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Estaremos na tela do SMVC, que começa hoje


Após um intervalo de três anos desde a última edição, em 2013, o Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC) retorna em 2017. A edição deste ano foi chamada carinhosamente de 11 e ½, já que antecede a 12ª edição que será no ano que vem e marca o retorno da mostra à cidade com uma proposta diferente. Neste ano não haverá competição e a programação contará com um apanhado das produções ganhadoras do Troféu Vento Norte nesses onze anos de festival.  As atividades começam nesta segunda (22) e se estendem até a próxima quinta (25).

As produções ganhadoras da TV OVO também vão participar dessa programação. Hoje será exibido o curta-metragem Qu4tro Mistérios do Rosário, dirigido por Marcos Borba. A produção ganhou o troféu de melhor curta-metragem da Mostra Santa Maria e Região, em 2013. Na quarta-feira é a vez do filme que faz metáfora entre a vida e o circo “Meninice”, dirigido por Neli Mombelli e Rafael Rigon, que ganhou os prêmios Clayton Renan Coelho de Direitos Humanos e o Troféu Cineclube Lanterninha Aurélio, em 2011.  E, também, do curta-metragem gravado no Uruguai, “El Tufito”, dirigido por Marcos Borba com elenco formado pela equipe da TV OVO, eleito o Melhor Curta pelo júri popular em 2013 e que também recebeu o troféu de melhor edição, para Marcos Borba e Neli Mombelli.

O SMVC 11 e ½, – cujo nome também faz uma brincadeira com a produção do cineasta italiano Federico Fellini, 8 ½ – terá seu encerramento marcado pela entrega do Troféu Vento Norte para os destaques eleitos pelo júri durante essa viagem pelas edições anteriores.  As exibições terão início às 19h no auditório da Cesma (Rua Professor Braga, 55). A entrada é gratuita!

Por Julia Machado

Crédito: Eduardo Ramos, especial Diário de Santa Maria

Troféu Vento Norte de melhor curta e direção recebido por Marcos Borba, da TV OVO. Crédito: Eduardo Ramos, especial Diário de Santa Maria

 


O jornalismo e a capacidade de estranhamento


Trabalhar no campo do audiovisual não é uma tarefa fácil. A variedade de ferramentas narrativas e contra narrativas que temos é gigantesca e além das barreiras criativas e imposições externas podem influenciar no resultado final de uma produção. O Colóquio Narrativas Audiovisuais e Informação, que ocorreu na quinta-feira (11) no Theatro Treze de Maio, discutiu a pluralidade nas maneiras de se fazer audiovisual, tocando em pontos como a ascensão dos dispositivos móveis e a emergência de novas ferramentas para contar histórias em movimento.

 

Laura Capriglione, do Jornalistas Livres, falou sobre a necessidade do jornalista se inserir nos atos dos movimentos sociais e usou como exemplo sua cobertura feita durante as reintegrações de posse na capital paulista em 2013. A jornalista também enfatizou como a mídia tradicional pode operar de forma a criminalizar movimentos, apresentando as minorias como vilãs. Ela também comentou sobre a importância das redes sociais como novidade narrativa em meio à crise no jornalismo, pois graças a essas ferramentas, fatos que antes não  tinham voz, acabam ganhando espaço, como o caso Amarildo. As mídias alternativas, juntamente com as redes sociais e os dispositivos móveis, para ela, ampliam a variedade de narrativas e abrem espaços para pautas feministas, étnicas, de temas ligados à comunidade LGBT, entre outros, que são noticiados de forma mais humanizada.

 

Mesmo inserido dentro de um veículo de comunicação tradicional, o jornalista Marcelo Canellas deixou claro seu posicionamento dentro da emissora e falou que a censura faz parte da vida do jornalista, mas que é preciso aprender a defender e a trabalhar o viés que se acredita. Mas as dificuldades não estão só na redação, como em uma recente reportagem sobre Liliane, uma mulher que ficou quase dois anos afastada do filho pequeno, depois de uma denúncia falsa de maus-tratos, que após uma decisão da Justiça conseguiu recuperar parte da guarda do filho que é dividida com a família que acolheu a criança. Devido uma imposição judicial, a rede Globo foi proibida de exibir imagens da criança e da família adotiva. Para não perder o material, a opção foi trabalhar reelaborar a narrativa com ilustrações e recorrer à encenação para não derrubar a pauta. Canellas afirma que ter posição e não ter medo de dialogar com os editores-chefes é a melhor maneira para se iniciar as mudanças nas redações. Para ele, pautas sempre são a respeito da condição humana e sua relação com a desigualdade social, ainda tão intensa em nossa sociedade.

 

O colóquio contou ainda com a presença de Eliza Capai. Para a produção do documentário Tão Longe é Aqui, a jornalista itinerante visitou o município de Guaribas, no Piauí, que já foi o lugar com o segundo menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país, situação essa que, segundo ela, mudou após a implementação dos programas Bolsa Família e Fome Zero. Titulares do bolsa família, as sertanejas estão começando a transformar seus papéis na família e na sociedade do interior do Piauí e se libertando da servidão ao homem, milenar como a miséria. Inclusive, as novas gerações já passam a se mostrar contrárias às situações ao seu redor, como casar e viver para cuidar da casa. Durante sua estadia na região Nordeste, Eliza percebeu que mesmo em um lugar quase esquecido, onde assuntos relacionados a pauta feminista estão longe de ser algo em alta e o machismo ainda impera, a juventude vem se mostrando extremamente empoderada e pequenas ações como os benefícios sociais têm grande influência nessa oportunidade de independência das mulheres. São os estranhamentos culturais que movem muitas das produções da documentarista.

Por Valdemar Neto

Foto de Pedro Piegas

Narrativas Audiovisuais e Informação1edit


Colóquios discutem jornalismo e audiovisual


Para comemorar os 21 anos da TV OVO neste mês, completos no próximo dia 12, organizamos uma programação que carrega os traços da nossa história, isto é, voltada para a cultura, para a comunicação, para o jornalismo e para a reflexão e o debate destes temas tão caros à sociedade. E, claro, essas atividades só são possíveis pela parceria com diversas entidades da cidade que constroem com a gente.

No dia 08 (segunda-feira), a programação traz o Colóquio Novas Formas de Fazer Jornalismo. Proposto por Marcelo Canellas, o debate contará com a presença da Cláudia Schulz, da Mídia Ninja, de Caio Cavechini, do Profissão Repórter e de Sérgio Lüdtke, do Interatores, escola de consultoria em mídias digitais de Porto Alegre. O colóquio será no Theatro Treze de Maio, às 20h30. A mediação é da professora Laura Storch do Departamento de Comunicação da UFSM. Para essa atividade, contamos com o apoio do Gabinete do Reitor da UFSM e da Chilli Produções. A entrada é gratuita e as senhas para estudantes e professores podem ser retiradas nas coordenações dos cursos de Jornalismo de Santa Maria e Região, e, para o público em geral, na bilheteria do teatro a partir do dia 02 de maio.

Já para dia 11 (quinta-feira), realizaremos o Colóquio Narrativas Audiovisuais e Informação, que contará coma presença do jornalista Marcelo Canellas, da documentarista Eliza Capai e da jornalista e fundadora da Rede de Jornalistas Livres, Laura Capriglione. O debate permeará questões acerca de como contar histórias e a relação com o Outro, pensando nas linguagens audiovisuais que perpassam a reportagem televisiva, vídeos informativos para internet e o documentário. A mediação será feita por Neli Mombelli, integrante da TV OVO e professora do curso de Jornalismo da Unifra. O colóquio será no Theatro Treze de Maio, às 20h30. A entrada é gratuita por meio da retirada de senhas a partir do dia 2 de maio. Estudantes e professores podem retirar nas coordenações dos cursos de Jornalismo de Santa Maria e Região, e o público em geral na bilheteria do teatro. A atividade será transmitida pelo Facebook da TV OVO. O colóquio integra o projeto Narrativas em Movimento 2017, tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e conta com apoio do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFSM e do curso de Jornalismo da Unifra.

Ainda teremos lançamento de documentários nos dias 10 e 13, além de um workshop no dia 06. Confira a nossa programação e agende-se.

Dúvidas e/ou informações pelo e-mail tvovo@tvovo.org, pelo telefone 3026 3039 ou por mensagem inbox pela página da TV OVO no facebook.

Colóquio sobre Jornalismo realizado no ano passado no Narrativas em Movimento red


São Valentin e Santo Antão na tela da Feira do Livro


No sábado. dia 13 (sábado), penúltimo dia da Feira do Livro de Santa Maria, estaremos no palco do Livre Livre, às 19h, para lançar os documentários sobre Santo Antão (dir. Marcos Borba) e São Valentin (Dir. Jaiana Garcia). Produzidos em 2016, os documentários retratam os dois distritos santa-marienses. Pessoas, lugares, memórias, histórias e Santa Maria: uma terra multifacetada em sua constituição, com diferentes identidades e vocação para o transitório. São esses elementos que dão forma ao projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que na sua sétima edição abarca os dois filmes e tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura da cidade.

Após a exibição terá um bate-papo com os diretores. Traga seu chimarrão.

Gravação em São Vaelentin


Pré-lançamento do documentário #Resistência, de Eliza Capai


Eliza Capai estará em Santa Maria no dia 10 de maio (quarta-feira) para o pré-lançamento do documentário #Resistência no Clube Comercial (Rua Venâncio Aires, 1972), às 20h30. O filme, dirigido e narrado por ela, traz a narrativa das ocupações do #OcupaAlesp, #OcupaMinc-RJ, #OcupaFunarte-SP, a Marcha das Vadias RJ e a Parada LGBTT de São Paulo durante os meses de governo interino de Michel Temer. Após a exibição, terá debate com a diretora. A entrada é gratuita.

Eliza atua desde 2001 como documentarista e com temáticas relacionadas à cultura, gênero e sociedade. Dirigiu os filmes Cicloativistas e Severinas. Em 2015, viajou um mês pela Angola, onde surgiu o thriller É proibido falar em Angola, sobre os presos políticos do país, e o Especial Angola. Ela, quej á ganhou inúmeros prêmios, também participará do Colóquio Narrativas Audiovisuais e Informação, no Theatro Treze de Maio, dia 11, às 20h30.

Acompanhe o evento no Facebook para mais informações.

Dúvidas e/ou informações pelo e-mail tvovo@tvovo.org, pelo telefone 3026 3039 ou por mensagem inbox pela página da TV OVO no facebook.

Documentário resistência


Cinema nos 110 anos da Vila Belga


A Vila Belga de Santa Maria completa 110 anos neste mês. A última casa do conjunto habitacional foi concluída em 13 de abril de 1907. Ao todo, são 84 residências. Entre as atividades em comemoração ao  aniversário, está a exibição de documentários que produzimos que passam pela história da Vila Belga, desde as construções e a sua ligação direta com a Gare da Estação e a ferrovia, além de ser um dos lugares referência para comercialização sustentável de artesanato, no Brique da Vila Belga.

 

A exibição será na quarta, dia 12/04, às 19 horas, em frente à Associação dos Moradores Ferroviários da Vila Belga. Entre os documentários exibidos estão os da série Cena Cultural, sendo um sobre o Artesanato (direção de William Boessio) e outro sobre  Memória e Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Direção de Helena Moura e Laura Boessio).
 
O projeto Cena Cultural foi produzido em 2015 e 2016 com financiamento da Lic e abordou todos os segmentos culturais da cidade. A proposta produziu uma material rico e diversificado sobre o fazer artístico e suas múltiplas manifestações. Também integram a mostra produções do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que recupera e registra a memória santa-mariense.

 

Foto de Renan Mattos

 

vila belga