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O audiovisual e a memória dos distritos: exibição dos documentários sobre Santo Antão e São Valentim


Após os lançamentos dos documentários sobre os distritos de São Valentim e Santo Antão na Feira do Livro, os distritos estão recebendo as sessões de exibição das obras.

Hoje, São Valentim vai poder acompanhar as histórias contadas pela nossa equipe no documentário sobre o distrito. A sessão será às 15 horas, na Escola Municipal José Paim de Oliveira.

Na última quarta-feira (31), foi apresentado o documentário na comunidade de Santo Antão. Cerca de 20 pessoas acompanharam as histórias sobre o monge heremita Giovanni Maria de Agostini, sobre a salgadeira na passagem dos jesuítas, os percalços com as condições estrada e o potencial turístico que o distrito possui para diversos esportes radicais. Após a sessão, os moradores puderam conversar com o diretor Marcos Borba sobre o processo de produção da obra.

A moradora de Santo Antão, Svami Palmeira Rezes, acompanhou atenta as imagens na tela e até se surpreendeu com algumas das histórias contadas sobre o distrito em que mora há mais de dez anos: “uma experiência muito boa, por que tem coisa que a gente nem sabia, tem coisas que foram novidade pra mim”, conta a professora aposentada.

Os dois documentários, produzidos durante 2016, integram o projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que iniciou em 2008, que registra e mantém viva as histórias que permeiam os distritos, bairros e ruas de Santa Maria. Além disso, é nosso compromisso levar o audiovisual até as comunidades para fomentar as produções e levar adiante o conhecimento sobre os locais por que passamos. O projeto tem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria e recebeu, em 2013, o Prêmio Ponto de Memória, do Instituto Brasileiro de Museus em reconhecimento ao trabalho que desenvolvemos.

São Valentim – Sinopse

Foi pelas rodas das carretas que passavam pela região que o desenvolvimento chegou a Santa Maria. Onde hoje se localiza a sede do distrito de São Valentim, carreteiros faziam paradas para descanso na sombra, davam água aos bois e seguiam viagem. Vindas principalmente de São Gabriel, Rosário do Sul e Alegrete, as carretas foram as responsáveis, durante muito tempo, pela manutenção do ciclo econômico do município. Este documentário traz recortes dessas histórias que começam por volta de 1900, com a construção da casa da “esquina dos Toniolo” – o famoso ponto de encontro dos carreteiros – e que até hoje são parte da memória dos moradores não querem perder suas raízes.

Texto e foto por Renan Mattos

santo antao foto renan

Exibição na Capela de Santo Antão, num dia de muita chuva e frio.


Frequências do Interior será exibido na Mostra Sesc de Cinema, na capital


O documentário Frequências do Interior foi selecionado na Mostra de Cinema – Etapa Estadual e será exibido nesta sexta-feira, 09/06, às 19h, em Porto Alegre.

A mostra iniciou no dia 05 de junho e segue até sexta, na Sala Redenção, Cinema Universitário, Avenida Paulo Gama, 110. São 19 filmes gaúchos: 2 longas e 17 curtas, compreendendo animação, ficção e documentário. A mostra tem premiação para um contrato de licenciamento para exibição pública, além de certificar destaques em categorias como roteiro, filme, direção de fotografia, desenho de som, montagem, direção de arte, entre outros.

Na sexta, além do Frequências do Interior, serão exibidos os filmes às MargensDomésticasDiários Daltônicos Piska. Após a sessão terá bate-papo com os diretores Felipe Diniz (Domésticas), Neli Mombelli (Frequências do interior) e Nelson Brauwers (Piska). Confira a programação completa.

 

Arno Schwerz tem o rádio como companheiro de vida. Foi pela rádio que ele acompanhou a Campanha da Legalidade de Leonel Brizola. Foto: Paulo Tavares

 

 

Veja o trailer do nosso documentário.


TV OVO recebe oficina e exposição do projeto Fábulas Contínuas


A partir do dia 27 de junho o Sobrado Centro Cultural vai ser sede da Exposição Fábulas Contínuas. A mostra trabalha com documentos digitais retirados de HD’s encontrados no lixo e também de conhecidos do artista que o procuram para recuperação dos dados e é resultado de uma oficina.

O acervo é formado pelos mais variados arquivos digitais, como “fotografias e vídeos de férias, celebrações, nascimentos, ritos dos mais diversos, além de pornografia, músicas, textos, documentos, a vida digital do mundo contemporâneo”. A proposta é “dar algum sentido a esse mar de imagens antes perdidas”, explica o artista em seu blog.

A exposição será resultado de uma oficina ministrada por Caobelli em conjunto com Fernando Krum, chamada O arquivo como processo criativo, em que os participantes trabalharão com um determinado volume de arquivos fornecidos pelos oficineiros e criarão a a narrativa da exposição, que permanecerá aberta para visitação por um mês.

A oficina será em junho, na sede da TV OVO, nos dias 24 e 25, das 10h às 18h, e  a montagem da exposição será nos dias 26 e 27, das 14h às 18h. A visita é gratuita, sempre às tardes, das 14h às 17h, de segunda à sexta-feira, entre 27 de junho e 27 de julho (Floriano Peixoto, 267).  No dia 27 de junho, terça-feira, haverá coquetel de abertura, às 19h.  Os interessados na oficina podem realizar as inscrições de forma gratuita pelo e-mail vicente.carcuchinski@gmail.com, pelo telefone: (51) 3024-1183 ou pela página do projeto no Facebook.

Sobre os oficineiros

Leo Caobelli é artista visual com ênfase em produção documental nas áreas da fotografia, vídeo e instalação. Já trabalhou como repórter fotográfico no jornal Folha de S. Paulo entre os anos de 2006 e 2009. Ele fundou e fez parte do coletivo Garapa entre 2008 e 2015, espaço de criação dedicado a pesquisa da linguagem audiovisual documental. Atualmente é mestrando em artes visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordena as atividades da CalmaLab, espaço híbrido de ateliê e produtora visual. Já Fernando Krum é professor dos cursos de Comunicação Social e Comunicação Digital da Unisinos, em São Leopoldo.

 

Por Pedro Piegas

fabulas

 


Filme “Mulher do Pai” estreia no cinema em Santa Maria


O longa-metragem de ficção, Mulher do Pai, com roteiro e direção da cineasta gaúcha Cristiane Oliveira, será lançado no cinema de Santa Maria e de todo Brasil no dia 22 de junho de 2017. O filme estreou no circuito de festivais em outubro de 2016 no Festival do Rio e recebeu os prêmios de Melhor Direção, Melhor Fotografia e Melhor Atriz Coadjuvante, além do prêmio de melhor longa realizado por diretor estreante da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) durante sua exibição na 40º Mostra Internacional de São Paulo.

O filme teve estreia internacional em fevereiro deste ano na Alemanha, durante o Festival de Berlim, um dos maiores e mais importantes eventos de cinema do mundo, e, de lá, seguiu para outros festivais como o Festival de Guadalajara no México; para a Bienal Internacional do Cinema Sonoro em Goiás, onde recebeu os prêmios de Melhor mixagem e Melhor edição de som; e para o Festival Internacional de Cinema do Uruguai, recebendo o prêmio FIPRESCI na Competição Iberoamericana. Mulher do Pai ainda será exibido no Cinema Jove – Festival Internacional de Valencia na Espanha e no Flying Broom International  Women’s Film Festival na Turquia.

A trajetória de Mulher do Pai é um retrato da cinematografia atual produzida no Rio Grande do Sul, que tem cada vez mais ganhado espaço no cenário nacional e internacional com obras que se destacam pela qualidade técnica e artística.

A TV OVO está apoiando a divulgação deste filme por entender que precisamos fomentar a distribuição e a exibição da produção nacional nas mais diversas telas. E uma forma de contribuir para que essa produção se fortaleça é formar público. Então agenda aí: 22 de junho no cinema em Santa Maria.

Por Valdemar Neto

mulher do pai

Sinopse

Filmado em 2015 no interior do Rio Grande do Sul, o filme traz para as telas o trabalho de Marat Descartes e Maria Galant como protagonistas da trama que conta a história de Ruben e Nalu, respectivamente pai e filha. Ele é um homem de 40 anos que ficou cego ainda jovem. Nalu é uma adolescente de 16 anos que está se tornando mulher. Eles precisarão aprender a se relacionar como pai e filha depois da morte de Olga, mãe de Ruben – forte e super protetora, que os criou quase como irmãos. O afeto que surge entre ambos entra em conflito quando Rosario, uma atraente uruguaia ganha espaço na vida de ambos.

 

 

 

Assista ao trailer


Exibição dos filmes sobre Santo Antão e São Valentim nas comunidades


Nos próximos dias a TV OVO vai exibir os documentários sobre os distritos de Santo Antão e de São Valentim nas respectivas comunidades. A exibição do filme sobre Santo Antão, que tem a direção de Marcos Borba, vai ser quarta-feira, dia 31 de maio, às 18h, no Salão da Capela de Santo Antão. Já o documentário sobre São Valentim, dirigido por Jaiana Garcia, terá o lançamento na comunidade na quinta-feira, 1º de junho, às 19h, no Salão da Igreja de São Valentim, na Colônia Toniolo. Haverá debate com a equipe de produção após a sessão.

Os dois filmes possuem financiamento da Lei de Incentivo à Cultura (LIC/SM) e fazem parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que retrata pessoas, lugares, memórias, histórias de Santa Maria: uma terra multifacetada em sua constituição, com diferentes identidades e vocação para o transitório.

Santo Antão – Sinopse

O distrito de Santo Antão é um lugar, como disse um morador, onde cada curva de estrada tem uma história para contar. As curvas guardam um pedaço do passado do país, nos rastros do caminho dos tropeiros para a feira de Sorocaba/SP; conservam os vestígios jesuítas da “salgadeira”; podem ser tristes como o asfalto que até hoje não chegou. Elas também foram abrigo do peregrino João Maria de Agostini, responsável por mobilizar milhares de fiéis em busca de cura, cuja fé perdura até hoje com a romaria de Santo Antão. O distrito de Santo Antão é um espaço rico nas histórias, nas pessoas, no potencial turístico e em segredos que talvez nunca sejam descobertos.

São Valentim – Sinopse

Foi pelas rodas das carretas que passavam pela região que o desenvolvimento chegou a Santa Maria. Onde hoje se localiza a sede do distrito de São Valentim, carreteiros faziam paradas para descanso na sombra, davam água aos bois e seguiam viagem. Vindas principalmente de São Gabriel, Rosário do Sul e Alegrete, as carretas foram as responsáveis, durante muito tempo, pela manutenção do ciclo econômico do município. Este documentário traz recortes dessas histórias que começam por volta de 1900, com a construção da casa da “esquina dos Toniolo” – o famoso ponto de encontro dos carreteiros – e que até hoje são parte da memória dos moradores não querem perder suas raízes.

 

Por Pedro Piegas

são valentim

Gravação no distrito de São Valentim


#Resistência em Santa Maria


Nos dias em que o processo de afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff completa um ano, o documentário Resistência, da diretora Eliza Capai, teve lançamento por todo o Brasil. A TV OVO organizou a sessão de pré-estreia do filme na quarta-feira, dia 10 de maio.

O documentário é um registro das ocupações OcupaAlesp, #OcupaMinc-RJ, #OcupaFunarte-SP, da Marcha das Vadias RJ e da Parada LGBTT de São Paulo. Essas ocupações e atos foram realizadas durante o governo interino do Michel Temer, entre as votações da Câmara dos Deputados e a última votação no Senado, que decidiram pelo afastamento de Dilma Rousseff.

Para a diretora, o documentário é uma importante forma de registro do que aconteceu no Brasil no período, principalmente por trazer um viés explícito sobre o tema. “Nós, do audiovisual, temos esse dever de criar narrativas, de deixar claro os nossos pontos de vista dentro dessas narrativas e deixar esses documentos para que no futuro se entenda o que está acontecendo, pois agora está um pouco difícil de entender”, elucida Eliza.

O processo de circulação do documentário é feito de forma independente e colaborativa com o intuito de suscitar o debate sobre o tema em diferentes lugares. Qualquer grupo de pessoas pode pedir para a diretora disponibilizar o filme por meio da página do documentário no Facebook. “O filme vai ficar disponível para que as pessoas organizem e assistam o filme para pensarem nesse momento que a gente vive. Eu acho que tem uma angústia em vários setores de não saber como reagir, como se posicionar e que o filme talvez possa ser um start para as pessoas assumirem e pensarem sobre estes pontos”, provoca a diretora.

Até o momento, já foram mais de 70 exibições do filme em todas as regiões do Brasil, além de Europa e Estados Unidos. A sessão em Santa Maria contou com 60 pessoas no Clube Comercial. Houve debate após a sessão com a presença da diretora. Muitas pessoas se emocionaram com a projeção do filme, o que levou a uma discussão a respeito do tema do documentário e não necessariamente da forma estética como ele foi construído. Ouvimos diversos relatos de estudantes do movimento estudantil de Santa Maria, que também fizeram parte de ocupações, que se identificaram com a narrativa. Além disso, foi um momento oportuno para discutir a diversidade e o papel da imprensa a respeito da atual conjuntura política.

Para quem tem interesse em organizar uma sessão do documentário, Eliza criou um passo a passo que está disponível na página do #Resistência no Facebook, e que copiamos aqui.

1) Organize um espaço com projetor ou tela. Incentivamos as pessoas a se conectarem com espaços já conhecidos, como cinemas, auditórios, cineclubes, espaços culturais; ou criarem seu próprio local e organizarem uma projeção na rua, praça, local de trabalho, etc.

2) Cadastre-se no Videocamp: http://www.videocamp.com/pt/users/account;

3) Você receberá um email para confirmar esse cadastro. Confirme-o;

4) Entre na página http://www.videocamp.com/pt/movies/resistencia e clique em “organize uma exibição”;

5) Em seguida, você deve preencher um formulário com informações relativas a local, data, horário e se pretende fazer alguma atividade depois da sessão;

6) Você receberá um email com a confirmação do agendamento da exibição e quais são os próximos passos do processo. O filme estará disponível para download 72h antes da sessão agendada.

7) Crie um evento no facebook e envie uma mensagem inbox para a página facebook.com/resistenciafilme com a data e local do evento e com a página

8) Convide pessoas interessantes para debater um ou vários dos temas do filme, no final da sessão: resistência, democracia, feminismo, gênero, mídia movimento estudantil, cultura;

9) Bole uma campanha massa e chame todo mundo para assistir o filme no seu #ocupa!.

10) Exiba e discuta #Resistência!

 

Por Pedro Piegas
Foto de Neli Mombelli

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