contou que se apaixonou por audiovisual na faculdade após realizar uma disciplina de documentário e que pretende utilizar o ensinamento adquirido para produzir um documentário sobre os carroceiros de sua cidade. “A gente quer mostrar a relação dos carroceiros com o trânsito e as dificuldades que eles enfrentam, tanto de preconceito quanto de locomoção”, compartilha João Eduardo.

O workshop integra a programação do projeto Narrativas em Movimento e é financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM). A programação prevista para o ano de 2019 conta ainda com mais um workshop de documentário no segundo semestre e também a realização de dois colóquios.

Por Lívia Teixeira
Foto de Juliana Brittes


Conheça os vencedores do 2º Assimetria


Ontem encerrou a segunda edição do Assimetria – Festival Universitário de Cinema e Audiovisual. A sede do festival, que iniciou na segunda-feira,  foi em Florianópolis e teve sessões concomitantes em Santa Maria, já que a proposta é realizada conjuntamente entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Nos três dias, circularam mais de 200 pessoas pelas salas de exibição do Centro Integrado de Cultura (CIC) de Florianópolis e do Cineclube da Boca, no prédio 67 da UFSM. Foram exibidos 31 curtas distribuídos entre ficção, documentário e experimental.

Os vencedores desta edição foram:

Melhor filme de ficção: Y Ahora Elogiemos Las Peliculas (Nicolás Zuckerfeld, FUC)

Melhor filme experimental: YYY (Salomé Bazin, UNTREF)

Melhor documentário: Um Lugar ao Sul (Gianluca Cozza, UFPel)

Júri Popular: Sem Nome (Marthina Baldwin, UFSC)

Menção honrosa: Que som tem a distância? (Marcela Shild, UNISC)

O júri foi composto por  Ana Lígia Becker (MIS/SC), Cássio Tomaim (UFSM), Gustavo Spolidoro (PUCRS), Jorge La Ferla (UBA/FUC) e Patrícia Iuva (UFSC).

O Festival recebeu inscrições de 13 instituições de ensino superior da região Sul do Brasil e dos países vizinhos Argentina, Paraguai e Uruguai, área de abrangência da edição de 2019.

O Assimetria é um projeto de extensão do Centro de Artes e Letras (CAL) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em conjunto com a TV OVO e o Cineclube da Boca, e conta com a parceria de professores do Curso de Cinema do Departamento de Artes (ART) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em conjunto com o Cine ParedãoCineclube Rogério Sganzerla, Cinema Mundo, e neste ano, do CIC.

 


Inscrições abertas para workshop de roteiro


Estão abertas as inscrições para o workshop de roteiro,que será ministrado por Félix Rebolledo na sede da TV OVO (Floriano Peixoto, 267), dia 15 de junho. O workshop irá trabalhar com a teoria e a forma do roteiro e irá se concentrar nos elementos do roteiro que permitirão aos participantes entender a estrutura e o movimento dramático especificamente para filmes narrativos de curta-metragem.

A atividade será no durante todo o sábado do dia 15 de junho, das 9h às 12h30 e das 13h30 às 18h, totalizando 8 horas aula. O workshop disponibiliza  25 vagas com o valor de R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia (idosos, estudantes, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda de 15 a 29 anos).

Os participantes podem ser de qualquer idade ou área, basta estar interessado em escrever roteiros para curtas. As inscrições podem ser realizadas até dia 10/06, segunda-feira, pelo formulário do google. A vaga será confirmada mediante o pagamento na sede da TV OVO até a mesma data.

O workshop integra a programação do projeto Narrativas em Movimento (Nem), que tem financiamento pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maroa (LIC/SM). Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail tvovo@tvovo.org, via inbox no Facebook ou Instagram, ou ainda ligar para 3026 3039 ou falar com integrantes da TV OVO.

Conteúdo proposto
O que é um roteiro?
Tipos e formatos do roteiro;
A estrutura dramática do roteiro;
O paradigma de Syd Field;
Escrita de um roteiro para um curta-metragem;
Composição dramática: causalidade e motivações;
Situações dramáticas e construção dum personagem;
Síntese dos elementos do roteiro e o trabalho de roteirista.

Sobre Félix Rebolledo 

Doutorando em Psicologia Social e Institucional na UFRGS. Pesquisa a teoria do processo imagético na filosofia da diferença aplicada ao cinema. Possui Mestrado (MA-Fine Arts) e Bacharelado (BFA) em Artes Visuais na Concordia University, Montréal, Canadá. Tem experiência como diretor, produtor, e roteirista em mais de 300 campanhas de publicidade. Tem trajetória profissional nas áreas da Propaganda, Marketing e Tradução Comercial, Franquias e Empreendedorismo e é revisor de revistas acadêmicas internacionais. Integrante dos grupos de pesquisa Corpo, Arte e Clínica do PPGPSI/UFRGS, do SenseLab/Concordia University/Canadá e do LabInter/UFSM/Brasil. Bolsista CAPES.