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Produção do documentário no distrito do Passo do Verde amplia a visão sobre a localidade


O mês de maio foi muito movimentado. Além do nosso aniversário, de exibições em escolas, de debates na Feira do
Livro e lançamento do livro Cronicaria, nos dedicamos à produção de mais um documentário: sobre o distrito de Passo do Verde.

Se aventurar por Passo do Verde foi um desafio para Alan Orlando e Helena Moura, pois é a primeira grande produção na posição de diretores, além de ser uma grande responsabilidade. Essa é a equipe mais jovem a fazer um documentário da série dos distritos do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade.

A motivação e o envolvimento tem dado um toque especial ao trabalho coletivo de pensar e discutir as sugestões de cada membro da equipe. Antes do início das gravações, a equipe fez a pré-produção, etapa onde os responsáveis
foram até o distrito conversar com os moradores para conhecer mais sobre o lugar e buscar os personagens. Com esse primeiro olhar sobre a história de Passo do Verde, as diárias de gravação são marcadas.

Desde a primeira gravação, em fevereiro, na procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, algumas ideias mudaram e outras se expandiram. Embora Passo do Verde seja mais conhecido pelo balneário e pela extração de areia, há muitas outras localidades e histórias para serem exploradas, como destaca o diretor Alan Orlando: “A pesquisa sobre o distrito e as conversas com os moradores nos fizeram enxergar muitas coisas que não podemos deixar de lado, descobrimos um outro distrito através da busca e fala das pessoas.”

Ao conhecer mais sobre o distrito, ficou definido que a produção seria a partir de um olhar voltado para a observação, como destaca Alan: “Pensamos em um documentário onde não será utilizada narração, tudo é dito pelos moradores do distrito. Vamos deixar os personagens livres para contarem suas histórias e do local onde vivem.”

Para além dos depoimentos, as imagens, também em tom mais observativo, ajudarão a compor a narrativa e o registro da paisagem do distrito. Este é o penúltimo documentário da série que iniciou a incursão pelo interior de Santa Maria em 2014. No segundo semestre produziremos o último, sobre o distrito de Pains. O projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Por Fernanda Marques

Os netos de Dona Raquel, que mudou-se para o balneário de Passo Verde em busca de tranquilidade, moram com a avó e frequentam a escola do distrito. Foto de Francine Nunes.


Exibições de documentários em Palma e Santa Flora: enxergar-se pelo olhar do outro


Em 2017, a TV OVO realizou produções de documentários que contam a história dos distritos de Palma e de Santa Flora, e agora chegou o momento de apresentar os filmes em suas respectivas comunidades. As exibições permitem que as comunidades conheçam o trabalho que contou com a colaboração delas para ser realizado como também é uma possibilidade de enxergar-se pelo olhar do outro.

A exibição em Palma será hoje, 23/05, quarta-feira, às 19h,  no salão da Capela de Santa Terezinha. Já em Santa Flora, será no dia 28/05, segunda-feira, às 18h30, no salão da capela de Santa Flora.

O filme sobre Palma traz quinze entrevistas concedidas pelos moradores da comunidade, que relatam histórias de infância na região, a construção da Escola Major Tancredo Penna de Moraes, a imigração italiana e algumas lendas. Já o documentário sobre o distrito de Santa Flora, a antiga colônia Vacacaí, mostra a luta e a esperança de seu povo em manter viva a sua história. Ambos os documentários fazem parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que conta histórias de lugares e pessoas de Santa Maria, e tem financiamento pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC/SM).

Sinopses

Palma
Uma equipe em busca de histórias. Uma comunidade e a construção de um distrito. Palma, o 8º distrito de Santa Maria, é um dos últimos a ser criado, porém, sua história remonta aos tempos antigos: dos imigrantes italianos, das grandes fazendas, dos escravos, e, antes desses, dos indígenas. São histórias de outras épocas que, às margens da RSC-287, dão forma aos tempos atuais, visíveis na sua gente, nos costumes, nas crenças, nas memórias e na esperança que alimenta o futuro.

Santa Flora
Marcada pela antiga e esquecida presença indígena, pelas sesmarias que garantiram a posse do Brasil Colônia à Portugal na disputa do território com a Espanha e pela recolonização italiana, a antiga Colônia Vacacaí, hoje distrito de Santa Flora, é a principal economia rural do município de Santa Maria. Nem o forte tripé soja-arroz-gado garante um acesso digno de seus moradores ao principal centro urbano do estado do Rio Grande do Sul. O documentário Santa Flora traz, na voz de seus habitantes, a luta, a obstinação e a esperança de manter viva a história do lugar e de seu povo.

Por Larissa Essi

 

Histórias são ouvidas no distrito de Palma.


Festival Assimetria exibiu mais de trinta filmes em dois dias


A primeira edição do Assimetria – Festival Universitário de Cinema e Audiovisual realizado entre os dias 14 e 16 de maio na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi sucesso de público e de produções. Foram exibidas 32 produções, de 56 inscritas, divididas nas categorias ficção, documentário e experimental. Além disso, circularam mais de 160 pessoas entre os dois pelas sessões que iniciavam às 14h30 e encerravam às 17h.

O festival premiou o melhor filme eleito pelo júri popular e os melhores filmes em cada uma das categorias, sendo o júri técnico composto pelos professores José Cláudio Castanheira (UFSC), Maria Cristina Tonetto (UFN), Gilvan Dockhorn (UFSM) e pelo professor aposentado Luiz Carlos Grassi.

Na categoria ficção, o vencedor foi o filme Sob o Signo de Escorpião (2017, 16’27”), dirigido por Nathan Luchina, produzido no curso de Cinema da UFSC. A narrativa traz características de suspense, já enunciados na sua sinopse: Virgínia levanta, faz um drinque, escreve. Um envelope sem remetente e de conteúdo misterioso perturba o seu dia.

Na categoria experimental, o vencedor foi Ansiedade (2017, 5’), dirigido por Bernardo Schmitt, também do curso de Cinema da UFSC. A sinopse descreve a obra como um documentário experimental que explora a ansiedade nas ramificações da sociedade moderna.

E nas categorias documentário e júri popular, o premiado foi Metamorfoses (2017, 15’), de Natália dos Santos Beck, produzido no curso de Produção Editorial da UFSM. Conforme a sinopse, o documentário trata a tatuagem como um mecanismo de expressão do indivíduo através do corpo, abordando os temas expressão visual, identidade e arte. Conduzida pela narração poética, a obra é composta por depoimentos de tatuados e tatuadores, performance artística, videoarte e trilha sonora autoral incitando um novo olhar sobre a tatuagem, a body art e a body modification.

Ainda, o curta A Bailarina (2017, 2’40”), inscrito na categoria experimental, de Lucas Argenta, produzido no curso de Desenho Industrial da UFSM usando a técnica de rotoscopia, recebeu menção honrosa. A Bailarina constrói-se na expectativa nostálgica de uma menina que ao rever objetos de seu passado, encontra uma caixinha de música que a envolve em um sonho de infância não realizado, o de se tornar uma bailarina.

Dos 32 filmes selecionados, 8 eram da categoria experimental, 6 documentários e 18 da categoria ficção. Cabe ressaltar ainda, dentro desse universo, os mais votados no júri popular. Dentre os cinco primeiros lugares, com exceção do primeiro, Metamorfoses, que é um documentário, os demais são todos da categoria ficção.

O segundo lugar mais votado foi i13.9 (2017, 1’), com direção de Matheus Fighera, acadêmico de Desenho Industrial da UFSM, que trata da reação do terceiro mundo à catástrofe nuclear. Já o terceiro lugar, Astronauta (2017, 11’), de Theo Tajes, do curso de Realização Audiovisual da Unisinos, conta a história de um menino e seu pai, que vivem em um enorme ferro velho. A mãe (e esposa) os abandonou há muitos anos. Um dia, o menino encontra um capacete de astronauta em meio aos destroços e decide se aventurar mundo afora atrás de sua mãe.

Empatados com o quarto lugar estão Drago e Karma. Drago (2018, 12’), dirigido por Alan Orlando, acadêmico de Produção Editorial da UFSM, trata do ser em colapso. Silva é só mais um transeunte em crise existencial. A sua relação com um edifício da cidade é o plano de fundo para sua briga interna. Já Karma (2016, 7’34”), produzido no curso de Jornalismo da UFN, com direção de Victor Mosttajo, traz o drama de um taxista aposentado, que sozinho em seu carro, se prepara para acabar com a própria vida. Pouco antes de dar o último suspiro, uma memória o faz relembrar da noite que o levou até aquele ponto. Aquela foi a noite de sua ruína, mas também o seu maior momento de altruísmo, seria isso o suficiente para o impedi-lo de desistir de tudo?

O festival integrou a programação do 6º Fórum Arte, Cinema e Audiovisual, que é realizado pelo Mestrado em Artes Visuais (PPGART), Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM, Laboratório de Pesquisa em Arte Contemporânea, Tecnologia e Mídias Digitais (LABART), Cineclube da Boca e da TV OVO, com parceria de professores do curso de Cinema da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Além do festival, o fórum contou, na segunda, 14, com uma mesa sobre Festivais Universitários, com a presença de Célia Mello (UFSC) e Kitta Tonetto da (UFN), e uma mesa sobre Produção de Festivais e Mostras com a Irit Batsry (FUSO/Portugal) e Ana Lígia (MIS/SC), além de uma oficina de documentário de 14 a 16, chamada de Poética da Realidade, que foi ministrada pelo cineasta uruguaio Gabriel Szollosy.

Por Fernanda Marques e Neli Mombelli

Dois dias com 32 filmes exibidos e mais de 160 espectadores. Foto de Roger Bonfanti Haeffner


O exercício do olhar audiovisual


Muitas vezes, a rotina agitada com tarefas a cumprir e a pressa em terminá-las impede que reparemos em coisas simples. Uma arte na rua, o andamento da construção de um prédio, as coisas passam despercebidas. Para instigar estas percepções, a TV OVO levou a oficina Olhares da Comunidade para a Escola Major Tancredo Penna de Moraes, no distrito de Palma.

A atividade foi desenvolvida na terça, 24/04, e hoje, 26/04, com alunos do 6º, 8º e 9º ano, totalizando 12 horas. Heitor Leal, um dos oficineiros, explica que a oficina traz uma proposta diferente do que a TV OVO vinha fazendo até então. A equipe propõe atividades práticas com os alunos para que, a partir delas, sejam discutidas questões ligadas ao fazer audiovisual, compartilhando conhecimentos que são importantes para a produção de conteúdos neste gênero. Dessa forma, a teoria estará inserida nos debates entre estudantes e oficineiros durante as atividades.

A ideia é que a partir disso, os alunos reflitam sobre o lugar onde vivem e como isso carrega marcas na formação de cada um. Heitor diz que que a proposta se constrói muito a partir do que os estudantes trazem e que o papel dos oficineiros é mediar essa reflexão e promover troca de saberes.

A oficina faz parte do projeto Olhares da Comunidade 2018 e que tem o financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria (Lic/SM).

Por Larissa Essi
Foto Alan Orlando


Nem só de livro vive a Feira, também tem documentário


A praça Saldanha Marinho ganha um palco cheio de atrações culturais durante a Feira do Livro que inicia neste sábado, 28, e nós vamos estar nele dia 02/05, quarta-feira, às 19h, no Livro Livre, para exibir o documentário Palma, o 8° Distrito. O documentário, que foi produzido em 2017 e tem direção de Denise Copetti, faz um mosaico com quinze entrevistas de moradores do distrito, que através das lembranças que compartilham conosco, recontam a história das diversas localidades que compõem Palma. No filme, destaca-se a noção de comunidade, que se pauta pela união e alegria das pessoas em trabalhar pelo bem comum.

Após a exibição do documentário, haverá um debate sobre a produção e sobre a importância do registro da memória das comunidades do interior. Palma, o 8° Distrito faz parte do projeto Por onde passa a memória da cidade, que desenvolve produções sobre histórias, pessoas e lugares de Santa Maria com financiamento da Lei de Incentivo á Cultura.

Além de Palma, em 2017 também produzimos um documentário sobre o distrito de Santa Flora, a antiga colônia Vacacaí. Na voz de seus habitantes, o filme mostra a luta e a esperança de seu povo em manter viva a sua história. Em função do tempo de programação do Livro Livre, o filme Santa Flora não será exibido na praça, mas em breve haverá uma sessão no distrito.

Além da exibição do documentário sobre Palma, no dia 02 de maio, também teremos outras atividades durante a Feira do Livro. Confere a nossa programação:

02/05 – Quarta-feira, 19h
Exibição do documentário Palma, o 8° Distrito e debate.

05/05 – Sábado, 17h
Lançamento do livro Cronicaria com a presença de Manuela Fantinel e Marcelo Canellas na sessão de autógrafos

12/05 – Sábado, 19h
Lançamento do episódio piloto do projeto Rock do K7 e debate sobre a memória do rock de Santa Maria

Palma, o 8° Distrito

Sinopse: Uma equipe em busca de histórias. Uma comunidade e a construção de um distrito. Palma, o 8º distrito de Santa Maria, é um dos últimos a ser criado, porém, sua história remonta aos tempos antigos: dos imigrantes italianos, das grandes fazendas, dos escravos, e, antes desses, dos indígenas. São histórias de outras épocas que, às margens da RSC-287, dão forma aos tempos atuais, visíveis na sua gente, nos costumes, nas crenças, nas memórias e na esperança que alimenta o futuro.

Leia mais sobre o documentário

Por Larissa Essi
Foto de Renan Mattos

Seu João Lima, em entrevista para o documentário sobre o distrito de Palma.


A comunidade em Palma, 8° distrito de Santa Maria, em documentário


O conceito de comunidade pode ter vários significados. Para os moradores do distrito de Palma, é união, solidariedade, hospitalidade e trabalho em equipe. Uma comunidade que trabalha pelo bem comum. União que permitiu melhorias ao longo do tempo no 8° distrito de Santa Maria.

Tudo isso é retratado no documentário Palma, o 8° distrito, com direção de Denise Copetti. Para a produção foram realizadas pesquisas históricas a partir do século XIX, e todos os dados foram complementados com quinze entrevistas concedidas pelos moradores da comunidade que relatam histórias que passam pela infância na região, pela construção da Escola Major Tancredo Penna de Moraes, pela imigração italiana e por algumas lendas.

Mas o trabalho em equipe não é somente na comunidade de Palma, a produção deste filme também se fez em colaboração entre a equipe da TV OVO, que reuniu profissionais com mais experiências e outros que estão dando os primeiros passos na arte do audiovisual, ou ainda, para aqueles que estão se desafiando em novas funções, como é o caso da Denise Copetti, que assumiu a direção documentário e geralmente se envolve com a produção.

Esta união pode ser vista no documentário que também traz os bastidores da gravação. Entre uma entrevista e outra, lá está a equipe posicionada com microfone e câmeras, uma forma de, para além de construir um produto final, mostrar um pouco do processo da realização dele.

O documentário será exibido para a comunidade de Palma no dia 23 de maio, às 19h,  no salão da Capela de Santa Terezinha. Porque não basta só documentar, é preciso que a comunidade veja e se enxergue pelo olhar do outro. Após a exibição, será feito um debate com a comunidade sobre o filme.

O documentário faz parte do projeto Por onde passa a memória da cidade, que visa contar histórias de lugares e pessoas de Santa Maria. Além de Palma, o distrito de Santa Flora também foi documentado e será exibido na comunidade ainda em maio. Ambos são financiados pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC/SM).

 

Sinopse: Uma equipe em busca de histórias. Uma comunidade e a construção de um distrito. Palma, o 8º distrito de Santa Maria, é um dos últimos a ser criado, porém, sua história remonta aos tempos antigos: dos imigrantes italianos, das grandes fazendas, dos escravos, e, antes desses, dos indígenas. São histórias de outras épocas que, às margens da RSC-287, dão forma aos tempos atuais, visíveis na sua gente, nos costumes, nas crenças, nas memórias e na esperança que alimenta o futuro.

Por Larissa Essi
Foto de Renan Mattos