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Conheça os vencedores do 2º Assimetria


Ontem encerrou a segunda edição do Assimetria – Festival Universitário de Cinema e Audiovisual. A sede do festival, que iniciou na segunda-feira,  foi em Florianópolis e teve sessões concomitantes em Santa Maria, já que a proposta é realizada conjuntamente entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Nos três dias, circularam mais de 200 pessoas pelas salas de exibição do Centro Integrado de Cultura (CIC) de Florianópolis e do Cineclube da Boca, no prédio 67 da UFSM. Foram exibidos 31 curtas distribuídos entre ficção, documentário e experimental.

Os vencedores desta edição foram:

Melhor filme de ficção: Y Ahora Elogiemos Las Peliculas (Nicolás Zuckerfeld, FUC)

Melhor filme experimental: YYY (Salomé Bazin, UNTREF)

Melhor documentário: Um Lugar ao Sul (Gianluca Cozza, UFPel)

Júri Popular: Sem Nome (Marthina Baldwin, UFSC)

Menção honrosa: Que som tem a distância? (Marcela Shild, UNISC)

O júri foi composto por  Ana Lígia Becker (MIS/SC), Cássio Tomaim (UFSM), Gustavo Spolidoro (PUCRS), Jorge La Ferla (UBA/FUC) e Patrícia Iuva (UFSC).

O Festival recebeu inscrições de 13 instituições de ensino superior da região Sul do Brasil e dos países vizinhos Argentina, Paraguai e Uruguai, área de abrangência da edição de 2019.

O Assimetria é um projeto de extensão do Centro de Artes e Letras (CAL) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em conjunto com a TV OVO e o Cineclube da Boca, e conta com a parceria de professores do Curso de Cinema do Departamento de Artes (ART) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em conjunto com o Cine ParedãoCineclube Rogério Sganzerla, Cinema Mundo, e neste ano, do CIC.

 


Inscrições abertas para workshop de roteiro


Estão abertas as inscrições para o workshop de roteiro,que será ministrado por Félix Rebolledo na sede da TV OVO (Floriano Peixoto, 267), dia 15 de junho. O workshop irá trabalhar com a teoria e a forma do roteiro e irá se concentrar nos elementos do roteiro que permitirão aos participantes entender a estrutura e o movimento dramático especificamente para filmes narrativos de curta-metragem.

A atividade será no durante todo o sábado do dia 15 de junho, das 9h às 12h30 e das 13h30 às 18h, totalizando 8 horas aula. O workshop disponibiliza  25 vagas com o valor de R$ 60,00 inteira e R$ 30,00 meia (idosos, estudantes, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda de 15 a 29 anos).

Os participantes podem ser de qualquer idade ou área, basta estar interessado em escrever roteiros para curtas. As inscrições podem ser realizadas até dia 10/06, segunda-feira, pelo formulário do google. A vaga será confirmada mediante o pagamento na sede da TV OVO até a mesma data.

O workshop integra a programação do projeto Narrativas em Movimento (Nem), que tem financiamento pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maroa (LIC/SM). Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail tvovo@tvovo.org, via inbox no Facebook ou Instagram, ou ainda ligar para 3026 3039 ou falar com integrantes da TV OVO.

Conteúdo proposto
O que é um roteiro?
Tipos e formatos do roteiro;
A estrutura dramática do roteiro;
O paradigma de Syd Field;
Escrita de um roteiro para um curta-metragem;
Composição dramática: causalidade e motivações;
Situações dramáticas e construção dum personagem;
Síntese dos elementos do roteiro e o trabalho de roteirista.

Sobre Félix Rebolledo 

Doutorando em Psicologia Social e Institucional na UFRGS. Pesquisa a teoria do processo imagético na filosofia da diferença aplicada ao cinema. Possui Mestrado (MA-Fine Arts) e Bacharelado (BFA) em Artes Visuais na Concordia University, Montréal, Canadá. Tem experiência como diretor, produtor, e roteirista em mais de 300 campanhas de publicidade. Tem trajetória profissional nas áreas da Propaganda, Marketing e Tradução Comercial, Franquias e Empreendedorismo e é revisor de revistas acadêmicas internacionais. Integrante dos grupos de pesquisa Corpo, Arte e Clínica do PPGPSI/UFRGS, do SenseLab/Concordia University/Canadá e do LabInter/UFSM/Brasil. Bolsista CAPES.


Assimetria divulgará selecionados neste final de semana


A segunda edição do Assimetria – Festival Universitário de Cinema e Audiovisual habilitou 53 produções inscritas para seguir para a fase de curadoria. Foram 19 documentários, 21 ficções e 13 experimentais, abrangendo filmes realizados em 13 instituições de ensino superior da região Sul do Brasil e dos países vizinhos Argentina, Paraguai e Uruguai. A divulgação das produções selecionadas será feita neste final de semana.

O Festival ocorre entre os dias 27 e 29 de maio na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis/SC, com exibições simultâneas na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em Santa Maria/RS. As instituições parceiras alternam o local da realização a cada ano.

Nesta edição, a premiação será na capital catarinense, mas o público presente nas sessões de Santa Maria poderá votar nos filmes para o prêmio de Júri Popular. Além desse, serão entregues troféus para o melhor filme e para melhor direção das três categorias: documentário, ficção e experimental. No mês de maio, a organização também deverá anunciar quem irá compor o júri do Festival. Acompanhe pela página no Facebook.

O Assimetria é um projeto de extensão do Centro de Artes e Letras (CAL) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em conjunto com a TV OVO e o Cineclube da Boca, e conta com a parceria de professores do Curso de Cinema do Departamento de Artes (ART) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em conjunto com o Cine ParedãoCineclube Rogério Sganzerla e Cinema Mundo.


Documentário Passo do Verde será exibido na segunda-feira, na Feira do Livro


O palco do Livro Livre da 46° Feira do Livro de Santa Maria projeta o distrito de Passo do Verde em sua tela. O documentário Passo do Verde – o 6° distrito, produzido pela TV OVO, será exibido no dia 29 de abril, segunda-feira, às 19h na Feira. O filme aborda a história, o cotidiano e as principais características do distrito por meio de depoimentos de moradores da localidade. Após a exibição do filme haverá uma roda de conversa.

O documentário, que integra o projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, foi produzido em 2018, e tem direção de Alan Orlando e Helena Moura, diretores estreantes. As primeiras cenas registradas foram em fevereiro, na tradicional festa de Iemanjá.  A produção contou com quase dez idas ao distrito para buscar personagens, compreender e vivenciar um pouco do cotidiano do lugar e registrar imagens. Passo do Verde, como sugere o nome, é rico em vegetação, água e areia. O território tem muita gente, histórias e lendas. As ruínas da ponte velha, que podem ser vistas da BR 392, são ícones do 6º distrito que fica ao sul de Santa Maria. No Balneário, escuta-se pássaros e bugios; na Estrada da Limeira, ouve-se a euforia das crianças; já na Estrada dos Guerra e Mato Alto tem-se a trinca do interior: pecuária, soja e arroz. Mas sabe o que há em comum nessas estradas? O som das máquinas e caminhões que carregam a maior economia do distrito – a areia. Entre sons e paisagens, constrói-se a memória e a vida da localidade.

O documentário teve financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (LIC/SM). Além de Passo do Verde, em 2018, o projeto também registrou o distrito de Pains, encerrando a incursão realizada pela TV OVO pelos nove distritos rurais santa-marienses, iniciada em 2014.

O que: Exibição do documentário Passo do Verde, 6° Distrito
Onde: Palco Livre, Feira do Livro de Santa Maria, Praça Saldanha Marinho
Quando: 29 de abril (segunda-feira), às 19h.

Por Kamila Ruas

Raquel Lopes de Lima, moradora do Balneário Passo do Verde, faz comida caseira e vende no distrito. Ela é uma das personagens do documentário. Foto de Francine Nunes


Crônica da formação de um quarteto


A Rua Vale Machado possui uma forma singela, diferente de todos os caminhos que preenchem o coração do Rio Grande do Sul. Os pássaros cantando na alvorada, a fileira de ônibus que aguarda rostos amanhecidos para embarcar em uma viagem de quarenta minutos, a gargalhada dos motoristas que ecoam os prédios desde as cinco da manhã. O despertador tocou, e como de costume, levantei-me e fui direto à cozinha vasculhar onde havia guardado o filtro de café. A liquidez de como levamos dia após dia é um reflexo do comodismo de como a indústria e a tecnologia nos suga para um mar de dependência.

Coloquei o filtro dentro da máquina e aguardei cinco minutos até começar a sentir o aroma que colore minhas manhãs. Dia oito de abril de dois mil e dezenove era um dia diferente na cidade rodeada por morros. O sol ardente me resgatou um sorriso após me espreguiçar. Quente como o vulcão, e gelado como o coração de quem está com pressa de encarar o cotidiano. Antes de pegar a chave e girar a maçaneta da porta, sempre traço a minha rota e o destino de aonde quero chegar. Dessa vez, meu epílogo era diferente. E minha tendência também.

Dobrei na esquina da Avenida Rio Branco e desci contemplando as faixadas dos prédios coloridos visíveis da arquitetura Art Déco que conforta a  urbe. Brechós, mercados, cabarés. A cada passo largo que dava, a cada olhar que fitava com o meu, era um sentimento único que só Santa Maria poderia transmitir. Enxergava de longe senhores de idade sentados nos bancos lendo jornais, taxistas tomando chimarrão intercalando com gargalhadas. Minha jornada em direção a rua Ernesto Becker esquina com a Floriano Peixoto não poderia ser diferente até chegar aos arredores do sobrado antigo que resgata a memória de cada inquietude com sede pelo espírito comunitário.

Era o meu primeiro dia na TV OVO. Caminhei até a frente da fachada e, ao lado de um grafite colorido, toquei a campainha da frente e aguardei alguém abrir a porta. Quando entrei pelo ‘lugar errado’, percebi que havia uma moça sentada na mesa principal. Era Lívia Maria Teixeira de Oliveira, a mais nova voluntária. Sentei-me junto com ela e percebi seu sotaque diferente quando começou a falar. Acadêmica do quinto semestre do curso de Produção Editorial na UFSM, a moça de 19 anos é carioca e apaixonada por diagramação.

Um dia depois, tracei novamente a rota que irá preencher minhas tardes três vezes por semana. Na terça-feira, sentadas na mesma mesa, conheci também as duas novas voluntárias que irão planejar a comunicação junto comigo: Thaisy e Kamila. Thaisy Finamor, a jornalista de 21 anos nascida em Santiago, formada na Universidade Federal do Pampa, acabou de se mudar para a cidade e está fazendo pós-graduação em Mídias Digitais na Universidade Franciscana (UFN). E Kamila Ruas Flores, jornalista santa-mariense recém egressa da Universidade Federal de Santa Maria.

Somos quatro mulheres, quatro rostos, quatro corações, e quatro singularidades que irão agregar à família audiovisual em 2019. Volto para casa pela Avenida Rio Branco com a minha térmica vazia e com sede de todo dia aprender algo novo. No próximo dia, já que agora sou da casa, entrarei pelo portão maior. Avante!

Por Juliana Brittes, santa-mariense acadêmica do curso de Jornalismo da UFN, apaixonada por fotografia.

Acima, da esquerda para a direita, Lívia e Kamila. Abaixo, Juliana e Thaisy. O novo quarteto que integra a equipe neste semestre. Fotos: Juliana Brittes


Selecionamos voluntários e/ou estagiários para este semestre


Se tu curtes audiovisual e produzir conteúdos divertidos e dinâmicos para redes sociais, trocar ideias, criar novas propostas que interajam com a comunidade a partir do olhar da comunicação este é o lugar certo. Venha integrar o nosso coletivo que trabalha com a comunicação comunitária, desenvolve projetos culturais e faz muito audiovisual com amor.

Nossa seleção de voluntárias (os) e/ou estagiárias (os) para o primeiro semestre de 2019 está aberta. São 4 vagas para estudantes que estejam matriculados em cursos da comunicação ou áreas afins. As vagas são para:
2 pessoas que curtam produção de conteúdo (vídeos, fotos e textos);
1 social media que também curte criar peças gráficas para as redes;
1 pessoa que goste de trabalhar com editoração de conteúdo e tenha habilidades para conceber uma página para este conteúdo (não precisa programar).

Para participar, é preciso ter, pelo menos, dois ou mais turnos livres, preferencialmente pela tarde, e estar disposto a trabalhar  coletivamente. Vale lembrar que pra quem se inscrever como voluntário (a), as atividades podem ser registradas como
ACC/ACG, além de toda experiência que pode surgir junto do trabalho desenvolvido.

As inscrições vão até até o dia 26 de março, próxima terça-feira neste formulário. Após a inscrição online, entraremos em contato  por e-mail para agendar um horário de encontro para entrevista na nossa sede, na Rua Floriano Peixoto, 267.