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Inscrições abertas para o workshop Dirigindo a imagem: expressão e técnica na cinematografia


Seguimos com algumas de nossas atividades nesse período pandêmico e trazemos o workshop Dirigindo a Imagem: expressão e técnica na cinematografia, que será ministrado pelo diretor de fotografia Pedro Rocha. Os encontros serão nos dias 14, 15 e 16 de setembro (segunda, terça e quarta-feira), das 19h às 21h. O workshop será totalmente online, pela plataforma Zoom e gratuito, com 20 vagas disponíveis.

As inscrições podem ser realizadas até o dia 13 de setembro, domingo, pelo formulário no Sympla. Para receber o certificado de participação é necessário estar presente, no mínimo, em 2 dias de atividade. O workshop é direcionado para aqueles que já tem alguma experiência na área, a nível intermediário. Abaixo o conteúdo proposto para esses três dias de encontro:

  • Teoria da Imagem: a construção da imagem; composição visual, o espaço da tela -2D e 3D; linguagem das formas, o controle do olhar
  • Evolução dos formatos e tecnologias do vídeo
  • Anatomia da câmera: diferentes modelos e características
  • Sensor digital: tamanho, resolução, latitude, sensibilidade, global/rolling shutter
  • Óptica: bocais, modelos de lentes, profundidade de campo, lentes e perspectiva, lentes e movimento
  • Fundamentos técnicos da cinematografia: iso, obturação, temperatura de cor e diafragma
  • Codecs e compressão de imagem, gamma, log, lut e raw
  • Exposição: fatores de exposição para o vídeo, controle da exposição, escala EV.

Sobre Pedro Rocha

Pedro é diretor de fotografia e fotógrafo formado em Jornalismo pela UFSM (2003). Foi diretor e fotógrafo por 5 anos no núcleo digital da produtora Film Planet em São Paulo. Como freelancer, na área de publicidade, já realizou trabalhos de direção de fotografia para clientes como Netflix Brasil, Samsung, Nestlé, Bradesco, Honda e Toyota. Durante o ano de 2015, trabalhou como diretor e fotógrafo no núcleo de inovação e linguagem do Grupo RBS. Em 2018 foi professor de Direção de Fotografia na pós em Produção Fotográfica e Audiovisual da Unisc.

Entre suas produções como diretor de fotografia estão os documentários “The Communication (R)evolution” (2013), Depois do Fim (2017) e as minisséries: “Oxigênio” (2014), Paralelo 30 (2017), Retratos do Cárcere (2017), SemprePoa (2018) e Sagrados e Profanos (2018). Foi co-diretor de fotografia no longa-metragem “Central” (2016).

Entre as premiações recebidas está o “Troféu Cineclube”, homenagem do Movimento Cineclubista Brasileiro pela contribuição à linguagem e ao desenvolvimento da cultura audiovisual, o “Troféu Vento Norte”, destaque dos 15 anos do Santa Maria Vídeo e Cinema, e o Kikito de melhor fotografia com o curta-metragem “Telentrega” no 45º Festival de Cinema de Gramado.

A atividade faz parte do projeto Narrativas em Movimento 2020, financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria – LIC/SM.

Por Lívia M. Oliveira


Colóquio online discutirá Audiovisual e Representatividade Negra


Está chegando mais uma edição do Projeto Narrativas em Movimento e o nosso primeiro encontro já está marcado! Dia 27/08, quinta-feira, às 19h, te convidamos para participar do colóquio Audiovisual e Representatividade Negra com o ator e cantor Flávio Bauraqui e a roteirista, diretora e produtora Mariani Ferreira. A mediação será do ator, diretor, professor e roteirista Gelton Quadros.

Devido a pandemia, tivemos que adaptar a realização de nossos eventos. Por isso, o colóquio será online, em formato de live. A transmissão será feita em nosso Facebook e Youtube e o link será disponibilizado em nossas redes sociais. Para ficar atualizado acesse o evento no Facebook. Quem deseja certificação do evento deve fazer sua inscrição neste formulário do Sympla.

 

Sobre os convidados: 

Flavio Bauraqui: ator e cantor, Flavio já participou de diversos musicais e peças teatrais pelo país. Deu vida ao grande Cartola no espetáculo “Cartola – O Mundo é um Moinho”. No cinema, interpretou Tabu em “Madame Satã”, premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior. Voltou a trabalhar com Karin Ainouz em “O Céu de Suely” e participou de vários outros filmes como “Zuzu Angel”, “O Cheiro do Ralo”, “Meu Nome Não é Johnny”, “Faroeste Caboclo”, “Nise – O Coração da Loucura” e “Homem Livre”. Também tem extensa atuação em novelas e séries como “Filhos da Pátria”, “Malhação – Seu Lugar no Mundo”, “Meu Pedacinho de Chão”, “Duas Caras”, “Toma lá, dá cá”, “Caras & Bocas” e “Paraíso Tropical”, na qual fez muito sucesso. Também é intérprete musical, realizando shows e outros projetos enquanto cantor.

Mariani Ferreira: é roteirista, diretora e produtora. Estudou jornalismo, foi crítica de cinema e redatora e diretora de publicidade. Seu filme de estreia,  o curta-metragem de ficção “Léo”, foi exibido em diversos festivais, como  os prestigiados Festival Del Nuevo Cine Latino Americano de La Havana e o Festival Internacional de Cinema de Guadalajara. Mariani também é produtora executiva e roteirista do documentário “O Caso do Homem Errado”.   Também é  roteirista da série “Necrópolis”, exibida pela Netflix. Hoje trabalha como roteirista na TV Globo. É membro-fundadora do Coletivo Macumba Lab.

Gelton Quadros: ator, diretor, professor e roteirista. Pedagogo formado em Licenciatura em Teatro e Artes Cênicas (Atuação e Direção) pela Universidade Federal de Santa Maria. Criador da Cia de Arte de Rua Teatro no Buraco. Além do teatro, nos últimos anos também participou de curtas metragens locais e foi jurado do Santa Maria vídeo cinema em 2018.

O projeto Narrativas em Movimento 2020 é financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, LIC/SM.

Por Lívia M. Oliveira


Quando te avisto, filme sobre presença indígena em Santa Maria no Festival de Gramado


Nosso documentário, Quando te avisto (2020, 24’), foi selecionado no Festival de Cinema de Gramado para concorrer ao Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema – Mostra Gaúcha de Curtas. A produção aborda a presença indígena em Santa Maria e propõe uma reflexão da relação do homem branco com os povos indígenas que não se restringe ao local.

A proposta para o documentário surgiu em 2018, após finalizarmos a série de documentários sobre o interior santa-mariense, onde a história oral sempre evocava a presença indígena a partir de artefatos encontrados por agricultores em plantações ao revirar a terra. Outro fator foi a abordagem limitada sobre a presença indígena na constituição histórica do município. Iniciamos a produção um ano depois, assim que aprovamos sua realização na Lei de Incentivo a Cultura de Santa Maria – LIC/SM pelo projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade 2019.

Para construir a visão do filme, trabalhamos com oficinas de formação audiovisual nas escolas indígenas das aldeias Guarani Mbyá – Tekoa Guaviraty e na Aldeia kaingang Três Soitas. Foi uma forma de estarmos mais próximos dessas comunidades, de nos integrarmos mais ao seu cotidiano e de levar a possibilidade do audiovisual para que eles mesmo pudessem registrar suas histórias e também para que o filme não fosse um olhar colonizador. Foi dessa experiência que resultou o Quando te avisto e o documentário Mbya Arandu (Saber Guarani), produzido pelos estudantes, que ganhou melhor documentário no prêmio especial do júri no 13º Curta Taquary – Festival Internacional de Curta-Metragem, de Taquaritinga do Norte, em Pernambuco.

O festival de Gramado, que está na sua 48º edição, ocorre entre os dias 18 e 26 de setembro de forma online. A programação será transmitida pela grade linear do Canal Brasil e a Mostra Gaúcha de curtas também estará disponível para assinantes do Canal Brasil Play entre os dias 19 e 22 de setembro.

Além disso, já estamos preparando o pré-lançamento do Quando te avisto no formato de live, com um debate sobre o audiovisual como ferramenta de representação dos povos indígenas. Acompanhe nossas redes nossas redes (Facebook e Instagram) para não perder essa discussão.

Sinopse
O que acontece quando dois olhares se cruzam? E se esses olhares compartilham de um mesmo espaço, mas se constituem em mundos próprios? O que afasta e aproxima indígenas e não indígenas? Entre colonizações e apagamentos históricos, disputas de territórios, presença e invisibilidade, o legado das comunidades indígenas é o da existência através da resistência ancorada na sua espiritualidade, no respeito às diferenças e no vínculo com a natureza.

Direção de Denise Copetti e Neli Mombelli
Documentário | 24’46”

Veja o trailer

 

Por Lívia M. Oliveira


Cine em Movimento é nosso mais novo projeto aprovado pelo FAC-RS


Mesmo com as dificuldades vivenciadas pela cultura desde a chegada do novo coronavírus, a notícia boa que temos para compartilhar é a de que fomos contemplados pelo FAC Movimento, edital do  Pró-cultura RS – Fundo de Apoio à Cultura. O certame, que teve inscrições abertas até o final do ano passado, estimulou projetos para movimentar a produção cultural do Estado.

Foi a partir disto que apresentamos o Cine em Movimento, projeto que prevê exibições de produções audiovisuais independentes realizadas no Rio Grande do Sul e promove dinâmicas de debate e reflexão. A ideia inicial do projeto submetido é a de percorrermos as cidades de Dilermando de Aguiar, São Martinho da Serra, Itaara, Silveira Martins, Santa Maria e Restinga Seca  com sessões de filmes. Porém, devido ao contexto atual de pandemia, será necessário adaptarmos a proposta de trabalho, buscando manter a essência e modificando a logística do processo de cineclubismo em movimento.

O Cine em Movimento busca fortalecer o movimento cineclubista e a democratização do cinema no interior do Estado. Nosso intuito é lançar um edital para selecionar filmes produzidos no RS e, a partir disso, levá-los para as cidades do interior para formar público,  facilitar o acesso a filmes que nem sempre chegam até essas localidades, além de instigar um olhar crítico e ativo em relação aos filmes, compartilhando vivências e partilhando de experiências, afinal, cinema é identidade. Além da metodologia do cineclubismo, trabalharemos também registrando o projeto em forma de documentário, para que as viagens, os debates e os rostos que encontrarmos no caminho sejam  memória viva do cinema no interior e respaldem em ações de inclusão desses lugares no circuito audiovisual.

Cine em Movimento deverá levar audiovisual para 6 cidades do interior do RS. Foto de Lívia Oliveira

Por Tayná Lopes


Quando te avisto: veja o trailer do nosso novo documentário


Elida Benites, indígena da etnia Guarani, interpreta personagem que conduz a narrativa do documentário. Foto: Neli Mombelli

 

Hoje é dia mundial do Meio Ambiente. Não pretendemos falar do quão importante é esse tema, mas vamos repetir que ele deveria ser pautado diariamente, assim como outros assuntos que se fazem urgente de serem discutidos em nossa sociedade. Entre eles, a questão indígena, que está diretamente ligada ao meio ambiente. Os indígenas são os guardiões das florestas e quem têm uma relação muito distinta e respeitosa com a natureza. É nesse contexto que compartilhamos o trailer do nosso novo documentário: Quando te avisto (2020, 24’).

O que acontece quando dois olhares se cruzam? E se esses olhares compartilham de um mesmo espaço, mas se constituem em mundos próprios? O que afasta e aproxima indígenas e não indígenas? Entre colonizações e apagamentos históricos, disputas de territórios, presença e invisibilidade, o legado das comunidades indígenas é o da existência através da resistência ancorada na sua espiritualidade, no respeito às diferenças e no vínculo com a natureza.

A ideia para o documentário surgiu em 2018, durante a realização da série documental sobre os nove distritos que formam Santa Maria. Ao  registrar essas histórias, nossa equipe  se deparou com muitos relatos da presença indígena na formação desses lugares e de como essa narrativa é pouco abordada. “Como a gente fala sobre a história e a memória da cidade, precisávamos falar sobre a questão indígena, porque é a origem da cidade, e não só daqui, explica Neli Mombelli, que dirige o documentário junto com Denise Copetti.

O documentário  estava programado para ser lançado nas aldeias de Santa Maria e na Feira do Livro da cidade, prevista para ter ocorrida em maio. Porém, devido a pandemia do novo coronavírus e prezando resguardar a saúde de todos, estamos estudando a melhor forma de realizar o lançamento do filme.

A construção da narrativa do filme e os aprendizados

Falar sobre a presença indígena em Santa Maria tem alguns desafios, como, por exemplo, a escassez de capítulos que abordam a existência desses povos na história oficial sobre a formação da cidade. “A gente sabe que as histórias dos povos e das aldeias são contadas oralmente e passadas de geração para geração. As histórias deles não são registradas [no papel]”, comenta Denise. O filme buscou construir uma narrativa atual sobre a questão indígena a  partir das etnias Guarani e Kaingang, que possuem aldeias no município, além de entrevistar acadêmicos que moram na Casa do Estudante indígena da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Para construir a visão do documentário, houve muitas trocas com as aldeias. Na tentativa de buscar um protagonismo indígena na construção da história do documentário, nossa equipe trabalhou com oficinas audiovisuais na aldeia Kaingang Três Soitas e na aldeia Guarani Mbyá Tekoá Guaviraty Porã. “Justamente como uma forma de aproximação, para a gente não chegar lá e dizer: estamos fazendo um documentário sobre indígenas e viemos aqui gravar vocês. A gente não queria isso, queríamos que eles construíssem esse documentário, de certa forma, com a gente.” relembra Neli. E completa: “Foi um misto de pesquisa, de ideias, de entrevistas e de trocas com essas duas comunidades indígenas que resultou o Quando te avisto.”

E  retomando o gancho do meio ambiente, ao ser questionada sobre se algo a fez repensar alguma questão do mundo da vida durante a produção do documentário, Neli elenca a relação com o tempo presente, com a natureza e com o território. “A relação que os indígenas têm com a noção de território não contempla essa divisão geopolítica. É uma ideia de circulação por espaços e por afinidades e como tu trabalha aquele espaço. Ele não é tua propriedade, mas ele é um espaço que te fornece a possibilidade de sobrevivência, e dele se retira a sobrevivência, mas não o lucro.” Sobre o tempo, ela diz que a sabedoria indígena a ensinou olhar para o presente, muito antes de a pandemia chegar. “A gente precisa viver e fazer o agora. O futuro é sempre algo por vir, ele nunca se materializa.”

O documentário foi financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, LIC/SM e faz parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade 2019.

Por Lívia M. Oliveira

Assista ao trailer


Acompanhe nossa nova série: Cartas à Vila Belga


Série “Cartas à Vila Belga” disponível em nosso canal do YouTube, Facebook e IGTV.               Foto: Marcos Borba

É com muito orgulho e alegria que compartilhamos mais três produções audiovisuais inéditas. Sejam bem-vindos (as) às histórias da série Cartas à Vila Belga,  que com cor e imagens em movimento homenageia um dos lugares mais queridos de Santa Maria.

Um conjunto de casas centenárias coloridas recebe uma afetuosa visita. Em tom de carta, moradores e apaixonados pela Vila Belga contam sobre o patrimônio histórico e cultural, resignificam o espaço e eternizam suas lembranças por meio de vídeo-cartas.

A Vila Belga é um conjunto habitacional tombado como patrimônio estadual. Foi construída entre 1901 e 1903 para servir de moradia aos funcionários da companhia belga Compagnie Auxiliare des Chamins de Fer au Brésil, que vieram para cá para construir a ferrovia que corta o Estado. Inaugurada em 1907, hoje, a Vila Belga contabiliza 113 anos de existência.

O projeto audiovisual buscou valorizar esse lugar tão significativo para os santa-marienses e lançou o desafio para três pessoas: cada uma delas teria que escrever uma carta à Vila Belga, contando seus anseios, lembranças, amores, ou o que quer que estivesse na ponta da caneta. Assim, sugiram os episódios Um Pedaço Colorido do Mundo, Memórias Ferroviárias A Vila Belga é Hoje.  As cartas são linhas de afetos e vozes de Myrna Floresta, moradora da Vila Belga e presidente da associação de moradores; Marcelo Canellas, santa-mariense declarado apaixonado pela cidade e jornalista da TV Globo; e Ivan Sccott, ex-ferroviário e também morador do local.

Myrna Floresta diz que se sente privilegiada em poder participar do projeto e ajudar a população a entender o que a Vila Belga representa e que temos o dever de cuidá-la e preservá-la.  “O registro em vídeo é importante demais, pois alcança as pessoas do mundo todo através das redes sociais”, ressalta ela.

A cada sábado lançamos um dos episódios em nossas redes sociais. Você pode acompanhar pelo nosso YouTube, Facebook ou Instagram. Um Pedaço Colorido do Mundo já está disponível. Neste sábado é a vez de Memórias Ferroviárias, e no dia 12/06 você assiste ao episódio A Vila Belga é Hoje. Em breve, os episódios também serão veiculados na TV Câmara, canal 2 da NET e 18.1 no canal aberto.

A série Cartas à Vila Belga é um criação da TV OVO com financiamento do edital do Pró-Cultura/RS FAC Movimento (Fundo de Apoio à Cultura do governo do Estado em parceria com a Prefeitura Municipal de Santa Maria) e visa valorizar esse espaço que é patrimônio histórico, cultural e social gaúcho. Compartilhe este conteúdo e aproveite para inscrever-se no nosso canal do YouTube e acompanhar mais conteúdo audiovisual e novidades como essa, também nos siga no Instagram e curta nossa página no Facebook.

Por Tayná Lopes