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Música autoral e performances visuais na rua, em frente ao Sobrado da Floriano


No dia 14 de maio, a partir das 16h, o Sobrado sede da TV OVO (na rua Floriano Peixoto, 267)  será palco de diversas atrações artísticas. Este vai ser mais um evento do Projeto Narrativas em Movimento, em comemoração ao aniversário de 20 anos da instituição, completados no dia 12 de maio, e também do centenário do casarão. Haverá diversas atrações durante a tarde e à noite, incluindo shows e um video mapping na fachada, que ficará a cargo de Fernando Krum e Fernando Codevilla.

Vídeo mapping, ou mapeamento em vídeo, é uma técnica de projeção de vídeos em estruturas irregulares, como fachadas de prédios e casas, grandes estruturas até mesmo estátuas. No aniversário de 16 anos da TV OVO, essa técnica já foi utilizada, e você pode conferir como foi clicando aqui.

A Guantánamo Groove, uma das atrações confirmadas, diz estar ansiosa para o evento. “O que a TV OVO faz no audiovisual é o que a gente tenta fazer na música: aquecer e fomentar o cenário independente, através da troca de saberes, experiências e de muita produção! Então, vai ser uma ótima oportunidade para celebrar a união de duas pontas da cadeia produtiva da cultura da cidade”, comenta Yuri Medeiros, integrante da banda. Também estarão no palco o cantor e compositor Pirisca Grecco e a banda Pegada Torta. Será um fim de tarde de muita música autoral e energia boa.

A TV OVO tem o objetivo de cativar um laço entre o audiovisual e as outras manifestações artísticas da cidade, disponibilizando seu espaço pra que diversos artistas possam vir, criar e colaborar junto ao espaço que restaurado e transformado em centro cultural.

O evento será aberto a todos, gratuito. É mais um momento de ocupação de lugares públicos da cidade. O show será na rua, com um palco montado na esquina do Sobrado para os shows das bandas e com as intervenções audiovisuais, tudo ao mesmo tempo, um verdadeiro “jazz artístico”. Não perde, não!

Por Nicoli Saft e Carolina Ambrós

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No palco do Treze, os grandes atores da reportagem falam sobre os rumos dessa peça


Se a notícia é o lugar comum do jornalismo, lugar em que as perguntas básicas de uma apuração são capazes de informar minimamente o leitor, ouvinte ou telespectador sobre determinado assunto, a reportagem é a ferramenta que possibilita ao repórter problematizar mais a fundo um determinado tema. Mas, passados os anos-dourados da grande reportagem como o trunfo que estampava capas de jornais e revistas, a crise no modelo de negócios do jornalismo industrial tem imposto dias ruins às grandes redações, que veem suas vendas e assinaturas caírem vertiginosamente, e aos próprios jornalistas, que, se não acabam desempregados em revoadas de passaralhos, tem suas atuações limitadas pelas condições de trabalho em quadros enxutos de funcionários.

Em teoria, o advento da internet – e, principalmente, o aumento no número de pessoas com acesso à internet (mesmo que esse número aponte uma exclusão de metade da população brasileira) – teria sido o responsável pela quebra no modelo de negócios estabelecido, e, então, pela impossibilidade de se realizar um jornalismo amplo, diverso e profundo, com o emprego de tantos recursos quanto fossem necessários, e que chegasse a tantos leitores, ouvintes e telespectadores como antes. Se hoje nenhum teórico no mundo conseguiu chegar à conclusão de um modelo viável para a atividade e  se vários veículos estejam se rendendo a listas buzzfeedizadas e caça-cliques, isso não significa que não existam iniciativas e pessoas que persistam na realização de um jornalismo que segue os grandes preceitos da profissão. Iniciativas como o financiamento por crowdfunding ou a apuração virtual de grandes bases de dados, como no recente caso dos Panama Papers, mostram como os aspectos do coletivo e do virtual têm sido essenciais para o desenvolvimento de reportagens que efetivamente mexam naquilo que está posto.

É com a ideia de debater sobre o exercício da grande reportagem no Brasil – da maneira como se deu nos últimos anos e de como a internet tem influenciado a prática do jornalismo – que traremos, à Santa Maria, profissionais de naipes variados e que são reconhecidos por suas reportagens. São profissionais garantidos em grandes veículos por uma longa carreira de sucesso, como é o caso de Mauri König, que atuou por muito tempo como repórter da Gazeta do Povo de Curitiba e hoje escreve para Folha de São Paulo, e de Humberto Trezzi, repórter da Zero Hora, de Porto Alegre, ou garantidos em novos espaços nascidos nesta década de incertezas, como é o caso da Andrea Dip, repórter da Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo.

No próximo dia 12 de maio, não sairemos do Theatro Treze de Maio com conclusões definitivas sobre como o jornalismo passará a ser executado. Longe disso. Duvidamos também que alguém saiba nos dizer. Esperamos, porém, que  após a conversa com aqueles que praticam um jornalismo de qualidade no país, a partir das 19h, muitos possam sair do Theatro minimamente inspirados para fazer o mesmo.

E para quem quiser mais debate, às 16h do mesmo dia tem outra conversa sobre  Novas plataformas, debate público e agendamento na era da internet. O colóquio é uma realização da TV OVO em parceria com o curso de Jornalismo da Unifra e com o programa de pós-graduação em Comunicação da UFSM. Senhas poderão ser retiradas pelos acadêmicos junto aos cursos de jornalismo e para o público em geral na portaria do Theatro.

Por William Boessio

colóquio investigação