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Dia 12 de maio, apresentação do projeto de restauração do Sobrado


O dia mais esperado do ano está chegando, pelo menos para a TV OVO! Restam apenas duas semanas para os 20 anos da entidade. E nesse mesmo dia, 12 de maio de 2016, ocorrerá a apresentação do projeto de restauração do Sobrado Centro Cultural, às 10 horas, na sede da TV (Rua Floriano Peixoto com a Ernesto Becker). A atividade é aberta a toda comunidade santa-mariense.

Os arquitetos Daniel Pereyron e Clarissa Pereira são os responsáveis pela apresentação do projeto. O intuito da conversa é a restauração do Sobrado, que completa 100 anos em 2016, e da fachada do galpão. Os espaços abrigarão cineclube, exposições, salas de aulas, bibliotecas, estúdios e demais ambientes para os santa-mariense terem mais um lugar aonde desfrutar a cultura na cidade. Para facilitar a compreensão de todos, os arquitetos irão fazer uma apresentação em três dimensões. Nesse mesmo encontro será apresentada a logomarca do Sobrado Centro Cultural.

Breve história recente do Casarão

Em 2011, o Sobrado, atual sede da TV OVO, foi comprado pelo jornalista santa-mariense  Marcelo Canellas, que tem uma grande preocupação com o patrimônio histórico da cidade. O desejo de Canellas era transformar esse lugar em um espaço de arte, cultura e cidadania. Foi aí que a TV OVO entrou. Na época, em 2011, a TV funcionava junto à Casa de Cultura. Como o projeto de restauro da Casa estava em andamento, a entidade precisava encontrar um outro lugar para seguir com suas atividades. O jornalista cedeu em comodato o espaço para a equipe da TV OVO trabalhar e, em contrapartida, a organização assumia o compromisso de elaborar o projeto de restauração do casarão. Foi a partir daí que começou essa parceria que segue até os dias de hoje.

Porém, sempre há um porém nas histórias, e nesse caso não seria diferente. A TV OVO encontrou o espaço em condições insalubres e com muitos problemas de goteiras no telhado. Então, foi criado o projeto Teto para TV OVO via crowdfunding, um tipo de financiamento coletivo feito pela internet. A nova sede da TV foi ganhando vida através de projetos e doações da comunidade.

O  novo plot twist dessa história (plot twist é a reviravolta no enredo de filmes) é no dia 12/05, com a apresentação do projeto de restauro e a preparação para iniciar os projetos que deverão captar recursos para a grande obra que está por vir. E essa história também tem seus poréns… Desde o início, a proposta de restauro contou com o trabalho de um grupo de arquitetos voluntários que trabalhou na concepção do que será o Sobrado. O projeto está no papel há aproximadamente três anos, seguindo os trâmites legais para a aprovação. Entre idas e vindas, entre conversas e alterações, a proposta cada vez fica mais afinada e é hora de realizar esse grande desafio e sonho que é transformar o Sobrado Centro Cultural em um espaço voltado para a cultura e para o audiovisual em Santa Maria.

Por Helena Moura

Sobrado antigo


Música autoral e performances visuais na rua, em frente ao Sobrado da Floriano


No dia 14 de maio, a partir das 16h, o Sobrado sede da TV OVO (na rua Floriano Peixoto, 267)  será palco de diversas atrações artísticas. Este vai ser mais um evento do Projeto Narrativas em Movimento, em comemoração ao aniversário de 20 anos da instituição, completados no dia 12 de maio, e também do centenário do casarão. Haverá diversas atrações durante a tarde e à noite, incluindo shows e um video mapping na fachada, que ficará a cargo de Fernando Krum e Fernando Codevilla.

Vídeo mapping, ou mapeamento em vídeo, é uma técnica de projeção de vídeos em estruturas irregulares, como fachadas de prédios e casas, grandes estruturas até mesmo estátuas. No aniversário de 16 anos da TV OVO, essa técnica já foi utilizada, e você pode conferir como foi clicando aqui.

A Guantánamo Groove, uma das atrações confirmadas, diz estar ansiosa para o evento. “O que a TV OVO faz no audiovisual é o que a gente tenta fazer na música: aquecer e fomentar o cenário independente, através da troca de saberes, experiências e de muita produção! Então, vai ser uma ótima oportunidade para celebrar a união de duas pontas da cadeia produtiva da cultura da cidade”, comenta Yuri Medeiros, integrante da banda. Também estarão no palco o cantor e compositor Pirisca Grecco e a banda Pegada Torta. Será um fim de tarde de muita música autoral e energia boa.

A TV OVO tem o objetivo de cativar um laço entre o audiovisual e as outras manifestações artísticas da cidade, disponibilizando seu espaço pra que diversos artistas possam vir, criar e colaborar junto ao espaço que restaurado e transformado em centro cultural.

O evento será aberto a todos, gratuito. É mais um momento de ocupação de lugares públicos da cidade. O show será na rua, com um palco montado na esquina do Sobrado para os shows das bandas e com as intervenções audiovisuais, tudo ao mesmo tempo, um verdadeiro “jazz artístico”. Não perde, não!

Por Nicoli Saft e Carolina Ambrós

videomapping-tvovo-15of18


No palco do Treze, os grandes atores da reportagem falam sobre os rumos dessa peça


Se a notícia é o lugar comum do jornalismo, lugar em que as perguntas básicas de uma apuração são capazes de informar minimamente o leitor, ouvinte ou telespectador sobre determinado assunto, a reportagem é a ferramenta que possibilita ao repórter problematizar mais a fundo um determinado tema. Mas, passados os anos-dourados da grande reportagem como o trunfo que estampava capas de jornais e revistas, a crise no modelo de negócios do jornalismo industrial tem imposto dias ruins às grandes redações, que veem suas vendas e assinaturas caírem vertiginosamente, e aos próprios jornalistas, que, se não acabam desempregados em revoadas de passaralhos, tem suas atuações limitadas pelas condições de trabalho em quadros enxutos de funcionários.

Em teoria, o advento da internet – e, principalmente, o aumento no número de pessoas com acesso à internet (mesmo que esse número aponte uma exclusão de metade da população brasileira) – teria sido o responsável pela quebra no modelo de negócios estabelecido, e, então, pela impossibilidade de se realizar um jornalismo amplo, diverso e profundo, com o emprego de tantos recursos quanto fossem necessários, e que chegasse a tantos leitores, ouvintes e telespectadores como antes. Se hoje nenhum teórico no mundo conseguiu chegar à conclusão de um modelo viável para a atividade e  se vários veículos estejam se rendendo a listas buzzfeedizadas e caça-cliques, isso não significa que não existam iniciativas e pessoas que persistam na realização de um jornalismo que segue os grandes preceitos da profissão. Iniciativas como o financiamento por crowdfunding ou a apuração virtual de grandes bases de dados, como no recente caso dos Panama Papers, mostram como os aspectos do coletivo e do virtual têm sido essenciais para o desenvolvimento de reportagens que efetivamente mexam naquilo que está posto.

É com a ideia de debater sobre o exercício da grande reportagem no Brasil – da maneira como se deu nos últimos anos e de como a internet tem influenciado a prática do jornalismo – que traremos, à Santa Maria, profissionais de naipes variados e que são reconhecidos por suas reportagens. São profissionais garantidos em grandes veículos por uma longa carreira de sucesso, como é o caso de Mauri König, que atuou por muito tempo como repórter da Gazeta do Povo de Curitiba e hoje escreve para Folha de São Paulo, e de Humberto Trezzi, repórter da Zero Hora, de Porto Alegre, ou garantidos em novos espaços nascidos nesta década de incertezas, como é o caso da Andrea Dip, repórter da Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo.

No próximo dia 12 de maio, não sairemos do Theatro Treze de Maio com conclusões definitivas sobre como o jornalismo passará a ser executado. Longe disso. Duvidamos também que alguém saiba nos dizer. Esperamos, porém, que  após a conversa com aqueles que praticam um jornalismo de qualidade no país, a partir das 19h, muitos possam sair do Theatro minimamente inspirados para fazer o mesmo.

E para quem quiser mais debate, às 16h do mesmo dia tem outra conversa sobre  Novas plataformas, debate público e agendamento na era da internet. O colóquio é uma realização da TV OVO em parceria com o curso de Jornalismo da Unifra e com o programa de pós-graduação em Comunicação da UFSM. Senhas poderão ser retiradas pelos acadêmicos junto aos cursos de jornalismo e para o público em geral na portaria do Theatro.

Por William Boessio

colóquio investigação


Grandes nomes do jornalismo discutem agendamento e debate público no Treze de Maio


O ano de 1972, Maxwell McCombs e Donald Shaw publicavam o primeiro artigo que propunha a Teoria do Agendamento. Entende-se por Agenda Setting, no inglês, o poder que os grandes veículos têm de pautar a discussão pública a partir do processo de produção do conteúdo noticioso. Ou seja, desde a seleção dos assuntos considerados mais importantes, que irão ser publicados ou abordados na programação, bem como o foco que será dado, influenciando a forma do discurso e espaço ou tempo reservado para isso, tudo é pensado e influencia as discussões públicas.

A relação entre as mídias de massa e a sociedade organizada é, desde então, uma questão muito debatida pelos teóricos da Comunicação.  Seria o agendamento que funciona unilateralmente ou seria a grande mídia influenciada a corresponder às demandas da sociedade? Agendamento e opinião pública se pautariam em uma mesma escala?

Diante de uma nova revolução nos meios de comunicação com o surgimento da internet e da ressignificação dos espaços, o saber-fazer jornalístico também não escapou de ser amplamente afetado. Ocorre, a partir daí, uma maior democratização dos meios no ambiente virtual, abrindo caminho para o crescimento de veículos independentes, para uma maior representatividade de viéses distintos e para a descentralização da apuração noticiosa. Contudo, teria esse fenômeno atribuído horizontalidade ao debate público, no que tange a sua independência das mídias de massa? E o agendamento da imprensa mudou com as redes sociais? Mas, afinal, qual o papel e o poder dessas novas plataformas em relação à imprensa tradicional?

Esses questionamentos serão debatidos pelos jornalistas Moisés Mendes, ex-colunista da Zero Hora, Francisco Karam, doutor, professor de  Jornalismo na UFSC e especialista em ética jornalística, e Lúcio Flávio Pinto, jornalista independente e fundador do Jornal Pessoal, com mediação de Marcelo Canellas, repórter especial do Fantástico. Na pauta do colóquio estará  Novas plataformas, debate público e agendamento na era da internet.

A conversa faz parte das comemorações do aniversário de 20 anos da TV OVO e do centenário do Sobrado Centro Cultural, por isso chama-se Colóquio 100/20: jornalismo na era da internet. A discussão ocorre no dia 12 de maio, às 16h, no Theatro Treze de Maio. Senhas poderão ser retiradas pelos acadêmicos junto aos cursos de jornalismo e para o público em geral na portaria do Theatro. Às 19h, ocorre outro bate-papo sobre Novas plataformas, investigação e grande reportagem na era da internet. O colóquio é uma realização da TV OVO em parceria com o curso de Jornalismo da Unifra e com o programa de pós-graduação em Comunicação da UFSM.

Por Matheus Oliveira

Colóquio agendamento


Exibição de documentários na Feira do Livro


No próximo sábado, dia 7 de maio, como parte da programação da 43ª Feira do Livro de Santa Maria, exibiremos os documentários Boca do Monte e Cena Cultural – Livro e Literatura, na Praça Saldanha Marinho, à partir das 19h.
O documentário Boca do Monte faz parte do projeto Por Onde Passa a Memória da Cidade, que busca retratar a realidade dos distritos de Santa Maria. Segundo a diretora do documentário, Neli Mombelli, uma das características do documentário é a busca por retratar a pluralidade das diversas facetas identitárias do lugar a partir do depoimento de seus moradores. Além disso, o curta evidencia as diferenças entre o urbano e o rural encontrado no distrito, dadas as grandes proporções territoriais de Boca do Monte.
Já o Cena Cultural – Livro e Literatura é um dos episódios de um projeto que visa retratar um dos segmentos culturais da cidade, definidos por lei. O intuito do Livro e Literatura é mostrar o cenário da produção literária em Santa Maria, quais eventos e locais de tradição literária do município e para celebrar a memória de grandes autores que já passaram e  que por aqui ainda estão. Todos os projetos são financiados pela Lei de Incentivo à Cultura de Santa Maria.

Sinopses
Boca do Monte – direção de Neli Mombelli (documentário, 2015, 24′)

Boca do Monte ou Caa Yara, em Tupi-Guarani, é a origem de Santa Maria. Terra de indígenas, lugar de passagem para o caminho das Missões, campo de litígio entre os impérios português e espanhol. Mais tarde, caminho do progresso pelos trilhos do trem e de quem viajava na maria fumaça. Hoje, após um esvaziamento da paisagem rural, chácaras e casas de fim de semana, aos poucos, vão reconfigurando as transformações que o tempo deixa ao passar em direção ao amanhã. 

Livro e Literatura – direção de Alice Böllick (documentário, 2015, 7′)

Uma cidade povoada por histórias das mais distintas vertentes. Desde a estante de uma casa ou de uma livraria, até  as estantes de uma feira, livros habitam Santa Maria e constroem suas histórias pela ponta do lápis, pelas teclas da máquina de escrever o do teclado de escritores que aqui se inspiram e invocam sua imaginação.

Por Laura Boessio

Captação de áudio no interior da sede de Boca do Monte

Captação de áudio no interior da sede de Boca do Monte

 


Workshop Introdução aos efeitos visuais


Uma introdução ao vasto campo de efeitos visuais que cresce cada vez mais no Brasil. Com experiência de 16 longas, 4 séries e inúmeras propagandas, Liciani Vargas volta à Santa Maria para um workshop teórico sobre workflow e técnicas de composição de imagens. A santa-mariense mora em São Paulo e faz parte da equipe da O2 Filmes onde é digital compositor. Confira um vídeo portfólio dos trabalhos realizados por ela no Vimeo. A senha é brazil.

A oficina será de 09 a 11 de maio (segunda, terça e quarta), das 8h às 12h, em nossa sede (Floriano Peixot, 267). Não dá para perder essa oportunidade! O workshop é aberto à comunidade e tem custo integral de R$100,00 e R$50,00 para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes (conforme lei 12.933/2013) .

Inscrições AQUI.

Pagamento da inscrição até 09/05
Depósito na conta da Oficina de Vídeo – TV OVO
Caixa Econômica Federal/Agência 0501/op 003/Conta 3173-7
Envie o comprovante de depósito por e-mail (tvovo@tvovo.org)

Ou

Na sede da TV OVO – Floriano Peixoto, 287
De segunda a sexta-feira, das 14h às 17h, com Heitor Leal

Para quem pagar metade
Estudantes – enviar comprovante de matrícula e documento com foto para tvovo@tvovo.org
Idosos – enviar cópia/foto do RG para tvovo@tvovo.org
Jovens carentes – enviar comprovante de cadastro no CadÚnico para tvovo@tvovo.org

Confira o conteúdo proposto

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