
Dos relatos oficiais às marcas de tortura: o que foi e o que é a Ditadura brasileira? Para discutir o tema, o Comitê Santamariense de Direito à Memória e à verdade e o Tela Preta Café promovem no mês de maio o ciclo “Cinema e Debate: Ditadura no Brasil”. Venha debater para construir nossa memória, resgatar as páginas esquecidas da nossa história!
Que bom te ver viva (10/05)
“Que Bom Te Ver Viva” mistura os delírios e fantasias de uma personagem anônima (Irene Ravache) alinhavado pelos depoimentos de oito ex-presas políticas brasileiras que viveram situações de tortura. Mais do que descrever e enumerar sevícias, o filme mostra o preço que essas mulheres pagaram, e ainda pagam, por terem sobrevivido lúcidas à experiência de tortura.
O dia que durou 21 anos (16/05).
O documentário apresenta, em três episódios de 26 minutos cada, os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil. Pela primeira vez na televisão, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como Top Secret, serão expostos ao público. Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte dessa série iconográfica, narrada pelo jornalista Flávio Tavares.
Perdão Mr. Fiel (24/05)
A morte de Manoel Fiel Filho é a base do documentário que pretende discutir a intervenção dos Estados Unidos nos países da América do Sul nas décadas de 70/80 e a caça impiedosa aos comunistas através da “Operação Condor”, idealizada pela CIA e adotada pelo regime do general chileno Augusto Pinochet. A Guerra Fria entre os EUA e a União Soviética criou nos norte-americanos um verdadeiro pavor aos comunistas, com mais densidade depois que Fidel Castro assumiu o poder em 1959, criando a expectativa de expansão do regime comunista a outros países da América do Sul, do Caribe e da América Central De 1960 até os anos 80, os americanos financiaram e adotaram todas as intervenções militares no Cone Sul, promovendo um verdadeiro genocídio. Nos 20 anos de ditadura em apenas três países sul-americanos os números são macabros. No Brasil 300 mortos, incluindo os desaparecidos, 25 mil presos políticos e 10 mil exilados. Na Argentina, em sete anos de ditadura, os mortos e desaparecidos foram 30 mil e os presos políticos e exilados 500 mil. No Chile, em 17 anos do governo Pinochet, morreram ou desapareceram 5 mil pessoas, houve 60 mil presos políticos e 40 mil exilados.
Da Assessoria.
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