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Colóquio online discutirá Audiovisual e Representatividade Negra


Está chegando mais uma edição do Projeto Narrativas em Movimento e o nosso primeiro encontro já está marcado! Dia 27/08, quinta-feira, às 19h, te convidamos para participar do colóquio Audiovisual e Representatividade Negra com o ator e cantor Flávio Bauraqui e a roteirista, diretora e produtora Mariani Ferreira. A mediação será do ator, diretor, professor e roteirista Gelton Quadros.

Devido a pandemia, tivemos que adaptar a realização de nossos eventos. Por isso, o colóquio será online, em formato de live. A transmissão será feita em nosso Facebook e Youtube e o link será disponibilizado em nossas redes sociais. Para ficar atualizado acesse o evento no Facebook. Quem deseja certificação do evento deve fazer sua inscrição neste formulário do Sympla.

 

Sobre os convidados: 

Flavio Bauraqui: ator e cantor, Flavio já participou de diversos musicais e peças teatrais pelo país. Deu vida ao grande Cartola no espetáculo “Cartola – O Mundo é um Moinho”. No cinema, interpretou Tabu em “Madame Satã”, premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior. Voltou a trabalhar com Karin Ainouz em “O Céu de Suely” e participou de vários outros filmes como “Zuzu Angel”, “O Cheiro do Ralo”, “Meu Nome Não é Johnny”, “Faroeste Caboclo”, “Nise – O Coração da Loucura” e “Homem Livre”. Também tem extensa atuação em novelas e séries como “Filhos da Pátria”, “Malhação – Seu Lugar no Mundo”, “Meu Pedacinho de Chão”, “Duas Caras”, “Toma lá, dá cá”, “Caras & Bocas” e “Paraíso Tropical”, na qual fez muito sucesso. Também é intérprete musical, realizando shows e outros projetos enquanto cantor.

Mariani Ferreira: é roteirista, diretora e produtora. Estudou jornalismo, foi crítica de cinema e redatora e diretora de publicidade. Seu filme de estreia,  o curta-metragem de ficção “Léo”, foi exibido em diversos festivais, como  os prestigiados Festival Del Nuevo Cine Latino Americano de La Havana e o Festival Internacional de Cinema de Guadalajara. Mariani também é produtora executiva e roteirista do documentário “O Caso do Homem Errado”.   Também é  roteirista da série “Necrópolis”, exibida pela Netflix. Hoje trabalha como roteirista na TV Globo. É membro-fundadora do Coletivo Macumba Lab.

Gelton Quadros: ator, diretor, professor e roteirista. Pedagogo formado em Licenciatura em Teatro e Artes Cênicas (Atuação e Direção) pela Universidade Federal de Santa Maria. Criador da Cia de Arte de Rua Teatro no Buraco. Além do teatro, nos últimos anos também participou de curtas metragens locais e foi jurado do Santa Maria vídeo cinema em 2018.

O projeto Narrativas em Movimento 2020 é financiado pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria, LIC/SM.

Por Lívia M. Oliveira


Quando te avisto, filme sobre presença indígena em Santa Maria no Festival de Gramado


Nosso documentário, Quando te avisto (2020, 24’), foi selecionado no Festival de Cinema de Gramado para concorrer ao Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema – Mostra Gaúcha de Curtas. A produção aborda a presença indígena em Santa Maria e propõe uma reflexão da relação do homem branco com os povos indígenas que não se restringe ao local.

A proposta para o documentário surgiu em 2018, após finalizarmos a série de documentários sobre o interior santa-mariense, onde a história oral sempre evocava a presença indígena a partir de artefatos encontrados por agricultores em plantações ao revirar a terra. Outro fator foi a abordagem limitada sobre a presença indígena na constituição histórica do município. Iniciamos a produção um ano depois, assim que aprovamos sua realização na Lei de Incentivo a Cultura de Santa Maria – LIC/SM pelo projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade 2019.

Para construir a visão do filme, trabalhamos com oficinas de formação audiovisual nas escolas indígenas das aldeias Guarani Mbyá – Tekoa Guaviraty e na Aldeia kaingang Três Soitas. Foi uma forma de estarmos mais próximos dessas comunidades, de nos integrarmos mais ao seu cotidiano e de levar a possibilidade do audiovisual para que eles mesmo pudessem registrar suas histórias e também para que o filme não fosse um olhar colonizador. Foi dessa experiência que resultou o Quando te avisto e o documentário Mbya Arandu (Saber Guarani), produzido pelos estudantes, que ganhou melhor documentário no prêmio especial do júri no 13º Curta Taquary – Festival Internacional de Curta-Metragem, de Taquaritinga do Norte, em Pernambuco.

O festival de Gramado, que está na sua 48º edição, ocorre entre os dias 18 e 26 de setembro de forma online. A programação será transmitida pela grade linear do Canal Brasil e a Mostra Gaúcha de curtas também estará disponível para assinantes do Canal Brasil Play entre os dias 19 e 22 de setembro.

Além disso, já estamos preparando o pré-lançamento do Quando te avisto no formato de live, com um debate sobre o audiovisual como ferramenta de representação dos povos indígenas. Acompanhe nossas redes nossas redes (Facebook e Instagram) para não perder essa discussão.

Sinopse
O que acontece quando dois olhares se cruzam? E se esses olhares compartilham de um mesmo espaço, mas se constituem em mundos próprios? O que afasta e aproxima indígenas e não indígenas? Entre colonizações e apagamentos históricos, disputas de territórios, presença e invisibilidade, o legado das comunidades indígenas é o da existência através da resistência ancorada na sua espiritualidade, no respeito às diferenças e no vínculo com a natureza.

Direção de Denise Copetti e Neli Mombelli
Documentário | 24’46”

Veja o trailer

 

Por Lívia M. Oliveira


Cine em Movimento é nosso mais novo projeto aprovado pelo FAC-RS


Mesmo com as dificuldades vivenciadas pela cultura desde a chegada do novo coronavírus, a notícia boa que temos para compartilhar é a de que fomos contemplados pelo FAC Movimento, edital do  Pró-cultura RS – Fundo de Apoio à Cultura. O certame, que teve inscrições abertas até o final do ano passado, estimulou projetos para movimentar a produção cultural do Estado.

Foi a partir disto que apresentamos o Cine em Movimento, projeto que prevê exibições de produções audiovisuais independentes realizadas no Rio Grande do Sul e promove dinâmicas de debate e reflexão. A ideia inicial do projeto submetido é a de percorrermos as cidades de Dilermando de Aguiar, São Martinho da Serra, Itaara, Silveira Martins, Santa Maria e Restinga Seca  com sessões de filmes. Porém, devido ao contexto atual de pandemia, será necessário adaptarmos a proposta de trabalho, buscando manter a essência e modificando a logística do processo de cineclubismo em movimento.

O Cine em Movimento busca fortalecer o movimento cineclubista e a democratização do cinema no interior do Estado. Nosso intuito é lançar um edital para selecionar filmes produzidos no RS e, a partir disso, levá-los para as cidades do interior para formar público,  facilitar o acesso a filmes que nem sempre chegam até essas localidades, além de instigar um olhar crítico e ativo em relação aos filmes, compartilhando vivências e partilhando de experiências, afinal, cinema é identidade. Além da metodologia do cineclubismo, trabalharemos também registrando o projeto em forma de documentário, para que as viagens, os debates e os rostos que encontrarmos no caminho sejam  memória viva do cinema no interior e respaldem em ações de inclusão desses lugares no circuito audiovisual.

Cine em Movimento deverá levar audiovisual para 6 cidades do interior do RS. Foto de Lívia Oliveira

Por Tayná Lopes


Acompanhe nossa nova série: Cartas à Vila Belga


Série “Cartas à Vila Belga” disponível em nosso canal do YouTube, Facebook e IGTV.               Foto: Marcos Borba

É com muito orgulho e alegria que compartilhamos mais três produções audiovisuais inéditas. Sejam bem-vindos (as) às histórias da série Cartas à Vila Belga,  que com cor e imagens em movimento homenageia um dos lugares mais queridos de Santa Maria.

Um conjunto de casas centenárias coloridas recebe uma afetuosa visita. Em tom de carta, moradores e apaixonados pela Vila Belga contam sobre o patrimônio histórico e cultural, resignificam o espaço e eternizam suas lembranças por meio de vídeo-cartas.

A Vila Belga é um conjunto habitacional tombado como patrimônio estadual. Foi construída entre 1901 e 1903 para servir de moradia aos funcionários da companhia belga Compagnie Auxiliare des Chamins de Fer au Brésil, que vieram para cá para construir a ferrovia que corta o Estado. Inaugurada em 1907, hoje, a Vila Belga contabiliza 113 anos de existência.

O projeto audiovisual buscou valorizar esse lugar tão significativo para os santa-marienses e lançou o desafio para três pessoas: cada uma delas teria que escrever uma carta à Vila Belga, contando seus anseios, lembranças, amores, ou o que quer que estivesse na ponta da caneta. Assim, sugiram os episódios Um Pedaço Colorido do Mundo, Memórias Ferroviárias A Vila Belga é Hoje.  As cartas são linhas de afetos e vozes de Myrna Floresta, moradora da Vila Belga e presidente da associação de moradores; Marcelo Canellas, santa-mariense declarado apaixonado pela cidade e jornalista da TV Globo; e Ivan Sccott, ex-ferroviário e também morador do local.

Myrna Floresta diz que se sente privilegiada em poder participar do projeto e ajudar a população a entender o que a Vila Belga representa e que temos o dever de cuidá-la e preservá-la.  “O registro em vídeo é importante demais, pois alcança as pessoas do mundo todo através das redes sociais”, ressalta ela.

A cada sábado lançamos um dos episódios em nossas redes sociais. Você pode acompanhar pelo nosso YouTube, Facebook ou Instagram. Um Pedaço Colorido do Mundo já está disponível. Neste sábado é a vez de Memórias Ferroviárias, e no dia 12/06 você assiste ao episódio A Vila Belga é Hoje. Em breve, os episódios também serão veiculados na TV Câmara, canal 2 da NET e 18.1 no canal aberto.

A série Cartas à Vila Belga é um criação da TV OVO com financiamento do edital do Pró-Cultura/RS FAC Movimento (Fundo de Apoio à Cultura do governo do Estado em parceria com a Prefeitura Municipal de Santa Maria) e visa valorizar esse espaço que é patrimônio histórico, cultural e social gaúcho. Compartilhe este conteúdo e aproveite para inscrever-se no nosso canal do YouTube e acompanhar mais conteúdo audiovisual e novidades como essa, também nos siga no Instagram e curta nossa página no Facebook.

Por Tayná Lopes


Documentário feito por jovens indígenas da aldeia guarani de Santa Maria é premiado em festival


Grupo da oficina de audiovisual na aldeia Guarani.

Apesar dos tempos de pandemia, também há notícias boas para comemorarmos. Na semana passada, o documentário Mbya Arandu (Saber Guarani) foi escolhido como melhor documentário no prêmio especial do júri no 13º Curta Taquary – Festival Internacional de Curta-Metragem, de Taquaritinga do Norte, em Pernambuco.

O filme é o resultado das primeiras atividades de linguagem audiovisual da oficina que  realizamos no ano passado com alunos da escola indígena Mbya Yvyrai´Ijá Tenodé Verá Miri, da Aldeia Guarani Mbyá – Tekoá Guaviraty Porã, localizada no Distrito Industrial, em Santa Maria/RS.

Mbya Arandu fala sobre a necessidade de proteger a Mãe Terra porque é ela que nos dá a vida. O texto do prêmio especial do júri ressalta que foram premiados documentários que se destacaram importantes “pela diversidade e pertinência das temáticas, que abordam o meio ambiente, a liberdade da mulher, a inclusão, preconceito, bullying e poder”. Veja a lista completa dos premiados. Neste ano, o festival, realizado de 22 a 25 de abril, foi totalmente virtual, como uma vitrine de entretenimento para a população que está em casa, possibilitando o acesso de todo o conteúdo para votação e eleição do melhor prêmio na modalidade “Júri Popular”.

O documentário foi produzido coletivamente por Claudemir Moreira, Elida T. Benites, Edson Acosta, Gabriel Alves, Júlio Benites, Andrielly T. da Silva, Marisa Beatriz T. Menites, Nelson C. C. Gimenes, Edson A. Timóteo, Marcelina Timóteo, Mila Acosta, Adriano, Neli Mombelli, Heitor Leal, Tayná Lopes e Paulo Tavares. Aproveitamos também para parabenizar a todos os produtores audiovisuais e todos os curtas selecionados no Festival. Seguimos resistindo na produção audiovisual.

Por Thaisy Finamor

Assista ao filme:


10 motivos para acessar o nosso canal no YouTube


A Semi-lua e a Estrela teve cenas gravadas no Forte Dom Pedro II de Caçapava do Sul.

 

Você já sabe que aqui na TV OVO respiramos audiovisual, certo? E que em nossos 23 anos de história produzimos muitos filmes, séries, vídeos experimentais e muita criação informativa, cultural e divertida. É por isso que te convidados para juntar-se a nós. Nesse período de quarentena acesse nosso canal do YouTube e aproveite, e se “pá”, se inscreva no nosso canal.

 

A partir de amanhã, a cada sábado, vamos disponibilizar 3 filmes inéditos nas redes sociais: os documentários A Semi-Lua e a Estrela (2013), dirigido por Marcos Borba, que retrata a corrida de cavalhadas de Caçapava do Sul, e Frequências do Interior (2015), com direção de Neli Mombelli, que aborda a presença do rádio na região Norte e de como algumas pessoas o utilizam como forma de encontrar o amor da sua vida; e o curta de ficção Poeira (2015), dirigido por Paulo Tavares, que fala da morte de uma profissão, rodado no interior de Toropi. Poeira também será disponibilizado na versão em audiodescrição. Os filmes são nossas produções tesouros, geralmente só exibidas em festivas e em exibições programadas em eventos e/ou espaços públicos. Você que assina a nossa News já pode ver A Semi-lua e a Estrela em primeira mão.

 

E se você ainda não se convenceu em dar um pulinho lá no nosso canal para conferir os filmes inéditos, te apresentamos uma super lista com mais nove motivos para acessar e se inscrever no canal:

2 Nossas produções são independentes ou contam com aporte de editais e leis de incentivo à cultura, sempre buscando lançar um olhar para a realidade que nos cerca, de forma a fomentar a reflexão e a coletividade.

3 Olhamos para o invisível, com foco em produções que visam as minorias ou histórias por vezes esquecidas, como a série de documentários sobre os distritos de Santa Maria.

4 Teremos mais lançamentos em breve: um documentário sobre a presença indígena em Santa Maria, uma série de três episódios que registra memórias da Vila Belga, e um documentário sobre o Art Déco em Santa Maria, que constitui importante acervo enquanto patrimônio histórico e cultural.

5 Temos muito conteúdo político, cultural e criações em vídeo feitas em oficinas com alunos de escolas públicas a frente dos filmes.

6 Temos audiovisuais dos mais variados gêneros e formatos. Todos feitos por pessoas de Santa Maria. Sim! Aqui também temos realizadores audiovisuais, aqui também se faz cinema.

7 Temos um projeto lindo em desenvolvimento que prevê a transformação da nossa casa no Sobrado Centro Cultural, e lá no nosso YouTube divulgamos vídeos sobre todas ações que envolvem esse espaço.

8 Já fomos premiados em vários festivais de cinema, já recebemos diversos prémios do governo federal, estadual e municipal em reconhecimento ao trabalho que desenvolvemos.

9 Tivemos 5 mil inscritos no último mês. Hoje estamos com mais de 13 mil inscritos e muito felizes por isso, é claro! Se tem tanta gente ligada é porque tem coisa boa por lá, né?!

10 A gente vai ficar super feliz se você dedicar um pouquinho do seu tempo para algumas de nossas produções. E isso nos incentiva a produzir muito mais.

Que tal já começar olhando um teaser que resume nosso último ano?!

>> Antes de ir, dá só uma lida nas sinopses dos nossos futuros lançamentos:

 

A Semi-Lua e a Estrela
Homens a cavalo empunhando espadas, lanças e pistolas, numa batalha em campo aberto. As cavalhadas são uma representação épica que ultrapassa fronteiras geográficas e temporais e que por muitos anos existiram em diversas cidades do Brasil. O folguedo, que reconta a história da luta entre mouros e cristãos durante as cruzadas de Carlos Magno na Europa do século VIII, se reinventa em pleno século XXI em Caçapava do Sul-RS.

 

Frequências do Interior
As ondas do rádio que se propagam no interior do Norte gaúcho levam informação, música, companhia e também a esperança de encontrar o amor da vida. Sintonizados no mesmo dial aos sábados à tarde, os ouvintes buscam corações que batem na mesma frequência.

 

Poeira
Ernesto, o último artesão de lápides da região, depois de dedicar-se anos ao seu ofício solitário, revive a esperança de perpetuar a profissão no seu novo ajudante, o aprendiz José.

Por Tayná Lopes