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Circuito de exibição percorre escolas municipais de Santa Maria


Hoje começamos o circuito de sessões cineclubistas itinerantes pelas escolas de Santa Maria pelo projeto Olhares da Comunidade. A primeira é na Escola Pão dos Pobres, no bairro Nossa Senhora de Fátima, sessão realizada na manhã desta sexta-feira, 19/10.  Na segunda-feira, dia 22, estaremos às 14h no CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados), no bairro da Nova Santa Marta. Dia 31 deste mês, uma quarta-feira, iremos ao distrito de São Valentim, na escola José P. de Oliveira, no período da tarde, às 15 horas.E quinta-feira, 07 /11, será na escola Vicente Farencena, em Camobi, às 11h, prevista anteriormente para o dia 20/10, mas que precisou ser alterada. Ainda estamos agendando exibições nas escolas Dom Antônio Reis, no bairro Medianeira,  e na escola Major Tancredo Penna de Moraes, localizada no distrito de Palma.

Os audiovisuais exibidos nas sessões foram selecionados a partir de um edital que convidou realizadores santa-marienses a inscreverem suas obras. Na programação, que tem cerca de uma hora, estão os curtas Pugna
Nada é Perfeito, Linhas Tortas, Um museu de outro mundo e O candidato. Em algumas comunidades em que já produzimos algum documentário, como nos distritos, ou locais em que já trabalhamos com oficinas que resultaram em alguma história audiovisual, a produção também será integrada à lista dos exibidos.

Após cada sessão rola um debate. A programação tem temática livre e busca fomentar diálogo e troca de ideias entre os jovens das escolas e integrantes das comunidades. Os filmes foram selecionados a partir de conceitos como: relevância social, atualidade, narrativa envolvente, fotografia e roteiro. Nossa ideia é promover a circulação de produções, levar o cinema para perto das comunidades, utiliza-lo como ferramenta de debate, compartilhamento de conhecimentos e inspirações.

Além das sessões cineclubistas itinerantes, o projeto Olhares da Comunidade também tem realizado oficinas de formação audiovisual em duas escolas. Em abril estivemos na escola Major Tancredo Penna de Moraes, em Palma, e na próxima terça iniciaremos o ciclo de formação na escola Dom Antônio Reis, no bairro Medianeira. O projeto tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Sessão na escola municipal Pão dos Pobres. Fotografia de Heitor Leal.


Pode chover que agora estamos protegidos


Perrengue é uma palavra frequente no vocabulário dos integrantes da TV OVO quando se fala em infraestrutura.  Principalmente quando havia previsão de chuva, aí  que surgiam as rugas na testa: corre para buscar lona, transfere equipamentos para outros lugares, consegue galocha emprestada. Foram muitas ventanias, tempestades, salas alagadas, planos A, B, C e D, muita contabilidade, pesquisa de preços e contatos para o serviço. Finalmente estamos livres das goteiras no galpão, pelo menos é o que se espera.

O telhado feito de tesouras de madeira e telha francesa estava com a estrutura comprometida em função de cupins, da porosidade das telhas antigas e também por já ser um ancião (datava de 1940). Já havíamos realizado uma reforma que não deu conta (em 2012, quando nos mudamos para o galpão, chegamos a fazer uma campanha de financiamento coletivo para consertar o telhado) e a única solução encontrada foi trocar a estrutura. Agora a madeira foi substituída por treliças de aço e as telhas por ligas de alumínio e zinco.

Durante os dias de troca do telhado recebemos a visita dela, claro, a chuva! Porém, como diz a legenda de uma de nossas fotos no Instagram: “Ficar sem telhado por uns dias também tem sua poesia”. Era um tanto artístico poder ver um pedacinho do céu entre as tesouras de madeira e o reflexo que se formava da água empossada no piso: resultava num desenho bonito. Aproveitamos o momento para rechear nossa timeline de imagens inspiradoras e conceituais, porque, afinal, não temos nada contra a chuva.  Ela é necessária para que não amarguemos na secura.

Após cerca de 20 dias, estamos de “chapéu novo”, embora um pouco mais barulhento quando as gotas de água beijam a sua superfície, e com um pouco de menos conforto térmico, quando os raios do sol incidem sobre ele, e não tão bonito e histórico como costumava ser, mas, afinal, protegidos.

Por enquanto as salas da TV OVO têm caixas de documentos, materiais de construção e poeira para todo lado e é nessa desordem das coisas que vivemos o caos criativo de nossas ideias, projetos e conversas. Felizes com um novo teto, inspirados pelo caos e torcendo por novas obras: a construção do tão sonhado Sobrado Centro Cultural.

Por Tayná Lopes

Dias de chuva sem telhado produziram alagamentos de imagens poéticas. Foto de Denise Copetti


Oficina de audiovisual: ensinar e aprender na mesma medida


Se pararmos para pensar um minuto de forma profunda, percebemos que a cegueira causada pelo excesso de imagens nos ataca dia a dia. Exercitar o olhar e a criatividade é cada vez mais difícil em meio a tantas cores, sons e formas. E é justamente essa ideia de “cegueira” em meio ao caos de informações que motiva e direciona o trabalho da equipe de oficineiros da TV OVO, nas oficinas formação direcionadas ao audiovisual.

Francine Nunes, integrante do atual grupo de oficineiros, ela ressalta que elas são muito importante,  já que “a TV OVO nasce baseada nisso, na realização de oficinas e formação de jovens para o audiovisual. Então eu fico muito contente que 22 anos depois a gente ainda esteja trabalhando com oficinas, isso é manter uma essência”.

A primeira oficina realizada neste ano foi na escola Tancredo Penna de Moraes, localizada no distrito de Palma. Alan Orlando, integrante da equipe de oficineiros, relata que é muito bom ver o interesse, a curiosidade e a vontade das crianças e adolescentes de entender um universo novo que chega até elas.

Um dos desafios encontrados na aplicação desta oficina foi a idade das crianças, Francine conta que a turma era formada por alunos de diferentes idades, de 10 até 15 anos. “Eu sei que pode parecer que são só cinco anos de diferença, mas nessa fase da vida cinco anos é um abismo, era visível a diferença que cada criança interagia com as atividades e para nós era extremamente desafiador explicar e orientar cada um de um jeito diferente. Mas, no final, o resultado foi excelente, eles conseguiram falar sobre temáticas que perpassam a vida deles, a escola, as vivências adolescentes. Eles conseguiram colocar tudo isso no produto final e fazer um produto que falasse sobre o que eles viam e sentiam. Resultou num vídeo sobre o que é importante pra eles nesse momento”, explica Francine.  Foram produzidos dois vídeos, um sobre o tema ódio e preconceito e o outro sobre respeito a todos.

Francine caracteriza o projeto como um estímulo para que os alunos desenvolvam audiovisualmente o que elas já sabem a partir do cotidiano.  Para ela, a proposta faz pensar sobre o que podemos fazer a partir de nossa experiência em conjunto com domínio da tecnologia e do audiovisual. A partir dessa interface, a oficina propõe pensar sobre a relação com a comunidade em que a gente vive, envolvendo criatividade, habilidades e desejos.

“As dinâmicas escolhidas para compor essa oficina tem apenas propostas que partem da realidade das crianças. Hoje elas já têm muito contato com o audiovisual, elas consomem muito o audiovisual, elas têm acesso ao celular, a câmera, então a gente já sai desse lugar que é o de que nós vamos lá só ensinar coisas. Elas já sabem muito, é uma oficina muito mais de troca. É um estímulo à forma de expressão, ao que eles querem dizer para o mundo, mostrar para as outras pessoas, ao que sentem, ao que pensam e ao que expressam”, finaliza Francine.

As oficinas fazem parte do projeto Olhares da Comunidade 2018 que tem o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (Lic/SM).

Por Tayná Lopes

Exercício de enquadramento no projeto Olhares da Comunidade no distrito de Palma.


Lista dos curtas selecionados para a mostra Olhares da Comunidade


Divulgamos a lista de produções selecionadas no edital Olhares da Comunidade. As obras irão integrar o circuito cineclubista itinerante que vai exibir curtas de documentário e ficção em diversas regiões da cidade.

Os selecionados são:
Pugna
Nada é Perfeito
Linhas Tortas
Um museu de outro mundo
O candidato

A programação tem temática livre busca fomentar diálogo e troca de ideias entre os jovens das escolas e integrantes das comunidades. Os filmes foram selecionados a partir de conceitos como: relevância social, atualidade, narrativa envolvente, fotografia e roteiro. Nossa ideia é promover a circulação de produções, levar o cinema para perto das comunidades, utiliza-lo como ferramenta de debate, compartilhamento de conhecimentos e inspirações.

Além das produções selecionadas via inscrição, vamos exibir dois curtas realizados na primeira fase do projeto Olhares da Comunidade no distrito de Palma. Os alunos da Escola Major Tancredo Penna de Moraes foram os protagonistas dos filme, tanto na roteirização, quanto na produção, gravação e atuação.

As exibições da sessões itinerantes serão realizadas entre os meses de setembro e outubro de 2018, em 6 localidades: Praça Boa Esperança/Bairro Nova Santa Marta, EMEF Vicente Farencena/Bairro Camobi, EMEF Major Tancredo Penna de Morais/distrito de Palma, EMEF Pão dos Pobres/Bairro Nossa Senhora de Fátima, Colégio Estadual Padre Romulo Zanchi/Bairro Presidente João Goulart, EMEF José P. de Oliveira/distrito de São Valentim.

Agradecemos a todos que enviaram suas produções e colaboraram com nosso edital, com a comunidade santa-mariense e com a circulação de produções audiovisuais. O edital é uma proposição da TV OVO através do Projeto Olhares da Comunidade 2018, com o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC-SM).

Por Tayná Lopes


SMVC abre inscrições para edição deste ano


O Festival Santa Maria Vídeo e Cinema está com inscrições abertas até o dia 31/08.  Com o lema “Atua e mudar as coisas”, o festival propõe pensar em como o cinema colabora para a transformação do mundo. A 12ª edição será realizada de 21 a 25 de novembro e estará organizada em duas mostras competitivas (nacional e regional), além de mostras paralelas.

Nas mostras competitivas são aceitas produções de curta-metragem de até 25 minutos nas categorias documentário, ficção e animação. Na competitiva nacional, são aceitas produções finalizadas a partir de janeiro de 2017. Já na mostra competitiva de Santa Maria e Região, poderão ser inscritas produções realizadas a partir de 2014. Não há delimitação de número de obras inscritas por realizador(a). O regulamento pode ser acessado no site do SMVC.


Vagas para participar da TV OVO no segundo semestre de 2018


Tu estás a procura de estágio ou trabalho voluntário na comunicação ou área afim?! Aqui na TV OVO estamos de portas abertas para quem tem interesse de integrar nossa equipe, basta ter três turnos livres, preferencialmente à tarde.
Para este semestre, são cinco vagas, sendo 2 para voluntários que sejam alunos de escolas públicas e estejam matriculados no 9º ano do Ensino Fundamental ou no Ensino Médio, e 3 vagas para estágio curricular e/ou voluntários que estejam na graduação. Vale ressaltar que os universitários que procuram por estágio serão direcionados para as atividades de assessoria de comunicação da TV OVO. As atividades podem ser registradas como estágio curricular ou ACC/ACG para alunos de graduação, conforme regulamento de curso ao qual o estudante está vinculado.
Se tu tens interesse, podes te inscrever neste formulário até domingo, 12/08.  Na segunda-feira, 13/08, entraremos em contato para agendar uma entrevista, que será realizada entre os dias 15 e 17/08 (quarta a sexta).

Te esperamos!!